O comando do equilíbrio do corpo está localizado dentro do ouvido, no labirinto. Além dessa pequena estrutura, a visão e o pescoço ajudam a manter uma pessoa em pé, reta e firme.

Por isso, para que ninguém caia nem penda para um lado, é importante que esses três mecanismos funcionem bem e em conjunto. Segundo o otoneurologista, Ítalo de Medeiros, quando há um conflito entre as informações recebidas pelos olhos e as enviadas ao labirinto, por exemplo, pode haver enjoo e vontade de vomitar.

Isso é comum quando lemos em movimento ou viajamos de carro, ônibus, navio ou avião. Podem ocorrer, ainda, palidez, suor frio, palpitação e tontura.

De acordo com o médico e a pediatra Ana Escobar, o calor piora a sensação de desconforto para quem está enjoando. Isso porque temperaturas mais altas aumentam a sensação de náusea e o suor. Para aliviar a situação, abra as janelas, fixe um ponto no horizonte ou durma.

No carro, sentar-se no banco do motorista é a melhor opção para quem costuma enjoar. O do carona é a segunda melhor alternativa. Em seguida, vem o assento central na parte de trás, e os piores locais são os traseiros ao lado das janelas.

Navios e barcos
Embarcações em geral têm mais estabilidade na área central, longe da popa e da proa. Por isso, se você tem tendência a enjoar, peça uma cabine ou um assento mais central.

Em geral, os navios de cruzeiro navegam à noite e ficam ancorados nas praias durante o dia. Uma boa sugestão é não trocar o dia pela noite, para dormir quando a embarcação estiver em movimento.

Remédios contra enjoo
Os medicamentos anti-histamínicos e anticolinérgicos agem nos receptores dos neurotransmissores (histamina e acetilcolina) responsáveis por conduzir a corrente elétrica até o cérebro.

A ação dos remédios alivia os receptores e diminui o conflito de informações dentro do cérebro, reduzindo também as reações de enjoo decorrente de um movimento. Essas drogas, portanto, não agem no estômago, mas “amortecem” as reações cerebrais, que ficam mais lentas e suportam melhor mudanças bruscas ou contínuas.

Outras causas
O enjoo às vezes pode ser sinal de outro problema, não apenas de um descompasso no equilíbrio. A pessoa que sente náuseas repetidas vezes pode ter uma doença no labirinto ou pode ser que essa estrutura não esteja funcionando corretamente. Portanto, procure um médico para avaliar o seu caso.



G1

cyberbullyingMais de 10% dos pais ao redor do mundo afirmaram que seus filhos sofreram bullying na internet e quase um quarto conhece um jovem que já foi vítima das intimidações na web, segundo uma pesquisa da Ipsos. Mais de três quartos das pessoas questionadas na pesquisa global consideraram o ciberbullying diferente de outros tipos de perseguição e disseram que ele merece atenção especial e esforços de pais e de escolas.

 

"Os dados mostram claramente um apetite entre pessoas ao redor do mundo por uma resposta direcionada ao ciberbullying", disse Keren Gottfried, da Ipsos, que conduziu a pesquisa.

 

Ela acrescentou, contudo, que depende dos educadores agir de acordo com essa demanda. A pesquisa on-line, que englobou mais de 18 mil adultos em 24 países, dos quais 6.500 são pais, mostrou que o veículo mais utilizado para o ciberbullying são sites de redes sociais como o Facebook, citado por 60% das pessoas.

 

Aparelhos móveis e salas de bate-papo ficaram em segundo e terceiro lugares da pesquisa, sendo que cada um deles foi citado por 40% das pessoas.

 

Embora a pesquisa tenha mostrado que a conscientização sobre o ciberbullying é relativamente alta, com dois terços das pessoas afirmando que ouviram, leram ou viram informações sobre o fenômeno, ela mostrou que há muitas diferenças culturais e geográficas a respeito do assunto.

 

Na Indonésia, 91% dos entrevistados disseram conhecer o ciberbullying. Na Austrália, o número foi de 87%, e Polônia e Suécia ficaram a seguir. Mas somente 29% das pessoas ouvidas na Arábia Saudita e 35% dos entrevistados na Rússia haviam ouvido sobre o ciberbullying. Nos Estados Unidos, onde divulgou-se amplamente casos de ciberbullying ligados a suicídios de adolescentes, o número foi de 82%.


Reuters
computadorViciados em internet têm alterações similares no cérebro àqueles que usam drogas e álcool em excesso, de acordo com uma pesquisa chinesa.

