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mascarasO uso generalizado de máscaras faciais poderia manter a transmissão da covid-19 em níveis controláveis de epidemias nacionais e poderia prevenir ondas futuras da doença pandêmica se combinadas com lockdowns, de acordo com um estudo britânico publicado nesta quarta-feira.

A pesquisa, liderada por cientistas nas Universidade de Cambridge e de Greenwich, sugere que os lockdowns apenas não irão impedir o ressurgimento do novo coronavírus SARS-CoV-2, mas que até mesmo as máscaras caseiras podem reduzir dramaticamente as taxas de transmissão se um número suficiente de pessoas as utilizarem em público.

"Nossas análises apoiam a adoção imediata e universal de máscaras faciais por toda a população", disse Richard Stutt, que co-liderou o estudo em Cambridge.

Ele diz que as conclusões mostram que, se o uso generalizado de máscara for combinado com o distanciamento social e algumas medidas de lockdown, isso poderia ser uma maneira aceitável de administrar a pandemia e a reabertura das atividades econômicas" muito antes do desenvolvido e da disponibilização de uma vacina contra a covid-19, a doença respiratória causada pelo coronavírus.

Os achados do estudo foram publicados na revista científica "Procedimentos da Sociedade Real A".

A Organização Mundial da Saúde atualizou sua orientação na última sexta-feira para recomendar que os governos peçam que todos utilizem máscaras faciais de tecido em áreas públicas onde existam riscos para assim reduzir a propagação da doença.

 

Reuters

Foto: Leonhard Foeger/Reuters

O estado inflamatório que a infecção pelo novo coronavírus provoca no organismo coloca pessoas com problemas cardiovasculares no grupo de risco da covid-19, o que significa que elas estão mais suscetíveis a ter complicações por causa da doença.

Mas não só isso: esse processo, por si só, também aumenta o risco de desenvolver doenças relacionadas ao sistema cardiovascular, o que ajudaria a explicar por que o AVC (Acidente Vascular Cerebral) pode ser a primeira manifestação da covid-19, segundo a neurologista Sheila Martins, presidente da Rede brasil AVC e vice-presidente da Organização Mundial de AVC.

Essa inflamação estimula a formação de pequenos coágulos "que podem levar ao AVC, infarto e tromboses venosas", afirma.

A especialista destaca que existem casos de pessoas saudáveis que tiveram AVC e, depois, receberam o diagnóstico de covid-19. Esse fato, inclusive, gerou uma mudança no protocolo de atendimento de hospitais de Nova York, por exemplo, onde pacientes que têm sintomas de AVC fazem testes para a covid-19.

"Por esse motivo, a gente queria mudar [o protocolo] aqui no Brasil, mas não conseguimos por vários motivos, inclusive de logística", explica a médica.

Um estudo realizado na China e publicado na revista científica JAMA Neurology, da Associação Médica Americana, trouxe, pela primeira vez, evidências de que a covid-19 provoca alterações neurológicas, dentre elas o AVC.

Cabe ressaltar, no entanto, que a pesquisa analisou um grupo restrito de 214 pacientes com diagnóstico confirmado e que estavam em hospitais de referência para a doença na cidade de Wuhan, na China, onde se originou a pandemia.

Pessoas deixam de ir ao hospital na pandemia
O medo de contágio pelo novo coronavírus também gerou outro impasse: o número de pessoas que procuram atendimento médico por causa de doenças cardiovasculares diminuiu 50% no país, de acordo com a Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista.

"Nós vemos pacientes chegando 2, 3 dias depois [nos hospitais] porque têm medo de sair, ir para a emergência e se contaminar", relata Sheila.

A especialista ressalta que não há motivo para ter medo de contágio pelo novo coronavírus, pois a assistência aos pacientes com problemas cardíacos e feita em alas separadas dos que são diagnosticados com covid-19.

Essa situação é grave porque o tempo é crucial para evitar sequelas e mortes de pacientes que sofreram AVC ou infarto. "Quando entope a circulação, imediatamente aquela região [do corpo] fica sem sangue e, com o passar do tempo, toda a área irrigada por aquele vaso morre", explica a neurologista.

"Cada minuto que a circulação fica fechada, o órgão está sofrendo e morrendo, no caso do AVC isso acontece com o cérebro", completa.

