Nesta semana, o PN noticiou que o Hospital Regional Tibério Nunes, em Floriano-PI, teria finalizado a fila de cirurgias do Programa Saúde em Dia. Devido ter muitos pacientes na espera por atendimento, a informação deixou dúvidas em algumas pessoas, inclusive em integrantes da imprensa.
Conforme o apurado, os procedimentos estavam cadastrados no sistema de regulação estadual até março deste ano.
Foram realizadas, até o dia 7 de agosto, 296 cirurgias em várias especialidades. Neste tarde de quinta-feira, o Ivan Nunes, do Piauí Notícias, esteve com o Dr. Dr. Leonardo Correia, diretor técnico do Hospital Regional Tibério Nunes, que explicou sobre a situação.
Trabalho publicado na revista Foods compilou vários estudos que avaliaram VMPs (vegetais minimamente processados), também conhecidos como vegetais frescos higienizados, em busca da presença de microrganismos indicadores de falta de higiene ou causadores de doenças.
O foco da maioria dos trabalhos tem sido a detecção das bactérias Escherichia coli, principal indicador de contaminação fecal, Salmonella spp. e Listeria monocytogenes, com taxas de prevalência variando de 0,7% a 100%, 0,6% a 26,7% e 0,2% a 33,3%, respectivamente. O artigo também aborda surtos de origem alimentar associados ao consumo de vegetais frescos no Brasil entre 2000 e 2021.
“Embora não haja informações sobre se eram consumidos in natura ou minimamente processados, os dados evidenciam a necessidade de medidas de controle para garantir produtos com qualidade e segurança aos consumidores”, apontam os autores.
O consumo regular de vegetais desempenha um papel importante na nutrição humana por seu teor de vitaminas, minerais e fibras.
“Com a correria do dia a dia, cada vez mais pessoas procuram opções saudáveis e de preparo rápido. Nesse sentido, os VMPs têm ganhado destaque no mercado mundial. Por outro lado, vegetais frescos, incluindo os minimamente processados, têm sido frequentemente associados a doenças de origem alimentar, o que gera preocupação”, observa Daniele Maffei, professora do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da Esalq-USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo) e coautora do artigo.
“Os VMPs passam pela etapa de desinfecção na indústria, mas estudos demonstram a possibilidade de falhas que podem colocar em risco a saúde dos consumidores. É preciso um controle rigoroso para evitar falhas no processo e a ocorrência de contaminação cruzada”, acrescenta Maffei, que integra a equipe do FoRC (Centro de Pesquisa em Alimentos), um CEPID (Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão) da Fapesp.
Cortados, higienizados e vendidos em embalagens fechadas, os VMPs são comercializados “prontos para consumo”, possibilitando o preparo mais rápido das refeições e a redução de desperdício, visto que costumeiramente todo conteúdo é utilizado de uma só vez.
Como geralmente são ingeridos crus, a forma de assegurar a eliminação de microrganismos causadores de doenças inclui o uso de sanitizantes como o cloro na água de lavagem.
“As indústrias produtoras têm a responsabilidade de disponibilizar no mercado produtos com qualidade e segurança microbiológica, implementando medidas de controle ao longo do processamento. Embora lavar novamente o produto em casa possa ser considerado desnecessário, alguns consumidores podem optar por fazê-lo para reforçar a segurança”, diz a autora.
No contexto do estudo, o termo “minimamente processado” refere-se ao uso de um ou mais métodos, técnicas ou procedimentos para transformar alimentos derivados de plantas em produtos prontos para consumo (ready-to-eat, RTE) ou prontos para cozinhar (ready-to-cook, RTC) com uma vida útil prolongada, mantendo a mesma qualidade nutricional e organoléptica (sensorial) dos vegetais frescos.
Em geral, os VMPs podem ter uma vida útil que varia de alguns dias a duas semanas, dependendo de vários fatores, como tipo e qualidade dos vegetais frescos, método de processamento, tipo de embalagem, condições de armazenamento e presença de microrganismos deteriorantes.
Quando realizado de acordo com as boas práticas de fabricação, o processamento mínimo retarda a perda de nutrientes e alterações indesejáveis na textura, cor, sabor e aroma dos vegetais, além da deterioração microbiana.
