O magnésio é um mineral essencial, muito abundante nos organismos vivos; no ser humano, ele só perde para cálcio, potássio e sódio e é encontrado, principalmente, no esqueleto humano (60%), dentro das nossas células (39%) e nos nossos músculos (20%) e apenas 1% está fora das nossas células. Esse elemento também está presente em alguns alimentos, suplementos, medicamentos e até na água.

suplemento

O médico do esporte, com atualização em medicina integrativa, Dr. Victor Lamônica esclarece que o magnésio possui um papel importante no nosso organismo e atua em mais de 300 reações bioquímicas fundamentais para o corpo humano. Os benefícios do magnésio incluem auxílio nas funções musculares e nervosas, regulação da pressão arterial, contribuição ao sistema imunológico, entre outros. O tornando peça-chave para o funcionamento de várias engrenagens do organismo.

Um dos argumentos que fazem a fama do magnésio vem de uma revisão de estudos publicada na revista científica BioMed Central Medicine. Ela relaciona o consumo da substância com a redução na possibilidade de lidar com diversos problemas de saúde. A análise envolveu dados de mais de 1 milhão de pessoas e foi liderada por pesquisadores das universidades de Zhejiang e Zhengzhou, na China. Os resultados apontam que, com a maior presença desse mineral na alimentação, as pessoas correm menor risco de encarar derrames, insuficiência cardíaca, diabete tipo 2 e morte precoce.

Com quantidades a partir de 100 miligramas do mineral por dia. Isso significa incluir um punhado de castanhas de caju torradas ou duas colheres de sopa de linhaça bem cheias ao longo das refeições, por exemplo. A Food and Drug Administration (FDA), órgão nos Estados Unidos da América, semelhante à Anvisa no Brasil, aprovou as declarações de que o uso de magnésio pode contribuir para a redução da pressão alta (hipertensão). Isso quer dizer que fabricantes de suplementos de magnésio ou de produtos ricos e no mineral poderão descrever a relação nas embalagens. A autorização foi uma resposta à petição apresentada pelo The Center for Magnesium Education and Research. A alegação de saúde dada pela FDA, em que fornece informações aos consumidores sobre as vantagens nutricionais e os benefícios à saúde de determinados alimentos ou nutrientes, afirma que há evidências que apoiam a relação do consumo do magnésio com a redução do risco de hipertensão, porém não há unanimidade entre as pesquisas.

Afinal, como o magnésio age no organismo? O médico Dr. Victor Lamônica destaca que o magnésio atua em funções básicas do nosso corpo, promovendo o desenvolvimento dos ossos, tecidos e músculos. Além disso, é responsável por regular a absorção de outros nutrientes que, em conjunto, garantem o bom funcionamento do organismo.

Esse mineral pode diminuir a pressão arterial agindo como um bloqueador natural dos canais de cálcio. Essa função favorece a vasodilatação, diminuindo a pressão dentro das artérias. Isso ajuda a manter a pressão arterial sob controle. Remédios com compostos bloqueadores dos canais de cálcio são frequentemente prescritos no tratamento da hipertensão arterial.

Em quais alimentos pode-se encontrar o magnésio?

  • Abacate;
  • Nozes;
  • Amêndoas;
  • Leguminosa. Lentilhas, feijão, grão-de-bico e ervilhas, por exemplo;
  • Peixes gordurosos;
  • Chocolate amargo;
  • Sementes de abóbora, linhaça e gergelim;
  • Oleaginosas, como, castanhas e amendoim;
  • Espinafre cozido;
  • Banana prata;
  • Aveia;
  • Suplementos e medicamentos.

Vale ressaltar que a suplementação jamais deve ser feita por conta própria, até porque o excesso do mineral pode sobrecarregar o sistema renal. O paciente precisa fazer exames para avaliar a concentração desse nutriente, investigar se há problema na absorção, se a pessoa está perdendo e se está fazendo a ingestão correta.

 

O prefeito de Floriano, Antônio Reis Neto, assinou, na manhã desta quarta-feira (16), um novo decreto que atualiza as medidas municipais contra a Covid. A partir de agora, gestante e pessoas com comorbidades devem utilizar máscaras obrigatoriamente. Essas categorias se juntam a idosos e imunossuprimidos.

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O documento considera a atual situação epidemiológica do Estado do Piauí e a necessidade de uma análise permanente de reavaliação do cenário epidemiológico no Município de Floriano, bem como a manutenção das medidas preventivas e protocolos sanitários contra a Covid-19.

