A vereadora Tatiana Medeiros (PSB), que foi condenada a 19 anos de prisão por corrupção eleitoral, vai continuar recebendo salário de R$ 26 mil até recurso final do processo.
O colegiado de juízes determinou a perda do mandato da parlamentar, mas como ela recorreu da decisão ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ela permanece no cargo, já que não há cassação do mandato.
O procurador geral da Câmara Municipal de Teresina, Pedro Rycardo Couto, esclareceu que a Casa, até a manhã de hoje, não tinha recebido a decisão do colegiado que condenou Tatiana.
“Em nada muda por enquanto, ela não deixou de ser vereadora. Fizemos uma consulta ao TCE e tomamos esse entendimento para a Casa que a vereadora permanece recebendo salário até a decisão final de perda do mandato”, disse o procurador.
O procurador explicou que a Câmara vai aguardar se o TRE terá um veredito final sobre a cassação do mandato da vereadora ou se vai esperar uma decisão de Brasília, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O presidente da Câmara, Enzo Samuel, disse que a assessoria da Câmara vai analisar a decisão e cumpri-la na íntegra.
“Ainda não fomos notificados, mas vamos aguardar para ter conhecimento de todo o teor da decisão para as medidas cabíveis”, disse o presidente. Enzo ressaltou que a Câmara não fez o afastamento da vereadora e toda decisão vem da justiça.
“O entendimento é para ter o trânsito em julgado e vamos aguardar. Ainda é passível de recursos e estamos seguindo todas as determinações judiciais desde o começo”, disse.
Na decisão do colegiado, Tatiana Medeiros perde o cargo público e a proibição de exercer função pública, além da obrigação de pagamento de R$ 1 milhão por danos à coletividade.
A decisão é do colegiado de juízes – Júnia Maria Feitosa, Raniere Santos Sucupira e José Eduardo Couto de Oliveira. A vereadora recebeu pena pelos crimes de compra de votos, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e peculato-desvio ('rachadinha').
A vereadora perde o cargo público, mas como há recurso ela permanece no mandato. Somente o TRE e o TSE podem cassar seu mandato.
A vereadora Tatiana Medeiros (PSB) recebeu pena de 19 anos, 10 meses e 7 dias de prisão, além de 492 dias-multa. A Justiça determinou ainda a perda do cargo público e a proibição de exercer função pública, além da obrigação de pagamento solidário de R$ 1 milhão por danos à coletividade. A decisão é do colegiado por crimes como compra de votos, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e peculato-desvio ('rachadinha'). O julgamento envolvendo a vereadora Tatiana Medeiros foi conduzido por um colegiado formado por três juízes da Justiça Eleitoral, modelo adotado diante da complexidade do processo.
O Cidadeverde.com entrou em contato com a defesa da vereadora, que classificou a sentença como "absolutamente injusta" e informou que irá recorrer da decisão.
Caso Tatiana Medeiros: veja penas e papel dos outros réus condenados A decisão tem 205 páginas e foi publicada cinco meses depois do longo julgamento que ocorreu no final de novembro de 2025.
Segundo a sentença, ficou comprovada a existência de uma organização criminosa com divisão de tarefas, que incluía captação de eleitores, controle de votos e movimentações financeiras irregulares. O grupo também teria utilizado uma entidade social para intermediar benefícios e influenciar eleitores.
“Autoria e materialidade comprovadas”, registra a decisão ao concluir pela responsabilização dos envolvidos.
Na decisão, o juízo rejeitou pedidos das defesas que alegavam nulidade de provas e cerceamento de defesa, entendendo que não houve prejuízo processual e que os elementos coletados são válidos para fundamentar a condenação.
A Justiça também negou o direito de recorrer em liberdade para os apontados como líderes do esquema.
O presidente da Câmara Municipal de Teresina, Enzo Samuel (PV), informou através da assessoria que não irá se manifestar enquanto não houver a formalização à Câmara sobre a decisão.
