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O Bem Estar começa 2018 mostrando que perdoar vai te ajudar a ter mais saúde. De acordo com o cardiologista Artur Zular, um dos convidados do programa, quem não perdoa fica com uma ferida aberta, liberando o tempo todo hormônios do estresse que podem fazer mal para o coração. A raiva também pode matar aos poucos, como lembrou o psiquiatra e consultor do Bem Estar Daniel Barros. A dica é deixar a raiva ir embora!

 

De acordo com o psiquiatra Daniel Barros, existem dois tipos de perdão, o racional e emocional. Estudos que mostram que quando a gente perdoa racionalmente – não vou mais pensar nisso, talvez eu estivesse errado – diminui um pouco a carda negativa, mas é o perdão emocional – abrir mão das sensações negativas – que traz o benefício real para o corpo. É melhor para a diminuição do estresse, cortisol, e com isso melhora a saúde do coração.

 

Para o cardiologista Artur Zular, a capacidade de perdoar é muito requintada, e por isso precisa ser treinada, repetida como um mantra. Não perdoar pode deixar o sistema de alerta sempre ligado. A constante liberação de hormônios do estresse, como adrenalina e cortisol, no nosso corpo faz mal, atrapalha o sono, aumenta a pressão arterial, a frequência cardíaca e a glicemia.

 

Raiva: dá e passa

Raiva, como qualquer emoção, é transitória. Pode durar minutos e horas, mas nunca dias. Raiva que ainda persiste no dia seguinte, semana seguinte, é fruto do nosso raciocínio. Alimentamos a questão e vamos remoendo essa suposta injustiça, com o foco no negativo. Não podemos considerar isso uma emoção, é algo racional. Então, tudo bem sentir raiva e esperar a raiva passar para conversar e se reconciliar, mas não é legal ficar remoendo a raiva por dias. A compaixão – se colocar no lugar do outro - é um sentimento crucial para a reconciliação.

 

O perdão

Pedir perdão não é fácil. Perdoar também não. Quando perdoamos, o estresse associado ao ressentimento diminui a ponto de suas consequências serem notáveis fisicamente. Diversos estudos mostram redução da pressão arterial, da frequência cardíaca, da tensão muscular. Quem perdoa também experimenta maior relaxamento, mais bem-estar e sensação de controle.

 

O perdão aumenta oxitocina, hormônio do relacionamento. Melhora a imunidade e a sensação de bem-estar, aumenta a liberação de serotonina e dopamina, neurotransmissores que melhoram o humor.

 

Bem Estar

sentadoO sedentarismo é a quarta causa de morte no mundo. Hoje, as pessoas passam, em média, 7,5 horas do dia sentadas. Há pessoas que chegam a ficar 15 horas sentadas. Ficar sentado a maior parte do tempo aumenta o risco de problemas cardíacos, obesidade, diabetes e até câncer. Além disso, pode causar danos à saúde da coluna e musculatura.

 

Pesquisas sugerem que se a pessoa ficar sentada por muito tempo, mesmo que faça exercícios, também tem risco de doença cardiovascular. É mais ou menos como fumar. Fumar é ruim sempre, mesmo que a pessoa pratique muito exercício. Ficar sentado também!

 

O Bem Estar desta terça (2) convidou dois especialistas para falar sobre sedentarismo: o cardiologista e médico do esporte Nabil Ghorayeb e a também médica do esporte e reumatologista Fernanda Lima. Eles explicaram que ficar em pé, mesmo que parado, é melhor que ficar sentado.

 

A partir de 20 minutos sentado o metabolismo começa a ficar inibido. Ficar em pé a cada 30 minutos já ajuda na ativação. É preciso quebrar o tempo sedentário. Levantar, atender um telefone em pé, tentar se movimentar mesmo que seja no lugar.

 

E o que fazer? Faça intervalos a cada meia hora, se possível. Opte pelo banheiro mais distante, prefira escada a elevador, busque o cafezinho, encha a garrafinha em um local mais afastado. Se tiver espaço, alongue! Se estiver de folga no sofá, levante nos intervalos e evite longos períodos na inércia.

Síndrome da bunda morta: você sabe o que é?

 

Bumbum não é só estética. Ele também é fundamental para executar movimentos básicos do dia-a-dia como sentar, levantar, correr e também na prática de esportes.

 

Os músculos presentes nos glúteos estão divididos em três partes: mínimo, médio e máximo. Eles são responsáveis por movimentos como esticar, girar, abrir e fechar as coxas. “O glúteo é extremamente funcional. Para a prática desportiva, o mais importante é o glúteo médio. É comum um corredor perder performance por deficiência do glúteo médio”, explica o ortopedista e cirurgião de joelho Daniel Rosa.

 

A principal patologia ocasionada pela insuficiência do glúteo médio é a ‘bursite trocantérica’, ou a síndrome da bunda morta. A questão estética não é o único problema. A síndrome também causa fortes dores e o tratamento é o fortalecimento do glúteo médio.

 

G1 Bem Estar

Foto: divulgação Veja

O Programa Mais Médicos mudou a realidade dos moradores de diversos municípios do Piauí, com assistência domiciliar e interação mais próxima com a comunidade. Assim, os cooperados cubanos mudaram a forma como as pessoas entendiam a assistência em saúde, como aconteceu na comunidade Porto do Dé Zigno, em Miguel Alves.

