Antes de entender como a alimentação pode afetar portadoras da Síndrome do Ovário Policístico (SOP), é preciso compreender melhor o que exatamente é essa condição.

Os ovários são glândulas que compõem o sistema reprodutor feminino, sendo responsáveis pela síntese de hormônios sexuais, além de produção e armazenamento dos óvulos, que são as células reprodutivas.

Portanto, a SOP é um distúrbio hormonal que causa uma grande quantidade de cistos e diversos sintomas, como menstruação irregular, aumento na quantidade de pelos, acne, obesidade, entre outros.

Vale sinalizar que a presença de cisto no ovário não é sinônimo de ovário policístico, assim como a ausência de cistos não descarta a presença da síndrome.

A alimentação entra como um dos principais fatores no tratamento dessa doença que é crônica, ou seja, não possui cura, mas pode ser controlada, inclusive com melhora dos sintomas.

As orientações médicas referentes a SOP, geralmente envolvem controle de peso e prevenção de doenças correlatas, como diabetes.

Por isso, é de suma importância manter o acompanhamento com um(a) nutricionista, principalmente após o diagnóstico ser feito. Esse(a) profissional irá definir uma alimentação adequada para cada caso, levando em consideração as restrições, necessidades e gostos de cada paciente.

A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é representada pelo código E282 na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID-10).

Quer saber mais sobre o tema? Então, continue a leitura para obter informações de alimentos permitidos e restritos, além de uma dica de cardápio super legal!

Índice - Neste artigo, você encontrará:

O impacto da alimentação na síndrome dos ovários policísticos O que não comer quando se tem ovários policísticos? Quais alimentos inserir na dieta? Dica de cardápio

O impacto da alimentação na síndrome dos ovários policísticos

Uma grande dúvida sobre essa doença é o motivo pelo qual a alimentação é tão decisiva na SOP, e isso acontece por dois fatores:

A obesidade agrava o quadro de ovários policísticos; Uma das características dessa condição é a resistência insulínica, que dificulta a perda de peso.

Para evitar que esse ciclo aconteça, é muito importante controlar a alimentação, evitando o aumento de peso, o agravamento da doença e uma maior resistência à insulina, podendo resultar no desenvolvimento de diabetes.

Por isso, uma alimentação benéfica para as portadoras de SOP deve ser rica em nutrientes e com baixo índice glicêmico.

Uma alimentação low carb também pode compor alguns momentos do plano alimentar. Esse tipo de dieta é caracterizada pela baixa ingestão de carboidratos, o que pode ser excelente para a redução da resistência insulínica.

O que não comer quando se tem ovários policísticos?

Quando falamos de restrições alimentares por alguma doença, é imprescindível pontuar os alimentos que devem ser evitados, principalmente se levarmos em consideração que sua ingestão pode agravar a condição ou sintomas relacionados.

No caso da Síndrome do Ovário Policístico, a alimentação deve controlar a ingestão de alimentos ricos em amido, como batata, arroz e milho, e carboidratos em excesso, principalmente os refinados, como açúcar e trigo.

Também não é indicado o consumo de alimentos industrializados, processados e ultraprocessados, como pão branco, macarrão instantâneo, biscoitos, salgadinhos, guloseimas, margarina e outros alimentos ricos em gordura trans, entre outros.

Adoçantes e produtos com alto teor de açúcar, como refrigerante, sucos artificiais e doces em geral também podem ser prejudiciais para pessoas com a condição.

Por fim, bebidas alcoólicas e nicotina também devem ser evitadas, pois não trazem nenhum benefício à saúde.

Quais alimentos inserir na dieta?

Alimentos nutritivos, ricos em vitaminas e minerais, e com ação anti-inflamatória e antioxidante são importantes em uma alimentação especial para mulheres com SOP.

Também é essencial ingerir alimentos com baixo índice glicêmico e manter a ingestão de carboidratos controlada, dando preferência para os carboidratos complexos.

Veja a seguir alguns exemplos de alimentos necessários na dieta de portadoras da Síndrome do Ovário Policístico:

Fibras: frutas, verduras e legumes, de preferência crus e frutas com casca. Frutas vermelhas, como framboesa, morango, cereja e amora, e hortaliças verde-escuras, como espinafre e brócolis; Proteínas magras: sardinha, salmão, ovo, frango, carne vermelha magra, grão-de-bico, quinoa, iogurte e queijo, como cottage; Gorduras boas: abacate, azeite, coco e oleaginosas, como nozes; Grãos integrais: centeio, aveia e farelo de aveia; Sementes: linhaça, chia, semente de abóbora e girassol; Ervas e especiarias: chá verde, gengibre, canela, cúrcuma e cravo.</div>

Procure um(a) nutricionista, esse é o(a) profissional ideal para definir um plano alimentar variado e equilibrado, levando em consideração as restrições e preferências de cada paciente. Dica de cardápio

Abaixo você encontrará três dicas de receitas deliciosas, sendo uma para cada refeição principal do dia. Além disso, muitas receitas podem ser adaptadas para restrições alimentares, como intolerância à lactose, ou para gostos pessoais.

