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A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou novas diretrizes sobre o uso de adoçantes e passou a não recomendar o uso desse tipo de produto para controle de peso ou como estratégia para reduzir o risco de doenças não transmissíveis. A lista inclui aspartame, sacarina, sucralose, stevia e derivados.

“A recomendação é baseada em resultados de uma revisão sistemática de evidências disponíveis que sugerem que o uso de adoçantes não confere nenhum benefício a longo prazo na redução da gordura corporal em adultos ou crianças.”

Os resultados da revisão, segundo a OMS, também sugerem que pode haver efeitos potenciais indesejáveis provenientes do uso prolongado de adoçantes, como risco aumentado de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e mortalidade em adultos.

De acordo com a entidade, o ato de substituir o açúcar por adoçantes não ajuda no controle de peso a longo prazo. A OMS pede que as pessoas considerem outras formas de reduzir a ingestão de açúcar, como consumir frutas e outros alimentos naturalmente adoçados, além de alimentos e bebidas sem nenhum tipo de açúcar.

“A recomendação se aplica a todas as pessoas, exceto indivíduos com diabetes pré-existente, e inclui todos os adoçantes sintéticos, naturais ou modificados que não são classificados como açúcares encontrados em alimentos e bebidas industrializados ou vendidos separadamente em alimentos e bebidas.”

Ainda segundo a OMS, a recomendação não se aplica a produtos de higiene e higiene pessoal que contenham adoçante, como creme dental, creme para a pele e medicações.

Agência Brasil

O Piauí vai sediar, entre os dias 25 e 27 de maio, a 9ª Conferência Estadual de Saúde. Realizada pelo Conselho Estadual de Saúde (CES), o evento é uma preparação para a 17ª Conferência Nacional de Saúde, que será realizada de 2 a 5 de julho.

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A conferência tem como objetivo central a garantia de direitos, a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), da vida e da democracia. O evento é o local onde se discute propostas elaboradas pelos usuários, trabalhadores e gestores de saúde dos municípios piauienses.

Antes da 9ª Conferência Estadual de Saúde foram realizadas cinco etapas macrorregionais: Cerrados I, em Floriano; Cerrados II, em Bom Jesus; Semiárido, em Picos; Litoral, em Parnaíba; e Meio-Norte, em Teresina. “Todas com ampla participação popular, sendo eleitos para a etapa Estadual, que acontecerá entre os dias 25 e 27 de maio de 2023 em Teresina, 341 delegadas”, informa o presidente do CES, Antonio Pitombeira.

confsus

As conferencias realizadas no estado têm o apoio da Secretaria de Estado da Saúde (SESAPI), do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Piauí (COSEMS) e dos Conselhos Municipais de Saúde.

“Essa é uma oportunidade para que a sociedade participe ativamente da construção de políticas públicas que afetam diretamente a qualidade de vida das pessoas contribuindo com propostas e ideias para a melhoria da saúde pública no estado do Piauí, tendo como objetivo final a inclusão dessas demandas no Plano Estadual de Saúde e no Plano Plurianual para o próximo quadriênio”, destaca o presidente do Conselho.

Sesapi

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) concedeu à Bio-Manguinhos/Fiocruz (Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos) e à Funed (Fundação Ezequiel Dias) o registro para a produção da vacina meningocócica ACWY conjugada. A concessão aos institutos, em parceria com a farmacêutica GSK (GlaxoSmithKline), prevê a nacionalização da produção do imunizante.

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A vacina meningocócica protege contra os quatro principais sorotipos de meningite, e está presente no Calendário Nacional de Vacinação para adolescentes de 11 e 12 anos de idade desde 2020. “Esse acordo e agora o registro são mais um passo na estratégia da Fiocruz de adensamento tecnológico e atualização da carteira de vacinas de Bio-Manguinhos, em consonância com as prioridades já anunciadas pelo Ministério da Saúde", explica o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, em comunicado oficial.

De acordo com a entidade, o acordo faz parte das ações oferecidas como solução para abastecimento nacional do PNI (Programa Nacional de Imunizações) com a vacina meningocócica ACWY conjugada. A parceria estaria, então, conforme a busca pela autossuficiência nacional, reduzindo a dependência de insumos internacionais e dando autonomia à incorporação tecnológica ao país.

O PNI recomenda esquema de duas doses da vacina meningocócica C conjugada aos três e cinco meses de idade, e um reforço administrado aos 12 meses. Já a vacina meningocócica ACWY conjugada é recomendada para adolescentes na faixa etária de 11 e 12 anos de idade em dose única. Segundo a Fiocruz, atualmente, o Ministério da Saúde orienta a imunização de adolescentes de 13 e 14 anos também, com o objetico de reduzir o número de portadores da bactéria.

Com o registro da Anvisa concedido, é iniciada a fase de transferência de tecnologias entre as instituições, tornando-as aptas a rotular e embalar os imunizantes recebidos da farmacêutica transferidora, além de serem responsáveis pelo controle de qualidade. Após tais processos, são realizados, ainda, os estágios de internalização de processos produtivos - quando são feitos os processamentos finais, formulação, envase, inspeção e produção dos IFAs (ingredientes farmacêuticos ativos).

As meningites bacterianas são causadas por três tipos de bactérias: Streptococcus pneumoniae (pneumococo), Haemophilus influenzae tipo b e Neisseria meningitidis (meningococo). Se não tratadas, a taxa de mortalidade das meningites pode chegar até 70%.

R7

Foto: Divulgação/Gov ES

O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (15) que assinou um contrato de aquisição emergencial de 1,3 milhão de unidades de insulina análoga de ação rápida (molécula asparte) para garantir o abastecimento da rede no SUS (Sistema Único de Saúde).

O quantitativo, segundo a pasta, é suficiente para o tratamento de mais de 67 mil pacientes. A previsão, entretanto, é que a primeira entrega seja realizada até 9 de julho. "O Ministério da Saúde mantém tratativas com o distribuidor para a antecipação de parte do quantitativo." Em nota, a pasta cita "dificuldade de aquisição" da insulina análoga de ação rápida, indicada para o tratamento do diabetes melito tipo 1, que concentra de 5% a 10% das pessoas diagnosticadas com a doença.

O comunicado lista, além da aquisição emergencial internacional do insumo, outras medidas para evitar o desabastecimento na rede pública, incluindo o remanejamento dos estoques existentes entre os estados e a autorização de compra pelas Secretarias Estaduais de Saúde, com ressarcimento por parte do governo federal.

"Cabe reforçar que o país enfrenta cenário de falta de produção nacional de insulina análoga de ação rápida de forma sustentável e capaz de atender às necessidades do país", destacou o ministério. "A expectativa, a partir do diálogo constante com as Secretarias Estaduais de Saúde e do monitoramento intenso por parte do ministério, em parceria com o Conass [Conselho Nacional de Secretários de Saúde], é que seja possível manter o abastecimento igualitário na rede SUS até o início de junho, a partir do remanejamento entre os entes federados. Além disso, o Ministério da Saúde vem ressarcindo os estados que possuem pauta vigente para aquisição direta do fármaco."

A pasta afirmou que as insulinas regulares mais consumidas, indicadas para pacientes com diabetes tipo 2 e demais tipos, estão com "estoque adequado" e que o caso da insulina análoga de ação rápida está sendo tratado "com máxima prioridade" com os fornecedores nacionais e internacionais para garantir o atendimento da população.

Agência Brasil