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imunidadeA pandemia do Coronavírus acendeu o sinal de alerta em muita gente que nunca se preocupou com a saúde, mas agora deseja um corpo saudável, com uma imunidade reforçada.

Segundo o fisiologista Moacir Rosa, é perfeitamente possível melhorar a imunidade e a saúde como um todo no período da quarentena. O obstáculo primordial, e talvez o mais difícil, é o controle do estresse.

"Níveis elevados de estresse aumentam o cortisol, um hormônio que quando produzido de forma exagerada atua como um imunossupressor, derrubando a imunidade. Diminuir o estresse e dormir bem melhora a imunidade em poucos dias”, explica Rosa.

A alimentação é outro ponto fundamental. Uma boa alimentação, com comida de verdade, melhora os níveis de energia e aumentam a imunidade. Mas comer bem não é comer muito, o importante são os nutrientes.

Segundo Moacir Rosa, alimentos industrializados, processados e ultraprocessados, congelados, fast food, bebidas açucaradas e alcoólicas, alimentos ricos em açúcar e farinha branca são altamente inflamatórios e não devem ser consumidos, principalmente nesse período. "Opte por uma alimentação natural, nutritiva e sem aditivos, além da melhora na imunidade, a saúde também vai agradecer."

Outro ponto que nem sempre é consenso são algumas vitaminas, suplementos e minerais. Rosa, que também é bioquímico, afirma que, apesar de muitos profissionais de saúde continuarem insistindo que não há evidências para o uso de vitaminas e minerais, é farta a literatura científica nesse sentido.

“Há centenas de trabalhos, ensaios clínicos na literatura científica demonstrando os efeitos da Vitamina C na eficiência dos macrófagos e anticorpos, o poder extraordinário da Vitamina D na modulação imune, a eficiência do Ômega 3 na regulagem da cascata inflamatória e, claro, o Magnésio, que participa em mais de 300 reações no organismo, entre elas a manutenção imune”, defende Rosa.

 

R7

Foto: divulgação

O Piauí voltou a bater recorde de casos confirmados de Covid-19 em um único dia: foram 28, no boletim divulgado nesta segunda-feira (20), pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi). Mais duas pessoas morreram.

O recorde anterior era de 21 casos confirmados no dia 17 de abril. Agora são 186 testes positivos em todo o estado, com 14 mortes de pacientes infectados pelo novo coronavírus.

No Piauí, o número de casos subiu em mais de 500% no intervalo de duas semanas - na última delas, o crescimento foi puxado pelo maior número de exames, com o início do uso dos testes rápidos no dia 13 de abril.

Dos novos casos confirmados, 14 são mulheres e 14 são homens, com idades que variam de 17 a 95 anos.

O número de municípios com pacientes infectados continua a crescer: Betânia do Piauí, Colônia do Gurgueia, Itaueiras (1 caso cada) e Miguel Alves (2 casos) entraram no mapa da Covid-19. Agora são 28 cidades com casos confirmados.

O número de casos confirmados em algumas cidades cresceu: São Raimundo Nonato e Piracuruca (5), Esperantina (3), Campo Maior e Floriano (2) tiveram novos registros nesta segunda-feira.


Mais dois óbitos
Em Teresina, um senhor de 98 anos, sem histórico de doenças crônicas, faleceu na tarde desta segunda-feira. Foi a sexta morte por Covid-19 na capital - a primeira depois do início das medidas de isolamento social.

Outra morte foi confirmada pela Sesapi durante a noite, uma hora depois da divulgação do primeiro boletim do dia. Trata-se de um homem de 85 anos, que faleceu em hospital da rede privada. Ele tinha diabetes e doença cardiovascular.

Foi o quarto dia consecutivo com registro de mortes de pacientes com coronavírus no Piauí - o que ocorre pela primeira vez desde o início da pandemia - Das 14 mortes, seis foram nos últimos quatro dias.

Além das 7 mortes de Teresina, a Sesapi contabiliza duas mortes de pacientes de Parnaíba e um caso em Piracuruca, São José do Divino, Pedro II, Picos e Bom Princípio do Piauí.

boltim

cidadeverde

A OMS (Organização Mundial de Saúde) e o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) ressaltaram nesta segunda-feira (20) a importância de os países manterem os seus planos de vacinação para evitar um maior impacto da pandemia da covid-19.

Em comunicado, as duas organizações reiteraram que é vital a manutenção dos serviços de imunização de rotina durante a pandemia, recordando que a situação atual "é um sinal de que as doenças infecciosas não conhecem fronteiras".

"Todos os países são vulneráveis, independentemente dos níveis de riqueza ou da força dos seus sistemas de saúde. A necessidade urgente de uma vacina para a covid-19 ressalta o papel central da imunização na proteção de vidas e economias", disse o comunicado conjunto.

 

Perante a situação pandêmica atual, OMS e o Unicef consideram que a importância dos programas nacionais de imunização de rotina "é mais crítica do que nunca".

"Os governos devem aproveitar todas as oportunidades possíveis para proteger as pessoas das muitas doenças para as quais as vacinas já estão disponíveis", frisaram, lembrando que proteger crianças, adolescentes e adultos contra doenças através da vacinação é uma obrigação para a sustentabilidade dos sistemas de saúde.

"Sabemos que a vulnerabilidade a doenças infecciosas é uma ameaça à saúde pública em todos os lugares", disse Afshan Khan, diretora regional da Unicef na Europa e Ásia Central.

"É fundamental que os programas de imunização continuem durante esta crise, protegendo adequadamente os profissionais de saúde e os indivíduos que recebem vacinas. Alcançar as crianças mais vulneráveis, que perderam imunizações de rotina, deve ser uma prioridade", avisa.

 

Imunização

A OMS e o Unicef consideram que, se o combate à pandemia causar interrupções temporárias nos serviços de imunização, os países devem retomá-los o mais rápido possível após a estabilização da situação.

"Podemos evitar um maior impacto da covid-19 nos sistemas de saúde garantindo que indivíduos de todas as idades permaneçam vacinados de acordo com os cronogramas nacionais. Peço aos países que mantenham a prestação de serviços de imunização e direcionem as suas necessidades, mesmo neste momento difícil", disse Hans Henri Kluge, diretor regional da OMS para a Europa.

Numa nota, a OMS e o Unicef, antecipando a existência de uma vacina para a covid-19, solicitam a todos os países que estejam preparados para vacinar os grupos de maior risco e garantir que todos, incluindo os mais marginalizados, tenham acesso igual quando ela estiver disponível.

A pandemia da covid-19 já provocou mais de 164 mil mortos e infectou mais de 2,3 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 525 mil doentes foram considerados curados.

 

Agência Brasil