A Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas (ABCVAC) informou que uma nova vacina contra a dengue deve chegar ao Brasil na próxima semana. Composta por quatro diferentes sorotipos do vírus causador da doença, a Qdenga, da empresa Takeda Pharma Ltda., foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março. De acordo com o órgão regulador, a dose confere ampla proteção contra a dengue.

Em nota, a ABCVAC informou que o preço da vacina, disponível inicialmente apenas em laboratórios particulares, deve variar entre R$ 350 e R$ 500 para o consumidor final, dependendo do estado. Em São Paulo, por exemplo, o Preço Máximo ao Consumidor (PMC) autorizado pela Anvisa para as clínicas é R$ 379,40.

“As clínicas devem utilizar esse parâmetro na composição da sua precificação final, que também inclui o atendimento, a triagem, a análise da caderneta de vacinação, as orientações pré e pós-vacina, além de todo o suporte que os pacientes necessitam para se informar corretamente sobre a questão da vacinação”, destacou a ABCVAC. Indicação

De acordo com a Anvisa, a vacina é indicada para crianças acima de 4 anos de idade, adolescentes e adultos até 60 anos de idade. A Qdenga, portanto, é a primeira dose aprovada no Brasil para um público mais amplo, já que o imunizante aprovado anteriormente, a Dengvaxia, só pode ser utilizado por quem já teve dengue.

A nova vacina estará disponível para administração via subcutânea em esquema de duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

“A concessão do registro pela Anvisa permite a comercialização do produto no país, desde que mantidas as condições aprovadas. A vacina, contudo, segue sujeita ao monitoramento de eventos adversos, por meio de ações de farmacovigilância sob a responsabilidade da empresa”, informou.

A eficácia contra a dengue para todos os sorotipos combinados entre indivíduos soronegativos (sem infecção anterior pelo vírus) foi de 66,2%. Já para indivíduos soropositivos (que tiveram infecção anterior pelo vírus), o índice foi de 76,1%.

“A demonstração da eficácia da Qdenga tem suporte principalmente nos resultados de um estudo de larga escala, de fase 3, randomizado e controlado por placebo, conduzido em países endêmicos para dengue com o objetivo de avaliar a eficácia, a segurança e a imunogenicidade da vacina”, informou a Anvisa.

Agência Brasil

O ditado popular "tome café da manhã como um rei, almoce como um príncipe, jante como um mendigo” pode, afinal, ter algum sentido científico. Isso porque um estudo, feito por pesquisadores da NYU Langone Health e da NYU Grossman School of Medicine, em Nova York, nos EUA, constatou que ingerir mais calorias no início do dia pode combater o ganho de peso, diminuir a oscilação dos níveis de açúcar no sangue e reduzir o tempo que os níveis de glicose ficam mais altos do que o normal.

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Os resultados foram apresentados no último dia 15, na reunião anual da Endocrine Society, em Illinois (EUA). Para verificarem tal hipótese, os pesquisadores avaliaram a alimentação precoce com restrição de tempo (eTRF, na sigla em inglês), que restringe as calorias nas primeiras oito horas do dia.

De acordo com estudos anteriores, esse tipo de jejum melhoraria as taxas de açúcar no sangue e as condições cardiometabólicas, mas a equipe queria entender se tais progressos estavam relacionados à perda de peso ou às estratégias de jejum.

Assim, eles compararam a eTRF (80% das calorias consumidas antes das 13h) com um padrão de alimentação comum (50% das calorias consumidas após as 16h) entre dez participantes com pré-diabetes e obesidade. Para verificarem tal hipótese, os pesquisadores avaliaram a alimentação precoce com restrição de tempo (eTRF, na sigla em inglês), que restringe as calorias nas primeiras oito horas do dia.

De acordo com estudos anteriores, esse tipo de jejum melhoraria as taxas de açúcar no sangue e as condições cardiometabólicas, mas a equipe queria entender se tais progressos estavam relacionados à perda de peso ou às estratégias de jejum.