Não hesite em procurar um(a) nutricionista para obter mais informações e dicas específicas para o seu caso. Café da manhã

A panqueca de banana com aveia é uma excelente opção de café da manhã saudável e nutritivo. Ela pode ser consumida com algum chá de sua preferência, sem açúcar.

Para prepará-la, amasse uma banana madura, adicione cerca de 2 colheres de farinha ou flocos de aveia e 1 ovo. Misture bem, formando uma pasta e acrescente uma colher de chá de fermento.

Coloque um fio de azeite na frigideira e, aos poucos, deposite pequenas porções da massa e cozinhe ambos os lados, em fogo baixo, até desprender do fundo da panela. Sirva com iogurte, frutas ou pasta de amendoim. Almoço

Para o almoço uma boa opção é o clássico arroz integral, feijão, salada e uma proteína. Inicie cortando as verduras e legumes que irão compor a salada. O ideal é que ela seja bem colorida e variada, usando cenoura ralada, tomate em rodelas, alface, brócolis cozido, entre outros. Proteína Animal

Nessa receita, a proteína usada é o frango, para prepará-lo, comece fazendo um molho. Basta adicionar um dente de alho amassado e duas colheres de sopa de azeite de oliva no suco de um limão. Misture bem e tempere com gengibre, raspas de limão, sal, pimenta e alecrim a gosto.

Deixe os filés de frango marinando na mistura por cerca de uma hora. Passado o tempo de pausa, coloque um fio de azeite de oliva na frigideira e grelhe os filés até ficarem dourados. Prontinho! Agora é só saborear. Proteína Vegetal

Caso prefira uma alimentação vegana ou vegetariana, pode ser usada uma proteína vegetal. Uma excelente opção é o grão-de-bico de cozido, pois ele é versátil e pode ser usado em diversas receitas.

Inicie fazendo o cozimento do grão-de-bico. Deixe-o de molho na água por 12 horas. Depois desse tempo, escorra a água e coloque-o em uma panela de pressão com cerca de 4 xícaras de chá de água.

Após o cozimento, reserve o grão-de-bico. Coloque um fio de azeite de oliva na frigideira e doure uma cebola picada, um dente de alho picado. Tempere com sal, pimenta e cúrcuma a gosto.

Coloque o grão-de-bico na panela e adicione o suco de um limão e de uma laranja. Ajuste o sal e deixe a mistura apurar por cerca de 10 minutos. Agora é só servir com os acompanhamentos. Jantar

Para o jantar, o ideal é que a receita seja mais leve, para facilitar a digestão antes de dormir. Então prepare um prato de salada variada, com verduras de sua preferência, e uma porção de algum legume cozido, como chuchu, brócolis ou abobrinha. Consuma com uma proteína animal ou vegetal. Proteína Animal

Que tal uma omelete para complementar a refeição? Em uma tigela, quebre dois ovos e bata, com o auxílio de um garfo, até obter um líquido homogêneo. Adicione meio tomate e meia cebola picados.

Tempere com sal, pimenta e salsinha a gosto. Adicione 50g de mussarela ralada ou em cubos e misture bem. Coloque um fio de azeite de oliva na frigideira e despeje a mistura. Deixe dourar ambos os lados e pronto. Agora é só servir! Proteína Vegetal

Para fazer um quibe de soja o primeiro passo é hidratar o trigo para quibe e a proteína de soja. Para isso, cubra meia xícara de trigo para quibe com água e deixe de molho por uma hora.

Faça o mesmo processo com duas xícaras de chá de proteína texturizada de soja (PTS), cubra a PTS com água morna e deixe de molho por 5 minutos.

Depois de hidratados, escorra toda a água, espremendo-os suavemente. Misture a PTS, o trigo para quibe, uma cebola picada, duas colheres de azeite e um dente de alho amassado. Tempere a mistura com sal, pimenta e outros condimentos de sua preferência.

Espalhe a mistura em uma forma ou refratário e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC, por 20 minutos ou até dourar. Depois de assado, corte os quadrados e sirva.

