Embora muitas vezes pensemos nos pés apenas como ferramentas para ir de um lugar para o outro, eles podem nos dar informações valiosas sobre a saúde em geral.

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Os pés podem agir como um precursor de várias condições médicas incluindo problemas no fígado, um dos órgãos mais essenciais do corpo humano.

O que seus pés têm a ver com seu fígado?

O fígado desempenha diversos papéis críticos no corpo, desde o metabolismo de nutrientes e a desintoxicação de substâncias prejudiciais, produção de proteínas, armazenamento de vitaminas e minerais e produção de bile, um líquido essencial para a digestão de gorduras.

Quando este órgão vital está em dificuldades, ele pode sinalizar problemas de várias maneiras, incluindo através de nossos pés.

Quais são os sinais que aparecem nos pés? Algumas das formas pelas quais as questões de saúde do fígado podem ser manifestadas em seus pés incluem:

formigamento ou desconforto; pele seca e pés rachados, especialmente nos calcanhares; inchaço, também conhecido como edema. O inchaço é causado à medida que o fígado desempenha um papel crucial na regulação dos níveis de albumina no sangue – uma proteína que mantém a água nos vasos sanguíneos – níveis reduzidos desta proteína podem resultar em vazamento de água para os tecidos.

Outros sintomas de problemas no fígado incluem: Enjoos ou tonturas frequentes; Dor de cabeça recorrente; Cansaço sem razão aparente; Facilidade em ficar com manchas roxas; Peles ou olhos amarelados; Urina escura; Perda de apetite; Fezes amareladas, cinzentas ou esbranquiçadas; Barriga inchada; Coceira em todo o corpo. Créditos: Mohammed Haneefa Nizamudeen/istock Como prevenir? Caso note algum desses sinais, é importante procurar atendimento médico o mais rápido possível. Mesmo que os sintomas possam parecer inócuos no início, eles podem ser um indicativo de que o fígado está lutando para realizar suas funções.

Um profissional de saúde pode fazer exames para determinar a causa subjacente dos sintomas e iniciar o tratamento apropriado.

Mantendo um estilo de vida saudável, consumindo uma dieta balanceada, evitando o excesso de álcool e praticando atividades físicas regularmente, você pode ajudar a manter seu fígado saudável.

Além disso, é sempre importante estar ciente de como seu corpo está se sentindo e prestar atenção aos sinais que ele pode estar lhe enviando sobre sua saúde.

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Foto: © Rungrudee/itock

O câncer colorretal, também conhecido como de câncer de intestino, é hoje a terceira neoplasia mais incidente na população. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), cerca de 45 mil casos são diagnosticados a cada ano.

Hábitos para evitar o câncer de intestino Segundo o médico gastroenterologista e especialista em cirurgia robótica, Dr. Guilherme Berenhauser Leite, quase 30% desses dos diagnósticos dessa doença podem ser evitados com a prática de atividades físicas, boa alimentação e a diminuição do consumo de bebidas alcoólicas.

“O câncer de intestino se desenvolve no cólon ou no reto, sendo partes do intestino grosso. É uma das formas mais comuns de câncer em todo o mundo, afetando homens e mulheres. Uma boa alimentação, diminuir as bebidas alcoólicas e praticar atividades físicas são ações preventivas extremamente importantes para a redução desses casos e, também, das mortes”, explica o especialista.

Fatores de risco Além dos já citados, existem outros vários fatores de risco associados ao desenvolvimento desse câncer. É o caso, por exemplo, de idade avançada, histórico familiar de câncer de intestino, dieta rica em gordura e baixa em fibras, tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade e doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn e a colite ulcerativa.

Sintomas Ainda segundo o especialista, os sintomas do câncer de intestino podem variar. Contudo, os quadros geralmente incluem sangramento retal, mudança nos hábitos intestinais, dor abdominal, fraqueza e perda de peso sem explicação.

“No entanto, é importante ressaltar que muitas vezes ele pode ser assintomático em estágios iniciais. Daí a importância dos exames de rastreamento”, acrescenta Dr. Guilherme Berenhauser Leite.

Tratamento O tratamento para esse câncer pode envolver uma combinação de cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapia direcionada. Isto é, dependendo do estágio do câncer, da localização e de outros fatores individuais do paciente.