Outro ponto inserido no novo decreto diz respeito às medidas preventivas como disposição de água, sabão, álcool em gel e uma pia com água corrente nos seguintes estabelecimentos: Em unidades/consultórios/estabelecimento assistenciais de atendimento à saúde, públicos ou privados, ambulatorial ou internação (trabalhadores, pacientes/usuários, acompanhantes e visitantes);

  • Em transportes coletivos, públicos ou privados, rodoviário ou ferroviário (trabalhadores e passageiros/usuários), assim como táxis e transportes por aplicativos A secretária de Saúde de Floriano, Caroline Reis, em reunião com empresários na última segunda-feira (14), destacou que mesmo o município estando em queda nos casos positivos, Floriano é cidade polo onde centenas de pessoas transitam. “Temos uma cobertura vacinal muito boa. Mas não vamos ser pegos de surpresa. Por isso o novo decreto resolveu incluir alguns grupos que estavam faltando”, disse. Nos últimos meses, segundo o departamento de Epidemiologia, Floriano tem apresentado queda em novos casos da Covid-19. Em julho, foram contaminadas 435 pessoas. No mês seguinte, agosto, 23 florianenses. Setembro caiu para 05, outubro apenas duas pessoas. E, agora em novembro, apenas uma pessoa testou positivo para a doença.

Confira, na íntegra, o decreto municipal:

http://transparencia.floriano.pi.gov.br/uploads/leis/816ff053cf1b7d92dd01f86fd9efbb51.pdf

A lombalgia, mais popularmente nomeada como dor na coluna, é um problema sentido por muitas pessoas, especialmente com o avanço da idade. Muitos relacionam a dor lombar com a hérnia de disco, mas será que a afirmação é verdade?

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O diretor do Grupo da Coluna da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Renato Hiroshi, esclarece que a dor lombar em si não significa automaticamente que é uma hérnia de disco, mas pode ser uma das fases desta condição.

“O sintoma mais presenciado é a dor ciática, que é um estado básico para caracterizar a hérnia de disco. Isso confunde muito e pode levar a um diagnóstico inadequado e,por causa disso, a um tratamento errado”, diz o especialista.

Ele salienta que uma avaliação clínica mais ampla é fundamental para fechar o diagnóstico específico de hérnia de disco.

O líder da Unifesp realça ainda que algumas das questões que prejudicam o quadro da lombar e levam ao surgimento de hérnia de disco, são os exemplos: sedentarismo, má postura, falta de atividade físicas e, em seguida, ausência de ergonomia da maioria dos móveis domésticos em função de adaptações feitas para o exercício do trabalho remoto.

O especialista recomendou que as dores irradiadas radiculares são um dos sintomas básicos da hérnia de disco. “Temos visto nas clínicas de ortopedia de coluna um elevado número desses pacientes tanto com a dor radicular, sendo radícula é a dor ciática, como também com a dor lombar”, falou Renato.

“Em alguns casos, tem aquele paciente que é mais pesado, mas sendo ativo, tem uma atividade física regular e vai criar uma estrutura muscular adequada com o peso. O que não pode acontecer é o paciente sedentário onde, seja ele obeso ou magro, ter um desequilíbrio muscular. Isso vai gerar uma sobrecarga para a coluna”, disse. A hérnia de disco é habitual até mesmo em atletas e pessoas ativas. O exercício físico regular é essencial para que a musculatura de sustentação da coluna impeça a sobrecarga dos discos intervertebrais.

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Foto: reprodução Pexels

Segundo um estudo divulgado pelo New England Journal of Medicine, o medicamento usado principalmente para o tratamento de adultos com obesidade ou sobrepeso, "semaglutida", também pode auxiliar adolescentes a perderem peso e ter uma vida cardíaca mais saudável. A pesquisa foi apresentada na Obesity Week 2022.

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O ensaio clínico internacional de terceira fase utilizou alguns jovens com obesidade para fazer a comparação de resultados com os medicamentos. Aqueles adolescentes que receberam o remédio uma vez por semana, tiveram diminuição de 16,1% em seu índice de massa corporal (IMC), comparado com os outros que tomaram placebo.

“As taxas de obesidade estão aumentando, não apenas nos Estados Unidos, mas em todo o mundo”, comenta Silva Arslanian, autora do trabalho e professora de pediatria na Faculdade de Medicina da Universidade de Pittsburgh. “Normalmente, fazemos recomendações de estilo de vida: coma mais vegetais; não coma frituras; não beba refrigerante. Mas, infelizmente, vivemos em um ambiente muito promotor de escolhas alimentares não saudáveis, então pode ser muito difícil fazer essas mudanças”, completa a professora.

Em seguida, os pesquisadores continuaram avaliando se a semaglutida é eficaz em jovens: 201 adolescentes com idade entre 12 e 18 anos com obesidade ou sobrepeso receberam injeções subcutâneas uma vez por semana de semaglutida 2,4 mg, ou placebo, todos receberam intervenção simultânea em seu estilo de vida, como método de alimentação saudável e prática de exercícios físicos.

Depois de 68 semanas do início do teste, mais de 72% dos integrantes da semaglutida alcançaram pelo menos 5% da perda de peso, enquanto os jovens que foram testados com placebo, tiveram apenas 17% que atingiram a mesma taxa de perda de peso.

Atualmente, o peso excessivo atinge uma em cada cinco crianças e adolescentes ao redor do mundo. Além disso, esta doença está diretamente ligada à diminuição da expectativa de vida e pode causar outros problemas de saúde, como diabetes, doenças cardíacas, alguns tipos de câncer, entre outros.

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Foto: Reprodução/Family Center