Os médicos ligados à Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) e Fundação Municipal de Saúde (FMS) realizam, nessa quarta-feira, 2, uma nova manifestação em frente ao Hospital Getúlio Vargas (HGV), centro de Teresina. De acordo com o Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí (Simepi), o ato se deve ao descaso com que os gestores tratam a saúde e à falta de compromisso em buscar um entendimento com a classe médica.
 

A principal reivindicação dos médicos diz respeito ao salário. O Sindicato dos Médicos do Piauí (Simepi) luta para estabelecer o piso no valor de R$ 9.188,22, conforme aprovado pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam), no ano passado. Esse valor foi reajustado em janeiro para R$ 9.813.
 

De acordo com valores fornecidos pelo Simepi, os médicos da rede estadual que trabalham 20 horas semanais recebem R$ 2.769. Médicos plantonistas têm remuneração de R$ 4.027. Para os profissionais da rede municipal, os vencimentos são de R$ 3.334 e R$ 4.308, respectivamente.
 

Ainda segundo o Simepi, durante a concentração, serão disponibilizados à população serviços de aferição de pressão arterial e testes de glicemia.
 
 
Portal da clube
incaLevantamento do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) revela que, pelo menos, 19 tipos de tumores malignos, entre eles os de pulmão, pele, fígado, laringe, bexiga e leucemias podem estar relacionados à atividade profissional e ao ambiente de trabalho do paciente. O dado consta da publicação “Diretrizes para a Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho”, lançada pelo instituto, nesta segunda-feira, dia 30. De acordo com as estatísticas, o Brasil registrará este ano 20 mil novos casos de câncer relacionados à ocupação dos pacientes. A publicação está disponível no site do INCA pelo endereço www.inca.gov.br.

O levantamento, que reuniu as últimas pesquisas mundiais sobre câncer relacionado ao trabalho, revela desde as substâncias mais comuns associadas ao desenvolvimento de tumores malignos, como o amianto (ou asbesto) - classificadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como cancerígenas - até produtos aparentemente inofensivos, como poeiras de madeira e de couro, além de medicamentos, como os antineoplásicos, por exemplo.

Trabalhadores de profissões como as de cabeleireiro, piloto de avião, comissário de bordo, farmacêutico, químico e enfermeiros são mais propensos ao desenvolvimento desses tumores, justamente pela a estas substâncias.

“Raramente o médico pergunta ao paciente qual a ocupação dele. É importante que os profissionais da saúde questionem aos doentes diagnosticados com câncer qual foi a rotina laboral que exerceram por mais tempo em suas vidas. Só assim será possível identificar e registrar os casos de câncer relacionados ao trabalho no Sistema Nacional de Agravos do Ministério da Saúde (Sinan)”, alerta epidemiologista Ubirani Otero, responsável pela área de Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho e ao Ambiente do INCA.

CONTEXTO - No Brasil, a Previdência Social concedeu, em 2009, 113.801 benefícios de auxílio-doença por câncer (acidentário e previdenciário), sendo que apenas 0,66% deste total foram registrados com base na relação ocupacional do paciente.

O diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini, comenta que a publicação traz todo o conteúdo didático sobre os principais agentes cancerígenos, os tumores malignos por eles provocados e a associação com algumas ocupações específicas. “Os trabalhadores precisam de mais informações sobre os riscos no exercício de suas funções, porque as concentrações de substâncias cancerígenas, geralmente, são maiores nos ambientes de trabalho quando comparadas a outros locais”, explica. Santini informa ainda que, de acordo com as estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), 440 mil pessoas morreram no mundo em decorrência da exposição às substâncias perigosas. Desse total, 70% foram vítimas de algum tipo de câncer.

PREVENÇÃO - De acordo com as diretrizes do INCA, para reduzir o número de tumores malignos relacionados com exposições ocupacionais, a principal estratégia consiste na eliminação ou redução da exposição aos agentes causadores. Desse modo, o primeiro passo para prevenir o câncer deverá ser a identificação de agentes conhecidos por causarem aumento do risco para a doença.
A legislação já prevê alguns instrumentos capazes de auxiliar nessa identificação, como a ficha de informação de produtos químicos, a catalogação das empresas com a atividade ou uso de agentes cancerígenos, o reconhecimento e a avaliação de risco nos ambientes de trabalho, além do controle da exposição aos fatores de risco.

Os principais grupos de agentes cancerígenos relacionados ao trabalho incluem os metais pesados, agrotóxicos, solventes orgânicos, formaldeído e poeiras (amianto e sílica). A via de absorção (respiratória, oral ou cutânea), a duração e a frequência da exposição aos agentes nocivos influenciam a toxidade, mas esses dois últimos fatores não são fundamentais para o desencadeamento do processo da carcinogênese.

“A prioridade da prevenção é a remoção da substância cancerígena do processo das atividades exercidas pelos trabalhadores. Enquanto isso não acontece, as recomendações alternativas são: evitar a exposição e gradualmente eliminar o uso desses agentes, restringir o contato com cancerígenos a determinadas atividades, com a adoção de níveis mínimos de exposição, associado ao monitoramento ambiental cuidadoso, além da redução da jornada de trabalho diário”, completa Ubirani.

