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Você costuma levar seu próprio alicate quando vai fazer as unhas em um salão? Verifica se as ferramentas utilizadas são descartáveis ou como elas são esterilizadas?

A rotina de manicures e pedicures deve sempre ter em mente protocolos de biossegurança. Caso não sejam seguidos, há risco da transmissão de patógenos que podem causar doenças graves.

A médica infectologista Ingrid Cotta, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, ressalta que há diretrizes da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que devem ser observadas por salões de beleza.

"Existem materiais perfurocortantes ali, que são os alicates. Diante de um material perfurocortante, existe o risco de transmissão das infecções, principalmente as virais."

A norma determina que alicates, espátulas e outras ferramentas de metal sejam esterilizadas entre um cliente e outro e guardadas em local limpo e seco com data da esterilização na embalagem.

As infecções por fungos — na pele (frieiras) ou nas unhas (onicomicoses) — são as mais frequentes nos salões de beleza e também são de tratamento mais simples. No caso das de pele, entre uma e quatro semanas. As de unha, cerca de quatro meses.

Mas o que realmente preocupa os médicos são as doenças transmitidas por vírus.

"O vírus da hepatite B fica na superfície por até seis dias. Já o vírus da hepatite C pode ficar até 24 horas e o do HIV durante até uma hora. Imagine que um alicate que tenha entrado em contato com o sangue de alguém infectado seja usado em outra cliente, entre em contato com o sangue de outra pessoa", acrescenta Ingrid.

A principal orientação da infectologista é para que se leve o próprio alicate quando for fazer as unhas. Além disso, é importante a vacinação contra a hepatite B, uma doença sem cura.

"É uma vacina de excelente eficácia e disponível no nosso meio, tanto para as profissionais do salão de beleza como para as usuárias."

Em caso de corte, água corrente e sabão são suficientes para neutralizar os patógenos. A médica contraindica o uso de substâncias abrasivas, como álcool e água oxigenada.

Outras infecções possíveis de serem adquiridas ao fazer as unhas são as de origem bacteriana.

"Se a unha do pé ou a área ao redor da unha parecer vermelha, quente ou inchada alguns dias após a pedicure, você pode ter uma infecção bacteriana na pele ou nas unhas. O tratamento pode incluir antibióticos e possivelmente uma incisão para drenar a área", explica um trecho de um artigo da Cleveland Clinic, nos Estados Unidos.

Por fim, a especialista também orienta sobre a importância de se manter os cuidados para a prevenção da Covid-19 em salões de beleza, especialmente com o uso de máscara.

Neste tipo de ambiente, as pessoas normalmente ficam muito próximas e conversam, o que é um facilitador para a transmissão do coronavírus.

"A Covid também é uma doença que pode ser adquirida dentro de um salão de beleza."

R7

Esqueça as injeções ou os sprays nasais para se vacinar contra a Covid-19. Cientistas do IPP (Instituto Politecnico do Porto), de Portugal, estão desenvolvendo um imunizante que poderá ser ingerido em um iogurte líquido ou no suco de frutas.

A vacina comestível será feita a base de plantas de frutas e probióticos (alimentos com micro-organismos vivos, que ajudam à saúde) modificados geneticamente. De acordo com Rúben Fernandes, biólogo do Laboratório de Biotecnologia Médica e Industrial do IPP e responsável pelo projeto, o diferencial para os imunizantes convencionais é que essa vai estimular a imunidade das pessoas e não a neutralização do vírus.

"Ambas as vacinas são produtos preventivos, mas neste caso a vacina, vou dizer convencional, neutraliza uma infeção e as vacinas comestíveis têm a propriedade de poderem potenciar as outras vacinas comuns”, disse ele à Agência Lusa de notícias. A ideia surgiu no começo da pandemia, mas nos últimos seis meses o projeto começou a ganhar mais força. Os cientistas estão na fase de testes in vitro (nos laboratórios) e o próximo passo e começão os ensaios clínicos em animais, que serão ratos, peixes e uma espécie de minhoca.

Por enquanto, o estudo segue apenas com a modificação de probióticos para que a vacina seja viabilizada mais rápido. O biólogo afirmou ao canal que a expectativa é virar realidade entre seis meses e um ano. "Os probióticos são bactérias que podem ser rapidamente transformadas. Já para fazer com os frutos, demoraria mais tempo porque as plantas precisariam crescer e dar frutos para serem usados pelo indústria e transformados em suco", explicou ele.

