A Secretaria de Saúde de Floriano através da Coordenação de Imunização realizou ação em estilo “drive thru” no estacionamento do Instituto de Educação Federal do Piauí, localizado no bairro Meladão. O sistema foi bastante procurado e considerada uma experiência exitosa para campanhas futuras.
Foram aplicadas mais de 350 doses da vacina contra a gripe das 14h até às 19h horas. A equipe formada por profissionais da Universidade Federal do Piauí e IFPI se deu através da parceria entre os centros de ensino e Secretaria de Saúde de Floriano.
Nesse esquema "drive thru" as pessoas não precisam sair de seus carros para a aplicação da vacina. A terceira fase da campanha teve início no dia 11 de maio em todas as Unidades Básicas de Saúde da zona urbana de Floriano e será dividida em duas etapas. Entre os públicos prioritários estão crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e mães no pós-parto (até 45 dias).
Já na segunda fase, a partir do dia 18 de maio a 5 de julho, serão vacinados: adultos de 55 a 59 anos de idade e professores das escolas públicas e privadas.
Por conta do feriado antecipado em alusão ao Dia do Piauí, as Unidades Básicas de Saúde de Floriano estarão fechadas nesta sexta-feira, retornando a campanha na próxima segunda-feira, dia 18.
Comemora-se nesta semana o Dia Mundial da Enfermagem. E quem é da área da saúde sabe a importância de reconhecer esses profissionais, em que o zelo e a dedicação diários são fundamentais. Segundo o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), no Brasil, existem mais de 500 mil enfermeiros, além de técnicos e auxiliares de enfermagem, que totalizam mais de 2 milhões de profissionais no país. Estão na profissão aqueles que se doam sem pensar a quem; por isso, enfermeiros são símbolos de amor, de respeito ao próximo, de empatia e, principalmente, de humanização. São prestadores de cuidados essenciais, que tratam muito além da saúde física, responsáveis também pela saúde mental, social e até espiritual das pessoas.
De acordo com a enfermeira obstetra da Care Plus, Juliane Gama, de 36 anos e há 13 na profissão, a escolha pela enfermagem se baseou essencialmente na capacidade de cuidar de pessoas, e este tem sido um momento único em sua carreira. “Vivemos um período de muita resiliência, em que aprendemos a trabalhar e a nos relacionar de uma nova maneira. Aprendo mais a cada dia, e, inclusive, a trabalhar com atendimento on-line. Emocionalmente, é difícil lidar com consultas virtuais, ao contrário do que muitos pensam, mas profissionalmente falando, é extremamente gratificante”, revela.
Com mais de 28 anos de histórias como essas, a Care Plus, operadora de saúde premium, atualmente conta com mais de 20 profissionais de enfermagem dedicados aos seus beneficiários, em diversos programas e especialidades, seja para cuidar das gestantes, dos pacientes com doenças crônicas ou até mesmo analisar processos regulatórios. Diante do cenário atual, a companhia tem readequado os seus programas para cuidar ainda melhor da saúde e bem-estar de todos os seus beneficiários e, em homenagem ao Dia Mundial da Enfermagem, produziu um vídeo com depoimentos de quatro dos seus enfermeiros, que revelam histórias e desafios da profissão. “Sou grata por poder participar de situações transformadoras na vida das pessoas, ainda mais eu, que lido com nascimentos e o início de novos ciclos para tantas famílias. Meu sentimento é de total gratidão. Um verdadeiro presente, pois todo dia recebo carinho e sou acolhida”, conta Juliane, que trabalha na Gestão de Saúde atualmente, lidando com prevenção e educação, no Mommy Care e em outros programas da Care Plus.
Para o presidente da operadora, Luiz Camargo, agradecer e dialogar se tornam iniciativas poderosas, ainda mais em momentos delicados como este: “A humanização e a qualidade de vida são partes fundamentais dos nossos valores. Nesse sentido, é nosso dever elevar o atendimento aos nossos beneficiários e reconhecer, além de agradecer, a cada um dos enfermeiros que trabalham rotineiramente com muito carinho, sempre com um sorriso no rosto, fazendo o que sabem de melhor aos nossos clientes. Temos uma força de trabalho dedicada incrível, com times qualificados, que têm cada vez mais adaptado suas táticas para lidar com a situação atual. Parabéns e muito obrigado a todos os profissionais de enfermagem que nos auxiliam diariamente”.
Os termos de pesquisa "boldo" e "chá de boldo" associado à covid-19 ou coronavírus teve um aumento repentino nas buscas do Google nos últimos dias. As pessoas buscam na internet uma cura caseira ou uma forma de amenizar os sintomas da doença.
"Não foi realizado nenhum teste para avaliar o efeito do chá de boldo no tratamento e prevenção da covid-19", afirma o infectologista Luís Fernando Waib, da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).
Essas plantas são conhecidas na medicina popular, mas não há estudos que indiquem a possibilidade de uso de chás para combater a pandemia.
“Infelizmente, não existe a menor evidência científica da eficácia do boldo no tratamento da covid-19 e nenhum outro fitoterápico”, afirma o infectologista Alexandre Barbosa, professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e consultor da SBI.