O prognóstico para o câncer de intestino varia amplamente, mas é frequentemente melhor quando a doença tem detecção precoce. “Encorajo fortemente as pessoas a se submeterem a exames de rastreamento regulares para o câncer colorretal, especialmente se tiverem fatores de risco conhecidos. Isso porque a detecção precoce desempenha um papel crucial na eficácia do tratamento e na melhoria dos resultados para os pacientes com câncer de intestino”, afirma o médico.

Cirurgia robótica Guilherme aponta que a cirurgia robótica tem se tornado cada vez mais comum para o tratamento do câncer de intestino devido aos seus benefícios potenciais, tais como:

Precisão; Visão tridimensional, que permite melhor visualização; Menor trauma, já que conta com menores incisões; Menos trauma tecidual, levando a uma recuperação mais rápida e menor sangramento. “É importante ressaltar que nem todos os pacientes com câncer colorretal podem aderir à cirurgia robótica. Por isso, a decisão de usar essa abordagem deve ser feita caso a caso, considerando fator como a experiência do cirurgião, o estágio do câncer, a anatomia do paciente e outras condições médicas”, explica Dr. Guilherme Berenhauser Leite.

Ainda assim, para muitos pacientes, a cirurgia robótica pode oferecer uma opção segura e eficaz para o tratamento desse câncer, com potenciais benefícios em resultados cirúrgicos e recuperação pós-operatória, finaliza o médico.

A poeira presente nas áreas de Brumadinho atingidas pelo rompimento de uma barragem da mineradora Vale trouxe impactos para a saúde das crianças, diz  estudo produzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O trabalho é parte do Projeto Bruminha, criado para avaliar a saúde das crianças com idade até 6 anos nas comunidades impactadas ao longo de um período de quatro anos, entre 2021 e 2024.

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Nas áreas atingidas pela tragédia, houve 75% mais relatos de alergia respiratória em comparação com uma localidade não afetada. Além disso, o estudo mostra que as crianças das comunidades expostas à poeira decorrente do rompimento de barragem apresentaram três vezes mais chance de desenvolver alergia respiratória do que as demais. Os resultados constam de artigo recém-publicado nos Cadernos de Saúde Pública, revista científica da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz.

A faixa etária acima de 4 anos foi a que mais apresentou problemas de saúde envolvendo alergias respiratórias e comprometimento das vias aéreas superiores e inferiores. De acordo com os pesquisadores, crianças nessa idade tendem a ter mais acesso a ambientes externos, o que resulta em maior exposição à poeira. Nesse grupo, 68,3% tiveram rinite, sinusite ou otite; 72,2% desenvolveram pneumonia, asma, sibilos ou bronquite, além de 59,4% terem se queixado de alergias.

Ainda conforme os dados da pesquisa, problemas envolvendo as crianças do sexo masculino foram relatados com mais frequência. "Podem estar associados a características culturais dos territórios, que determinam maior acesso dos meninos aos espaços externos e comunitários, por meio de jogos coletivos nas quadras de escolas e associações, praças e campos de futebol", registra o artigo.

A tragédia no município mineiro ocorreu em 25 de janeiro de 2019. O rompimento da barragem liberou uma avalanche de rejeitos que gerou grandes impactos nos municípios da bacia do Rio Paraopeba. Ao todo, foram perdidas 272 vidas, incluindo nessa conta dois bebês de mulheres que estavam grávidas.

Em fevereiro de 2021, acordo de reparação foi firmado entre a Vale, o governo estadual, o Ministério Público de Minas Gerais, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública do estado. A Vale se comprometeu com aportes que somam R$ 37,68 bilhões, incluindo investimentos socioeconômicos, ações de recuperação socioambiental, ações voltadas para garantir a segurança hídrica, melhorias dos serviços públicos e obras de mobilidade urbana, entre outras.

Em janeiro deste ano, populações atingidas realizaram um ato para marcar os cinco anos de tragédia e criticaram o processo reparatório.