Uma grande variedade de vegetais pode ser processada, incluindo folhas verdes (por exemplo, rúcula, alface e espinafre), vegetais crucíferos (como brócolis e couve-flor), tubérculos (cenoura, beterraba etc.) e pepinos.
No Brasil, o mercado dos VMPs teve início na década de 70, com a expansão das redes de fast-food.
Desde o período, a presença desses produtos nos supermercados e hortifrútis tem sido cada vez maior, ainda que o processamento torne o produto mais caro: costuma custar pelo menos o dobro quando comparado ao produto in natura.
“Como o crescimento do mercado de VMPs é uma tendência no Brasil, torna-se essencial a implementação de legislações específicas para regulamentar a forma como são produzidos e vendidos”, diz Maffei, que se dedica à pesquisa dessa área desde 2012 e publicou vários artigos avaliando os riscos microbiológicos associados a esses produtos (em periódicos como Letters in Applied Microbiology, Food Research International e Journal of the Science of Food and Agriculture).
Além de Maffei, assinam o artigo Jéssica Finger, Isabela Santos, Guilherme Silva, Mariana Bernardino e Uelinton Pinto.
A pesquisa envolveu as faculdades de Ciências Farmacêuticas e de Saúde Pública da USP.
Uma pesquisa pioneira conduzida por cientistas do Brigham and Women's Hospital, ligado à Universidade de Harvard, nos EUA, trouxe descobertas que poderão ser usadas no tratamento de doenças autoimunes, como a esclerose múltipla. A abordagem revolucionária envolve o uso de bactérias probióticas projetadas para suprimir a autoimunidade e reduzir a inflamação cerebral.
Os resultados promissores, publicados na revista Nature neste domingo (13), sugerem um novo horizonte no tratamento de condições autoimunes no cérebro. Os probióticos, conhecidos por seus benefícios à saúde intestinal, agora estão sendo empregados de maneira inovadora. Liderados pelo imunologista e neurocientista Francisco Quintana, professor de Harvard, os pesquisadores desenvolveram bactérias probióticas geneticamente modificadas capazes de produzir compostos relevantes para o tratamento de doenças autoimunes no cérebro.
Essas bactérias agem como fábricas internas de medicamentos, proporcionando um potencial tratamento contínuo e direcionado.
As doenças autoimunes acontecem quando o sistema imunológico ataca o próprio organismo. A causa de muitas delas não é totalmente compreendida.
"O mecanismo que encontramos é como um freio para o sistema imunológico. [...] Na maioria de nós, ele está ativado, mas em pessoas com doenças autoimunes, há problemas com esse sistema de freio, o que significa que o corpo não tem como se proteger do próprio sistema imunológico", observa Quintana.
Os experimentos realizados em camundongos com uma condição similar à esclerose múltipla mostraram resultados encorajadores.
O probiótico projetado demonstrou eficácia na redução dos efeitos da doença no cérebro.
Surpreendentemente, essas bactérias probióticas, mesmo residentes no intestino, foram capazes de enviar sinais bioquímicos benéficos ao sistema nervoso central.
Os achados abrem portas para uma nova abordagem no tratamento de doenças autoimunes cerebrais, afirma Quintana.
"Aprendemos nas últimas décadas que os micróbios do intestino têm um impacto significativo no sistema nervoso central. [...] Uma das razões pelas quais nos concentramos na esclerose múltipla neste estudo foi determinar se podemos aproveitar esse efeito no tratamento de doenças autoimunes do cérebro. Os resultados sugerem que podemos."
Apesar de o estudo atual ter se concentrado exclusivamente nos efeitos do probiótico em camundongos, os cientistas estão otimistas em relação ao uso dele na medicina.
Isso se dá devido ao fato de que a cepa bacteriana empregada na criação desse probiótico já passou por testes em seres humanos.
Além disso, os pesquisadores estão empenhados em adaptar sua metodologia para tratar doenças autoimunes que acometem diferentes regiões do corpo, especialmente aquelas relacionadas ao trato intestinal, como é o caso da síndrome do intestino irritável. Esclerose múltipla
A esclerose múltipla é uma doença em que ocorre danos nas fibras nervosas e na substância que cobre essas fibras no cérebro, medula espinhal e nervos ópticos.