Assim, eles compararam a eTRF (80% das calorias consumidas antes das 13h) com um padrão de alimentação comum (50% das calorias consumidas após as 16h) entre dez participantes com pré-diabetes e obesidade. “As descobertas mostram que comer a maior parte das calorias no início do dia reduz o tempo em que o açúcar no sangue é elevado, melhorando assim a saúde metabólica”, concluiu Jose O. Aleman, professor assistente na Divisão de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo do Departamento de Medicina da NYU Grossman School of Medicine.

R7

Foto: Freepik

Atualmente, é comum confundir depressão com o sentimento de tristeza. Da mesma forma, muitas vezes a depressão é confundida com uma tristeza persistente, que causa uma variedade de sintomas.

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Para entender melhor essa distinção, é importante compreender que a tristeza não é necessariamente um sentimento, mas sim uma emoção que surge em momentos de perda, término de ciclos ou situações que envolvam emoções negativas.

Por outro lado, a depressão é um transtorno psiquiátrico que requer um diagnóstico médico baseado em um conjunto de sintomas que interferem no funcionamento normal da vida de uma pessoa. Portanto, para lidar com a depressão, é necessário buscar acompanhamento psiquiátrico.

Para saber mais sobre a diferença entre depressão e tristeza, quais são as causas e como é feito o tratamento, continue acompanhando o artigo!

Índice — Neste artigo, você encontrará:

O que causa depressão e tristeza? Quais as principais diferenças entre elas? Sinais e sintomas Como é feito o diagnóstico? Tratamento

O que causa depressão e tristeza?

Existem vários fatores que podem contribuir para o desenvolvimento da depressão. Um desequilíbrio na química cerebral, como a alteração de neurotransmissores relacionados ao humor, pode ser um dos fatores responsáveis pelos sintomas depressivos graves.

Além disso, a herança genética também pode influenciar a predisposição à depressão. Ou seja, quando há casos de depressão nos pais, existe uma maior probabilidade de essa condição estar presente nos filhos.

Outros fatores biológicos incluem alterações hormonais, disfunções no sistema imunológico e condições médicas crônicas, que podem aumentar o risco de desenvolver depressão.

No aspecto psicológico, pessoas com baixa autoestima, passando por momentos de estresse significativo ou com uma visão pessimista da vida têm maior propensão a desenvolver depressão.

Além disso, o ambiente em que uma pessoa vive desempenha um papel importante. Ambientes violentos, negligência parental ou pobreza extrema podem aumentar a vulnerabilidade ao desenvolvimento da depressão.

Em relação à tristeza, ela pode ser uma resposta emocional normal a situações como término de relacionamento, perda de um familiar ou de algo com um significado afetivo. Essas situações podem desencadear um desequilíbrio emocional temporário, mas geralmente não evoluem para um quadro de depressão clínica.

Leia mais: Depressão endógena: o que é, o que causa e sintomas Quais as principais diferenças entre elas?

A depressão é um transtorno psiquiátrico que requer diagnóstico de um(a) profissional de saúde especializado, como um(a) psiquiatra, que realizará uma investigação abrangente.

Por outro lado, a tristeza é uma emoção que surge em resposta a um evento e não é contínua. Embora ela possa ser um sintoma da depressão, não é o único critério para o diagnóstico. Sinais e sintomas

Entre os principais sintomas de depressão estão:

Se sentir triste, vazio ou desesperançoso(a); Choro; Em crianças e adolescentes, pode haver a expressão por meio de irritabilidade e choro; Desinteresse por atividades; Não se sente motivado ou interessado em fazer outras atividades; Alteração no peso corporal; Há desregulação do sono, pode ser expressa por insônia ou então hipersonia; Cansaço e fadiga; Sentimento de inutilidade ou culpa; Pensamentos repetidos acerca da morte ou de tentar contra a própria vida; Sentir-se ansioso(a); Raiva; Desatenção.

