3dAs TVs 3D, os filmes e games produzidos com essa tecnologia chegaram ao Brasil há pouco tempo e devem ser uma grande aposta da indústria nos próximos anos, mas muita gente pode ficar de fora do mundo tridimensional por não conseguir “enxergar” total ou parcialmente os resultados dessa inovação tecnológica.


O estrabismo – mau alinhamento ou desvio de um olho que faz com que a linha de visão não aponte ao mesmo objeto que o outro olho – é a principal disfunção que impede enxergar em 3D. Mas, de acordo com especialistas, o número de pessoas que têm a visão tridimensional prejudicada deve ser bem maior porque vários outros problemas na visão também fazem com que o 3D não seja percebido.


O 3D é uma ilusão construída na nossa mente a partir das imagens recebidas simultaneamente pelo olho direito e pelo olho esquerdo. A distância entre eles – de 6,5 cm, em média – faz com que cada olho receba a imagem da tela de TV ou do cinema em ângulos um pouco diferentes entre si. No cérebro, as duas imagens serão juntadas e ganharão profundidade, o que chamamos de terceira dimensão.


A TV ou tela do cinema vai emitir as ondas de imagens para cada olho e os óculos 3D funcionam como um filtro, como explica Mikiya Muramatsu, professor de física da USP (Universidade de São Paulo).


- Os óculos funcionam apenas como um sensor para receber as ondas de imagem e diferenciar os dois pontos de vista. A lente direita encaminha ao olho direito o que foi emitido para ele e a lente esquerda também faz o seu respectivo papel. A partir daí, o cérebro é que vai construir essa ilusão 3D.


Para ver em 3D é necessário que os dois olhos trabalhem juntos, enxergando bem.

 

 

R7

saltoSapatos de salto alto são ícones de beleza, poder e elegância e são adorados por mulheres de todas as idades. Só que o glamour também tem um preço alto, segundo Alexandre Godoy, ortopedista do Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (SP).

"O uso excessivo de salto alto pode trazer riscos à saúde, como lesões e deformidades nos pés e tornozelos", contou. Outros problemas causados pelo acessório fashion são joanete, metatarsalgia (dor na região dos dedos e na face plantar), fasceíte plantar (dor no calcanhar), entorse do tornozelo, tendinite e problemas de coluna.

Evitar esses problemas é simples, segundo o médico, e não é preciso abrir mão do salto, mas deve-se optar por aqueles com até seis centímetros de altura para o dia a dia e deixar os maiores para as ocasiões especiais.

Os exercícios físicos constantes para o fortalecimento específico dos grupos musculares envolvidos na movimentação da coluna, pé e tornozelo são essenciais para quem precisa usar o acessório todos os dias, no trabalho, como as modelos. Godoy destacou ainda que não são todas as mulheres que podem usar o sapato de salto alto. Quem está tratando lesões na topografia do pé e tornozelo não deve usar o calçado, pois "prejudicam a cicatrização da lesão".

 

Terra

ciclista1Neste feriado de 458 anos de São Paulo, o apresentador Fernando Rocha participou do World Bike Tour e mostrou que andar de bicicleta é uma forma de comemorar o aniversário da cidade com saúde.


No estúdio, o cardiologista Daniel Daher, o ciclista Willian Cruz e o preparador físico José Rubens D'Elia falaram sobre como proteger as articulações e desenvolver os músculos e a capacidade cardiorrespiratória com esse exercício.
Os especialistas também destacaram a frequência cardíaca ideal para pedalar, como evitar cãibras, e o kit de segurança e equipamentos de manutenção que o ciclista deve ter.


Além disso, foram destacadas as leis de trânsito para quem costuma andar de bicicleta, como pedalar à noite ou em locais de difícil passagem.
Segundo D’Elia, a bicicleta é um ótimo método de fortalecimento para músculos e articulações. O ciclista consegue trabalhar no mesmo exercício regiões diferentes: quadríceps, posterior da coxa, panturrilha , glúteos, abdominal e extensores da coluna. Vale lembrar que até os músculos do ombro, braço e antebraço são desenvolvidos no ciclismo.


O ideal é que, ao pedalar, a pessoa não ultrapasse a frequência cardíaca máxima. Faça a seguinte conta: 220 menos a sua idade – esse é o seu limite. Se chegar até ele, diminua a intensidade do exercício para proteger seu coração. A frequência ideal é 80% da máxima.


D’Elia recomendou não pedalar em alta velocidade nem em marchas mais pesadas por longos períodos. Isso pode sobrecarregar as articulações dos joelhos e causar lesões. Além disso, mantenha sempre os braços relaxados e não trave os cotovelos. Essa técnica ajuda a absorver o impacto contra as lombadas e buracos da rua.


Em relação aos equipamentos de segurança, coloque iluminação branca na frente e vermelha piscante atrás da bicicleta. Também use sempre capacete e luvas.


