A Secretaria Estadual da Saúde, por meio da Coordenação de Atenção à Saúde do Adulto e do Idoso em parceria com o Departamento de Gerontologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), está promovendo ações do projeto "DGeroBrasil - Qualificação da atenção ofertada às pessoas idosas na atenção primária à saúde (APS)". Nesta segunda (19) e terça-feira (20), acontecerá reunião on-line do projeto.

O objetivo é fortalecer e qualificar os profissionais de saúde no atendimento às pessoas idosas na APS, através da implementação de uma avaliação multidimensional, estratificação de perfis funcionais e elaboração de planos de cuidados individuais.

O projeto esta sendo realizado em três etapas: reuniões virtuais, oficinas presenciais e teleconsultoria. Inicialmente, foram realizadas reuniões virtuais com gestores estaduais e regionais, além de oficinas presenciais.

Na fase atual do projeto, denominada "Teleconsultoria", os consultores da região nordeste estarão disponíveis para fornecer suporte na operacionalização das demandas de qualificação da atenção oferecida às pessoas idosas nos territórios.

A Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa do estado do Piauí realizou reunião com os consultores do Projeto DgeroBrasil, e foi acordado um processo de trabalho de teleconsultoria em parceria com os gestores regionais.

Segundo Luciana Sena, coordenadora estadual de Atenção a Saúde do Adulto e Idoso, é importante ressaltar a participação dos envolvidos para o fortalecimento das ações voltadas à saúde do idoso. “Estará acontecendo dois encontros de forma virtual nos dias 19 e 20, então é importante a participação das regionais envolvidas no projeto”, explica.

Dia 19/06/2023

Macro Norte: Regional de Entre Rios/Carnaubais Macro Semi Árido: Regional Vale Sâmbito/Vale dos Guaribas/Vale Canindé Horário: 09:30h às 11:30h Link para acesso: meet.google.com/uhn-mbea-yiz

Dia 20/06/23

Macro Cerrados: Regional Vale dos Rios Piauí e Itaueira/Serra da Capivara/Chapada das Mangabeiras/Tabuleiros Alto Parnaíba Macro Litoral: Regional de Planície Litorânea/Cocais Horário: 09:30h às 11:30h Link para acesso: meet.google.com/ghv-rbnv-ybs

Sesapi

O Brasil é o país mais ansioso do mundo e também um dos 15 países onde mais se consome café. Porém, a mistura de ansiedade e cafeína é contraindicada.

cafe

Estudos científicos sugerem que pessoas que sofrem de ansiedade e ataques de pânico podem ter de evitar a bebida.

Um dos artigos mais recentes é uma meta-análise (trabalho que avalia outros estudos científicos já produzidos) publicada no periódico General Hospital Psychiatry no fim de 2021.

Os autores concluíram que "a cafeína induz a ataques de pânico em uma grande proporção de pacientes com transtorno do pânico e aumenta a ansiedade em pacientes e grupos de adultos saudáveis em doses aproximadamente equivalentes a cinco xícaras de café".

Estima-se que 5% da população tenham transtorno de pânico, caracterizado por sintomas como palpitações no coração, falta de ar, tontura e sensação de morte iminente.

"Os ataques de pânico induzidos pela cafeína foram experimentados como semelhantes aos ataques de pânico espontâneos , incluindo sintomas como medo de morrer, falta de ar, palpitações e tonturas etc. Cerca de metade dos pacientes e menos de 2% dos controles saudáveis ​​experimentaram um ataque de pânico após a administração de cafeína e nenhum após o placebo", acrescentam os pesquisadores.

Em outro estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Oklahoma, nos EUA, pesquisadores identificaram que "a cafeína pode causar sintomas de ansiedade em indivíduos normais, especialmente em pacientes vulneráveis, como aqueles com transtornos de ansiedade pré-existentes".

Em 1992, pesquisadores britânicos também investigaram a relação dos efeitos ansiogênicos da cafeína em pacientes com transtorno de ansiedade. Eles observaram que "os pacientes com TAG [transtorno de ansiedade generalizada] são anormalmente sensíveis à cafeína".

Uma das explicações para a relação entre a cafeína e a ansiedade/pânico pode envolver as variantes do gene receptor de adenosina 2A (ADORA2A), que "têm sido associadas ao risco aumentado de desenvolver TP [transtorno de pânico] e efeitos ansiogênicos mais fortes de doses normais de cafeína (100 mg-150 mg), mas isso pode ser restrito a indivíduos com baixo uso de cafeína", consta no artigo de 2021.

A adenosina é uma molécula que age como moduladora do sistema nervoso central, e a cafeína inibe a ação dela no cérebro, deixando o indivíduo em estado de alerta.

Os cientistas afirmam ainda que "há relatos de casos de pacientes com ansiedade excessiva que apresentam melhora com a abstinência de cafeína", mas reforçam que essa dever ser uma decisão adaptada individualmente.

"Existem efeitos positivos do consumo de cafeína, e nem todos os pacientes com TP ou outros transtornos de ansiedade precisam interromper a cafeína devido aos efeitos ansiogênicos, mas médicos e pacientes devem estar cientes dos potenciais efeitos ansiogênicos da cafeína", complementam. Excesso

O café não é a única fonte de cafeína. Jovens, principalmente, costumam consumi-la em bebidas energéticas, que podem conter quantidades muito mais elevadas do que um expresso.