Caso se identifique com um ou mais dos sintomas listados acima, não deixe de buscar ajuda psiquiátrica e psicológica! Como é feito o diagnóstico?

Para o diagnóstico da depressão, é necessário realizar uma avaliação completa, que pode envolver entrevistas para identificar o histórico de vida e familiar de transtornos mentais, além de exames físicos. Profissionais de saúde especializados, como psiquiatras ou psicólogos, são os responsáveis por essa avaliação.

Em alguns casos, exames de sangue podem ser solicitados como parte da investigação, a fim de descartar outras condições de saúde que possam apresentar sintomas semelhantes à depressão, como deficiência de vitaminas ou problemas hormonais.

Esses exames complementares ajudam no diagnóstico diferencial e na exclusão de outras causas possíveis.

Leia também: Luto materno: como lidar e quando buscar ajuda profissional? Tratamento

O tratamento da depressão pode envolver diferentes abordagens, como o uso de medicamentos, psicoterapia e, em certos casos, a eletroconvulsoterapia (ECT).

O tratamento medicamentoso, geralmente prescrito por um médico psiquiatra, pode incluir antidepressivos. Esses medicamentos podem resultar em melhora dos sintomas já nas primeiras semanas de uso, mas é recomendado continuar o tratamento por, pelo menos, três meses e, em seguida, fazer a manutenção a longo prazo, conforme orientação médica.

A psicoterapia é outra forma de tratamento importante para a depressão, sendo eficaz em casos leves, moderados e graves. Por meio da psicoterapia, é possível trabalhar na resolução de pensamentos disfuncionais que contribuem para os sintomas depressivos.

A frequência e a duração das sessões podem variar dependendo da gravidade do quadro, podendo ser necessárias mais de uma sessão por semana e um mínimo de 15 sessões para observar melhorias significativas nos sintomas.

A tristeza é uma emoção passageira, já a depressão é uma condição psiquiátrica, que necessita de acompanhamento médico e psicológico.

Se você ou alguém que você conhece apresente um ou mais sinais de depressão, não deixe de buscar ajuda!

Para mais informações sobre saúde mental, acesse o portal e as redes sociais do Minuto Saudável!

minuto saudável

Foto: divulgação

Um estudo inédito conduzido por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, mostrou que o fogão a gás contribui para soltar no ambiente uma substância cancerígena: o benzeno. Esse produto químico é associado a um maior risco de leucemia e outros cânceres de células sanguíneas.

“O benzeno se forma em chamas e outros ambientes de alta temperatura, como as chamas encontradas em campos de petróleo e refinarias. Agora sabemos que o benzeno também se forma nas chamas dos fogões a gás em nossas casas”, disse o autor sênior do estudo, o professor Rob Jackson.

O estudo também descobriu que o benzeno pode migrar para outros cômodos longe da cozinha e que as concentrações medidas nos quartos podem exceder os padrões de saúde nacionais e internacionais.

"Uma boa ventilação ajuda a reduzir as concentrações de poluentes, mas descobrimos que os exaustores eram frequentemente ineficazes na eliminação da exposição ao benzeno", complementou Jackson.

Os cientistas observaram que uma única boca de fogão a gás em alta ou um forno a gás ajustado para cerca de 180°C pode elevar os níveis internos de benzeno acima dos do fumo passivo de tabaco.

Esse foi o primeiro trabalho científico a analisar as emissões de benzeno dentro de casa quando um fogão ou forno a gás estão em uso.

Constatou-se que os queimadores a gás, independentemente da fonte, emitiam de 10 a 50 vezes mais benzeno do que fogões elétricos. Por outro lado, não foi detectada a presença do benzeno nos alimentos cozidos.

Os pesquisadores sugerem que os cooktops de indução, que não emitem benzeno detectável, podem ser uma alternativa mais segura.

Eles também recomendam um uso mais frequente de equipamentos elétricos, como chaleiras e torradeiras e airfryer, por exemplo, para minimizar o uso do gás quando não houver a possibilidade de troca.

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