segunvacinaA Rússia espera registrar uma segunda vacina em potencial contra a covid-19 até o dia 15 de outubro, disse a agência de notícias TASS citando o órgão regulador russo de segurança do consumidor Rospotrebnadzor nesta terça-feira (22).


A vacina foi desenvolvida pelo Instituto Vector, da Sibéria, que concluiu o estágio inicial de testes em humanos na semana passada.

A Rússia registrou sua primeira candidata a vacina, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, de Moscou, em agosto. Os testes em estágio avançado desta candidata com pelo menos 40 mil pessoas estão em andamento.

 

 

 

Reuters

Foto: Divulgação/Assessoria de imprensa do RFPI

dengueA exposição à dengue pode fornecer algum nível de imunidade contra a covid-19, de acordo com um estudo liderado por Miguel Nicolelis, cientista brasileiro e professor da Duke Univerdity, nos Estados Unidos.

A pesquisa, publicada na plataforma medRxiv, ainda sem revisão por pares, comparou a distribuição geográfica dos casos de covid-19 com a disseminação da dengue em 2019 e 2020 no Brasil.
Locais com taxas mais baixas de infecção por coronavírus e crescimento mais lento de casos foram os mesmos que sofreram intensos surtos de dengue neste ano ou no último, descobriu Nicolelis.

“Esta descoberta surpreendente levanta a possibilidade intrigante de uma reatividade imunológica cruzada entre os sorotipos de Flavivirus da dengue e o SARS-CoV-2”, afirma o estudo, referindo-se aos anticorpos do vírus da dengue e ao novo coronavírus.

“Se comprovada como correta, essa hipótese pode significar que a infecção por dengue ou a imunização com uma vacina eficaz e segura contra a dengue poderia produzir algum nível de proteção imunológica” contra o coronavírus.
De acordo com Nicolelis, os resultados são particularmente interessantes porque estudos anteriores mostraram que pessoas com anticorpos da dengue no sangue podem apresentar resultados falsamente positivos para anticorpos de covid-19, mesmo que nunca tenham sido infectadas pelo coronavírus.

“Isso indica que há uma interação imunológica entre dois vírus que ninguém poderia esperar, porque os dois vírus são de famílias completamente diferentes”, disse Nicolelis, acrescentando que mais estudos são necessários para comprovar a conexão.

Ele destaca uma correlação significativa entre menor incidência, mortalidade e taxa de crescimento de covid-19 em populações no Brasil onde os níveis de anticorpos para dengue eram mais elevados.

O Brasil tem o terceiro maior número de infecções por coronavírus no mundo, com mais de 4,4 milhões de casos - atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia.

Em estados como Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, com alta incidência de dengue no ano passado e no início deste ano, o coronavírus demorou muito mais para atingir um nível de alta transmissão na comunidade em comparação com estados como Amapá, Maranhão e Pará, que tiveram menos casos de dengue.
Os pesquisadores também encontraram uma relação semelhante entre surtos de dengue e uma propagação mais lenta do vírus em outras partes da América Latina, na Ásia e nas ilhas dos oceanos Pacífico e Índico.

Nicolelis contou que sua equipe se deparou com essa descoberta por acidente, durante um estudo sobre a disseminação do coronavírus no Brasil, no qual constatou que as rodovias tiveram um papel importante na distribuição dos casos pelo país.
Depois de identificar alguns pontos sem casos no mapa, a equipe foi em busca de possíveis explicações. Um grande avanço ocorreu ao comparar a disseminação da dengue com a do coronavírus.

“Foi um choque. Foi um acidente total ”, disse Nicolelis. "Na ciência, isso acontece, você está atirando em uma coisa e acerta um alvo que nunca imaginou que acertaria."

 

Reuters

Foto: Phil Noble/Reuters

Ainda na noite desse sábado, 19, alguns dos familiares do professor Raimundo Tem Tem estavam falando de levá-lo para continuar o tratamento em São Paulo.