Veja como foi a sentença: Tatiana Teixeira Medeiros foi condenada pela prática de cinco delitos. As penas individuais foram:
Organização criminosa (agravada pelo cargo de comando): 7 anos, 6 meses e 21 dias de reclusão + 25 dias-multa Corrupção eleitoral (por 95 vezes em continuidade delitiva): 2 anos, 7 meses e 21 dias de reclusão + 300 dias-multa Peculato-desvio (por 12 vezes em continuidade delitiva): 3 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão + 144 dias-multa Falsidade ideológica eleitoral: 1 ano de reclusão + 5 dias-multa Lavagem de dinheiro: 4 anos, 9 meses e 5 dias de reclusão + 18 dias-multa Pena Consolidada Final: O juízo fixou a pena total de Tatiana em 19 anos, 10 meses e 07 dias de reclusão e 492 dias-multa Leia também:
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Relembre todo o caso A parlamentar está presa desde o dia 3 de abril de 2025 após operação Escudo Eleitoral II, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apurou suposto envolvimento com facção criminosa, corrupção eleitoral e uso de recursos ilícitos no financiamento da campanha de 2024.
Como a parlamentar é advogada, inicialmente Tatiana Medeiros ficou presa no Quartel da Polícia Militar e em seguida conseguiu autorização da justiça para prisão domiciliar.
Em junho de 2025, a prisão preventiva foi convertida em domiciliar em razão de transtorno mental, comprovada por laudos médicos apresentados à Justiça. Em revisão da ação cautelar, realizada em setembro deste ano, a magistrada entendeu que não houve mudança no quadro fático-jurídico capaz de justificar a concessão de liberdade provisória, mantendo a prisão domiciliar com base no risco à ordem pública, conforme previsto no artigo 312 do Código de Processo Penal.
Além de permanecer em casa, a vereadora segue afastada do mandato, utiliza tornozeleira eletrônica, está proibida de frequentar a Câmara Municipal de Teresina e de manter contato com servidores da Casa.
Audiência de instrução mais longa A audiência de instrução da vereadora Tatiana Medeiros no Fórum Eleitoral de Teresina ocorreu em novembro e durou cinco dias, sendo a mais longa já realizada pela Justiça Eleitoral do Piauí.
Além de Tatiana, a Justiça Eleitoral tornou réu Alandilson Cardoso Passos (namorado); Stênio Ferreira Santos (padrasto); Maria Odélia de Aguiar Medeiros (mãe); Emanuelly Pinho de Mello (assessora); Bianca dos Santos Teixeira Medeiros (irmã de Tatiana); Lucas de Carvalho Dias Sena (cunhado de Tatiana); Bruna Raquel Lima Souza (funcionária da ONG Vamos Juntos) e Sávio de Carvalho França (funcionário da ONG Vamos Juntos).
Os nove réus foram ouvidos pela junta de juízes, presidida pela juíza Júnia Feitosa. Magistrada, Ministério Público e defesa consideraram a audiência tranquila e esclarecedora, acontecendo sem intercorrências.
Investigação Tatiana Medeiros foi presa em sua residência no bairro Jóquei, na zona Leste de Teresina, durante uma operação deflagrada pela Polícia Federal no dia 3 de abril de 2025. Ele foi acusada de crimes eleitorais, possível envolvimento com facção criminosa e compra de votos com dinheiro proveniente da organização que mantinhha. O namorado dela, Alandilson Cardoso Passos, também foi alvo da operação, além de seu advogado e tio.
Segundo o MP, a campanha da vereadora Tatiana Medeiros movimentou mais de R$ 2 milhões de forma ilícita, fruto de recursos de orgamização criminosa e que há provas robustas de que houve compra de votos usando o instituto da parlamentar, com provas de que houve pagamentos via Pix para eleitores no dia da eleição. De acordo com o órgão ministerial, há comprovação de que o eleitor foi obrigado a tirar a foto do voto para comprovar que votou na Tatiana.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu uma carga de madeira transportada de forma irregular e comprimidos de substância análoga à anfetamina na tarde deste domingo, 26, durante fiscalização na BR-316, em Ipiranga do Piauí.
