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O mês novembro é marcado pela atenção à saúde dos homens. O foco principal é a prevenção e o cuidado às doenças relacionadas à próstata, glândula masculina localizada no fim do abdômen que é responsável por produzir parte do sêmen. As doenças mais comuns são o câncer e a HPB (hiperplasia prostática benigna).

De acordo com o urologista Fernando Leão, as duas enfermidades não têm correlação e são alterações diferentes das células da glândula. "A HPB é um aumento no número de células, por isso, a próstata cresce de volume e normal ao envelhecimento do homem. Já o câncer é uma alteração na qualidade das células, pode acontecer numa próstata pequena ou muito grande, não depende do tamanho", explica o médico do Hospital Israelita Albert Einstein de São Paulo e Goiânia. As duas são diagnosticadas da mesma forma e a única mudança é que no caso do tumor maligno é necessário fazer uma biopsia para ter certeza da alteração celular. "O diagnóstico é feito com uma conversa entre médico e paciente, usamos exame de imagens, laboratório, que está incluído do PCA [detecção do gene do câncer de próstata no sangue], e a análise do jato de urina, a urofluxometria, além do exame físico do toque. O câncer é feito todos esses procedimentos e é acrescida uma biópsia de próstata", diz o urologista. O câncer costuma ser assintomático no começo da doença, que é melhor momento para tratar e conseguir curar o tumor. A hiperplasia pode ser sintomática e assintomática, mas as duas formas causam prejuízo para a vida do homem e precisam ser tratadas. A melhor opção para os indivíduos é passar por consultas de rotina como prevenção. O que é a hiperplasia prostática benigna?

Os sintomas da HPB são aumento da frequência de idas ao banheiro à noite; sensação que não conseguiu urinar tudo; o gotejamento após terminar de urinar; jato mais fraco e lento. "Alguns pacientes ainda apresentam quadro da urgência de ida ao banheiro, se não pode até perder urina, que seria a urgência com incontinência. Além de sangramentos, quadros de infecções urinárias frequentes e a sensação de peso no abdômen inferior, porque a bexiga sempre está cheia", orienta Leão.

O tratamento pode ser feito por meio de remédios ou, no caso de um crescimento acentuado, por operação. As cirurgias podem ser aberta, que é a mais invasiva; pelo canal da uretra, que é a ressecção; por laser ou robótica. Pelo SUS (Sistema Único de Saúde) são autorizados apenas os procedimentos abertos e a ressecção.

A HPB malcuidada leva à problemas mais sérios que pode causa até a insuficiência renal. "Não cuidar pode evoluir para um quadro de infecções urinária de repetição, pode formar pedra na bexiga, traz piora da função renal, que pode levar até insuficiência renal com necessidade de hemodiálise e o uso de sonda, devido à retenção urinária porque o paciente não consegue urinar", ressalta o urologista.

Como tratar câncer de próstata?

O INCA (Instituto Nacional de Câncer) calcula que entre 2020 e 2022 sejam diagnosticados mais de 65 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil. O que significa um risco estimado de 62,95 casos novos a cada 100 mil homens, um em cada nove homens será diagnosticado com a doença durante a vida.

O tratamento do tumor maligno depende da evolução da doença ao descobrir o câncer. Se for localizado, que só atinge a próstata, a indicação é cirurgia, radioterapia e, em alguns casos especiais, só observação.

Para doença mais avançada, o tratamento inclui radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal, que feita pela privação de andrógenos, sendo os princiapais a testosterona e a diidrotestosterona (DHT). Quando o tumor se espalhou para outras partes do corpo, o tratamento mais indicado é a terapia hormonal.

R7

alzeimherGrupos de proteínas tóxicas que se acredita serem responsáveis pelo declínio cognitivo associado à doença de Alzheimer chegam a diferentes regiões do cérebro precocemente e se acumulam ao longo de décadas, de acordo com um novo estudo da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

A pesquisa, apresentada na revista Science Advances, na última semana, é a primeira a usar dados humanos para quantificar a velocidade dos processos moleculares dessa doença neurodegenerativa e, eventualmente, pode ter implicações importantes para o planejamento de tratamentos. Também altera a teoria de que aglomerados se formam em um local do cérebro quando uma reação em cadeia ocorre em outras áreas; um padrão visto em ratos. Essa disseminação pode acontecer, mas não é o principal motivador, segundo os pesquisadores.

"Duas coisas tornaram este trabalho possível", disse à AFP Georg Meisl, químico da Universidade de Cambridge e principal autor do artigo.

"Uma foram os dados muito detalhados obtidos por PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons) e vários conjuntos de dados que reunimos, e a outra são modelos matemáticos que desenvolvemos nos últimos dez anos." Os pesquisadores usaram cerca de 400 amostras de cérebro de pacientes com Alzheimer após óbitos, assim como 100 tomografias de pessoas que vivem com a doença para rastrear o acúmulo de tau, uma das duas proteínas-chave envolvidas na doença.

Na doença de Alzheimer, a tau e outra proteína chamada beta amilóide se acumulam em nós e placas - ambas conhecidas como agregados - que matam as células cerebrais e encolhem o cérebro.

Isso, por sua vez, resulta em perda de memória, alterações de personalidade e incapacidade de realizar funções cotidianas. Estima-se que 44 milhões de pessoas sofram da doença em todo o mundo.

