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aguaPara algumas pessoas beber água é um sacrifício e no inverno muita gente bebe menos água e tem mais vontade de fazer xixi.

É necessário beber, em média, cerca de dois litros de água por dia, seja no frio ou no calor, mas tem gente que não consegue de jeito nenhum.

A falta de água causa desidratação e os sinais são boca seca, falta de lágrimas, intestino preso, pele grudenta, olhos fundos e, em bebês, moleira funda.

Alguns alimentos podem ajudar na hora de se hidratar como o alface, pepino e melancia. Uma dica, para deixar a água mais saborosa, é deixa-la aromatizada.

Manoel Soares até a casa da administradora Anelisa Rojo de Assis, que tem dificuldade de beber água, para propor um desafio.

A relação de Anelisa com a água nunca existiu, segundo ela. “É que eu não gosto de água. Então para eu tomar água é uma coisa bem chata, na verdade”, conta.

Luix Rodnei Rosa da Silva, marido da Anelisa, convive com ela há dez anos e não lembra de ter visto ela tomar uma garrafa de água inteira.

O desafio proposto para foi que ela bebesse quatro ou cinco garrafas de água inteiras em 24 horas, já que o ideal é tomar dois litros por dia.
Será que ela conseguiu? Sim! “A experiência no começo foi um pouco mais complicada. Antes tomava bem pouquinho e depois comecei a dar uns goles maiores e consegui tomar um pouco melhor”, explica.

O que ajudou a Anelisa a não esquecer de beber água foi o alarme do celular. “Mesmo não tomando água na hora, adiava e tomava depois de dez minutos”, diz. Deixar a garrafinha à mostra também deu certo.

Em pouco tempo ela já notou pelo menos um resultado dessa mudança – aumentou o número de vezes que ela foi ao banheiro. “Acabou ativando a minha bexiga, então eu fiz bastante xixi, bem mais do que o normal”, conta.

Pedra nos rins

Por falta de água, a Anelisa teve problemas nos rins. Você sabe como elas se formam? O rim filtra o plasma sanguíneo e tira o que não faz bem para o nosso corpo. A sobrecarga do rim com a pouca quantidade de água ingerida pode causar alguns problemas.

A água dissolve alguns solutos que ficam acumulados nos rins e eles são eliminados juntos com a urina.

Será que é verdade que o tomate estimula a produção de pedras? Mito! Não há evidências científicas que comprovem isso. O importante é se hidratar.

 

G1

A vacina contra o rotavírus, que protege contra vírus que causa infecção grave em crianças, pode ter um benefício adicional: reduzir o risco de diabetes tipo 1. Isso é o que constatou um estudo da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, publicado na revista científica Nature.

Os pesquisadores analisaram 1,4 milhões de bebês nascidos nos Estados Unidos entre 2001 e 2017 a partir de dados de uma seguradora de saúde. Observou-se uma redução de 37% do risco de diabetes tipo 1 em crianças que receberam a pentavalente em comparação com as que não receberam.

Leia também: Sete de oito vacinas obrigatórias para crianças estão abaixo da meta

Houve ainda uma redução de 31% nas hospitalizações no período de 60 dias após a vacinação em comparação a crianças não vacinadas. Percebeu-se também a redução de 4% na incidência anual da diabetes tipo 1 em crianças de 0 a 4 anos nos Estados Unidos de 2006 a 2017, que coincide com a introdução da vacina em 2006. Assim, concluiu-se que a vacinação contra o rotavírus está associada a uma incidência reduzida de diabetes tipo 1.

O estudo ressalta que a predisposição genética desempenha um papel importante na diabetes tipo 1, principalmente naqueles com haplótipos HLA-DR3-DQ2 ou HLA-DR4-DQ8, um trecho do genoma. Mas fatores ambientais são suspeitos de serem desencadeadores de autoimunidade de células beta, células endócrinas responsáveis por sintetizar e secretar o hormônio insulina, que regula os níveis de glicose no sangue.


Há dois tipos de vacina contra o rotavírus ​​nos Estados Unidos: a vacina pentavalente RotaTeq, introduzida em 2006 e administrada em 3 doses aos 2, 4 e 6 meses, e Rotarix, introduzido em 2008 e administrado em 2 doses aos 2, 4 e 7 meses.
No Brasil, existe a vacina monovalente, que é oferecida pela rede pública e deve ser aplicada em duas doses, aos 2 e 4 meses, e a pentavalente, exclusiva da rede privada, em três doses, aos 2, 4 e 6 meses.