O educador/empresário está com coronavírus e sendo tratado no Hospital do Prontomed, em Teresina, há dias.

De acordo com o professor e vereador Miguel Vieira, que é irmão do Raimundo Tem Tem, o mesmo deve ser encaminhado até o começo da manhã desta segunda-feira, 21, para o Hospital Sírio Libanês.

renata

Na imagem, a Rafaele que é a sua filha.

Já foi feito o contato com o Hospital de São Paulo e estamos somente aguardando que o mesmo venha buscar, disse o Miguel Vieira.

Veja o último Boletim que foi divulgado agora.

"O quadro dele teve uma pequena alteração positiva, nas últimas 24h. Troca gasosa saltou para 273, quadro grave, função renal boa, sem febre, saturando a 90-91, problema concentrado no pulmão, exames laboratoriais normais, em desmame de droga vasoativa (3ml de Sedação em dose alta e continua. Estamos precisando de orações para o pulmão dele. O pulmão é nossa esperança, orem muito por favor. Estamos em processo de regulação para o Hospital Sírio Libanês, pois acreditamos que lá teremos mais recursos de Terapia Intensiva e um quadro especializado na área do Cobid-19. Quando tivermos notícias mandaremos, vamos orar para vencer com nossa fé, amor e carinho. Vamos  continuar orando, pois Deus tem iluminado a todos. Muita gratidão pelas orações de todos. Vamos persistir. A Covid-19 pode nos tirar muitas coisas, mas jamais tirará nossa esperança e a fé no médico dos médicos. Jesus pode tudo!", Esse é um comunicado do Renato Vieira, filho do professor Raimundo.

Da redação

remediocovidA Rússia aprovou o tratamento Coronavir da R-Pharm para pacientes não hospitalizados com infecções de covid-19 entre brandas e moderadas, e o remédio pode estar disponível nas farmácias do país já na semana que vem, informou a farmacêutica nesta sexta-feira (18).

A aprovação do Coronavir sucede a liberação do Avifavir, outro medicamento russo contra a covid-19, em maio. Ambos têm como base o favipiravir, que foi desenvolvido no Japão e lá é usado amplamente como base para tratamentos virais.
O anúncio da R-Pharm é mais um sinal de que a Rússia está se empenhando muito para conseguir uma dianteira global na corrida contra o vírus. O país já está exportando seus exames de covid-19 e fechou vários acordos internacionais para fornecer sua vacina Sputnik-V.

A R-Pharm disse que recebeu aprovação para o Coronavir após testes clínicos de estágio avançado com 168 pacientes com covid-19.

O remédio foi liberado inicialmente para uso hospitalar de tratamento de covid-19 em julho, mostrou um registro do governo.

O teste do Coronavir foi comparativamente pequeno. A agência reguladora de saúde europeia endossou nesta sexta-feira o uso do esteroide dexametasona no tratamento de pacientes com covid-19 depois de um estudo de pesquisadores britânicos com vários milhares de pacientes.

A R-Pharm começou a conversar com farmácias sobre encomendas, disse a porta-voz da empresa. As remessas de Coronavir devem começar no futuro próximo, possivelmente já na próxima semana.

O Coronavir é fabricado nas instalações da R-Pharm em Yaroslavl, cidade localizada cerca de 300 quilômetros a nordeste de Moscou.

O Avifavir está disponível nos hospitais desde junho, mas ainda não foi fornecido a farmácias.

Ambos se baseiam no ingrediente ativo favipiravir, que também é um componente essencial do remédio antiviral Avigan da Fujifilm Holdings Corp, aprovado no Japão em 2014 como tratamento emergencial contra gripe.

Testes de seu uso contra a covid-19 estão acontecendo em todo o mundo, mas os resultados de um estudo japonês de julho foram inconclusivos.

Ele é produzido por várias fabricantes de genéricos indianas, como Lupin, Cipla e Dr Reddy's, para ser usado contra a covid-19 na Índia.

 

Reuters

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