A causa é desconhecida, mas envolve uma reação autoimune do sistema imunológico contra os próprios tecidos do corpo.
Os sintomas podem variar, mas geralmente incluem problemas de visão, sensações anormais e movimentos fracos e desajeitados.
O diagnóstico é feito com base nos sintomas e em exames como ressonância magnética.
O tratamento envolve o uso de medicamentos para aliviar os sintomas e impedir o ataque do sistema imunológico às fibras nervosas.
A esclerose múltipla não afeta a expectativa de vida, a menos que seja grave. A doença é mais comum em mulheres e geralmente começa entre os 20 e 40 anos de idade.
Fatores genéticos e ambientais, como a exposição à vitamina D e o tabagismo, podem aumentar o risco de desenvolver a doença.
O diagnóstico de câncer tende a ser um divisor de águas na vida de um paciente e de quem o cerca. Independente da gravidade, a doença é capaz de despertar medos, vulnerabilidade e a sensação de falta de controle sobre a própria condição.
Diante disso, é fundamental ter uma equipe oncológica preparada para atender às necessidades da pessoa doente, incluindo as emocionais.
É chamada de psico-oncologia a área da psicologia que trabalha especialmente com pacientes com câncer e seus familiares, acompanhando-os durante esse momento tão desafiador.
Neste artigo, você entenderá um pouco mais sobre a importância desse acompanhamento.
Índice
Quais as consequências psicológicas e emocionais em pessoas diagnosticadas com câncer? Qual a importância do acompanhamento psicológico para quem tem câncer? Qual o papel do psicólogo junto aos familiares de pacientes com câncer? Quais os benefícios de um tratamento psicológico para o(a) paciente? Como lidar emocionalmente com o câncer?
Quais as consequências psicológicas e emocionais em pessoas diagnosticadas com câncer?
A presença de um câncer pode provocar um grande impacto na vida do paciente. Por exemplo, pode ser necessário passar por um período de internação, tratamentos agressivos, além do impacto na rotina e planos.
Em muitos casos, há um período de aceitação em que a pessoa doente e sua família precisam lidar com sentimentos diversos, tais como tristeza, frustração, medo e ansiedade.
Ao longo do tempo, além dessas emoções, podem também haver dores, alterações físicas, perda da autoestima, mudanças sociais, dificuldades financeiras, entre tantas outras questões a serem enfrentadas.
O impacto emocional pode colocar o(a) paciente e seus familiares em um lugar de passividade, tornando as tomadas de decisões mais difíceis, o que pode impactar no tratamento.
Há ainda o risco de surgirem doenças de cunho emocional, como a depressão. Esse tipo de distúrbio pode agravar ainda mais as condições gerais da pessoa doente, principalmente quando provoca mudanças físicas.
É difícil definir como um diagnóstico de câncer afeta as emoções de alguém, já que este é um processo muito particular e varia de acordo com inúmeros fatores. Mesmo assim, esse é um contexto onde o acompanhamento psicológico se faz necessário e pode contribuir para o bem-estar dos envolvidos de várias maneiras. O diagnóstico de câncer tende a ser um divisor de águas na vida de um paciente e de quem o cerca. Independente da gravidade, a doença é capaz de despertar medos, vulnerabilidade e a sensação de falta de controle sobre a própria condição.
Diante disso, é fundamental ter uma equipe oncológica preparada para atender às necessidades da pessoa doente, incluindo as emocionais.
É chamada de psico-oncologia a área da psicologia que trabalha especialmente com pacientes com câncer e seus familiares, acompanhando-os durante esse momento tão desafiador.
Neste artigo, você entenderá um pouco mais sobre a importância desse acompanhamento.
Índice
Quais as consequências psicológicas e emocionais em pessoas diagnosticadas com câncer? Qual a importância do acompanhamento psicológico para quem tem câncer? Qual o papel do psicólogo junto aos familiares de pacientes com câncer? Quais os benefícios de um tratamento psicológico para o(a) paciente? Como lidar emocionalmente com o câncer?
Quais as consequências psicológicas e emocionais em pessoas diagnosticadas com câncer?
