O município de Floriano iniciou nesta terça-feira (09), a vacinação de adolescentes com 13 e 12 anos e entra na reta final de imunização deste público. De acordo com o secretário de Saúde, James Rodrigues, o momento é importante pela maneira como a Princesa do Sul vem conduzindo os rumos da pandemia.
“Essa faixa etária é responsável por grande mobilidade social e por carregar uma carga viral muito grande para familiares, colegas e sociedade é extremamente importante esse ato”, disse.
Segundo normativa técnica do Ministério da Saúde, até o momento, somente o imunizante da Pfizer possui autorização da Anvisa para ser aplicado na faixa etária de 12 a 17 anos.
A vacinação de adolescentes é segura?
Sim, diversos órgãos e sociedades médicas já reforçaram que a vacinação é, sim, segura para pessoas com 12 anos ou mais. Inclusive, diversos países estão vacinando seus adolescentes e crianças, como os EUA, a França e a Alemanha. Em nota, a OMS (Organização Mundial de Saúde) afirmou que a vacina da Pfizer/BionTech é segura para pessoas com 12 anos ou mais e que jovens dentro dessa faixa etária e com alto risco (que têm comorbidades) devem receber a vacina junto com os outros grupos prioritários.
A OMS também esclarece que a prioridade deve ser o público mais velho, com doenças crônicas e os profissionais de saúde, pois "as crianças tendem a ter uma doença mais branda em relação aos adultos". Por fim, o órgão também afirma que mais evidências sobre outras vacinas neste público são necessárias para fazer recomendações gerais.
Pessoas não vacinadas contra a Covid-19 têm 16 vezes mais probabilidade de precisar de UTI (unidades de terapia intensiva) ou morrer pela infecção, aponta relatório do estado Nova Gales do Sul (NSW), na Austrália, com autoridades pedindo às pessoas que se vacinem. O país acabou de passar por restrições sociais após alguns casos confirmados começa a volta da rotina, com flexibilizaçoes.
Os dados do departamento de saúde do estado, divulgados na noite de segunda-feira (8), mostraram que apenas 11% das pessoas de 412 que morreram no surto do Delta, ao longo de quatro meses até o início de outubro, foram totalmente vacinadas. A idade média dessas mortes foi de 82 anos.
Cerca de 3% das pessoas que precisaram de UTI receberam duas doses de vacina, enquanto mais de 63%, dos 61.800 casos detectados entre 16 de junho e 7 de outubro, não foram vacinados.
"Jovens com duas doses de uma vacina experimentaram taxas mais baixas de infecção e quase nenhuma doença séria, enquanto aqueles não vacinados nesta faixa etária estavam em maior risco de desenvolver Covid-19 e precisaram de hospitalização", disse Kerry Chant, diretor de saúde de NSW, em um demonstração. As descobertas do relatório estavam de acordo com os dados do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos), que disseram, em setembro, que indivíduos não vacinados tinham 11 vezes mais probabilidade de morrer por Covid-19 do que aqueles que foram totalmente vacinados.
A Austrália permaneceu praticamente livre de vírus este ano até que um surto da variante Delta em junho e levou a um bloqueio de meses em Sydney, Melbourne, maiores cidades do país, e na capital nacional de Canberra.
As cidades atingidas pelo vírus estão em processo de flexibilização das duras restrições depois de passar as metas de vacinação de 70% e 80%. A implantação em NSW, onde fica Sydney, parece ter se estabilizado depois que a cobertura da primeira dose atingiu quase 94% da população acima de 16 anos.
Mais da metade das mortes totais de 1.841 na Austrália e cerca de 87% de suas quase 183 mil infecções na pandemia são causadas pela Delta. Porém, a taxa de mortalidade é menor do que no ano passado, graças ao aumento nas vacinações desde julho.
Foi no sangue de mulheres com tumores de ovário e de endométrio que pesquisadores do Departamento de Ginecologia da EPM-Unifesp (Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo), em parceria com especialistas da Universidade da Califórnia, Irvine, nos Estados Unidos, descobriram fatores que podem indicar quais pacientes terão mais chance de apresentar boa resposta ao tratamento ou recidiva da doença.
Para chegar a essa conclusão, eles analisaram o plasma de 50 mulheres com câncer de ovário e de endométrio que foram submetidas a cirurgia e quimioterapia de primeira linha. Os resultados da pesquisa foram divulgados na revista Gynecologic Oncology. “O nosso objetivo era medir as chamadas assinaturas metabólicas, ou seja, moléculas provenientes do metabolismo presentes na circulação sanguínea que podem estar associadas a determinada enfermidade ou condição”, explica o médico Paulo D’Amora, membro do Conselho Gestor do Laboratório de Ginecologia Molecular e Metabolômica do Departamento de Ginecologia da EPM-Unifesp e bolsista do Programa Jovem Pesquisador em Centros Emergentes da FAPESP, que financiou parte do estudo.
Como explica o cientista, foram analisadas algumas classes de compostos importantes, como os aminoácidos valina e fenilalanina (relacionados com a imunidade) e de lipídeos como acilcarnitinas, lisofosfatidilcolinas e esfingomielinas (associados a alterações que levam à estimulação de vias inflamatórias e ao gasto energético).