 

A médica Keimys Hernanadez é responsável pela assistência médica na comunidade. Em um ano trabalhando a atenção primária, visitando domicílios com direcionamento à prevenção de enfermidades e problemas crônicos, a cooperada comenta que durante este período já percebeu que a saúde da comunidade está melhorando. “Eles cumprem com o tratamento para as doenças crônicas, a população está satisfeita com a assistência, inclusive os indicadores de saúde têm melhorado significativamente. Acho que nosso dever como médico aqui no Brasil está sendo cumprido”.

 

Atualmente o Piauí conta com 340 profissionais atuando pelo Programa em 146 municípios, dentre eles 200 são cubanos. Com a metodologia do Mais Médicos, o profissional se dedica e se envolve integralmente com comunidade e muitas vezes dessa relação são construídos laços de amizade e criando um sentimento de pertencimento com o local. Keimys conta que inicialmente a maior dificuldade era o entendimento mútuo da língua, mas já superado, em ambos os lados.

 

Ela conta ainda que é desenvolvido na comunidade o acompanhamento às crianças, grávidas e idosos, com a realização de consultas programadas e demanda espontânea, além das visitas domiciliares. Também é feito o mapeamento da quantidade de pacientes com hipertensão e diabetes, por meio de visitas planejadas para identificação de mais casos. Dessa forma, age-se intensivamente para o controle das doenças crônicas.

 

O morador da comunidade Dé Zigno, Samuel dos Santos (24), sua e esposa e dois filhos são assistidos pelo Programa. “Havia muita dificuldade pela assistência médica e alta demanda de pacientes, com muitas filas para conseguir consulta. Os médicos conseguem suprir nossa necessidade porque eles ficam manhã e tarde. Além disso, a atenção que eles têm com a gente é totalmente diferenciada, sentimos que o médico é mais envolvido e têm mais cuidado”.

 

“Os principais desafios para mim são lograr mudanças nos estilos de vida da população, adesão ao tratamento nas doenças crônicas, evitar a automedicação e promover ações de saúde para prevenção de DST, violência familiar, cuidado dos idosos e as crianças. Nossa intenção é melhorar a qualidade de vida dos piauienses”, conclui a médica cubana.

 

sesapi

hpvA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na terça-feira uma vacina mais eficaz contra o papilomavírus humano (HPV). O imunizante, chamado de Gardasil 9, inclui os subtipos 31, 33, 45, 52 e 58 do HPV, além dos subtipos 6, 11, 16, 18 que existiam na versão anterior do produto. Isso significa que ela aumenta a proteção contra o vírus ao aumentar de quatro para nove subtipos do vírus HPV, associados ao desenvolvimento câncer de útero, vulva, vagina e ânus.

 

A nova vacina, registrada pelo laboratório Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda, foi aprovada com indicação para pessoas de 9 a 26 anos, do sexo masculino e feminino. Como o HPV é transmitido por meio de relações sexuais, o ideal é que a imunização contra o HPV seja feita antes do início da vida sexual. Entretanto, diversos estudos já mostraram que a vacina tem benefícios mesmo em quem já é sexualmente ativo ou já contraiu o vírus.

 

Segundo estimativa de um estudo do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, e do Ministério da Saúde, mais da metade da população brasileira jovem, de 16 a 25 anos, tem HPV.

 

HPV

O papilomavírus humano (HPV, da sigla em inglês human papiloma virus) é o vírus sexualmente transmissível mais comum e possui mais de 200 subtipos. Desse total, mais de 40 são facilmente transmitidos pela via sexual, com o contato direto – seja genital-genital, oral-genital ou manual-genital – da pele ou de uma mucosa infectada.

 

Entre eles, cerca de 12 são considerados de alto risco e podem causar câncer. Os subtipos 16 e 18, por exemplo, são responsáveis pela maioria dos casos de câncer relacionados ao HPV. Já os tipos 6 e 11 não estão associados a tumores, mas são responsáveis por 90% das verrugas em regiões de mucosas, genitais e ânus.

 

Transmissão acontece mesmo na ausência de sintomas

 

Em 90% dos casos, o próprio sistema imunológico consegue derrotar o vírus no período de dois anos. O problema é que, mesmo sem sintomas, a pessoa pode transmitir para os parceiros. Também é possível que a doença só se manifeste anos após ter tido contato com alguém infectado, o que complica a tarefa de determinar quando ocorreu a infecção. Quando a infecção se manifesta, pode causar, tanto em mulheres quanto em homens, desde verrugas genitais, até câncer.

 

Prevenção

O uso do preservativo nas relações sexuais e a vacina contra o HVP são as principais formas de se prevenir contra as doenças causadas pelos vírus. A imunização é importante porque a camisinha não basta para proteger contra a infecção, já que o vírus pode estar presente em áreas que não estão cobertas pelo preservativo, como as mucosas. Desde 2014 o Ministério da Saúde oferece a vacina a crianças e adolescentes no Calendário Nacional de Imunização.

 

veja

iStock/Getty Images