Ele explica que, a única propriedade da planta é a melhora da digestão e que, diante desse sintoma, pode resultar em uma melhora do bem-estar do paciente. O professor da UNESP afirma que outros chás e a utilização da vitamina C ou D, também não são eficazes. “As pessoas que devem tomar essas vitaminas são as que possuem deficiência delas.”
O infectologista explica o motivo de algumas pessoas com covid-19 terem deficência de vitamina D: “os pacientes mais graves são pessoas que tem vários fatores de risco, como obesidade, hipertensão, diabetes e essas pessoas têm mais falta de vitamina D, porque normalmente se expõe menos ao sol, mas não é uma associação de causa.”
“O isolamento social é o melhor remédio, ainda que um remédio amargo, mais que o chá de boldo”, afirma Barbosa. Além disso, ele aponta como forma de prevenção a higiene constante das mãos e a utilização de máscaras em caso de necessidade de sair.
Waib acrescenta que o tratamento de causas de imunossupressão, como câncer e AIDS, é importante diante de uma possível contaminação Não existe, ainda, tratamento específico contra o novo coronavírus. “O que parece mais eficaz até o momento é o Remdesivir, mas os testes ainda estão em andamento e este medicamento ainda não está disponível comercialmente no Brasil”, afirma Waib.
Segundo o professor da Unesp, o tratamento que é feito hoje é o de suporte. A primeira estratégia é oxigenação, uma vez que o coronavírus afeta principalmente o pulmão, que pode ser feita com cateter de oxigênio, máscara de oxigênio, intubação ou ventilação mecânica, dependendo da gravidade do caso.
“O vírus também afeta o rim, então vai ter pacientes que precisam de hemodiálise. Uma das complicações da pneumonia é a bactéria secundária, então depois lesão causada pelo vírus, se instala uma bactéria, utilizamos antibióticos para controlar essa infecção. Ou seja, controlar as agressões que o vírus causa nos órgãos.”
Barbosa explica que é possível melhorar a imunidade para combater uma possível infecção, ele indica atividades físicas diárias, alimentação balanceada de acordo com as necessidades nutricionais de cada um e evitar excessos de álcool e o tabagismo. “Pessoas desnutridas ou obesas tem sim maior risco de complicações da covid-19.”
O ministro da Saúde, Nelson Teich, deixou o cargo nesta sexta-feira (15), antes de completar um mês à frente da pasta. Em nota, a pasta informou que ele pediu demissão.
Teich tomou posse em 17 de abril. Essa é a segunda saída de um ministro da Saúde em meio à pandemia do coronavírus. Teich havia substituído Luiz Henrique Mandetta.
Assim como Mandetta, Teich também apresentou discordâncias com o presidente Jair Bolsonaro sobre as medidas para combate ao coronavírus.
Nos últimos dias, o presidente e Teich tiveram desentendimentos sobre:
o uso da cloroquina no tratamento da covid-19 (doença causada pelo vírus). Bolsonaro quer alterar o protocolo do SUS e permitir a aplicação do remédio desde o início do tratamento.
o decreto de Bolsonaro que ampliou as atividades essenciais no período da pandemia e incluiu salões de beleza, barbearia e academias de ginástica detalhes do plano com diretrizes para a saída do isolamento. O presidente defende uma flexibilização mais imediata e mais ampla. Teich foi chamado para uma reunião no Palácio do Planalto nesta manhã. Ele esteve com Bolsonaro e depois voltou para o prédio do Ministério da Saúde. A demissão foi anunciada logo depois.
Divergências com Bolsonaro Cloroquina
Nesta semana, Bolsonaro disse em entrevista na saída da residência oficial do Palácio do Alvorada que seus ministros deveriam estar "afinados com ele". O presidente fazia referência a uma postagem de Teich nas redes sociais, em que o então ministro alertava para riscos da cloroquina no tratamento de covid-19.
Bolsonaro é um defensor da cloroquina, apesar de não haver comprovação científica da eficácia do remédio no tratamento da doença.
"Olha só, todos os ministros, eu já sei qual é a pergunta, têm que estar afinados comigo. Todos os ministros são indicações políticas minhas e quando eu converso com os ministros eu quero eficácia na ponta. Nesse caso, não é gostar ou não do ministro Teich, é o que está acontecendo", afirmou Bolsonaro na ocasião.
Teich havia escrito:
"Um alerta importante: a cloroquina é um medicamento com efeitos colaterais. Então, qualquer prescrição deve ser feita com base em avaliação médica. O paciente deve entender os riscos e assinar o 'Termo de Consentimento' antes de iniciar o uso da cloroquina."
Bolsonaro afirmou ainda que conversaria com o ministro sobre a alteração do protocolo do SUS para uso da cloroquina. Atualmente, o SUS ministra o remédio em casos graves. Bolsonaro quer a aplicação desde o início do tratamento.
O uso da coloroquina segue sendo estudado por vários países, mas pesquisadores ainda não conseguiram encontrar resultados conclusivos. O remédio é comumente usado no tratamento da malária.
A cloroquina foi também um dos motivos de divergência que pesaram na demissão do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, substituído por Teich.