A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) notificou a Janssen (braço farmacêutico da Johnson & Johnson) para que adicione, em até 30 dias, novos eventos adversos associados à vacina contra covid-19 fabricada por ela à bula do produto.
Segundo o órgão regulador, o monitoramento de farmacovigilância da vacina da Janssen no Brasil detectou as seguintes reações que não constavam na bula: linfadenopatia (aumento do tamanho e/ou número de linfonodos, como o aparecimento de caroços no pescoço), parestesia (sensação de dormência em alguma parte do corpo) e hipoestesia (diminuição da sensibilidade da pele), tinido (zumbido no ouvido), bem como diarreia e vômitos.
O procedimento é normal, tendo em vista que se trata de um fármaco recém-desenvolvido, salienta a agência.
"Com o passar do tempo de comercialização e uso de quaisquer medicamentos no mundo todo, incluindo as vacinas, novos eventos adversos podem ser identificados. É por isso que existe a farmacovigilância, que acompanha e avalia sistematicamente o perfil benefício-risco das vacinas. Até o momento, os benefícios de todas as vacinas aprovadas pela Anvisa superam seus riscos."
A vacina de dose única da Janssen começou a ser usada no Brasil em junho, após antecipação de cerca de 1,8 milhão de doses e doação de 3 milhões de doses por parte do governo dos Estados Unidos.
A maior parte deste quantitativo já foi aplicada. Segundo o LocalizaSUS, 4,53 milhões de doses da vacina haviam sido aplicadas até esta sexta-feira (17).
O Brasil comprou 38 milhões de doses da vacina da Janssen, sendo que os 36,2 milhões pendentes serão entregues entre outubro e dezembro.
R7
Foto: Robyn Beck/AFP
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) receberá do Plano Nacional de Imunização 56.260 doses de vacinas contra a Covid-19. Está previsto o envio de doses dos imunizantes da Pfizer/BioNTech e AstraZeneca/FioCruz.
Técnicos da FDA (Administração de Medicamentos e Alimentos), órgão regulador equivalente à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nos Estados Unidos, afirmaram nesta quarta-feira (15) que pode não ser necessário aplicar um reforço em todos indivíduos que receberam a vacina anticovid da Pfizer/BioNTech.
Pelo menos três em cada dez crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos de idade na América Latina e no Caribe estão acima do peso, uma condição que tem aumentado nos últimos anos, advertiu o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) na segunda-feira (13).