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Para resguardar a vida do folião, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) elabora o plano de contingência para reforçar o atendimento de urgência e emergência em todo o Piauí, além de ações reforçando os cuidados para a prevenção de diversas doenças transmissíveis e transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

 

Todos os hospitais regionais terão reforços nas equipes e em insumos para o período carnavalesco, o aporte de recursos enviados a alguns municípios estratégicos tem como objetivo dar uma maior resolutividade a atendimentos de urgência e emergência na própria região ou uma transferência com menos riscos para outros hospitais de referência.

 

Haverá uma mobilização maior para o litoral por conta do intenso fluxo de foliões que vão para a região curtir o Carnaval, como explica o diretor da Unidade de Descentralização e Organização Hospitalar, Neris Júnior. Ambulância e equipe formada por médico, enfermeiro e técnico de Enfermagem estarão prestando serviços no Centro Integrado, um espaço localizado próximo ao Sesc Praia em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança (SSP-PI) e Secretaria de Estado do Turismo (Setur) para dar suporte ao turistas.

 

O SAMU Aéreo também estará de prontidão para atender todo o estado.

 

A Secretaria da Saúde também enviou equipes para as regiões de Parnaíba, Floriano, Água Branca e Barras para se agregarem aos parceiros do projeto “Vida no Trânsito” na realização de ações educativas, distribuição de preservativos e orientações sobre doenças transmissíveis. O Vida no Trânsito realiza blitz educativas e prevê a conscientização para doenças não transmissíveis, como suicídio, violência e acidentes de trânsito.

 

Reforçando os cuidados para a prevenção de diversas doenças, o “Fevereiro Multicolorido” lembra aos foliões que a saúde tem todas as cores e a prevenção deve ocorrer em qualquer período do ano.

 

Para o Piauí, serão disponibilizados mais de dois milhões de preservativos e géis lubrificantes, que vão estar disponíveis em todos os serviços de saúde nos municípios, que também são responsáveis por facilitar o acesso à população, seja nos locais das festividades, blitz, rodoviárias e locais de grande concentração populacional. Não é necessária a identificação do usuário e não há limite no quantitativo.

 

Além de disponibilizar preservativos e gel lubrificante, equipes de saúde realizam testagem rápida para doenças transmissíveis como HIV/Aids e sífilis. “Carnaval animado é você curtir com saúde e nada melhor que aproveitar a folia de maneira consciente”, comenta a coordenadora de Doenças Transmissíveis da Secretaria da Saúde, Karinna Amorim.

 

Combate ao Aedes na folia

O Aedes aegypti não dá folga na folia, por isso, em parceria com escolas, clubes, espaços de lazer comunitários e serviços públicos e privados, a Secretaria da Saúde intensifica as ações de combate ao vetor e medidas de prevenção às doenças.

 

O diretor da Unidade de Vigilância e Atenção à Saúde, Herlon Guimarães, recomenda alguns cuidados para os foliões que forem curtir o Carnaval. “Se for viajar, deixar domicílios livres de possíveis focos para o mosquito Aedes. Realize inspeção no interior da casa, quintal e toda área externa o que contribui para não permitir infestações no imóvel, o que pode prejudicar toda uma região”, alerta Herlon.

 

Outros cuidados

- Atenção redobrada com o lixo produzido. O grande consumo de produtos feitos de materiais recicláveis, depositados em locais inadequados, é motivo de preocupação porque o lixo pode ser um criadouro do mosquito.

 

- Em festas, blocos, desfiles de Carnaval, além dos cuidados com relação ao lixo, para não deixar as cidades sujas, o uso de repelentes é fator de proteção, para evitar o contato com os mosquitos vetores de doenças.

 

Govpi

maçaA manutenção de hábitos saudáveis é fundamental para a prevenção do desenvolvimento de doenças crônicas. A adoção de hábitos saudáveis deve ser estimulada desde a infância e adolescência, promovendo alimentação saudável, evitando o consumo de sódio, álcool e combate ao sedentarismo.

