Foi anunciado pelo Governo Federal que gradualmente será substituída a Vacina Oral Poliomielite (VOP) pela versão inativada (VIP) a partir de 2024. A poliomielite é uma doença viral aguda altamente contagiosa, capaz de causar paralisia infantil.

Pesquisadores alertam sobre o alto risco do ressurgimento da poliomielite no Brasil. Essa doença, que está erradicada no país desde 1989, pode causar morte ou graves sequelas motoras.

Permaneça no artigo para obter mais informações sobre a doença, as formas de vacinação e os riscos associados à não vacinação. Não deixe de conferir.

Índice:

O que a poliomielite causa? Qual a diferença da vacina de gotinha para a injetável? Como a vacina age no corpo? A vacina injetável da poliomielite da reação? O que a poliomielite causa? A maioria das pessoas infectadas com o poliovírus não apresenta sintomas significativos e se recupera completamente sem complicações. No entanto, em casos mais graves, o vírus pode afetar o sistema nervoso central, levando à paralisia parcial ou total dos músculos.

Essa paralisia pode resultar em deformidades físicas, dificuldades respiratórias e problemas de locomoção, podendo ter um impacto significativo na qualidade de vida do paciente.

A paralisia associada à poliomielite é mais comum em crianças pequenas, mas também pode afetar adolescentes e adultos. É uma condição séria que requer atenção médica adequada e, em alguns casos, reabilitação para ajudar os pacientes a recuperarem suas funções motoras.

A prevenção da poliomielite por meio da vacinação é crucial para evitar esses riscos e proteger a saúde pública. É fundamental a conscientização da necessidade de imunização contra a poliomielite, seguindo o calendário nacional de vacinação recomendado pelas autoridades de saúde.

Qual a diferença da vacina de gotinha para a injetável? A vacinação é, sem dúvida, a principal e mais eficaz forma de prevenção da poliomielite. A vacina oral contra a poliomielite (VOP), conhecida como gotinha, é marcada pela presença carismática do Zé Gotinha, personagem criado pelo Ministério da Saúde para incentivar a imunização infantil.

Além da forma de ser aplicada, a principal diferença entre a vacina de gotinha (VOP) e a vacina injetável (VIP) está no tipo de vírus utilizado em sua composição.

A vacina oral da poliomielite, também chamada de VOP, é uma vacina oral atenuada bivalente. É utilizada como reforço aos 15 meses e aos 4 anos, além de ser aplicada anualmente durante as campanhas nacionais, destinada a crianças entre 1 e 4 anos de idade.

Uma vacina oral atenuada bivalente é uma vacina que contém dois tipos de vírus vivos, enfraquecidos, responsáveis por causar a mesma doença. Nesse contexto, "bivalente" se refere à presença de dois sorotipos ou cepas do vírus em uma única vacina.

Com relação à vacina VIP (Vacina Inativada Poliomielite), as crianças devem recebê-la de acordo com o calendário de vacinação, aos 2, 4 e 6 meses de vida. Porém, foi publicado recentemente que a VIP, utilizada como reforço aos 15 meses de idade, substitui a forma oral que é atualmente aplicada.

De acordo com o Ministério da Saúde, a dose de reforço utilizada atualmente aos 4 anos não será mais necessária. Isso se deve ao fato de que o esquema vacinal com quatro doses da vacina oral já proporciona a proteção adequada contra a poliomielite.

A partir de 2024, a vacina oral da poliomielite (VOP) será gradualmente substituída pela vacina injetável (VIP) como reforço aos 15 meses de idade, garantindo assim a eficácia na imunização contra a doença. Essa mudança visa aprimorar a eficácia do esquema vacinal e fortalecer a proteção contra a poliomielite no país.

minutosaudavel

Um estudo realizado por pesquisadores da Stanford Medicine, nos Estados Unidos, identificou o mecanismo por trás da libido masculina. O achado foi publicado no científico Cell.

Para entender o funcionamento dos instintos sexuais, os pesquisadores utilizaram camundongosvirgens que tinham sido desmamados, de três a quatro semanas de idade, e que nunca tinham visto uma fêmea.

De acordo com Nirao Shah, autor principal do estudo, foi identificado um circuito na área do hipotálamo pré-ótico no cérebro dos mamíferos machos que controla o reconhecimento sexual, a libido e o comportamento de acasalamento e prazer.

Eles identificaram que neurônios de uma área da amígdala secretavam uma proteína, chamada Secreção P, a qual se conectava com os receptores do hipotálamo pré-ótico, importantes para a experiência ou antecipação do prazer.

A partir disso, eles perceberam que, ao estimular os neurônios que secretavam a Substância P, a atividade cerebral do circuito foi acelerada, agilizando a capacidade dos camundongos machos acasalarem com uma fêmea disposta.

Os pesquisadores perceberam, ainda, que o período de descanso após a ejaculação, que nos camundongos é de cinco dias, foi diminuído. “Demorou um segundo ou menos para eles retomarem a atividade sexual”, disse Shah. “É uma redução de mais de 400.000 vezes no período refratário [de descanso].”

Eles notaram, também, que, se esses neurônios forem silenciados, os machos não acasalam.

“É muito provável que existam conjuntos semelhantes de neurônios no hipotálamo humano que regulam a recompensa sexual, comportamento e gratificação. E eles provavelmente são bastante semelhantes aos que observamos em camundongos”.