Da Agência Saúde, ASCOM/MS

Floriano conta  com novos profissionais em saúde na área da oftalmologia.  Acabam de se instalar a Dra. Juliana Maria Lopes Bucar  que é formada pela Universidade Federal do Piauí, turma de 2007/1, tem residência médica em oftalmologia pela Universidade Federal  do  Piauí (UFPI) e subespecialzação felloeship em retina e vítreo  também pela UFPI, turma 2011, bem como, walterbucar00fez aperfeiçoamento em oftalmologia e doenças da retina no Hospital Lozano Blesa, Espanha, no ano de 2011, já o doutor Walter Bucar Barjud é formado pela Universidade Federal do Piauí, turma de 2002/2, fez residência médica em oftalmologia pela UFPI, turma de 2010, tem subespecilaização em fellowship em cirurgia de catarata pela Universidade Federal do Piauí e ainda aperfeiçoou-se  em oftalmologia e cirurgia de catarata no Hospital Lozano Blesa, também na Espanha no ano passado.
 
 
 

Numa entrevista ao piauinoticias.com o profissional em saúde da visão respondeu algumas indagações e começou questionando sobre a implantação do Hospital de Olhos, projeto que começa a ser trabalhado.
 


PN - Como nasceu a ideia de implantar um Hospital de Olhos em Floriano?
Dr. Walter – Desde que saí de Floriano para estudar, sempre tive vontade de voltar e trabalhar na minha cidade. Para a realização de exames e cirurgias oftalmológicas modernas, necessitamos de estrutura hospitalar exclusiva para oftalmologia e equipamentos com alta tecnologia. Um hospital especializado é o ideal.
 


walterbucarPN- Além do senhor, terão outros oftalmologistas no Hospital de Olhos Bucar?
Dr. Walter – Somos uma equipe. Sou especialista em cirurgia de catarata pela Universidade Federal do Piauí, com aperfeiçoamento na Espanha. A Dra. Julianna Bucar, minha esposa, é especialista em Retina pela Universidade Federal e também tem aperfeiçoamento internacional na Espanha. Completando a equipe, temos mais dois oftalmologistas e um anestesista.
 
 

PN- Como foi esse aperfeiçoamento internacional?
Dr. Walter - Eu e Julianna trabalhamos no Hospital Lozano Blesa, em Zaragoza, Espanha, supervisionados por Dr. Cristóbal Bescós, presidente da Sociedade Espanhola de Catarata. Aprendemos modernas técnicas de exames e cirurgias que vão nos auxiliar muito à desempenhar uma oftalmologia de primeiro mundo. Algumas das quais, poucos realizam no Brasil.
 
 
 

PN-  Quando o Hospital de Olhos Bucar vai estar funcionando?
Dr. Walter – Estaremos funcionando plenamente a partir de Julho. Atendendo de Segunda a Sábado, a partir de 7:00h. Por enquanto, estamos atendendo na Clínica da Dra. Eridê que fica num trecho da Rua São João, centro. 


No final da entrevista o Dr. Walter fez ainda declarações afirmando, “Floriano e o Centro-sul do Piauí realmente estão precisando de profissionais especializados em oftalmologia. Com certeza a população será beneficiada em poder fazer um tratamento moderno sem viajar à Teresina”.



Da redação
IMAGENS: arquivo pessoal
As 21 agências transfusionais que atendem em todo o Estado foram climatizadas. As últimas agências a receberem os equipamentos foram União e Piripiri. “A principal intenção dessas reformas é oferecer maior conforto a quem se desloca até as agências para fazer sua doação e também garantir um melhor ambiente de trabalho aos funcionários”, explica a gerente do Hemorede, Evoneide Gomes.
 

Uma nova técnica de exame para testar a compatibilidade do receptor foi instalada em 12 agências e a meta é que, até o próximo ano, todas passem a contar com a nova técnica. “Com o GEL, que é uma técnica para verificar a probabilidade de reação do sangue entre doador e receptor, temos praticamente 100% de certeza que em uma transfusão não irá ocorrer problemas de incompatibilidade”, conta.
 

As melhorias feitas no sistema dos hemocentros também beneficiam os servidores. Segundo Evoneide, a partir desse ano todas as agências estão sendo incluídas no Cadastro Nacional de Saúde (CNES) onde se passa a ter um controle de todos os serviços oferecidos, sendo padronizados nacionalmente. A partir desse cadastro, cada servidor passa a receber pagamento por cada serviço executado, o que antes não acontecia.
 

Na cidade de Picos está sendo construída uma nova agência transfusional, que já está em fase de conclusão. “Tínhamos, em Picos, um sala que funcionava dentro do hospital regional e não atendia mais as demandas da região. A cidade irá contar com um prédio próprio que irá aumentar significativamente a captação de sangue, a exemplo de Floriano que após a inauguração da reforma em uma única campanha coletou 475 bolsas”, disse.
 
 
Piaui.pi.gov