O ideal é que um paciente vítima de AVC seja tratado nos primeiros 90 minutos após o início dos sintomas, de acordo com a médica. Já no caso de infarto, as consequências são mais graves depois de 3 horas.

A recomedação para quem tiver sintomas é chamar ajuda imediatamente por meio do 192, número do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

 

R7/Ministério da Saúde

 

remdesivirO remédio antiviral da Gilead Sciences Inc remdesivir preveniu doenças pulmonares em macacos infectados com o novo coronavírus, segundo um estudo publicado na revista médica Nature nesta terça-feira (9).

O remdesivir foi liberado para uso emergencial em pacientes graves nos Estados Unidos, na Índia e na Coreia do Sul. Algumas nações europeias também estão utilizando o remédio em programas compassivos.

Os testes do medicamento em humanos estão em andamento, e dados iniciais mostraram que o remédio ajudou os pacientes a se recuperarem mais rapidamente da covid-19, infecção respiratória causada pelo novo coronavírus.

No estudo, 12 macacos foram deliberadamente infectados com o vírus e metade deles recebeu tratamento precoce com remdesivir.

Os macacos que receberam remdesivir não mostraram sinais de doença respiratória e apresentaram reduzidos danos aos pulmões, de acordo com os autores do estudo.

 

Reuters

Foto: Ulrich Perrey/REUTERS

 

A líder técnica da Organização Mundial de Saúde (OMS) Maria van Kerkhove afirmou, nesta segunda-feira (8), que a transmissão da Covid-19 por pacientes sem sintomas da doença parece ser "rara".

"Temos alguns relatos de países que estão fazendo rastreios de contatos muito detalhados, estão seguindo casos assintomáticos, seguindo contatos e não estão encontrando transmissões secundárias. É muito raro", disse van Kerkhove.
Ela explicou que os casos assintomáticos (de pacientes que não têm sintomas) de Covid-19 têm sido identificados ao se fazer o rastreio de contatos de pacientes que apresentam os sinais da doença.

Mas, em alguns casos, pontuou van Kerkhove, quando uma segunda análise desses casos é feita, descobre-se que os pacientes tiveram, na verdade, leves sintomas da infecção.
"Dito isso, nós sabemos que pode haver pessoas que são verdadeiramente assintomáticas e testam positivo no PCR", declarou a líder técnica.

O teste PCR, que detecta o material do vírus em uma amostra, é considerado o "padrão ouro" para diagnóstico da doença.

"Estamos constantemente olhando para esses dados e tentando obter mais informações para de fato responder a essa pergunta, [mas] ainda parece ser raro que um indivíduo assintomático transmita a doença", completou van Kerkhove.

A especialista pediu que os países se concentrassem naqueles que têm os sinais da infecção para tentar fazer o controle do vírus.

"Se de fato acompanhássemos todos os casos sintomáticos, isolássemos esses casos, rastreássemos os contatos e colocássemos esses contatos em quarentena, haveria uma drástica redução na transmissão. Se pudéssemos nos focar nisso, iríamos nos sair muito bem em termos de suprimir a transmissão", afirmou.

Estados anunciam flexibilização em época de alta circulação de vírus respiratórios, apontam séries históricas da Fiocruz


Pedido por transparência
OMS destaca necessidade de transparência nos dados sobre pandemia no Brasil

A OMS também destacou, nesta segunda-feira (8), a necessidade de transparência nos dados brasileiros sobre a pandemia.

O diretor de emergências da organização, Michael Ryan, espondeu a uma pergunta feita durante coletiva em Genebra sobre dados divulgados pelo Ministério da Saúde.

"É muito importante, ao mesmo tempo, que as mensagens sobre transparência e divulgação de informações sejam consistentes, e que nós possamos contar com os nossos parceiros no Brasil para fornecer essa informação para nós, mas, mais importante, aos seus cidadãos. Eles precisam saber o que está acontecendo", destacou Ryan.


No domingo (7), a pasta divulgou dados divergentes sobre o número de casos e mortes por Covid-19 registrados nas 24 horas anteriores. Nesta segunda, o ministério detalhou o erro na divulgação, que incluiu 857 mortes "a mais" no balanço.

 

G1