O uso da ciclovia ou ciclo faixa é obrigatório. Quando não existir, deve-se usar o acostamento ou a faixa de rolamento no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via. Use sinais de mão para alertar os motoristas sobre as mudanças de direção que você pretende fazer. A bicicleta é um veiculo, portanto, é obrigatória a obediência e o conhecimento de todos os sinais de trânsito.


Veja as diferenças entre quatro exercícios aeróbicos:

Bicicleta:
50% capacidade cardiorrespiratória
40% força
10% flexibilidade


Caminhada e corrida:
70% capacidade cardiorrespiratória
20% força
10% flexibilidade


Dança de salão:
70% capacidade cardiorrespiratória
15% força
15% flexibilidade


Natação:
70% capacidade cardiorrespiratória
15% força
15% flexibilidade


Terrenos planos e subidas
Ao pedalar em uma subida, você anda mais devagar, roda menos o pedal e faz mais força, o que desenvolve mais os músculos. No plano, trabalha mais com velocidade e desenvolve a capacidade cardiorrespiratória, por causa dos movimentos repetitivos.


Na subida, troque as marchas e mantenha o ritmo normal da pedalada. Depois de uma subida longa, continue pedalando para facilitar a remoção do ácido lático dos músculos. Para exercer a pressão ideal, breque com as mãos no fim do guidão. Numa freada brusca, deslize o quadril para a parte de trás do selim. Isso faz com que a traseira da bicicleta fique no chão e você não seja jogado por cima do guidão.


Outra dica importante é não segurar os freios numa descida longa nem na chuva, o que pode aquecer o aro da roda e estourar o pneu. É mais seguro aplicar vários movimentos de frenagem repetidos.


Uma bicicleta mal ajustada ou um erro de postura ao pedalar pode causar sobrecarga mecânica e, consequentemente, dores na coluna lombar, cervical, joelhos, tornozelos e pés, além de formigamento nas mãos.


Pedalar é um exercício de baixo impacto para as articulações, o que não deixa o ciclista livre das lesões músculo esquelético. Preste sempre atenção na sua postura durante o exercício e na situação da bicicleta.
Para não ter cãibras nas mãos, ombros e pescoço, evite pedalar por um longo período de tempo com as mãos na parte mais baixa do guidão.

Kit do ciclista:

- GARRAFA DE ÁGUA: Garante a sua hidratação durante a atividade, repõe o líquido perdido através do suor.
- CAPACETE: Escolha um capacete de cor clara e tenha certeza que ele se ajusta adequadamente à sua cabeça.
- FILTRO SOLAR: Durante o dia, independente do horário, utilize filtro solar no rosto e nas demais partes do corpo expostas à radiação do sol.
- LUVAS: Muita gente desconsidera as luvas mas, quando há uma queda de bicicleta, a primeira parte que toca o chão geralmente é a mão. As luvas são importantes também para evitar a formação de bolhas e calos nas mãos. Recomenda-se utilizar aquelas que deixam as pontas dos dedos de fora, porque facilitam a mobilidade, e que têm acolchoamento no centro da mão.
- ÓCULOS: Os óculos escuros evitam a cegueira instantânea, no caso de você olhar diretamente para o sol. Eles protegem a visão e facilitam a dirigibilidade. Se você usa óculos de grau normalmente, deve usá-los também durante a pedalada.
- SILICONE PROTETOR: O silicone é uma substância que ajuda a proteger a região do períneo de traumas repetitivos. Ele pode vir acoplado a um calção ou no selim, o banco da bicicleta. Evitar as lesões nesta região com o uso do silicone pode até proteger a ejaculação precoce.
Itens de segurança e kit de manutenção

Os itens de segurança obrigatórios são: campainha (buzina), sinalização noturna dianteira e traseira, lateral e nos pedais e retrovisor do lado esquerdo.
É recomendado ter um estojo de primeiros socorros, uma bomba para encher os pneus, um kit remendo com espátulas, um óleo lubrificante (tipo 40) e um canivete com chaves de ajuste.


Roupa ideal
Use uma bermuda confortável, mas, justa o suficiente para não permitir dobras ou sobras de tecido que irritem a pele. Para uma proteção extra, escolha bermudas com preenchimento, para absorver melhor o suor, e com silicone, para proteger o períneo.


Crianças
No caso de uma criança, o equilíbrio dela ainda está se desenvolvendo. Quem ensina a criança a pedalar, em primeiro lugar tem que fazer ela adquirir o equilíbrio. Normalmente, os pais colocam rodinha e colocam a mão. Mas também pode segurar no banquinho e fazer solta - segura - solta - segura. Não é indicado colocar a criança numa ciclofaixa, junto de adultos. O ideal é num estacionamento, num lugar mais seguro.