Questões de saúde ainda devem demandar recursos adicionais. Estão em andamento os Estudos de Risco à Saúde Humana e Risco Ecológico, sob responsabilidade do Grupo EPA e custeio da Vale, tal como definido em decisão judicial. O trabalho trará conclusões sobre a saúde humana, a fauna e a flora e embasará o julgamento dessas questões. Medidas estabelecidas com base em achados da pesquisa deverão ser asseguradas pela mineradora com novos aportes, não sendo descontados dos R$ 37,68 bilhões fixados pelo acordo.

Segundo os pesquisadores da UFRJ e da Fiocruz, os novos resultados obtidos por meio do Projeto Bruminha fornecem subsídios para fixar ações de assistência desenvolvidas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

O estudo foi realizado em três comunidades: Córrego do Feijão, Parque da Cachoeira e Tejuco. Para comparação, também foram coletados dados na comunidade de Aranha, também impactada na tragédia. No total, 217 crianças de até 6 anos foram avaliadas. O trabalho de campo e a coleta de informações ocorreu em julho de 2021, cerca de um ano e meio após a ruptura da barragem.

O estudo levantou ainda dados sobre a rotina da população após a tragédia. De acordo com os resultados, 89,3% dos moradores de comunidades atingidas relataram limpar com mais frequência suas residências por causa da poeira. Além disso, 89,4% afirmaram consumir água mineral.

Agência Brasil

Foto: Reuters/Washington Alves/ Direitos Reservados

O termo “cabeça de Ozempic” viralizou nas redes sociais após circularem imagens de celebridades que apareceram mais magras, mas com a cabeça desproporcionalmente maior em relação ao corpo.

O nome do medicamento tem sido usado por seu poder de acelerar a perda de peso. Apesar disso, não se sabe se essas celebridades tomaram Ozempic para emagrecer. Ainda assim, surgiu a dúvida se este seria um efeito colateral do remédio.

Vale lembrar que o Ozempic é um medicamento indicado para o tratamento do diabetes tipo 2. No entanto, seu princípio ativo – a semaglutida – foi inclusive aprovado pelas agências reguladoras, como a Anvisa no Brasil, para o tratamento da obesidade. Daí o seu uso para controle de peso.

O efeito “cabeça de Ozempic” é real? O médico pós-graduado em nutrologia Dr. Rodrigo Neves explica que o emagrecimento rápido, especialmente quando induzido por medicamentos, pode resultar em perdas significativas de gordura corporal, inclusive no rosto.

“Contudo, a estrutura óssea da cabeça não muda, o que pode levar a uma percepção de desproporcionalidade. Este efeito é mais uma questão de percepção visual devido à rápida perda de peso do que um efeito direto do medicamento sobre o tamanho ou forma da cabeça”, diz o médico.

O que fazer quando a desproporção incomoda Ele destaca ainda que o fenômeno não é incomum, mas a extensão da desproporcionalidade varia de pessoa para pessoa. Nesses casos, é possível considerar as seguintes abordagens:

Paciência e ajuste de percepção: com o tempo, a pessoa pode se ajustar à sua nova aparência, e a percepção de desproporcionalidade pode diminuir; Mais perda de peso ou tonificação: em alguns casos, continuar a perder peso ou focar na tonificação pode ajudar a alcançar um equilíbrio visual mais proporcional; Consultoria estética: para questões de autoimagem significativas, consultar um profissional de saúde estética ou um cirurgião plástico pode ser uma saída.

Os profissionais podem fornecer opções para alterar a aparência de forma que melhore a proporção percebida. “É importante notar que a percepção de desproporcionalidade pode também indicar uma dificuldade de ajuste à nova imagem corporal. Se isso se tornar uma fonte de estresse ou desconforto significativos, procurar o apoio de um profissional de saúde mental pode ser útil”, destaca o especialista.

Rodrigo acrescenta que a perda de peso traz muitos benefícios para a saúde além da aparência. Isto é, quando feita de forma saudável e sob supervisão médica. O especialista cita, por exemplo, melhora na pressão arterial, níveis de açúcar no sangue, e redução do risco de doenças crônicas.

“Embora a estética possa ser um fator motivacional para a perda de peso, é importante manter o foco nos benefícios para a saúde a longo prazo. Ajustar a percepção de si mesmo e aceitar mudanças no corpo pode levar tempo, e apoio profissional pode ser benéfico nesse processo”, finaliza o médico.

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