A diabetes é considerada um dos principais fatores de risco para a covid-19, segundo especialistas. Além disso, uma pesquisa da NHS (sistema de saúde pública do Reino Unido) identificou que pacientes que sejam diabéticos do tipo 1 tem maior chance de óbito se comparados aos do tipo 2.
Segundo o levantamento, publicado no jornal The Guardian, nesta quarta-feira (20), pacientes infectados pelo novo coronavírus que tenham diabetes tipo 1, a forma autoimune da doença, têm até 3,5 vezes mais chance de morrerem em decorrência da covid-19 do que pessoas que não tenham esse fator extra.
O tipo 2 da doença é o mais comum no mundo, afetando 9 em cada 10 diabéticos, e está ligado ao sobrepeso ou à obesidade. Segunda a pesquisa, esses paciente têm duas vezes mais chances de morrer ao serem infectados pelo novo coronavírus
De acordo com da NHS, uma em cada três mortes causadas pelo coronavírus em hospitais ingleses tem associação com a diabetes. Apesar desse dado, a idade é o maior fator de risco para pacientes com qualquer forma de diabetes.
Pessoas abaixo dos 40 anos tem um risco muito pequeno, se comparado àqueles que já passaram desta idade ou que já chegaram à terceira idade.
O professor emérito de doenças infecciosas da Faculdade de medicina de Brighton e Sussex, Jon Cohen, disse ao Guardian que infecções bacterianas são mais comuns e severas em diabéticos, mas que geralmente não se pensava que poderia se aplicar aos vírus. O médico explica também que qualquer infecção pode causar problemas com o controle de insulina, o que contribui para a mortalidade aumentada em pacientes com o tipo 1.
“Diabéticos não tem maior risco de pegar o novo coronavírus, mas tem um risco maior de ficar gravemente doentes, caso peguem", afirma o médico.
Nesta quarta-feira, 20, o Piauí somou 91 mortos e 2.852 casos positivos de Covid-19. Os números foram atualizados pela Secretaria de Estado da Saúde do Estado. Foram 4 óbitos a mais e 215 novos casos confirmados.
Entre os pacientes que não resistiram aos sintomas da doença estão quatro pessoas do sexo masculino, sendo três deles de Teresina. O mais velho, de 82 anos e o mais jovem, de 46 anos, além de outro homem de 67 anos. A quarta vítima, também de 67 anos, era de São Julião. Todos possuíam doenças pré-existentes.
Dos novos casos divulgados no boletim desta quarta, são 117 mulheres e 98 homens, com idades que variam de 10 anos a 94 anos.
Buriti dos Montes, Joaquim Pires, Padre Marcos, Parnaguá, Pedro Laurentino, Santa Cruz do Piauí e Santo Antônio de Lisboa entraram na lista de municípios com os primeiros casos confirmados do novo coronavírus. Agora, são 127 cidades que possuem casos registrados.
As cidades de Capitão de Campos e Nova Santa Rita, que apareciam com casos confirmados, saem da lista por inconsistência nos dados de notificação dos pacientes. Os dados contidos no boletim são consolidados com resultados de exames realizados no Lacen e notificações recebidas
Os resultados dos testes rápidos são alimentados pelas secretarias municipais de saúde no e-Sus e no Registro de Testes Rápidos. Já resultados dos exames de PCR são divulgados através do Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), que é alimentado pelo Lacen.
Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde, 389 pessoas estão internadas, sendo que 247 em leitos clínicos, 139 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e três em leitos de estabilização. O total de altas médicas é de 322.
No total, o Piauí tem 2.852 casos positivos e 91 óbitos.
Um estudo publicado na segunda-feira, 18, encontrou evidências de que pacientes pré-sintomáticos, ou seja, que ainda não apresentaram sintomas da Covid-19, podem espalhar o novo coronavírus. Os pesquisadores chegaram à conclusão após encontrarem partículas do vírus em superfícies dos quartos de hotel onde estavam dois estudantes chineses, colocados em quarentena antes de terem seus exames positivados.
Para elaborar o estudo, publicado na revista Emerging Infectious Diseases, do Centro para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, os cientistas examinaram os quartos de hotel dos estudantes, que retornaram à China em 19 e 20 de março. Ao chegar, a dupla foi transferida às instalações para cumprir 14 dias de quarentena obrigatória. Na manhã do segundo dia de isolamento, permaneceram assintomáticos, mas testaram positivo para a Covid-19 e foram hospitalizados.
Os pesquisadores afirmaram que o estudo “demonstra uma extensa contaminação ambiental com o RNA do Sars-Cov-2 em um tempo relativamente curto”. Além disso, destacaram que se detectou uma maior carga viral depois do contato prolongado dos infectados com os lençóis e fronhas. “A detecção do RNA do Sars-Cov-2 nas superfícies de lençóis, cobertor e fronha ressalta a importância dos procedimentos de manipulação adequados ao trocar ou lavar a roupa de cama usada pelos pacientes com Covid-19”, pontuaram. “Em resumo, nosso estudo demonstra que os pacientes pré-sintomáticos têm alto desprendimento de carga viral e podem contaminar facilmente os ambientes“, concluíram.
