vacinacriançaA vacina russa Sputinik V contra covid-19 terá versão para crianças, anunciou nesta terça-feira (8) o Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, segundo a agência de notícias russa Sputinik News.

O imunizante está na terceira e última fase de testes. Após a conclusão dessa fase, duas versões da vacina serão produzidas. O Centro Gamalyea ressalta que os testes serão realizados apenas em adultos maiores de 18 anos e a segunda versão, para crianças, será adaptada a partir desse produto final.


"Haverá duas categorias de vacinas: para adultos e para crianças. Para as crianças será mais leve e menos reatogênica", afirmou o professor Aleksandr Butenko, do Centro Gamalyea, à Rádio Sputnik.

"A massa corporal de crianças é menor do que a de adultos, por isso a dose será reduzida. O sistema imunológico de uma criança pode não estar suficientemente desenvolvido como o de um adulto. De uma forma ou de outra, todas as vacinas possuem classificações, para crianças e adultos", ressaltou.

A agência de notícias informa que, no momento, a vacina russa é destinada a pessoas entre 18 e 60 anos.

A vacina russa foi a primeira registrada no mundo contra a covid-19, em 11 de agosto. Ela se diferencia das demais que estão sendo desenvolvidas e estão em estágio avançado contra a doença no que se refere à sua composição.

É feita com dois vetores de adenovírus enfraquecidos, vírus que causa o resfriado comum em humanos, e fragmentos do novo coronavírus, para estimular o corpo a produzir anticorpos contra a doença e induzir imunidade a longo prazo. A vacina é intramuscular administrada em duas doses. A segunda deve ser aplicada 21 dias após a primeira.

No Brasil, deve passar por testes no Paraná, Bahia e Distrito Federal. O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) já enviou pedido para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para realizar testes da vacina no Estado. Depois de aprovados, os testes devem começar em 15 dias. O estudo deve contar com 10 mil voluntários no país, preferencialmente profissionais da saúde.

A aplicação em massa da vacina russa no Paraná pode acontecer já no ínicio de 2021 no Paraná, a partir de doses importadas.

A vacinação do grupo de risco na Rússia já está prevista para ser feita em outubro. Na sexta-feira (4), a revista científica Lancet publicou que a vacina se mostrou segura nas fases 1 e 2 de testes em humanos, induzindo resposta imune forte sem provocar reações adversas graves.

 

R7

Foto: Andrey Rudakov/Divulgação/Fundo Russo de Investimento Direto

Cirurgiões vasculares da Escola de Medicina Miller, da Universidade de Miami, advertiram que uma trombose pode ser um indicador "precoce" de infecção em um paciente com covid-19.

Em um artigo recentemente publicado no Journal of Vascular Surgery, os cirurgiões descrevem o caso de um paciente de 67 anos que não tinha condições preexistentes e chegou ao hospital com grave descoloração no braço direito e dores na mão e no antebraço.
Cirurgiões vasculares da Escola de Medicina Miller, da Universidade de Miami, advertiram que uma trombose pode ser um indicador "precoce" de infecção em um paciente com covid-19.

trmboseEm um artigo recentemente publicado no Journal of Vascular Surgery, os cirurgiões descrevem o caso de um paciente de 67 anos que não tinha condições preexistentes e chegou ao hospital com grave descoloração no braço direito e dores na mão e no antebraço.
Outras investigações mostraram que ele tinha coágulos nas artérias do braço, o que levou à isquemia, ou perda do fluxo sanguíneo que ameaçava o membro, e ele logo testou positivo para o novo coronavírus.

"Este paciente tinha um problema agudo no braço, que incluía dor, prostração e fraqueza. Essa foi a principal razão pela qual ele veio ao hospital", disse o professor assistente de cirurgia Tony Shao, em um comunicado divulgado pela Universidade de Miami.

"Descobrimos rapidamente que ele tinha covid, embora (o paciente) tenha relatado apenas sintomas respiratórios leves", acrescentou.

Embora a cirurgia tenha salvado o braço do paciente e a maior parte de sua mão, ele acabou ficando semanas em um respirador antes de receber alta do hospital.

"Em estudos de autópsia de pacientes que morreram de coronavírus, os médicos descobriram que o vírus causa microtrombose, particularmente nos capilares dos alvéolos pulmonares. No entanto, os bloqueios descritos no estudo foram encontrados em uma artéria de tamanho médio", disse Shao.