Cientistas estudaram os cérebros de 17 jovens viciados em internet e descobriram diferenças na massa branca (parte do cérebro que contém fibras nervosas), dos viciados na rede em comparação a pessoas não viciadas.

A análise de exames de ressonância magnética revelou alterações nas partes do cérebro relacionadas a emoções, tomada de decisão e autocontrole.

Hao Lei, líder do estudo e membro da Academia de Ciências da China, comentou a pesquisa.

- Os resultados também indicam que o vício em internet pode partilhar mecanismos psicológicos e neurológicos com outros tipos de vício e distúrbios de controle de impulso.

Computadores

A pesquisa analisou o cérebro de 35 homens e mulheres entre 14 e 21 anos. Entre eles, 17 foram classificados como tendo Desordem de Dependência da Internet, após responder perguntas como "Você fez repetidas tentativas mal-sucedidas de controlar, diminuir ou suspender o uso da internet?”.

Os resultados então descritos na publicação científica Plos One, que poderiam levar a novos tratamentos para vícios, foram similares aos encontrados em estudos com viciados em jogos eletrônicos.

Gunter Schumann, do Instituto de Psiquiatria do King's College, em Londres, diz que houve uma conclusão inédita.

- Pela primeira vez, dois estudos mostram mudanças nas conexões neurais entre áreas do cérebro, assim como mudanças na função cerebral, de pessoas que usam a internet ou jogos eletrônicos com frequência.

O estudo chinês também foi classificado de "revolucionário" pela professora de psiquiatria do Imperial College London Henrietta Bowden-Jones.

- Finalmente ouvimos o que os médicos já suspeitavam havia algum tempo, que anormalidade na massa branca no córtex orbitofrontal e outras áreas importantes do cérebro está presente não apenas em vícios nas quais substâncias estão envolvidas, mas também nos comportamentais, como a dependência de internet.



BBC Brasil

A ação “Saúde Não Tem Preço” – lançada em fevereiro pelo governo federal – está beneficiando cada vez mais brasileiros e ampliando o acesso ao tratamento de diabetes e hipertensão no Sistema Único de Saúde (SUS). A oferta dos 11 medicamentos gratuitos cresceu 273%, nas mais de 20 mil unidades privadas credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular. Em janeiro, 853.181 pacientes de hipertensão e diabetes foram atendidos pelo programa, enquanto que, em dezembro, o número saltou para 3.179.301.

“Os números mostram que o brasileiro está mais e melhor assistido para o tratamento dessas doenças prevalentes na população, e diretamente relacionadas aos novos hábitos de vida do brasileiro”, observa o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A quantidade de hipertensos beneficiados saltou 309%, de 658.648 em janeiro para 2.697.152 em dezembro. Já o número de diabéticos beneficiados aumentou 223%, passando de 306.826 para 990.453 no mesmo período. Antes da criação do “Saúde Não Tem Preço”, os produtos para essa população eram oferecidos com até 90% de desconto nas drogarias credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular.

DOENÇAS -A hipertensão arterial atinge 23,3% da população adulta brasileira (maiores de 18 anos), de acordo com o estudo Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2010, que considera o diagnóstico médico referido pelo entrevistado. Ainda pelo Vigitel, a diabetes atinge 6,3% da população adulta, sendo maior em mulheres 7% do quem em homens, 5,4%.

O Saúde Não Tem Preço tem alavancado a oferta do programa Aqui Tem Farmácia Popular como um todo, incluindo os 14 produtos ofertados com 90% de desconto, para o tratamento de asma, incontinência urinária, osteoporose, rinite, colesterol, doença de Parkinson, glaucoma e os anticoncepcionais. O número de pessoas atendidas pelo programa cresceu 192% de janeiro a outubro, saltando de 1,2 milhões para 3,7 milhões.

ORIENTAÇÕES AOS USUÁRIOS- Para obter os produtos disponíveis no Saúde não Tem Preço, o usuário precisa apresentar CPF, documento com foto e receita médica, que é exigida pelo programa como uma forma de se evitar a automedicação, incentivando o uso racional de medicamentos e a promoção da saúde.

Eventuais dúvidas podem ser esclarecidas e comunicadas ao Ministério da Saúde – pelos estabelecimentos credenciados ou pelos usuários do programa – por meio do Disque-Saúde (0800-61-1997) como também pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Os medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes são identificados pelo princípio ativo, que é a substância que compõe o medicamento. Os itens disponíveis são informados pelas unidades do programa, onde os usuários podem ser orientados pelo profissional farmacêutico. É ele que deverá informar, ao usuário, o princípio ativo que identifica o nome comercial do medicamento (de marca, genérico ou similar) prescrito pelo médico.

Fonte: Agência Saúde