A ação ocorreu por volta das 17h35, quando a equipe recebeu informações sobre um veículo que estaria circulando com possível carga ilegal. O caminhão foi localizado estacionado em um posto de combustíveis às margens da rodovia, onde os policiais iniciaram os procedimentos de fiscalização.
Durante a inspeção, foi constatado que o veículo transportava madeira serrada sem qualquer documentação fiscal ou ambiental obrigatória, como o Documento de Origem Florestal (DOF). O condutor informou que a carga havia sido embarcada no estado do Pará e tinha como destino o estado de Pernambuco.
Após medição técnica, a carga foi estimada em aproximadamente 41,85 m³ de madeira serrada.
Durante a fiscalização na cabine do veículo, também foram encontrados comprimidos de substância análoga à anfetamina, popularmente conhecida como “rebite”. O material estava distribuído em cartelas, totalizando:
43 comprimidos de substância análoga à anfetamina O condutor relatou que utilizava os comprimidos durante a viagem e que não possuía prescrição médica.
Diante dos fatos, foram constatadas irregularidades relacionadas ao transporte de produto florestal sem licença e ao porte de droga para consumo pessoal.
A carga de madeira e o veículo foram encaminhados ao pátio da PRF, onde permanecem à disposição dos órgãos competentes. Os comprimidos também foram apreendidos, e foi registrado termo circunstanciado de ocorrência, onde o condutor se compromete a comparecer em juízo para responder pelas condutas praticadas .
Transporte irregular de madeira e porte de droga
O transporte de produtos florestais sem licença válida configura infração ambiental prevista na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), que exige documentação específica para garantir a origem legal da madeira.
Já o porte de substâncias para consumo pessoal é tratado pela Lei de Drogas (Lei nº 11.343/2006), que prevê medidas educativas e outras providências conforme o caso.
A PRF reforça a importância das fiscalizações nas rodovias federais como forma de combater crimes ambientais e garantir a segurança nas estradas, coibindo práticas ilegais que impactam o meio ambiente e a sociedade.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) recuperou quatro veículos com sinais de adulteração durante ações realizadas entre os dias 24 e 26 de abril de 2026, nos municípios de Esperantina, Floriano e Piripiri, no Piauí.
Duas das ocorrências foram registradas no município de Esperantina, no dia 24 de abril, por volta das 13h30, nas proximidades da BR-222. Durante diligências, os policiais localizaram duas motocicletas estacionadas em via pública: uma Honda/CG 160 Fan e uma Honda/Biz 125.
Após verificação, foram constatados indícios de adulteração nos elementos identificadores de ambos os veículos. A análise permitiu identificar os veículos originais, sendo que uma das motocicletas possuía registro de furto ocorrido em 2021, em Brasília (DF), e a outra apresentava registro de roubo em 2022, em Teresina (PI). As motocicletas foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis.
Ainda no dia 24 de abril, pela manhã, em Floriano (PI), uma equipe da PRF abordou uma motocicleta Honda/Bros durante ronda na BR-230. Após consultas, foi verificado que o veículo possuía registro de roubo/furto. O condutor, um homem de 24 anos, foi encaminhado, juntamente com o veículo, à Central de Flagrantes para os procedimentos legais.
Já no dia 26 de abril, no município de Piripiri (PI), a PRF recuperou um automóvel VW/Voyage com sinais de adulteração. O veículo foi localizado após alerta de inconsistência nos sistemas, indicando possível clonagem. Durante a abordagem, realizada na PI-110, foram identificadas adulterações em diversos elementos identificadores.
Após verificação, constatou-se que o veículo original possuía registro de roubo ocorrido em julho de 2024, no estado do Ceará. O condutor, um homem de 33 anos, foi encaminhado à Central de Flagrantes de Piripiri para os procedimentos cabíveis.
As ações reforçam o trabalho contínuo da PRF no combate a crimes veiculares, com foco na identificação de fraudes, recuperação de veículos e responsabilização dos envolvidos.