Segundo a Universidade de Miami, os autores publicaram este caso para alertar as pessoas que encaram a covid-19 simplesmente como uma doença respiratória.

Em particular, os médicos deveriam estar alertas para infecções por covid-19 quando os pacientes têm isquemia aguda de membros e nenhum fator de risco, ainda de acordo com a instituição.

"As pessoas estão começando a perceber que a cvid promove a hipercoagulabilidade", observou o autor principal do estudo, Naixin Kang.

"Não sabemos exatamente qual é o mecanismo, mas agora ele está sendo reconhecido e estudado por diferentes sociedades médicas. Embora este seja certamente um vírus respiratório, temos que ter cuidado com a coagulação excessiva", acrescentou.

 

EFE

Foto: undefined

 

hidoxicloroquinaaA hidroxicloroquina reduz o risco de morte por covid-19 em 30%. Isso é o que afirma um estudo do Mediterranean Neurological Institute e da Universidade de Pisa, na Itália, publicado no European Journal of Internal Medicine.

O estudo analisou 3.451 pacientes com a doença no período de 19 de fevereiro a 23 de maio em 33 hospitais em diversas regiões da Itália. Os dados desses pacientes foram comparados àqueles que não receberam o medicamento.

“Observamos que os pacientes tratados com hidroxicloroquina tiveram uma taxa de mortalidade hospitalar 30% menor em comparação com aqueles que não receberam esse tratamento”, explicou o autor do estudo, o epidemiologista Augusto Di Castelnuovo, em um comunicado à imprensa.
"Dentro dos limites de um estudo observacional e aguardando resultados de ensaios clínicos randomizados, esses dados não desestimulam o uso da hidroxicloroquina em pacientes internados com covid-19", conclui o estudo.

De acordo com o médico, os resultados positivos ocorreram principalmente em pacientes que apresentavam um estado inflamatório mais evidente no momento da internação, segundo a pesquisa.

“Nossos dados foram submetidos a análises estatísticas extremamente rigorosas, levando em consideração todas as variáveis ​​e possíveis fatores de confusão que pudessem entrar em jogo. A eficácia do medicamento foi avaliada em vários subgrupos de pacientes ”, afirmou Di Castelnuovo.

A hidroxicloroquina tem sido utilizada no tratamento da malária e de doenças autoimunes, como artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico e síndrome antifosfolipídica. Mais recentemente, apresentou um papel promissor em infecções virais já que inibe a entrada e disseminação viral em em modelos in vitro e in vivo, conforme descreve o estudo.

Devido a essas propriedades, o medicamento tem sido usado para tratamento do ebola, HIV, infecção por SARS-CoV-1 e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e ganhou atenção mundial como uma possível terapia para pacientes com covid-19, segundo a pesquisa.

 

R7

foto: Reprodução/Twitter

covidd19O Piauí fechou esta semana com a maior queda de óbitos por semana. Segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), foram registrados 101 óbitos nesta 35ª semana, a menor quantidade desde o pico de mortes na semana 27, quando 192 pessoas morreram e o menor das últimas 12 semanas, quando foi registrado 78 óbitos na semana 23.

A redução de novos óbitos é um dos critérios que a Organização Mundial de Saúde (OMS) usa para indicar possível controle da pandemia. “Encerramos a semana com um pouco mais da metade do número de óbitos que tínhamos há quatro meses. Claro que ainda é muito e cada vida ceifada é uma perda sem precedentes, mas se olharmos pelo outro lado, é uma queda significativa e mostra o resultado de uma boa rede de saúde e das articulações realizadas para barrar o avanço da Covid-19”, disse o governador Wellington Dias.

O índice de ocupação de leitos de UTI também segue caindo: atualmente, dos 455 leitos existentes, 221 estão ocupados, bem abaixo do pico, alcançado em 5 de julho, quando 330 leitos estavam ocupados, 75% do total.
Dos leitos clínicos, 49,3% (395 leitos) estão ocupados e 50,7% (406 leitos) estão disponíveis. Já, dos leitos de estabilização, 8,1% (5 leitos) estão ocupados e 91,9% (57 leitos), estão disponíveis.

O governador Wellington Dias destaca o resultado, principalmente considerando que o estado segue com o programa de flexibilização das atividades econômicas. “Sou grato a todos os profissionais que trabalham para evitar o pior e a todos que continuam mantendo os cuidados necessários. Peço que prossigam usando máscara, cuidando da higienização e do distanciamento para que possamos salvar mais vidas no Piauí”, pontuou.

 

Sesapi