A cafeína também pode estar presente em chocolates e produtos à base de cacau, chás, refrigerantes, além de suplementos e medicamentos.

O DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª edição) lista uma série de sintomas da intoxicação por cafeína, que pode ocorrer quando há consumo superior a 1 g da substância por dia – equivalente a cerca de dez xícaras de café filtrado.

Os principais sinais da intoxicação são:

  • inquietação;
  • • excitação;
  • • insônia;
  • • rubor facial;
  • • diurese (maior produção de urina);
  • • perturbação gastrointestinal;
  • • abalos musculares;
  • • fluxo errático do pensamento e do discurso;
  • • taquicardia ou arritmia cardíaca;
  • • períodos de energia inesgotável;
  • • agitação psicomotora.

R7

Foto: Freepik

O Piauí é o estado do Nordeste que mais vacina contra a covid-19 com o imunizante bivalente. A cobertura vacinal no estado está em 14%, totalizando 380.940 doses aplicadas. No ranking nacional, o Piauí ocupa o 4º lugar, só ficando atrás de São Paulo (18,04%), Distrito Federal (17,35%) e Espirito Santo (14,74%). Os dados são do Ministério da Saúde e foram atualizados às 23:22 de ontem. Mas esse índice do Piauí pode melhorar e muito. Por isso, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesapi) alerta a população que procure os postos de vacinação em seus municípios.

A imunização com a vacina bivalente é voltada a quem já completou o esquema básico contra o vírus ou para quem recebeu uma ou duas doses de reforço. O intervalo entre a dose mais recente deve ser de quatro meses. O Ministério da Saúde reforça que, tanto as vacinas monovalentes quanto as bivalentes, têm segurança comprovada e são igualmente eficazes na proteção contra o coronavírus.

"Somos o estado que mais vacina na região, mas podemos melhorar a nossa cobertura ainda mais. Por isso, é importante que a população compareça aos postos para tomar esse reforço. A vacina é segura e amplia a proteção contra a covid", alerta Leila Santos, superintendente de atenção primária à saúde e municípios da Sesapi.

A Sesapi possui 70 mil doses da vacina bivalente em estoque e uma previsão de chegar mais 70 mil doses, que serão enviadas aos municípios. "Ou seja, temos vacinas disponíveis para a população. Os municípios estão à disposição para solicitar essas doses junto a Rede de Frio da secretaria", afirma Bárbara Pinheiro, coordenadora de imunização da Sesapi.

A vacina contra a covid foi incorporada ao calendário nacional de vacinação do Ministério da Saúde. "A vacina contra a covid é de rotina e essencial para evitar complicações causadas pela covid", lembra o secretário de saúde, Antonio Luiz.

Sesapi

A jovem catarinense Dâmilly Beatriz, de 18 anos, morreu na segunda-feira (12) em decorrência de uma infecção generalizada ocasionada pela bactéria Staphylococcus aureus. Em publicação no Instagram, a mãe de Dâmilly, Daniela Veiga, afirmou que a porta de entrada da bactéria foi uma espinha no rosto que ela teria espremido.

Daniela disse que sua filha, embora tenha sido rapidamente atendida e encaminhada para a UTI no domingo, não resistiu à infecção e faleceu no dia seguinte.

De acordo com o Manual MSD, a Staphylococcus aureus é a bactéria mais perigosa entre as estafilocócicas. Lina Paola, médica infectologista da BP — A Beneficência Portuguesa de São Paulo, explica que, comumente, a bactéria é encontrada na pele, mas, a partir de feridas ou arranhões nas mucosas, como no caso de espinhas ou de quem faz depilação, ela pode adentrar a corrente sanguínea e o organismo — o que ocorreu com Dâmilly.

"A bactéria habita na nossa pele e tem a capacidade de adentrar e aderir facilmente a tecidos profundos, causando infecções potencialmente graves."

O ambiente hospitalar também pode ser um vetor de transmissão. Lina afirma que, muitas vezes, a Staphylococcus aureus pode ser contraída em centros cirúrgicos ou aderir até mesmo a próteses que serão colocadas em tais procedimentos ou catéteres, por exemplo.

Entre as infecções de pele que podem ser causadas pela Staphylococcus aureus, a infectologista elenca erisipela, celulite bacteriana, furúnculos, abscessos. Segundo o Manual MSD de Diagnóstico e Tratamento, a bactéria pode também adentrar a corrente sanguínea e ser transmitida para outros órgãos, causando outros problemas, como pneumonia, otite, infecções no trato urinário, infecções sanguíneas, osteomielite (infecção nos ossos) e até sepse (infecção generalizada).

"Essa bactéria possui características em sua membrana, como a toxina Panton-Valentine, que libera reações intensas no organismo. Ela [a bactéria] pode entrar na pele por um ferimento, e o paciente evolui com sintomas inflamatórios locais de forma muito rápida; eventualmente, essa bactéria tem a capacidade de viajar e causar uma síndrome inflamatória sistêmica por conta dessa toxina. A Staphylococcus aureus consegue, em poucas horas, levar o paciente a uma reação intensa e abundante."

As infecções podem ter sintomas variados, desde vermelhidão e pus local até febre, taquicardia e tremores. A evolução das manifestações é rápida, levar de seis a 12 horas. Por serem graves, muitas vezes essas infecções acabam exigindo a internação do paciente para que seja feita a medicação intravenosa.

R7