As mulheres infectadas com um parasita que se propaga pelas fezes dos gatos correm um maior risco de tentativa de suicídio, sugere um estudo com mais de 45 mil mulheres na Dinamarca, publicado nesta semana nos Estados Unidos.


"Não podemos dizer com certeza que o (parasita) Toxoplasma gondii faz com que as mulheres tentem tirar a própria vida", declarou o professor Teodor Postolache da Escola de Medicina da Universidade de Maryland (leste), principal autor do estudo publicado na revista Archives of General Psychiatry.


"Mas encontramos uma associação preditiva entre esta infecção e tentativas posteriores de suicídio que merece estudos adicionais. Planejamos continuar nossa pesquisa sobre esta possível conexão".


Acredita-se que aproximadamente uma em cada três pessoas no mundo esteja infectada com o Toxoplasma gondii, que já se relacionou com a esquizofrenia e com mudanças de comportamento, mas que muitas vezes não produz sintomas, já que se esconde no cérebro e nas células musculares.


Os humanos correm risco de infecção ao limpar as caixas de areia de seus gatos, assim como ao consumir verduras sem lavar, comer carne mal cozida ou crua, ou beber água de uma fonte contaminada.


"O estudo descobriu que as mulheres infectadas com Toxoplasma gondii tinham uma vez e meia mais chances de tentar se suicidar em comparação com aquelas que não estavam infectadas, e o risco parecem aumentar com os crescentes níveis de anticorpos de Toxoplasma gondii", afirmou o estudo.


"Ter uma doença mental prévia não parece alterar significativamente os resultados. O risco relativo foi ainda maior para as tentativas de suicídio violentas".


Os possíveis perigos do Toxoplasma gondii foram mencionados na revista americana The Atlantic em março deste ano, em uma nota muito lida sobre o biólogo tcheco Jaroslav Flegr, que suspeita que o parasita esteja, literalmente, mudando o cérebro humano.


O artigo, um dos mais lidos na história da revista, segundo a publicação, era intitulado: "Como seu gato está te enlouquecendo".



AFP

vacinapolioAté o final da tarde dessa sexta-feira, 06, o Piauí havia alcançado o índice de 91,36% de cobertura vacinal contra a poliomielite. Do total de doses de vacina a serem distribuídas no Estado, 254.147, segundo estimativas do Ministério da Saúde (MS), apenas 232.179 crianças foram vacinadas. A Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite termina nesta sexta-feira, mas os Estados e municípios que não conseguiram atingir a cobertura ideal, devem avaliar a necessidade de continuar a vacinação até cumprirem a meta proposta pelo Ministério da Saúde, que é de 95% de cobertura.

 

De acordo com a coordenadora estadual de imunização, Doralice Lopes, os estados têm autonomia para decidir se devem continuar a vacinação e o Piauí vai seguir vacinando suas crianças até a próxima sexta-feira, 13, de forma intensificada. “Hoje, 06, resolvemos que os municípios que ainda não atingiram a meta da campanha vão continuar a vacinação até a semana que vem. Tentamos fazer a campanha de pólio num período longo para cumprir a meta. Alguns municípios nos relataram a dificuldade de chegar até a zona rural, outro problema relatado é a alimentação de dados no sistema do Ministério da Saúde. Muitos municípios vacinam e somente depois registram os dados no sistema. De hoje pela manhã até agora à tarde, com a atualização dos dados, o percentual de cobertura subiu pelo menos 3%”, ressalta.

 

Das 14,1 milhões de crianças que formam o público alvo da campanha em todo o Brasil, quase 13 milhões já foram imunizadas. O número representa 91,65% de todos os menores de até 4 anos, 11 meses e 29 dias. Os dados são do Sistema de Informação de Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI). O Ministério da Saúde repassou 21,2 milhões de doses da vacina para as secretarias estaduais e municipais de saúde. Além disso, foram repassadas também R$ 37,2 milhões, por meio do Fundo Nacional de Saúde, aos fundos dos estados e dos municípios para operacionalização das campanhas.

 

O desempenho da campanha no Piauí foi melhor entre o grupo de crianças menores de 1 ano de idade, que das 51.058 doses a serem aplicadas, apenas 698 crianças ainda não receberam a vacina, chegando a 98,63% de cobertura vacinal. Entre as outras faixas de idade, o Piauí atingiu uma cobertura de 86,52% em crianças maiores de 1 e menores de 2 anos, 89,57% em crianças maiores de 2 e menores de 3 anos, 91,76% em crianças maiores de 3 e menores de 4 anos e 90,25% nas crianças que são maiores de 4 anos até 4 anos 11 meses e 29 dias.

 

Na campanha de vacinação realizada contra a poliomielite realizada em 2011, o Piauí atingiu a marca de 100% de cobertura vacinal, superando a meta do MS, que é de 95%. A coordenadora estadual de imunização, Doralice Lopes, conta que há muitos anos o Piauí não conseguia atingir a meta de 95% e que no ano passado essa marca foi superada duas vezes, por conta disso, a vacinação deve continuar, para que nenhum município fique com cobertura vacinal abaixo da meta. “Não adianta o estado atingir a meta de ter municípios com baixa cobertura de vacinação”, afirma Doralice.

 

As maiores cidades do estado, que impactam a cobertura vacinal por terem muitas crianças na faixa etária da campanha, imunizaram até agora: Teresina (89,69%), Picos (98,27%), Parnaíba (83,94%) e Floriano (95,21%).


Portal az

Termina nesta sexta-feira, 06, em todo o país, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. Das 14,1 milhões de crianças que formam o público alvo, quase 13 milhões já foram imunizadas. O número representa 91,65% de todos os menores de até 4 anos, 11 meses e 29 dias. Pais e responsáveis têm até o final da tarde de hoje para levar suas crianças aos postos de vacinação de todo o país.