O projeto está sendo financiado por Fernandes, mas ele reconhece que numa fase final, terá de se unir à indústria alimentícia para o imunizante chegar ao consumidor final e ser produzido em larga escala.

O objetivo dos pesquisadores e conseguir produzir uma vacina que pode ser oferecida para a população, com preços mais baixos e de forma sustentável. O projeto visa produzir proteção contra a Covid-19, mas o pesquisador acredita que a descoberta poder ser eficaz também contra outras doenças infecciosas.

R7

Num estudo que envolveu aproximadamente 80 mil pessoas, fumadores de cigarros eletrônicos ('e-cigarretes') tiveram o seu primeiro AVC com uma idade média de 48 anos - comparativamente, a 11 anos antes aqueles que fumam cigarros tradicionais. Apesar da incidência de um derrame ou acidente vascular cerebral (AVC) ser mais frequente entre fumadores de cigarros considerados tradicionais, quem consome cigarros eletrônicos registra uma probabilidade 15% superior de experienciar a condição mais cedo comparativamente aos primeiros, conforme explica um artigo publicado na revista Galileu.

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Tal, trata-se de uma das conclusões preliminares de uma pesquisa que será apresentada em breve no evento virtual da Associação Americana do Coração (AHA), entre 13 e 15 de novembro deste ano.

"O público tem de saber que a segurança dos cigarros eletrônicos não foi comprovada como segura e não deve ser considerada uma alternativa ao tabagismo tradicional", compartilha Urvish K. Patel, diretor do departamento de saúde pública e neurologia da Escola de Medicina Icahn em Mount Sinai, nos Estados Unidos, e um dos autores do estudo, num comunicado emitido à imprensa.

Os investigadores detectaram que, entre usuários dos chamados 'vapes', as ocorrências de AVC sucediam, em média, aos 48 anos. Entretanto, entre os consumidores de tabaco tradicional, em que o problema tende a dar-se por volta dos 59.

No entanto, quem usa as duas opções apresenta um risco mais elevado de sofrer um AVC aos 50 anos.

A conclusão, confirma a Galileu, advém da análise de dados de 79.825 adultos com histórico de derrame adeptos de cigarros tradicionais, eletrônicos ou ambos. Sendo que entre os voluntários 7.756 (9,72%) consumiam cigarros eletrônicos; 48.625 (60,91%) usavam cigarros comuns, e para 23.4444 (39,37%) utilizavam as duas formas de tabaco.

De acordo com os acadêmicos, o AVC é definitivamente mais preponderante entre os fumadores de cigarros tradicionais do que entre os utilizadores da versão eletrônica ou pessoas que utilizavam ambos: 6,75% em comparação a 1,09% e 3,72%, respetivamente. Todavia, e ainda assim, quem opta pelos eletrónicos têm um risco 15% superior de sofrer um acidente vascular cerebral cerca de 10 anos antes.

Ao invés de inalar a fumaça proveniente da queima do tabaco, que por sua vez expele milhares de substâncias tóxicas dentro do organismo, os utilizadores dos 'e-cigarretes' inalam o vapor contido no líquido desses dispositivos, que funcionam através de uma bateria de lítio, alerta a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Noticias ao Minuto Brasil

Foto: Shutterstock

A agência reguladora europeia para o setor de medicamentos (EMA, na sigla em inglês) anunciou, nesta quinta-feira (11), a aprovação na União Europeia, pela primeira vez, de dois tratamentos com anticorpos contra o coronavírus.

Em um comunicado, a EMA disse ter aprovado o uso de um tratamento do laboratório farmacêutico suíço Roche, o Ronapreve, e de outro, do laboratório sul-coreano Celltrion, chamado Regdanvimab.

Pílulas anti-Covid

As empresas farmacêuticas americanas MSD (Merck Sharp and Dohme) e Pfizer anunciaram resultados animadores para os primeiros tratamentos orais contra a Covid-19, enquanto um antidepressivo também mostrou sinais promissores, o que pode abrir um novo capítulo na luta contra a pandemia. Trata-se de antivirais que atuam para reduzir a capacidade de replicação do vírus e, assim, desacelerar a progressão da doença. A proposta é que sejam administrados, em pílula ou comprimido, logo que surgirem os primeiros sintomas da Covid-19, com o objetivo de evitar formas graves da doença e, portanto, a hospitalização.

AFP