O estudo foi iniciado aproximadamente três horas após os pacientes testarem positivo. Neste momento, os cientistas coletaram 22 amostras nas duas acomodações ocupadas pelos estudantes. Oito desses materiais deram positivo para a Covid-19. Seis pertenciam ao quarto do estudante identificado como Paciente A e eram do interruptor da luz, a maçaneta da porta do banheiro, o lençol, o cobertor, a fronha e a toalha. No quarto do Paciente B foram detectadas amostras positivas em uma torneira e em uma fronha.
A pesquisa foi feita por cientistas do Centro Qingdao para o Controle e a Prevenção de Doenças, o Centro Provincial de Shandong para o Controle e a Prevenção de Doenças, o Centro Global de Pesquisa em Saúde da Universidade Duke Kunshan e o Instituto de Microbiologia e Epidemiologia de Pequim.
O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (20) um documento que fala sobre o uso do medicamento oseltamivir, popularmente conhecido como tamiflu, em casos leves de síndrome gripal em pessoas do grupo de risco da covid-19.
Em casos graves, o paciente deve ser encaminhado a um centro de referência, serviço de urgência/emergência ou hospitalares para realização do tratamento.
O documento afirma que "as definições de caso e critérios clínicos para a avaliação diagnóstica ainda não são consenso entre os especialistas" sobre a covid-19. Portanto, deve-se avaliar o quadro da doença de maneira clínica e laboratorial.
Segundo o protocolo, o medicamento é recomendado para todos os casos de síndrome gripal "que tenham situações de risco para complicações" e o tratamento deve começar em até 48 horas depois do início dos sintomas.
O ministério afirma que a medicação deve ser administrada para os seguintes pacientes: grávidas em qualquer idade gestacional, puérperas até duas semanas após o parto (incluindo as que tiveram aborto ou perda fetal), adultos com mais de 60 anos, crianças com menos 5 anos, população indígena aldeada ou com dificuldade de acesso, indivíduos menores de 19 anos de idade em uso prolongado de ácido acetilsalicílico.
Além disso, também recomenda-se o uso para pessoas que apresentem: pneumopatias, incluindo asma, pacientes com tuberculose de todas as formas, cardiovasculopatias, nefropatias, hepatopatias, doenças hematológicas, distúrbios metabólicos, transtornos neurológicos e do desenvolvimento que podem comprometer a função respiratória ou aumentar o risco de aspiração, imunossupressão associada a medicamentos (corticoide ≥ 20 mg/dia por mais de duas semanas, quimioterápicos, inibidores de TNF-alfa) neoplasias, HIV/aids ou outros, e obesidade (especialmente aqueles com índice de massa corporal – IMC ≥ 40 em adultos).
A pasta recomenda que a medicação seja prescrita com acompanhamento médicos. As dosagens presentes no documento são:
• Adultos: 75mg de 12 em 12 horas por 5 dias.
Para pacientes com insuficiência renal, a dosagem recomendada é diferente:
• Criança maior de 1 ano: ≤15 kg 30 mg, 12/12h, 5 dias > 15 kg a 23 kg 45 mg, 12/12h, 5 dias > 23 kg a 40 kg 60 mg, 12/12h, 5 dias > 40 kg 75 mg, 12/12h, 5 dias
• Criança menor de 1 ano de idade: 0 a 8 meses 3 mg/Kg, 12/12h, 5 dias 9 a 11 meses 3,5 mg/kg, 12/12h, 5 dias
O documento ainda aponta que, além do uso do tamifu, os médicos devem prescrever repouso, hidratação, alimentação adequada, além de analgésicos e anti-térmicos e isolamento domiciliar por 14 dias a contar da data de início dos sintomas para casos leves da doença.
"O médico deverá fornecer atestado mesmo para as pessoas do domicílio que não estiverem presentes na consulta da pessoa com sintomas", afirma o protocolo.
A pasta afirma que os principais sintomas da covid-19 são febre maior ou igual a 37,8ºC, tosse, dispneia, mialgia e fadiga, sintomas respiratórios superiores e sintomas gastrointestinais, como diarreia.
Nesta quarta, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o ministério vai divulgar um protocolo informando sobre o uso da cloroquina para pacientes da covid-19.
Precauções durante o isoamento recomendadas pelo Ministério:
• Permanecer em quarto isolado e bem ventilado;
• Caso não seja possível isolar o paciente em um quarto único, manter pelo menos 1 metro de distância do paciente. Dormir em cama separada (exceção: mães que estão amamentando devem continuar amamentando com o uso de máscara e medidas de higiene, como a lavagem constante de mãos);
• Limitar a movimentação do paciente pela casa. Locais da casa com compartilhamento (como cozinha, banheiro etc) devem estar bem ventilados;
• Utilização de máscara todo o tempo. Caso o paciente não tolere ficar por muito tempo, realizar medidas de higiene respiratória com mais frequência; trocar máscara sempre que esta estiver úmida ou danificada;
• Em idas ao banheiro ou outro ambiente obrigatório, o doente deve usar obrigatoriamente máscara;
• Realizar higiene frequente das mãos, com água e sabão ou álcool em gel, especialmente antes de comer ou cozinhar e após ir ao banheiro;
• Sem visitas ao doente;
• O paciente só poderá sair de casa em casos de emergência. Caso necessário, sair com máscara e evitar multidões, preferindo transportes individuais ou a pé, sempre que possível.