 

Evitar o tabagismo também é importante, pois o cigarro aumenta o risco para a hipertensão, está relacionado ao aumento de resistência para medicamentos anti-hipertensivos e complicações cardiovasculares, além do maior risco para insuficiência renal. No caso da hipertensão arterial, e outras doenças cardiovasculares, como doença arterial coronariana a mudança de hábitos é parte fundamental do tratamento não medicamentoso, devendo ser incorporadas a rotina por toda a vida.

 

Sabemos que as ações educacionais em estilo de vida são mais efetivas quando iniciadas ainda na infância. De forma análoga, o custo da saúde pública se reduz quando analisamos pessoas que iniciaram hábitos saudáveis desde a infância, quando comparado com pessoas que apresentam as doenças cardiovasculares e a partir desse momento começam a modificar a alimentação e incorporam a atividade física.

 

Alguns passos podem ser recomendados para a adoção de hábitos saudáveis

 

Procure utilizar o mínimo de sal no preparo dos alimentos

 

Evite deixar o saleiro na mesa, assim você não adiciona mais sal na refeição

 

Para saber o conteúdo de sódio dos alimentos, fique atento ao rótulo!

 

Na hora de temperar os alimentos, prefira temperos naturais como alho, cebola, orégano e manjericão. Evite o uso de temperos industrializados, como caldos prontos e glutamato monossódico, pois costumam ter alta quantidade de sódio.

 

Alimentos embutidos, enlatados, molhos prontos e carnes salgadas (como carne seca) devem ser evitados, devido a sua alta quantidade de sal e gordura

 

Consuma menor quantidade de gordura no dia a dia; dê preferência ao uso de óleos vegetais e consuma mais preparações cozidas, assadas e/ou grelhadas

 

Evite o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e cigarros

 

Procure consumir pelo menos três porções de frutas e hortaliças por dia e dê preferência às versões integrais de alimentos como pães, cereais e massas.

 

Procure um profissional capacitado para orientar a prática de atividades físicas, saiba que 30 minutos diários de caminhada já é uma importante ferramenta na prevenção

 

Mantenha seu peso saudável. O excesso de peso contribui para o desenvolvimento da hipertensão arterial.

 

veja

iStock/Getty Images

 

febreO Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (7) um boletim atualizado com os números da febre amarela no país. O número de casos confirmados subiu para 353, bem maior do que o divulgado na semana passada, quando o país tinha 213 casos confirmados. São 140 pessoas diagnosticadas com a febre amarela em uma semana. Outros 423 casos continuam em investigação.

 

O número de mortes também subiu. Agora são 98 vítimas confirmadas da doença. Na semana passada eram 81. Em uma semana, 17 pessoas morreram, uma média de mais de duas pessoas por dia.

 

Os casos se concentram, principalmente, no estado de São Paulo, que de acordo com o Ministério da Saúde, já confirmou 108 casos da doença e 43 mortes desde julho do ano passado.

 

Os números são diferentes dos divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde, que afirma que desde o ano passado, 163 casos e 61 mortos. Essa diferença acontece porque a secretaria começou a contagem em janeiro de 2017.

 

As cidades paulistas com o maior número de casos são Mairiporã, Atibaia, Amparo, Monte Alegre e Nazaré Paulista.

 

O segundo estado com o maior número de casos é Minas Gerais, onde 77 pessoas foram infectadas com o vírus e 30 morreram. De acordo com a Secretaria Estadual de saúde, as cidades com o maior número de vítimas são Mariana, Nova Lima, Brumadinho, Rio Acima e Caeté.

 

O estado do Rio de Janeiro também chama a atenção pelo número de vítimas. Desde julho do ano passado, já foram 27 casos confirmados e 7 mortes.

 

No RJ o número é menor porque, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a campanha de vacinação contra a doença no estado começou no início do ano passado, quando os primeiros casos apareceram. Além disso, em muitas cidades a vacina faz parte do calendário de vacinação.

 

As cidades cariocas com o maior número de casos são Valença, Teresópolis, Sumidouro, Nova Friburgo e Rio das Flores.

 

Até o momento, o Distrito Federal registrou um caso e uma morte causada pela febre amarela.

 

r7

Foto: BBCBrasil

Você já ouviu falar em álcool ilegal? Mesmo que não conheça o termo, você provavelmente já viu e é provável que já tenha até consumido alguma bebida dessa categoria. Isso porque o álcool ilegal ou não registrado não abrange apenas bebidas contrabandeadas e “substitutas” (inapropriadas para ingestão humana, como perfumes, produtos de limpeza e até combustíveis), mas também aquelas fabricadas informalmente, chamadas de caseiras ou artesanais.