Caso tenha sido diagnosticada com a Síndrome do Ovário Policístico e deseje um plano alimentar completo, consulte um(a) nutricionista.

Esse(a) profissional irá desenvolver uma dieta adequada para o seu caso, levando em consideração os alimentos de sua escolha e outras restrições alimentares, se houver.

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minuto saudavel

Um hábito em diversos países, incluindo o Brasil, a soneca no meio do dia, geralmente após o almoço, por muito tempo foi associada a uma boa qualidade de vida. No entanto, estudos publicados nos últimos anos sugerem que exagerar no sono diurno pode trazer mais problemas do que benefícios.

Historicamente, moradores de locais conhecidos pela longevidade de seus cidadãos — Okinawa (Japão), Sardenha (Itália) e Icária (Grécia), por exemplo — costumam incluir uma soneca em sua rotina. Em 2001, um estudo publicado na revista Psychiatry and Clinical Neurosciences examinou a saúde do sono e o estilo de vida de 788 idosos, entre 60 e 93 anos, residentes na província de Okinawa.

Os resultados mostraram que a prática de exercícios físicos, caminhadas e cochilos curtos (menos de uma hora) foi importante para a manutenção e a melhoria da saúde do sono à noite.

Entretanto, estudos mais recentes associam os cochilos, especialmente aqueles mais longos, a uma série de problemas de saúde.

Obesidade, diabetes e pressão alta

Em um artigo publicado na revista Sleep Health em 2020, pesquisadores investigaram a associação entre sonecas diárias e SM (síndrome metabólica), caracterizada por uma grande circunferência abdominal (devido à gordura abdominal excessiva), hipertensão arterial, resistência aos efeitos da insulina ou diabetes, além de níveis anormais de colesterol e outras gorduras no sangue (dislipidemia).

O estudo incluiu mais de 9.600 participantes e descobriu que aqueles que tiravam sonecas diariamente tinham maior probabilidade de ter SM em comparação com aqueles que não o faziam. Os pesquisadores também observaram maior risco de obesidade, altos níveis de triglicerídeos e diabetes ou glicemia de jejum alterada em indivíduos que tiravam sonecas diárias.

"As razões para essa associação entre sonecas diárias e síndrome metabólica não estão claras. As sonecas diárias também podem estar associadas à resistência à insulina devido ao aumento nos níveis de cortisol [hormônio liberado em situações de estresse] e à perturbação do ritmo circadiano [relógio biológico]. Além disso, foi demonstrado que após a soneca ocorre uma ativação do sistema nervoso simpático, o que pode aumentar a frequência cardíaca e a pressão arterial", escreveram os autores.

Cientistas também investigaram a relação entre a frequência dos cochilos diurnos e a incidência de hipertensão e AVC (acidente vascular cerebral).

Em um artigo publicado na revista Hypertension no ano passado, eles apresentaram evidências consistentes que sugerem que as sonecas diurnas frequentes podem ser um potencial fator de risco causal para hipertensão e AVC isquêmico em indivíduos europeus de meia-idade.

"Embora tirar uma soneca em si não seja prejudicial, muitas pessoas que tiram sonecas podem fazê-lo por causa do sono ruim à noite. Dormir mal à noite está associado a problemas de saúde, e cochilos não são suficientes para compensar isso", explicou o especialista em sono Michael A. Grandner, diretor do Programa de Pesquisa em Saúde do Sono e da Clínica de Medicina do Sono Comportamental e professor de psiquiatria da Universidade do Arizona, em Tucson, nos Estados Unidos.

Diversos trabalhos científicos publicados nos últimos anos focam um ponto específico que envolve as sonecas diurnas: a duração.

Em outro artigo, divulgado na Sleep Health em 2013, pesquisadores na China investigaram como as sonecas da tarde podem afetar a saúde de pessoas idosas.

Mesmo após considerados demais fatores que poderiam influenciar os resultados, como idade, sexo e outros problemas de saúde, ainda se constatou que sonecas muito longas (mais de 60 minutos) estavam associadas a um maior risco de glicemia de jejum alterada e que sonecas longas (mais de 30 minutos) apresentavam um maior risco de desenvolvimento do diabetes tipo 2.

Isso sugere, segundo os cientistas, que cochilos vespertinos superiores a uma hora podem ser um novo fator de risco para diabetes e níveis elevados de açúcar no sangue.

Na região da Múrcia, na Espanha, país conhecido pelo hábito da sesta, pesquisadores estudaram dados de 3.275 adultos com o objetivo de analisar a relação entre sonecas e obesidade.