A partir das descobertas, os estudiosos acreditam que poderão ser desenvolvidas drogas que bloqueiem os circuitos sexuais no cérebro de homens com impulsos sexuais hiperativos ou aumentar o desejo sexual em homens que sofrem com a falta de libido.

“Se esses centros existem em humanos – e agora sabemos onde procurar – deve ser possível projetar pequenas moléculas que podem ser usadas para regular esses circuitos”, disse Shah. “Em vez de geralmente aumentar o fluxo sanguíneo na pequena vasculatura em todo o corpo, eles amplificariam ou reprimiriam diretamente uma área específica do cérebro que controla o desejo sexual masculino”.

R7

Cientistas estão instando as pessoas a retomarem o uso de máscaras faciais devido à disseminação de uma nova variante preocupante do coronavírus causador da Covid-19. As informações são do site do jornal britânico Mirror.

De acordo com os dados mais recentes, no Reino Unido, a subvariante Eris, da variante Ômicron, agora representa um em cada dez casos de Covid, e o número de pessoas infectadas pelo vírus aumentou de uma estimativa de 3,3 por 100 mil para 7,2 em menos de um mês.

Além disso, uma nova sublinhagem, temporariamente referida como BA.6, está levantando receios de um possível cenário grave da Covid-19 nas próximas semanas.

Embora até o momento tenha sido detectada apenas em dois países — Dinamarca e Israel —, especialistas alertam que essa sublinhagem está demonstrando uma tendência preocupante de mutação, o que tem gerado preocupações entre a comunidade científica.

A especialista em atenção primária Trisha Greenhalgh, da Universidade de Oxford, compartilhou suas preocupações no Twitter, conforme reportado pelo Mirror:

"Meus vários grupos de WhatsApp de ciência estão em frenesi. Trechos de linhagem genética e diagramas estão sendo compartilhados intensamente. Eu entendo apenas os aspectos gerais, mas parece que está novamente na hora de usarmos máscaras", escreveu.

A professora Christina Pagel, matemática da University College London e membro do grupo Independent Sage, também expressou suas opiniões por meio das redes sociais, como noticiado pelo jornal.

Ela observou que é um estágio muito inicial, mas reconheceu que a nova variante possui "MUITAS mutações novas que a distinguem das variantes anteriores da Ômicron". Essa característica pode torná-la mais capaz de causar um impacto significativo no número de novos casos.

No entanto, o Mirror afirma que, apesar dessas preocupações, a professora Pagel enfatizou em um artigo de opinião no British Medical Journal que é "bastante certo que estamos entrando em outra onda de Covid-19". Ela também observou que, devido à alta taxa de vacinação no Reino Unido, é improvável que essa onda resulte em um aumento substancial de hospitalizações ou mortes.

A publicação também destaca a possibilidade de um aumento nas infecções por Covid coincidindo com casos de influenza e vírus sincicial respiratório, como ocorreu no inverno anterior.

A professora também menciona a menos provável, mas possível, emergência de uma nova variante desconhecida, que poderia superar a resistência existente das pessoas ao vírus.

Nem o Reino Unido nem a OMS (Organização Mundial da Saúde) emitiram até o momento orientações sobre a utilização de máscaras, exigência que foi encerrada em janeiro de 2022 para os britânicos.

No Brasil, também já não há mais obrigatoriedade de máscaras na maioria dos locais — a exceção são os serviços médicos que lidam com pacientes com suspeita de Covid-19.

Nos Estados Unidos, o jornal diz que estão ocorrendo pedidos semelhantes para a retomada do uso de máscaras faciais, devido a um aumento de 12% nas hospitalizações relacionadas ao Covid.

A médica Céline Gounder, ex-membro da equipe de transição do Conselho Consultivo Covid-19 do presidente Joe Biden, recomendou, em entrevista à rede de TV CBS, o uso de máscaras em espaços públicos internos lotados, conforme a temporada de outono e inverno (no Hemisfério Norte) se aproxima.

R7

A incorporação do medicamento pretomanida ao SUS (Sistema Único de Saúde) está em consulta pública até o dia 4 de setembro. A proposta é reduzir de 18 para seis meses o período de tratamento contra a tuberculose multirresistente.

tuberculose

O pedido de incorporação do medicamento foi feito pelo próprio Ministério da Saúde à Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), que deu parecer favorável a ele e abriu caminho para a consulta pública.

Em nota, o ministério informou que a incorporação da pretomanida vai permitir o uso de dois esquemas encurtados, o BPaL (bedaquilina, pretomanida e linezolida) e o BPaLM (bedaquilina, pretomanida, linezolida e moxifloxacino), que possibilitam encurtar o período do tratamento.

“Os principais beneficiados com os tratamentos serão pessoas diagnosticadas com TB RR (tuberculose resistente à rifampicina), TB MDR (tuberculose multidrogarresistente) e TB pré-XDR (pré-extensivamente resistente a medicamentos)”, destacou a pasta. Tratamentos encurtados com pretomanida são atualmente recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Além de maior comodidade posológica para o paciente, a incorporação do medicamento deve gerar uma economia ao SUS de cerca de R$ 15 mil por usuário. O cuidado de pessoas com tuberculose drogarresistente é realizado em serviços de referência para a doença, com profissionais de saúde especializados.

Agência Brasil

Foto:: PREFEITURA DE SALVADOR/DIVULGAÇÃO