A monovalente contém um tipo de rotavírus, mas protege de outros tipos por meio da proteção cruzada. Já a pentavelente oferece proteção direta para cinco tipos de rotavírus. Trata-se de uma vacina feita com vírus vivo atenuado. Sua aplicação é via oral.


Segundo o Ministério da Saúde, o rotavírus é transmitido via fecal-oral, que pode ser direto entre duas pessoas, pela ingestão de água e alimentos contaminados ou pelo contato com objetos contaminados, como brinquedos. É encontrado em altas concentrações em fezes de crianças infectadas.

Entre os sintomas do rotavírus estão febre, vômitos e diarreia grave. É uma das principais causas de gastroenterites e morte em crianças abaixo de 5 anos.

 

R7

abacaxiA bromelina é uma enzima encontrada no abacaxi que, segundo pesquisadores da Escola Paulista de Medicina da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), possui efeito analgésico. O estudo, apoiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), indica que a substância libera encefalina, cujo efeito é semelhante ao da morfina.

Até então, os cientistas sabiam da existência da bromelina, mas não conseguiam entender como ela gerava uma resposta analgésica no organismo, visto que a enzima não é capaz de entrar na circulação sanguínea.

Caso isso ocorresse, o indivíduo poderia ter um choque hipotensor violento, causando sua morte. Foi quando os autores do estudo perceberam que o mecanismo que gera o efeito deveria estar restrito à superfície do intestino.

Com base nessa descoberta, a pesquisa analisou que as pessoas que ingeriam a bromelina tinham uma consequente liberação de encefalina, que digeria a proencefalina presente na parede do intestino delgado, entrando na corrente sanguínia e gerando a ação analgésica.


Um artigo sobre a descoberta publicado na revista Peptides indica que a administração oral de bromelina em camundongos reduziu os níveis de proencefalina em um segmento do intestino delgado e aumentou os de encefalina circulante. Percebeu-se que houve uma diminuição na capacidade de sentir dor destes animais, sendo mais intensa após três horas do consumo da enzima.


Mais informações sobre o estudo podem ser consultadas no site da Biblioteca Virtual da FAPESP ou através do artigo Enkephalin related peptides are released from jejunum wall by orally ingested bromelain, publicado em maio deste ano pela revista Peptides.

 

HYPENESS

Hypeness/MChe Lee

O consumo de bebidas alcoólicas é conhecido por aumentar o risco do desenvolvimento do câncer de mama, mas as mulheres não têm consciência disso. Isso é que o mostrou um estudo realizado pela Universidade de Southampton, no Reino Unido, publicado no periódico médico BMJ Journal.

O estudo ressalta que fatores de risco potencialmente modificáveis ​​respondem por aproximadamente 23% dos cânceres de mama, sendo a obesidade e o álcool os dois maiores.


Os pesquisadores avaliaram 205 mulheres que estavam sendo submetidas a exames de câncer de mama ou procuravam tratamento para a doença em um hospital do Reino Unido. Elas foram entrevistadas sobre seus conhecimentos sobre fatores de risco para o câncer de mama.

Cerca de metade das entrevistadas sabia que fumar era um fator de risco e 30% reconheciam a obesidade como outro fator. Mas apenas 20% sabia que o consumo de álcool também aumentava a chance do desenvolvimento da doença.

Já entre 33 funcionários do hospital consultados quase metade (49%) tinham esse conhecimento.
As descobertas desse estudo coincidem com pesquisas anteriores realizadas nos Estados Unidos. Um estudo da Sociedade Americana de Oncologia Clínica feito em 2017 revelou que 70% dos norte-americanos não sabiam que o consumo de álcool era um fator de risco para o câncer.

 

Estima-se que o álcool seja responsável por cerca de 5% a 11% de todos os casos de câncer de mama, com risco maior em consumidores de grande quantidade de bebidas alcoólicas.

Um estudo recente afirmou que beber uma garrafa de vinho por semana é o equivalente a fumar 10 cigarros pelo mesmo período, para mulheres, em termos de risco geral de câncer, segundo o site científico Live Science.

A nova pesquisa também aponta que as pessoas têm dificuldade em precisar quanto consomem de álcool. Mais da metade das participantes (56%) não souberam estimar qual o teor de álcool correto em um copo de vinho, um litro de cerveja, um litro de sidra e uma garrafa de licor.
Isso sugere que muitas mulheres podem não saber que seu nível de consumo de álcool está aumentando o risco de câncer de mama, ressalta o estudo.

Ao serem questionadas sobre a importância de receber informações sobre prevenção de câncer de mama, 30% disseram que isso contribuiria para ir a consultas e 70% que não faria diferença.

 

R7