 

“No Brasil, a principal bebida ilegal é a cachaça artesanal ou de alambique artesanal, comum em municípios do interior da Bahia, Minas Gerais e São Paulo. Muitas vezes essa bebida é apresentada de forma charmosa, artesanal, como uma produção de família e ideal para um presente. O sabor é refinado, porém, por ser ilegal não é possível garantir seus componentes nem o teor alcoólico.”, diz Arthur Guerra de Andrade, psiquiatra especialista em dependência química e presidente executivo do Centro de Informações Sobre Saúde e Álcool (Cisa).

 

Estima-se que 25% do consumo global de álcool seja ilegal, e esta proporção é mais alta em países de baixa e média renda. Na região das Américas, 14% de todo o álcool consumido é ilegal, de acordo com relatório divulgado em 2015 pela Organização Panamericana de Saúde (Opas). No Brasil, o índice chega a 17%, sendo sua principal fonte bebidas artesanais, como as cachaças.

 

A questão é tão preocupante que combater o mercado ilegal de álcool faz parte das áreas-alvo estipuladas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para reduzir o uso nocivo do álcool. Os riscos à saúde associados ao consumo desse tipo de bebida são potencializados por uma associação de fatores que, sozinhos, já representam um risco significativo. São eles: elevado teor alcoólico, ausência de informações no rótulo, perfil socioeconômico dos principais consumidores deste tipo de bebida e preço extremamente acessível formam uma combinação desastrosa.

 

Componentes tóxicos

Pesam ainda a este tipo de bebida questões relacionadas à produção. Os poucos estudos disponíveis sobre o assunto indicam a presença de componentes nocivos em muitas delas. Uma dessas substâncias tóxicas é o metanol, tipo de álcool improprio para o consumo humano, que aumenta a mortalidade e morbidade do álcool ilegal.

 

“O álcool legal só é composto por etanol, o metanol é usado em carros e não é feito para ser digerido pelo organismo. Ao entrar no corpo, ele é abrasivo e queima todo o percurso por onde passa”, diz o psiquiatra.

 

Em países como a Índia e a Rússia, casos de intoxicação por metanol vêm crescendo nos últimos anos. De acordo com uma declaração do Serviço Federal de Vigilância da Rússia sobre Proteção de Direitos do Consumidor e Bem-estar Humano, aproximadamente 1.200 casos são registrados anualmente, o que significa cerca de 34% de todos os casos de envenenamento relacionados ao álcool. Esta estatística não inclui o surto de intoxicação por metanol em grande escala ocorrido em Irkutsk, na Sibéria, em dezembro de 2016, que levou a 77 mortes.

 

No Brasil, em alguns estados do Nordeste, como Pernambuco e Paraíba, de 50% a 70% das marcas de cachaça pesquisadas excediam o limite brasileiro para carbamato de etila (substância com alto potencial cancerígeno). No Maranhão, por sua vez, amostras de tiquira (bebida destilada da mandioca) indicaram a presença de cianeto, carbamato de etila e metais pesados, todos impróprios para ingestão.

 

Em São Paulo, a venda de “vinho químico” chamou a atenção anos atrás durante a Virada Cultural. A perigosa mistura artesanal de etanol ou metanol e groselha era vendida em garrafas de plástico com valores entre 1,50 e 10 reais. A elevada quantidade de etanol, acima de 90%, aumenta consideravelmente o risco de intoxicação. Para fator de comparação, a graduação alcoólica máxima permitida por lei, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é de 54%.

 

Riscos

Essas substâncias tóxicas são responsáveis por dores de cabeça e crises renais em curto prazo e, se ingeridas em grandes quantidades, podem causar cegueira e, em casos extremos, até a morte. “O alto teor alcoólico dessas bebidas afeta principalmente o fígado, podendo sobrecarregá-lo. Se o consumo for contínuo, pode levar rapidamente à cirrose.”, ressalta o especialista. Soma-se ainda o risco de contaminações pela falta de higiene no manejo destes produtos.

 

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