Bicicleta e exercício de força
Não basta pedalar: os médicos sugerem que a bicicleta – por seu alto teor aeróbico – seja combinada com um exercício de força, como a musculação. Sem os músculos da perna fortalecidos, você sente fadiga rápido, perde potência na atividade e corre mais risco de sofrer uma lesão.


Cuidados
- Ao pedalar à noite, use roupas claras e reluzentes e tenha uma luz traseira (flash) conectada à sua bicicleta ou cinto, para que você seja visto à distância
- Fique atento a outros ciclistas e obstáculos como tampas de bueiros, óleo, areia e pedras na pista
- Não use fones de ouvido, pois eles podem bloquear sons que você precisa ouvir para guiar sua bicicleta defensivamente


Como funcionam os biorreceptores
Quando começamos a pedalar, os músculos da perna sentem o movimento repetido e ativam células chamadas de "biosensores", que ficam espalhadas pelo corpo.


Essas células mandam um sinal para o cérebro, avisando que estamos começando um exercício e que o corpo precisa de energia.
O cérebro dá a ordem para que a respiração fique mais acelerada e profunda, o que faz entrar mais oxigênio nos pulmões e no sangue.


O coração também tem que trabalhar com mais intensidade: a frequência cardíaca aumenta para bombear mais sangue, espalhando energia para os músculos que estão trabalhando naquele momento.

 

 

G1

criançaEnquanto os alunos ainda estão de férias, a educadora Nádia Bossa dá aulas à distância para ensinar os professores a lidar com as novas dificuldades das crianças nas salas de aula.
Doutora em psicologia e educação pela USP e pesquisadora da Universidade de Turim, Bossa conta como os pais podem saber e o que fazer quando os filhos têm transtornos de aprendizagem. 


 Como os pais podem identificar o transtorno?

Nádia Bossa - Sugiro que façam uma espécie de laboratório com os filhos. Não é preciso aplicar uma prova em casa, mas colocar a criança diante de situações que exijam raciocínio matemático, interpretação de texto ou habilidades motoras [veja abaixo].
Serve para acender um sinal de alerta. Se o sinal obtido for vermelho, é preciso procurar ajuda de um psicólogo, psicopedagogo ou de um neuropediatra.


O professor sabe quando o aluno tem algum transtorno?

É difícil que o professor não saiba que algo vai mal. O que acontece mais frequentemente é o professor ver que o aluno tem dificuldade e tentar aplicar os métodos tradicionais, que funcionam muito bem em crianças sem transtornos de aprendizagem, mas não com as que têm o problema.


O problema está aumentando ou há uma banalização do diagnóstico?

Há as duas coisas. Existem diagnósticos precipitados e malfeitos e até pais que decidem que a criança tem uma coisa que nenhum médico disse que ela tinha, mas o problema de fato é crescente. Hoje as pesquisas apontam que algo entre 5% e 10% dos alunos apresentam algum transtorno específico da aprendizagem.


Por que esses transtornos estão crescendo?

Parece que é por conta de um tipo de criação que prioriza o desenvolvimento de algumas habilidades e negligencia outras.
A rotina das crianças é muito privada de atividades motoras mais amplas. Elas não correm na rua. Hoje, o brinquedo faz tudo, a criança só olha ele dançar, piscar luzinhas. O brinquedo faz coisas demais e a criança termina por fazer coisas de menos.
Antes elas montavam a casinha, separavam os objetos, eram atos classificatórios, era interação com objetos reais, desenvolvia noção de espaço.


Brincar no iPad, por exemplo, não pode desenvolver novas habilidades?

Sim, mas elas não são as mesmas necessárias nas tarefas acadêmicas. O excesso de uso de tablets e computadores acabam atrofiando justamente as habilidades que serão exigidas no início da vida escolar: habilidades motoras, criatividade produtiva, manusear materiais e construir coisas a partir deles. O excesso de contato com iPads, computadores e videogames gera na criança uma dificuldade em equilibrar a atenção difusa e a atenção concentrada.

 

Mas essas tecnologias estão também na sala de aula...

A escola pode ser um ambiente tecnológico, nada de errado com isso desde que ela valorize o desenvolvimento físico com a mesma atenção. O que vem acontecendo é que tanto em casa quanto na escola todos se esquecem de que a criança tem um corpo e que esse corpo precisa aprender coisas, precisa se exercitar tanto quanto o cérebro.


Transtorno de aprendizagem é doença? Tem tratamento?

Não é uma doença, é um tipo de funcionamento cerebral diferente que nós tratamos com uma espécie de "fisioterapia cerebral", que são atividades, jogos e desafios específicos para desenvolver as áreas em que a criança encontra mais dificuldade.
Frequentemente precisamos tratar com uma equipe multidisciplinar, com neurologista, psicólogo e psicopedagogo. Quem procura ajuda até a criança chegar aos oito anos provavelmente vai conseguir resolver o problema.

 

 

Folha