O desempenho por grupo de idade, até o momento, foi melhor entre os menores de um ano de idade, atingindo 97,86%, o que representa mais de 2,8 milhões de crianças. Santa Catarina, Rio de Janeiro, Goiás e Paraná já superaram a meta de vacinação. Os estados e municípios que não conseguirem atingir a cobertura vacinal ideal devem avaliar a necessidade de continuar a vacinação até cumprirem a meta proposta pelo Ministério da Saúde, que é de 95% de cobertura.


A campanha segue em ritmo satisfatório segundo a avaliação da coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Carla Domingues. Mesmo assim, ela reforça a necessidade de manter  a alta cobertura vacinal que ajudou a erradicar a doença no Brasil.


O Ministério da Saúde repassou 21,2 milhões de doses da vacina para as secretarias estaduais e municipais de saúde. Além disso, o Ministério da Saúde também repassou R$ 37,2 milhões, por meio do Fundo Nacional de Saúde aos fundos dos estados e dos municípios para operacionalização das campanhas.


POLIOMIELITE

A paralisia infantil é uma doença infecto-contagiosa viral aguda que atinge principalmente crianças de até cinco anos. É caracterizada por quadro de paralisia flácida de início súbito, principalmente nos membros inferiores. Sua transmissão ocorre pelo Poliovírus, que entra pela boca. Ele é carregado pelas fezes e gotículas expelidas durante a fala, tosse ou espirro da pessoa contaminada. Falta de higiene e de saneamento na moradia, além da concentração de muitas crianças em um mesmo local favorecem a transmissão.


O período de incubação (tempo que demora entre o contágio e o desenvolvimento da doença) é geralmente de 7 a 12 dias, podendo variar de 2 a 30 dias. A transmissão também pode ocorrer durante o período de incubação.


ELIMINAÇÃO

O último caso da doença no país foi registrado em 1989, na Paraíba. Em 1994, o país recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de eliminação da doença. Embora não haja circulação do vírus no Brasil, neste ano, 16 países registraram casos de paralisia infantil e, em três deles, a doença é endêmica: Afeganistão, Nigéria e Paquistão. Por isso, para evitar a reintrodução do vírus no Brasil, é fundamental a manutenção da vacinação.


A aplicação das gotinhas tem como objetivo manter o Brasil na condição de país certificado internacionalmente para a erradicação da poliomielite, estabelecendo proteção coletiva com a vacinação de todas as crianças menores de cinco anos no mesmo período. Esta estratégia também permite a disseminação do vírus vacinal no meio ambiente, ajudando a criar a imunidade de grupo. É importante ressaltar que não existe tratamento para a pólio, apenas a prevenção por meio da vacina.


A equipe planeja, agora, lançar um projeto criar e testar anticorpos específicos para a versão humana das moléculas CD4 e CD8.




Agência Saúde

Cientistas da University of North Carolina School of Medicine, nos Estados Unidos, desenvolveram injeções de anticorpos que rapidamente revertem o aparecimento do diabetes tipo I em camundongos geneticamente criados para desenvolver a doença.


Os resultados, publicados na revista Diabetes, mostram que apenas duas aplicações mantiveram a remissão da doença indefinidamente sem prejudicar o sistema imune dos animais.


A pesquisa sugere pela primeira vez que o uso da imunoterapia pode algum dia ser capaz de reverter o aparecimento do diabetes recém-diagnosticado.


Esta forma de diabetes, anteriormente conhecida como diabetes mellitus insulino-dependente, é uma doença autoimune na qual as células T imunes do próprio corpo atacam e destroem as células produtoras de insulina no pâncreas.


O sistema imunológico consiste de células T que são necessárias para manter a imunidade contra diferentes agentes patogênicos bacterianos e virais. Nas pessoas que desenvolvem diabetes tipo 1, células T auto reativas que ativamente destroem as células beta não são combatidas como em pessoas saudáveis.


"Clinicamente, houve alguns resultados promissores utilizando outros anticorpos em pacientes recém-diagnosticados com diabetes tipo 1, mas o processo da doença é bloqueado apenas por um curto período de tempo. Estes anticorpos não discriminam entre as células T normais e aquelas auto reativas. Portanto, as células T envolvidas na manutenção da função imune normal também vão ser eliminadas", observa Roland Tisch.


Tisch de seus colegas começaram a estudar "anticorpos de não empobrecimento" que se ligam a proteínas específicas conhecidas como CD4 e CD8 expressas por todas as células T.


A equipe quis, então, determinar se estes anticorpos poderiam ter efeito terapêutico em camundongos diabéticos.


Eles descobriram que em alguns ratos recentemente diagnosticados, os níveis de açúcar no sangue voltaram ao normal dentro de 48 horas de tratamento. Dentro de cinco dias, cerca de 80% dos animais tinham sido submetidos à remissão do diabetes.


"O efeito protetor é muito rápido, e uma vez estabelecido, é de longo prazo. Seguimos os animais por 400 dias e a maioria permaneceu livre da doença. E, embora os anticorpos tenham sido eliminados do organismo dos animais em 2 a 3 semanas após o tratamento, o efeito protetor persistiu", observa Tisch.


Segundo os pesquisadores, os anticorpos tiveram um efeito muito seletivo sobre as células T que mediaram a destruição das células beta. Após o tratamento, todas as células T normalmente vistas no pâncreas ou nos tecidos associados com o pâncreas haviam sido eliminadas. No entanto, as células T encontradas em outros tecidos e no sangue não foram afetadas.




Isaude.net