Os indivíduos tiveram informações de saúde e estilo de vida coletados e foram divididos em grupos que não cochilavam durante o dia ou que cochilavam, que cochilavam menos de 30 minutos e mais de 30 minutos (que é classificado como soneca longa).

No fim da pesquisa, observou-se que os que faziam sestas longas tinham um IMC (índice de massa corporal) mais alto e eram mais propensos a ter síndrome metabólica em comparação com os que não dormiam.

Já os que tinham por hábito os chamados "cochilos de energia", de menos de meia hora, também não tiveram risco aumentado dessas duas condições.

Uma relação possível sugerida pelos pesquisadores foi a de que longas sonecas estavam associadas a horários de dormir e comer mais tarde, maior ingestão calórica no almoço e tabagismo.

Outro fator observado foi o local onde a sesta ocorria. Pessoas que dormiam na cama, em vez de no sofá, também ultrapassavam com mais facilidade os 30 minutos.

Os resultados sugerem a importância da duração da sesta no tratamento da obesidade e da síndrome metabólica.

Na província chinesa de Zhejiang, pesquisadores se debruçaram no estudo da mesma relação entre os cochilos durante o dia e doenças metabólicas.

O artigo, publicado no European Journal of Clinical Nutrition em 2020, detalha os achados após a análise dos dados de 3.236 participantes, que foram categorizados em quatro grupos, de acordo com a duração dos cochilos.

Os resultados mostraram que cochilos curtos estavam associados a uma redução na prevalência de doenças metabólicas, como esteatose hepática (gordura no fígado), dislipidemia e obesidade central.

Por outro lado, sonecas longas (mais de uma hora) foram relacionadas a uma maior prevalência de diabetes, especialmente em mulheres acima de 50 anos. Cochilos longos e Alzheimer Os idosos tendem a ser uma parcela da população mais propensa a adotar o hábito de dormir depois do almoço. E exatamente esse grupo foi objeto de um estudo realizado nos Estados Unidos e publicado no ano passado no Jornal da Associação de Alzheimer.

Pesquisadores do Brigham and Women's Hospital, em Boston, perceberam que longas sonecas durante o dia previam um risco futuro aumentado de Alzheimer, mas que também um diagnóstico da doença predispôs a mais cochilos diurnos.

"Nossos resultados não apenas sugerem que cochilos diurnos excessivos podem sinalizar um risco elevado de demência de Alzheimer, mas também mostram que o aumento anual mais rápido de cochilos diurnos pode ser um sinal de deterioração ou progressão clínica desfavorável da doença", disse em comunicado um dos autores do estudo, o pesquisador Peng Li.

Os resultados sugerem que cochilos curtos podem ser benéficos para a saúde, enquanto cochilos longos podem ser prejudiciais.

Especialistas recomendam não substituir o sono noturno pelo diurno. Se você estiver dormindo bem, de seis a oito horas por noite, acordando revigorado no dia seguinte, e ainda assim quiser tirar um cochilo após o almoço, é importante que ele dure entre 20 e 30 minutos.

R7

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), por meio da Coordenação de Vigilância em Saúde Ambiental, está reforçando junto aos municípios piauienses a importância da participação na segunda pesquisa LIRAa/LIA do ano de 2023. Até o momento, 203 municípios encaminharam as informações necessárias, seis municípios estão corrigindo dados enviados, e outros 15 ainda não encaminharam os dados requeridos.

arbovirus

A pesquisa informa o índice de presença e infestação larvária dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus em cada município, permitindo assim que os órgãos de vigilância em saúde pública entendam o perfil epidemiológico de cada cidade e possam traçar estratégias adequadas para o combate aos vetores em cada local, evitando dessa forma o aumento de doenças como dengue, zika e chikungunya.

Ocimar Alencar, supervisor de entomologia da Sesapi, chama a atenção para a importância no envio dos dados. “Os municípios têm até o dia 10 de agosto para nos enviar os dados, uma vez que precisamos encaminhar as informações para o Ministério da Saúde. Essa informação nos permite atuar junto aos municípios de forma mais assertiva no trabalho de vigilância, e também reflete em recursos enviados aos municípios para ajudar no trabalho de enfrentamento aos vetores”, fala o supervisor.

Boletim da Semana Epidemiológica de número 30

Nesta quarta-feira (02), a Sesapi divulgou os dados referentes a trigésima semana epidemiológica do ano de 2023. De acordo com o novo informe epidemiológico, as doenças dengue, zika e chikungunya continuam a apresentar redução no número de notificações registradas em relação ao mesmo período do ano passado.

