Cientistas da Universidade de Helsinki, na Finlândia, descobriram que a hipertensão arterial materna durante a gravidez pode ter efeito duradouro sobre o quociente de inteligência (QI) dos filhos por toda a vida.
A pesquisa sugere que mesmo a queda de habilidades de pensamento na idade adulta pode ter sido originada durante o período pré-natal, quando a maioria do desenvolvimento da estrutura e função cerebral ocorre.
"A pressão arterial elevada e doenças relacionadas, como a pré-eclâmpsia complicam cerca de 10% de todas as gestações e pode afetar o ambiente do bebê no útero", afirma o autor do estudo Katri Räikönen.
Räikönen e seus colegas analisaram registros médicos de mulheres grávidas que deram a luz 398 homens, entre 1934 e 1944. As habilidades desses homens foram testadas aos 20 anos de idade e depois aos 69 anos.
Os testes mediram habilidades de linguagem, raciocínio matemático e relacionamentos visuais e espaciais.
A análise mostrou que os homens cujas mães tinham pressão alta durante a gravidez marcaram 4,36 pontos a menos em testes de habilidades do pensamento do que os outros, cujas mães não apresentaram pressão elevada.
O mesmo grupo também teve pontuação inferior aos 20 anos e apresentou um declínio maior em suas pontuações ao longo das décadas, em relação aos participantes cujas mães não tiveram problemas com a pressão arterial.
Os pesquisadores também analisaram se o nascimento prematuro poderia afetar esses resultados, mas não encontraram nenhuma mudança.
Um levantamento da International Stress Managemente Association (Associação Internacional do Controle do Estresse) aponta o Brasil como o segundo país do mundo com o maior nível de estresse do mundo. De cada dez trabalhadores, três pelos menos sofrem da chamada síndrome de Burn Out, esgotamento mental intenso causado por pressões no ambiente profissional.
Os mais atingidos são profissionais que lidam diretamente com o público, como médicos, professores e enfermeiros. A Síndrome do Burn Out, que em inglês significa queimar por completo, é o último nível de estresse. Ele se caracteriza por esgotamento mental intenso, principalmente por pressões no ambiente de trabalho.
Os principais sintomas físicos do Burn Out são dores de cabeça, distúrbio no sono, dores musculares, problemas gastrointestinais, consumo de álcool ou drogas, pressão arterial elevada e alterações na libido. Emocionalmente, a pessoa se sente esgotada, com falta de sensibilidade, sentimento de incapacidade, descompromisso, falta de emoções, depressão por desilusão e perda de ideais.
Para amenizar o problemas, os médicos recomendam a busca de outros prazeres, como família e amigos e também a prática de exercícios físicos que ajudam a liberar a tensão.
Outubro é o mês do câncer de mama e para as mulheres que usam silicone a boa notícia é que “o implante não interfere no autoexame das mamas e não atrasa o diagnóstico da doença”. Quem garante é o mastologista Dr. Vilmar Marques de Oliveira, presidente do Departamento de Oncoplastia da SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia). Segundo ele, a prótese funciona apenas como anteparo à mama, o que não prejudica a palpação.
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— Ao contrário do que se acredita, as próteses mamárias até facilitam o autoexame, uma vez que projetam as glândulas mamárias e tornam o exame mais fácil. Outro ponto positivo é que a presença do silicone não prejudica o prognóstico da paciente, caso ela venha a ter câncer de mama.
O especialista adverte que a recomendação de mamografia para mulheres com implante é a mesma de quem não tem a prótese, ou seja, uma vez por ano a partir dos 40 anos. No entanto, o mastologista Dr. José Roberto Filassi, coordenador de Mastologia do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), ressalta que o exame precisa ser feito com mais cuidado.
— A mamografia tem de ser feita de maneira mais artesanal, com algumas manobras da prótese. Além disso, costumamos complementar com ultrassom e ressonância magnética.
Tratamento com a prótese
O mastologista da SBM lembra que o silicone não atrapalha o tratamento do câncer de mama.
— Não é a presença do silicone que vai definir o tipo de tratamento. Para qualquer mulher, ele se baseia em procedimentos cirúrgico, quimioterápico, radioterápico e antihormonal.
De acordo com o médico, a terapia será indicada conforme a fase em que for detectada a doença.
— O tratamento pode ser só cirúrgico ou até englobar todas as modalidades.
Reconstrução mamária
O presidente do Departamento de Oncoplastia da SBM alerta que a reconstrução mamária é um direito da paciente, garantida pela lei federal de 1999.
— Pacientes acometidas pelo câncer de mama têm o direito de fazer a reconstrução do seio imediatamente após a intervenção cirúrgica para eliminar o tumor.
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O Dr. Marques explica que 80% desses procedimentos são feitos com próteses de silicone ou as chamadas próteses expansoras. Esta última é introduzida murcha na paciente e preenchida com soro fisiológico no pós-operatório.
— É prudente colocar a prótese atrás do músculo para diminuir a taxa de rejeição e não prejudicar o tratamento radioterápico. Caso a paciente já tenha o implante na frente do músculo, costumamos mudar a posição para trás.
Sobre as contraindicações, o especialista alerta para duas situações: quando não há condições clínicas favoráveis ou em casos de doença muito avançada.
Além disso, o médico dá uma dica para as mulheres que querem colocar a prótese de silicone.
— A escolha da posição da prótese de silicone — na frente ou atrás do músculo — vai depender do volume mamário e histórico familiar de câncer de mama da paciente.
Segundo o especialista, para as mulheres com seios muito pequenos ou com casos da doença na família, dá-se preferência por posicionar o implante atrás do músculo. Dessa forma, o rastreamento do tumor será mais fácil e haverá um prejuízo menor nas imagens mamográficas.
Um novo estudo publicado na Nova Zelândia mostra que a vitamina D não tem influência nem sobre a incidência nem sobre a intensidade dos resfriados. A descoberta contraria pesquisas anteriores, que acreditavam que a vitamina pudesse atuar na prevenção, embora isso nunca tenha sido um consenso entre os médicos.
Na natureza, a vitamina D é adquirida por meio da luz do sol. Caso seja necessário fazer uma reposição, também é possível consumi-la em cápsulas.
O estudo foi feito com adultos saudáveis na Nova Zelândia. Ao longo de um ano e meio, metade do grupo tomou comprimidos com doses da vitamina, e a outra metade tomou comprimidos sem efeito químico nenhum.
As pessoas que tomaram o suplemento ficaram com níveis de vitamina D 68% maiores que antes do estudo, o que confirma que o tratamento foi eficaz. No entanto, esses níveis maiores não resultaram em defesa contra os resfriados.
Em média, cada um que tomou a vitamina teve 3,7 resfriados ao longo do período do estudo, e as pessoas que não tomaram o suplemento tiveram uma média de 3,8 resfriados, o que não é uma diferença significativa, segundo os autores.
Também não foram registradas diferenças estatísticas nos sintomas nem no número de dias faltados no trabalho, o que indica que intensidade dos resfriados foi constante.
O estudo foi liderado por David Murdoch, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, e publicado pela “JAMA”, a revista da Associação Médica Americana.