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covidtesticA infecção pelo novo coronavírus pode estar relacionada a casos de inflamação do epidídimo em homens – um canal próximo aos testículos por onde passam os espermatozóides. Isso é o que diz um estudo publicado na semana passada pela revista científica "Andrologia".

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) identificaram a inflamação pela primeira vez no fim do ano passado, enquanto acompanhavam um grupo de 26 homens infectados pelo Sars-Cov-2. Todos eles, com idades entre os 21 e 42 anos, apresentavam casos leves ou moderados da Covid-19.


Segundo o artigo Radiological patterns of incidental epididymitis in mild-to-moderate COVID-19 patients revealed by colour Doppler ultrasound, onze dos pacientes com coronavírus tiveram a infecção conhecida como epididimite (42.3%).

Os pesquisadores descreveram que a maior parte dos casos de epididimite neste estudo eram assintomáticos, e que apenas um dos pacientes reclamou de dores na região durante um exame clínico.

Para confirmar as infecções, foi preciso também do apoio de um equipamento de ultrassom. Com as imagens do exame doppler, os cientistas encontraram alterações no canal, como o aumento da sua espessura, e a presença de micro-inflamações.

O epidídimo é um canal que se liga na parte de trás do testículo humano, que armazena e transporta o esperma durante sua produção. É por isso que os cientistas investigam se há alguma relação da infecção pelo vírus com a infertilidade masculina.

Além disso, durante a epidemia de Sars – também por um outro coronavírus – entre 2002 e 2003, diversos estudos apresentaram resultados de alterações no sistema reprodutivo masculino em pacientes que tiveram casos mais graves da síndrome.

É porque o coronavírus, para invadir as células humanas onde pode se replicar, se liga a receptores feitos de uma proteína conhecida como ACE2. Elas estão muito presentes nos pulmões – e nos testículos.

 

G1

Foto: Reprodução/Andrologia

vacioxfordA Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou, nesta segunda-feira (15), o uso emergencial da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19. Duas versões da vacina entraram na lista de uso emergencial da entidade: a produzida pela própria AstraZeneca-SKBio, na Coreia do Sul, e a outra pelo Instituto Serum, na Índia.

Com a entrada na lista, as vacinas poderão ser oferecidas por meio da plataforma Covax, iniciativa da OMS para garantir o acesso equitativo às vacinas da Covid a países mais pobres.

"Apesar de ambas as empresas estarem produzindo a mesma vacina para a Covid-19, como elas são feitas em plantas de produção diferentes, precisaram de revisões e aprovações diferentes", esclareceu o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.


Apenas uma outra vacina, a da Pfizer, já havia entrado na lista de uso emergencial da OMS.

"Países sem acesso a vacinas até agora finalmente vão conseguir começar a vacinar seus profissionais de saúde e populações de risco, contribuindo para o objetivo da Covax Facility de distribuição equitativa de vacinas", declarou Mariângela Simão, diretora-geral assistente da OMS para Acesso a Medicamentos e Produtos de Saúde.


"Mas precisamos continuar a pressão para atender às necessidades de populações prioritárias em todos os lugares e facilitar o acesso global", continuou Simão.

"Para fazer isso, precisamos de duas coisas – um aumento da capacidade de produção e o envio precoce, pelos desenvolvedores, de suas vacinas para avaliação da OMS", disse.

O grupo de especialistas da OMS para imunização (SAGE, na sigla em inglês) já havia divulgado, na semana passada, as orientações de uso da vacina de Oxford.

Aplicação no Brasil
A vacina de Oxford é uma das duas que já estão sendo aplicadas no Brasil – a outra é a CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac –, depois de obterem autorização de uso emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O Instituto Serum, um dos fabricantes com versões da vacina autorizadas pela OMS, é o laboratório do qual o Brasil comprou as doses prontas do imunizante. A versão produzida na Índia e comprada do laboratório chega em território brasileiro com o nome de "Covishield".

Na semana passada, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), braço da OMS nas Américas, disse que as primeiras doses das vacinas distribuídas por meio da Covax devem chegar aos países americanos no fim deste mês.

 

G1

Foto: Ben Stansall/AFP

Nas últimas 24 horas foram registrados, no Piauí, 538 casos confirmados e sete óbitos pela Covid-19, segundo os dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde, na noite deste sábado (13).

Dos 538 casos confirmados da doença, 306 são mulheres e 232 são homens, com idades que variam de um a 95 anos.

Quatro mulheres e três homens foram vítimas da Covid-19. Elas eram naturais de Oeiras (51 anos), Pio IX (53 anos), Pimenteiras (76 anos) e Teresina (80 anos). Já os do sexo masculino eram das cidades de Boqueirão do Piauí ( 86 anos), Piripiri (65 anos) e Teresina ( 80 anos). Apenas uma das vítimas (76 anos) não possuía doenças preexistentes.

Os casos confirmados no estado somam 165.857 distribuídos em todos os municípios piauienses. Já os óbitos pelo novo coronavírus chegam a 3.182 e foram registrados em 207 municípios. Até agora, morreram 1.863 homens e 1.320 mulheres.

Dos leitos existentes na rede de saúde do Piauí para atendimento à Covid-19, há 506 ocupados, sendo 290 leitos clínicos, 195 UTIs e 21 em leitos de estabilização. As altas acumuladas somam 9.313 até o dia 13 de fevereiro de 2021.

A Sesapi estima que 162.169 pessoas já estão recuperadas ou seguem em acompanhamento (casos registradas nos últimos 14 dias) que não necessitaram de internação ou evoluíram para morte.

aboletim

sasapi

vacO Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai envasar nesta sexta-feira (12) o primeiro lote de vacinas contra a Covid-19 produzidas no Brasil pela instituição, fabricadas em parceria com a Oxford/ AstraZeneca . A fabricação foi finalizada com insumos vindos da China que chegaram ao Rio de Janeiro no último sábado (6).

O diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, explicou que esses primeiros lotes de sexta (12) e sábado (13), preveem o envasamento de 400 mil doses, que serão importantes para as próximas fases de validação da vacina.


Segundo ele, há a possibilidade de uso comercial das vacinas dessa fase de pré-validação, caso passem em um controle de qualidade. Caso sejam aprovadas, serão distribuídas pelo Programa Nacional de Imunização.

“São dois lotes de teste que vão estabelecer todo o processo de produção daqui em diante. E esse lote, indo tão bem como está indo, nos vamos poder aproveitar esse lote para entrega comercial”, disse Zuma.
De acordo com o cronograma da Fiocruz, a primeira etapa de envase da vacina pode chegar a até 700 mil doses diárias, se todos os insumos estiverem disponíveis. A ideia é atingir esta marca no mês de março.

Como a vacina é envasada
Nesta etapa, o líquido da vacina entra no frasco transparente, que é fechado para a próxima fase, com três lotes de validação, prevê a produção de 350 mil doses em cada um, chegando a 1,05 milhão de doses.

Até o dia 19 de março, a Fiocruz prevê a primeira entrega para o Ministério da Saúde: 1 milhão de doses da vacina de Oxford produzidas no Brasil.

Depois disso, a capacidade de envase da produção da Fiocruz está prevista para aumentar para até 1,3 milhões de doses por dia. A incorporação tecnológica para a produção está programada para ser iniciada em abril e consolidada no segundo semestre.

 

G1

Foto: Douglas Lima/TV Globo