Sobre a dengue, o estado apresentou uma redução de 77,5% em relação ao número de notificações. Foram 6.934 casos registrados em 2023, ao passo que em 2022 no mesmo período houve 30.794 registros. De acordo com o boletim, até o momento o Piauí notificou 04 óbitos por dengue em 2023.

As notificações de zika apresentaram uma redução de 81,7% em relação ao mesmo período do ano passado, com 28 notificações no ano de 2023 e 153 casos no ano de 2022. Não houve registro de óbitos pela doença. Já no que diz respeito aos dados de chikungunya, o informe da Sesapi mostra que o Piauí apresentou redução de 33,4% nas notificações de casos. Foram 6.934 casos registrados em 2023, enquanto que em 2022 foram 10.418 notificações. O estado registrou dois óbitos pela doença.

A superintendente de atenção primária a saúde e municípios da Sesapi, Leila Santos, fala que mesmo com a redução, todos os municípios precisam ficar atentos para continuar o enfrentamento correto dos vetores.

“Pedimos a cooperação dos nossos municípios que ainda não enviaram os dados da pesquisa, que nos enviem o mais rápido possível porque esses dados são essenciais para que a vigilância do estado tenha embasamento para tomada de medidas e ações de controle”, fala a superintendente.

Sesapi

Um local pouco estudado do corpo humano, o umbigo é, na verdade, "uma selva de diversidade microbiana", de acordo com os achados de um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos. Eles identificaram em média 67 filotipos bacterianos em um total de 60 amostras.

O Projeto de Biodiversidade do Umbigo foi iniciado há mais de uma década pelo time do biólogo Rob Dunn, da Universidade da Carolina do Norte. De lá para cá, eles publicaram em revistas científicas algumas descobertas. E foi justamente em um artigo na PLOS One que a equipe de Dunn forneceu detalhes inéditos sobre as bactérias que habitam nosso umbigo — e não há nada com que se preocupar, segundo os resultados do estudo.

O que eles descobriram foi que, embora existam muitas bactérias diferentes no umbigo, apenas algumas espécies eram muito comuns e estavam presentes em mais de 80% das pessoas.

Essas bactérias identificadas com mais frequência foram chamadas de "oligarcas". Além disso, essas oligarcas eram mais parecidas entre si do que outras bactérias escolhidas aleatoriamente. Isso sugere que a presença dessas bactérias no umbigo é previsível e pode ser devido a adaptações específicas que permitem que elas sobrevivam em nosso corpo.

Filotipos bacterianos são grupos ou categorias de bactérias definidos com base em suas características genéticas e relação evolutiva, permitindo classificar e entender a diversidade e evolução desses microrganismos.

O artigo mostrou ainda que o microbioma da pele do umbigo é formado principalmente por bactérias, como Staphylococci, Corynebacteria, Actinobacteria, Clostridiales, Bacilli e Gammaproteobacteria.

A equipe identificou uma bactéria rara em uma amostra colhida no próprio umbigo de Rob Dunn, a Enterococcus mundtii. "[É] encontrada em mim, soja e mariposas. Vai entender", disse o biólogo, que também é autor do livro The Wild Life of Our Bodies (A Vida Selvagem de Nossos Corpos, em tradução do inglês).

Por meio de técnicas de sequenciamento profundo, foi observado que a composição do microbioma da pele é semelhante àquela encontrada em estudos que analisaram culturas de amostras de pele da mesma região.

Além das bactérias, o microbioma do umbigo possui uma presença surpreendente de três filotipos de Archaea, um grupo de microrganismos unicelulares que geralmente são encontrados em ambientes extremos — como vulcões ou fontes termais muito quentes — e nunca antes haviam sido relatados na pele humana.

A diversidade de filotipos bacterianos nos umbigos pode variar significativamente, com algumas amostras apresentando mais de três vezes mais diversidade do que outras. Essas diferenças podem ter implicações importantes para a saúde e o bem-estar das pessoas.

A presença de filotipos raros e pouco frequentes na pele do umbigo pode desempenhar um papel no potencial efeito benéfico das bactérias da pele na função imunológica da pele e nas alergias, sustentam os autores.

Segundo Dunn, 99,99% das bactérias que habitam o nosso corpo são boas. Por essa razão, especialistas recomendam que não abusemos de sabonetes ou medicamentos antibióticos.

"Matar as espécies que vivem em você pode deixá-lo mais doente, ao invés de mais saudável, se você matar as espécies erradas", alertou o biólogo.

Isso não significa que não se deva limpar adequadamente o umbigo. A higiene é a mesma de outras partes do corpo na hora do banho.

R7