A presença de um câncer pode provocar um grande impacto na vida do paciente. Por exemplo, pode ser necessário passar por um período de internação, tratamentos agressivos, além do impacto na rotina e planos.
Em muitos casos, há um período de aceitação em que a pessoa doente e sua família precisam lidar com sentimentos diversos, tais como tristeza, frustração, medo e ansiedade.
Ao longo do tempo, além dessas emoções, podem também haver dores, alterações físicas, perda da autoestima, mudanças sociais, dificuldades financeiras, entre tantas outras questões a serem enfrentadas.
O impacto emocional pode colocar o(a) paciente e seus familiares em um lugar de passividade, tornando as tomadas de decisões mais difíceis, o que pode impactar no tratamento.
Há ainda o risco de surgirem doenças de cunho emocional, como a depressão. Esse tipo de distúrbio pode agravar ainda mais as condições gerais da pessoa doente, principalmente quando provoca mudanças físicas.
É difícil definir como um diagnóstico de câncer afeta as emoções de alguém, já que este é um processo muito particular e varia de acordo com inúmeros fatores. Mesmo assim, esse é um contexto onde o acompanhamento psicológico se faz necessário e pode contribuir para o bem-estar dos envolvidos de várias maneiras.
Qual a importância do acompanhamento psicológico para quem tem câncer?
O acompanhamento psicológico tem sua importância desde o primeiro momento, quando o diagnóstico é dado, auxiliando a pessoa com câncer a lidar com essa notícia. É necessário atuar junto com toda a equipe médica para informar sobre a doença, possibilidades de tratamentos e outras questões que serão enfrentadas.
O papel do(a) psicólogo(a) também é o de ouvir o que a pessoa tem a dizer. Essa é uma forma que o(a) paciente encontra para processar as informações recebidas, sendo esse um passo muito importante para as tomadas de decisões.
É necessário ouvir também durante o tratamento, já que esse pode ser um momento difícil e a estabilidade emocional pode ser comprometida. Além disso, existe a chance de o(a) paciente não conseguir se comunicar abertamente com pessoas próximas. E ainda que isso aconteça, essas pessoas podem não saber lidar com a situação da melhor forma.
Assim, dar voz ao paciente com câncer é uma das partes mais importantes do acompanhamento psicológico.
Ele também pode contribuir positivamente para o tratamento em si, a partir do momento em que, se estável emocionalmente, a pessoa consegue enfrentar o processo pelo qual está passando. Qual o papel do psicólogo junto aos familiares de pacientes com câncer?
O impacto na vida de familiares e pessoas próximas de pacientes com câncer pode ser muito grande. É comum que apareçam sentimentos semelhantes aos da pessoa doente, com angústia, frustração e sensação de impotência.
O papel do(a) psicólogo(a) é o de orientar, acolher e auxiliar os familiares a lidarem com a crise que um diagnóstico de câncer pode provocar. Eles geralmente participam das tomadas de decisões, e para isso precisam ser capazes de agir, apesar das circunstâncias, ajudando o paciente conforme for possível.
O efeito emocional pode ser ainda maior quando o prognóstico do(a) paciente não é bom, ou se há um contexto em que alguns membros da família precisam se dedicar exclusivamente aos cuidados com a outra pessoa.
Em casos de câncer infantil também pode haver um sofrimento emocional muito grande, visto que são os responsáveis pela criança que precisam carregar toda a responsabilidade das decisões, ao mesmo tempo que lidam com sentimentos intensos. Assim, o acompanhamento psicológico também tem a função de buscar o bem-estar das pessoas próximas e tratar eventuais condições emocionais que possam surgir a partir deste contexto. Quais os benefícios de um tratamento psicológico para o(a) paciente?
O acompanhamento psicológico pode ser muito positivo para pacientes com câncer, já que este profissional irá buscar reduzir ao máximo o sofrimento emocional gerado nessa situação. Além disso, esse cuidado pode também evitar o surgimento de doenças emocionais graves, como a depressão.
Pode-se ainda destacar que a ajuda psicológica contribui para clarear as percepções que o paciente tem sobre sua situação, tirá-lo de um lugar de passividade e auxiliar nos processos necessários.