sojaA produção de grãos do Piauí deve ultrapassar à do Maranhão em mais dois ou três anos. A estimativa é de técnicos da Superintendência Regional da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), tomando por base o último levantamento de safra realizado pelo órgão, no fim de março. Nesse caso o Estado passará a ocupar o segundo lugar na produção de grãos do Nordeste, ficando atrás apenas da Bahia.


Segundo José Drummond de Carvalho, do Setor de Apoio de Logística de Oferta, da Conab, no Piauí, na média, na safra deste ano, o Piauí já terá uma produtividade maior que a do Maranhão e apresentará um crescimento em torno de 17,9% em sua produção, enquanto os maranhenses deverão crescer apenas 6,5%. “Com o crescimento que vem se verificando, acredito que em dois anos o Piauí já possa ser o segundo maior produtor de grãos do Nordeste”, avalia José Drummond de Carvalho.


Drummond acrescenta que o Piauí tem muito espaço para plantar e que esse não será um problema na hora de expandir as plantações no Estado. Segundo ele a análise aponta que, na safra atual, o Maranhão apresenta uma área plantada superior à do Piauí em 500 mil hectares, mas a distância entre os dois vem diminuindo ano após ano.


Para a próxima safra, só uma empresa  deverá plantar 50 mil hectares de soja no município de Baixa Grande do Ribeiro. Na safra deste ano, pela primeira vez, a soja do Piauí alcançará uma produtividade de 3 mil quilos por hectare, o mesmo índice do Maranhão, mas na média geral de todos os produtos deverá ficar em 2.174 quilos por hectare, superior aos 2.025 quilos maranhenses. A Bahia, maior produtor do Nordeste, mantém a liderança com uma produtividade de 2.454 quilos por hectare.



Aline Damasceno

O governo federal deve lançar este ano um programa para ampliar o número de aeroportos regionais no país. De acordo com o ministro da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, Wagner Bittencourt, a meta é que, até 2014, existam no país 210 terminais. Atualmente, há 130.

 

“Esse trabalho está adiantado, estamos definindo, assim como estamos fazendo com os aeroportos maiores, de que forma aumentamos a malha brasileira para atender melhor e em maior proporção a população. Esperamos fechar [o programa] em pouco tempo e lançá-lo”, informou ele, que participou hoje, 16, no Rio de Janeiro, de um seminário sobre processos de concessão e parcerias público-privadas no país.

 

Wagner Bittencourt explicou que o programa será implementado com recursos do Fundo Nacional da Aviação Civil, criado em abril do ano passado, que conta com aproximadamente R$ 2 bilhões por ano. O ministro acrescentou que o fundo é formado, em parte, por recursos obtidos com as concessões dos aeroportos, além da arrecadação de percentuais da receita bruta dos terminais concedidos, entre outros.

 

“Precisávamos ter na modelagem [dos contratos de concessão] alguma coisa que transferisse recursos dos grandes aeroportos para a ampliação dos aeroportos regionais, que serão importantes para os usuários que voam cada vez mais. Com isso, vamos atender cerca de 94% da população brasileira. Hoje, os aeroportos nacionais atendem menos de 80%”, ressaltou.

 

Segundo o ministro da Secretaria de Aviação Civil, o governo ainda estuda como esses novos aeroportos serão geridos, mas ele destacou que a construção ficará a cargo dos estados.

 

Durante o evento, Bittencourt também disse que o governo ainda não definiu a realização de novas licitações de grandes aeroportos e que está avaliando “a oportunidade e o momento” de promovê-las. Ele lembrou que os contratos de concessão dos três aeroportos privatizados no leilão promovido em fevereiro - Guarulhos, Viracopos e Brasília – serão assinados no dia 25 de maio.

 

O ministro destacou que os terminais passarão por uma fase de transição e durante seis meses ficarão sob gestão compartilhada.

 

“Após esse período, estarão completamente sob o controle do concessionário privado, para que tenhamos mais investimentos de qualidade e novos métodos de gestão, com mais competição entre eles, e com isso teremos melhores serviços prestados aos usuários”, ressaltou.