Pesquisas anteriores, conduzidas principalmente em animais, sugeriram que os agregados se formam em uma região e, em seguida, se espalham por todo o cérebro, da mesma forma que o câncer se espalha.

O novo estudo aponta que, embora essa disseminação possa ocorrer, ela não é de fato o principal fator para a progressão da doença.

"Uma vez que temos essas sementes, pequenos pedaços de agregados por todo o cérebro, eles simplesmente se multiplicam e esse processo controla a velocidade", explicou Meisl.

O estudo conseguiu determinar que os agregados levam cerca de cinco anos para dobrar de quantidade. Esse número é "encorajador", de acordo com Meisl, porque mostra que os próprios neurônios do cérebro são bons em neutralizá-los.

"Talvez se pudermos melhorá-lo um pouco, possamos atrasar significativamente o início de uma doença grave."

O grau da doença de Alzheimer é medido de acordo com a chamada "Escala de Braak". A equipe descobriu que leva cerca de 35 anos para progredir do estágio três, quando os sintomas leves começam a aparecer, para o estágio seis, o mais avançado.

Se os agregados dobram aproximadamente em cinco anos, em 35 anos eles teriam se multiplicado por 128. Esse crescimento exponencial "explica por que a doença demora tanto para se desenvolver e então a pessoa se deteriora rapidamente".

Usando o mesmo método, a equipe tenta investigar a demência frontotemporal e lesões cerebrais traumáticas.

"Tau é uma proteína culpada por vários tipos de demência e faria sentido explorar como ela se espalha em doenças como a demência frontotemporal", disse Sara Imarisio, do instituto Alzheimer's Research UK.

"Esperamos que este e outros estudos semelhantes ajudem a desenvolver tratamentos futuros que tenham como alvo a tau, de modo que tenham uma chance melhor de desacelerar o processo da doença e beneficiem pessoas com demência."

AFP

Foto: Universidade de Cambridge/AFP

Dados da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) divulgados nesta segunda-feira (1º) mostram que o número de cirurgias para retirada da próstata em decorrência de câncer caiu 21,5% entre 2019 e 2020 no SUS (Sistema Único de Saúde).

A pandemia também impactou a realização de diagnósticos, os exames de PSA (antígeno prostático específico) e biópsia da próstata, que diagnosticam a presença de câncer, tiveram redução de 27% e 21% respectivamente.

Segundo o levantamento, a busca por um urologista também caiu durante o período pandêmico, em 2019 mais de 4,2 milhões buscaram um especialista, já em 2020 o número caiu para cerca de 2,8 milhões, 33% a menos do que no ano anterior.

Os estados que representaram a maior redução na realização da biópsia de próstata foram: Acre (90%), Mato Grosso (69%) e Rio Grande do Norte (50%). Já para o exame de PSA foram: Paraíba (50%), Pernambuco(37%) e Distrito Federal (34%).

Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de próstata é o tumor mais frequente entre homens, e a projeção é de que 65.840 novos casos surjam apenas em 2021, mas é possível que muitos nem sejam diagnosticados. Dados do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade) mostram que a mortalidade por câncer de próstata aumentou cerca de 10% em cinco anos, subindo de 14.542 (2015) para 16.033 (2019).

Uma pesquisa realizada pela USP (Universidade de São Paulo) mostrou que no Brasil mais de um milhão de cirurgias foram adiadas ou canceladas durante a pandemia, afetando também os procedimentos para tratamento do câncer de próstata.

A SBU recomenda que homens retomem o cuidado com a saúde e voltem ao médico durante o Novembro Azul, mês de conscientização sobre a saúde do homem.

R7

canabidiolA Anvisa aprovou nesta sexta-feira (29) um novo produto medicinal à base do canabidiol, substância presente na Cannabis. Ele será produzido na Colômbia e importado para o Brasil, pois o plantio desta planta é proibido para pessoas físicas aqui. Apenas empresas, governos, organizações ou grupos criados com uma finalidade especifica podem plantar a Cannabis em território brasileiro.

Essa autorização permite que o produto seja importado já pronto para o uso e comercializado em farmácias e drogarias. Ele deverá ser retirado mediante a apresentação de uma receita do tipo B (cor azul), feita para medicamentos psicotrópicos (que atuam no sistema nervoso e alteram percepções, emoções e/ou comportamentos do paciente) e psicotrópicos anorexígenos (que causam redução ou perda de apetite).

Diante disso, a Anvisa declarou que "O produto à base de canabidiol aprovado pela Anvisa é prescrito quando estiverem esgotadas outras opções terapêuticas disponíveis no mercado brasileiro. A indicação e a forma de uso do produto são de responsabilidade do médico prescritor, sendo que os pacientes devem ser informados sobre o uso do canabidiol".

Produtos feitos com Cannabis no Brasil

Este é o quinto produto à base dessa substância a ser liberado para fins medicinais aqui no Brasil. Isso acontece após a aprovação feita em junho deste ano de um projeto que alterava a Lei Antidrogas, permitindo o "cultivo, processamento, pesquisa, armazenagem, transporte, produção, industrialização, manipulação, comercialização, importação e exportação de produtos à base de Cannabis" para uso medicinal, veterinário, científico e industrial da Cannabis.

De acordo com o projeto, as plantações para uso medicinal devem ter o perímetro protegido com tela, alambrado de aço ou muros de alvenaria para impedir o acesso de pessoas não autorizadas.

Bolsonaro declarou na época que vetaria o projeto.

R7

Foto: Reprodução/Freepik