Esse processo foi realizado por meio de uma técnica chamada espectrometria de massa, que permite identificar e quantificar substâncias em amostras biológicas e é muito utilizada em laboratórios clínicos em todo o mundo. “Com a ajuda de um sistema de espectrometria de massa de última geração, fazemos a mensuração de íons emitidos a partir dos compostos de interesse presentes nas amostras de plasma das pacientes. Esses íons são acelerados e fragmentados dentro do espectrômetro e cada metabólito de interesse possui um padrão de fragmentação específico – uma identidade única”, explica D’Amora. E os resultados apontaram as participantes que eram sensíveis e as que eram resistentes à platina, substância largamente utilizada na quimioterapia contra esses cânceres ginecológicos.
As participantes foram divididas em dois grupos: um de pacientes sensíveis à platina, formado por 38 pessoas (83% da amostra), e outro das resistentes à substância, com oito indivíduos (17%). Esses resultados foram associados a dados clínicos e laboratoriais e, após análise bioestatística (análise do conjunto de metabólitos na amostra), levaram a informações sobre a resposta clínica dessas pacientes, como sobrevida livre da doença, tempo até progressão da doença e sobrevida global.
A pesquisa, que até o momento foi realizada com esses tipos de tumores por serem sensíveis ao quimioterápico avaliado, permitiu identificar as pacientes com perfis metabólicos associados a melhor resposta clínica e bom prognóstico e as que têm um perfil desfavorável e pior previsão em relação ao desenvolvimento da doença. Com essa informação em mãos, os médicos podem fazer um tratamento mais individualizado, com uma melhora importante na eficiência e nas chances de cura.
Os resultados sugerem um futuro no qual os oncologistas poderão utilizar um exame de sangue feito no momento do diagnóstico para ajudar na tomada de decisão durante o manejo do caso.
“Estamos trabalhando para que os biomarcadores e algoritmos descobertos no estudo atinjam níveis de validação satisfatórios exigidos pelos órgãos nacionais e internacionais de acreditação na área de medicina laboratorial e patologia clínica para que, em breve, já possamos utilizá-los na prática clínica”, afirma D’Amora.
Dados da décima edição do Atlas do Diabetes, divulgado pela IDF (sigla em inglês da Federação Internacional de Diabetes), mostram que 537 milhões de pessoas entre 20 e 79 anos de idade têm diabetes no mundo, alta de 16% em dois anos. Os especialistas da IDF projetam que o número de adultos com a doença pode chegar a 643 milhões em 2030 e a 784 milhões em 2045. A prevalência global da doença atingiu 10,5%, com quase metade (44,7%) sem diagnóstico.
O levantamento, feito a cada dois anos, revela que o número de pessoas com diabetes aumentou de tal maneira que superou, proporcionalmente, a expansão da população global. Segundo afirmou à Agência Brasil a presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes - Regional do Rio de Janeiro (SBD-RJ), endocrinologista Rosane Kupfer, o diabetes está em evolução crescente “e não foi contido, até agora, por nenhuma tomada de ação, de decisão, em relação à doença”.
Para a médica, isso significa que continua havendo falta de divulgação, de informação, de acesso ao conhecimento, ao diagnóstico e a um tratamento de qualidade. Rosane ressaltou que além da Covid-19, outras doenças têm matado muito em todo o mundo. Uma delas é o diabetes. O Atlas do IDF diz que, só neste ano, 6,7 milhões de pessoas morreram em decorrência da doença.
A presidente da SBD-RJ informou que a proporção de pessoas com diabetes, que era de uma a cada 11, caiu agora para uma a cada dez pessoas. “E grande parte delas está em países de baixa renda”. O Atlas do Diabetes indica que 81% dos adultos com a doença vivem em países em desenvolvimento. Na América Latina e América Central, estima-se que o número de diabéticos alcance 32 milhões.
Causas No próximo domingo, quando se comemora o Dia Mundial do Diabetes, Rosane Kupfer alertou que as causas da doença são diversas. “A falta de acesso, as péssimas escolhas alimentares que o mundo está fazendo, principalmente esse estilo de vida ocidental, onde se vê que está crescendo muito a obesidade, muita gente com sobrepeso, muita gente com pré-diabetes, que é uma categoria de altíssimo risco para ficar diabética”.
Pessoas que não têm nenhum fator de risco devem fazer uma glicemia anual após os 45 anos. “Tem que fazer exame de sangue porque diabetes é uma doença que não apresenta sintomas, pelo menos no início. Isso não quer dizer que ela não esteja fazendo mal por dentro (do organismo)”.
As pessoas que fazem exames de rotina todo ano percebem quando ocorre aumento da glicose e se preocupam, salientou. O problema, disse Rosane, são as pessoas que não se cuidam, não fazem exame para verificar se são diabéticas. Alertou que indivíduos com alto risco para diabetes, que têm casos da doença na família, que são hipertensos, que têm sobrepeso ou obesidade, e mulheres que tiveram diabetes na gestação, devem fazer exame anual acima dos 35 anos de idade.
Por essas razões, Rosane Kupfer analisou que não se pode mais restringir a mobilização de combate à doença ao mês de novembro e ao Dia Mundial do Diabetes. Ela acredita que é preciso ampliar as ações, mobilizar a sociedade e fazer campanhas fora de época, além de cobrar por mais políticas públicas que garantam o acesso à saúde e a um tratamento de qualidade. O tema da campanha de conscientização deste ano sobre a doença é “Acesso ao cuidado para o Diabetes”.