Agência Brasil

O Corpo de Bombeiros do Piauí receberá, até o mês de maio, novos equipamentos que reforçarão a segurança dos agentes, bem como possibilitarão uma maior eficiência no trabalho realizado pela corporação. Dentre os equipamentos adquiridos estão dois desencarceradores, além de 15 equipamentos de recepção autônoma. O material foi adquirido por meio de um convênio do Governo do Estado com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), custando aproximadamente R$ 200 mil.

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Segundo o coronel Manuel Santos, comandante do Corpo de Bombeiros, os equipamentos já foram comprados. Os desencarceradores, por exemplo, servirão para retirar as vítimas presas em ferragens de automóveis ou qualquer ambiente que envolva estruturas metálicas, que necessitem ser cortadas. “Estamos trabalhando para melhorar cada vez mais a estrutura oferecida nos batalhões, o que refletirá diretamente no desempenho dos bombeiros junto à população”, ressalta.

 

Outra aquisição que está em fase de licitação é o veículo de modelo bitrem, que tem dupla função: abastecer os veículos e apagar o fogo em incêndios. De acordo com o coronel Santos, esse tipo de carreta é bastante funcional, visto que ela pode ser usada em incêndios de maior porte. O caminhão é do tipo 6x2, semi-reboque, com três eixos para tanques com capacidade de transporte de 48 mil litros d’água e acessórios.

 

A solicitação já foi feita ao Governo do Estado, além da entrega de um estudo contendo os impactos funcionais que a compra trará para o trabalho da corporação no Estado. O governador Wilson Martins, por sua vez, já autorizou a nova aquisição, que será executada aos moldes do Corpo de Bombeiros do Sergipe.


ATUALIZADA às 18:39h

Em contato com o tenente Carlos Augusto, comandante do Corpo de Floriano, ele informou ao piauinoticias.com que o municipio florianense deve ser um dos beneficiados com esses equipamentos. "Tivemos essa informação já há algum tempo e estamos somente aguardando o que já nos foi prometido", disse ele, acrescentando que Parnaíba e Picos deverão também receber benefícios.



 

governodopi

A Assembleia Legislativa do Estado realiza nesta segunda-feira, 16, audiência pública para discutir a situação das 75 cidades piauienses que decretaram estado de emergência por causa da seca. A deputada estadual Liziê Coelho (PTB), autora da proposta de realização do encontro, alerta as autoridades para a possibilidade deste número ultrapassar mais de 150 municípios nos próximos meses se a falta de chuva continuar.

A audiência pública irá reunir Governo do Estado, prefeituras, parlamentares e a sociedade civil com o objetivo de discutir  ações e políticas públicas de ajuda ao homem do campo atingido pela estiagem. Durante o encontro, a parlamentar irá cobrar do Governo Federal que seja revista à decisão do Ministério do Desenvolvimento Agrário que suspendeu o repasse do Seguro Safra a 35 municípios do semiárido piauienses.

Das 38 cidades piauienses que realizaram o pedido, apenas Caridade do Piauí, Itaueira e São Raimundo Nonato foram beneficiadas. O Ministério afirma que os prejuízos apresentados nos relatórios repassados pelas prefeituras desses municípios a Brasília, não alcançaram a dimensão necessária para que o repasse do seguro seja efetivado. Segundo Liziê, é preciso que o Governo Federal reveja a metodologia de análise para aprovação deste repasse.

“Essa será uma das piores estiagens que o semiárido piauiense irá passar nos últimos anos. Os municípios e os governos Estadual e Federal devem trabalhar em conjunto para amenizar esse problema. Se nada for feito as famílias que moram nesses municípios correm o risco de ficarem sem água para consumo próprio e dos animais”, declarou.

Segundo Liziê, os municípios cumpriram a sua parte, mas uma análise incorreta do ministério tem prejudicado o homem do campo. “Para essas pessoas que vivem da agricultura familiar qualquer perda representa um prejuízo sem tamanho. O recurso do seguro safra é fundamental para que essas famílias possam sobreviver durante a estiagem”, disse.

Deverão participar da audiência o Governo do Estado, a APPM, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Estado, a Secretaria de Defesa Civil e prefeituras. “O tempo está passando e precisamos ser rápidos. Enquanto isso o homem do campo está sofrendo as consequências, precisamos agir. Mas para isso é preciso reunir todos os envolvidos nesse assunto e mobilizar e sensibilizar o Governo Federal sobre a situação desses municípios piauienses”, comentou.



Alepi

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