A liminar que rescindiu o contrato do meia Gustavo Scarpa com o Fluminense, concedida em 11 de janeiro deste ano, foi derrubada pela Justiça.
Em julgamento realizado nesta quinta-feira, no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, o clube das Laranjeiras conseguiu uma "vitória" por 5 a 4 e voltou a ter direitos sobre o jogador.
Scarpa atualmente defende o Palmeiras, time pelo qual marcou dois gols em oito partidas até agora.
Ele foi anunciado pela equipe paulista no dia 15 de janeiro (quatro dias depois de conseguir a liminar), assinando contrato por cinco anos.
O atleta ainda pode recorrer da decisão ao TST (Tribunal Superior do Trabalho), em Brasília.
No processo, Scarpa pediu a rescisão unilateral de seu contrato com o Fluminense, pagamento de valores atrasados e uma compensação referente ao que teria por receber até o fim de seu vínculo, até 2020, em um valor total que ultrapassa os R$ 9 milhões.
Ele fez sua estreia como titular pelo "Verdão" no último domingo, anotando dois gols na vitória por 3 a 0 sobre o Ituano, pelo Campeonato Paulista, e sendo eleito o melhor em campo.
O Corinthians conquistou nesta quarta-feira a sua primeira vitória na Copa Libertadores. Jogando na Arena Corinthians venceu o Deportivo Lara, da Venezuela, por 2 a 0 e assumiu a liderança provisória do Grupo 7 já nesta 2ª rodada. Emerson Sheik abriu o placar e Pernía marcou gol contra, após cruzamento de Rodriguinho. Clayson saiu de campo como um dos melhores jogadores em campo, ditando o ritmo do time da casa.
Com o empate por 0 a 0 na estreia, o Corinthians agora aparece com quatro pontos no Grupo 7, seguido pelo próprio Deportivo Lara, que tem três. Millonarios, com um ponto, ainda joga contra o Independiente, que não tem nenhum, nesta quinta-feira, às 21h30.
JOGO MORNO
Como não poderia ser diferente, o Corinthians começou o jogo arrasador dentro de casa. A opção de Fábio Carille foi escalar Clayson no meio de campo, além de Romero e Emerson Sheik mais à frente. Com mais velocidade, o treinador esperava conseguir furar a forte marcação do Deportivo Lara, que veio da Venezuela com um sistema defensivo sólido.
Clayson era o jogador mais incisivo do Corinthians. Com 14 minutos, ele recebeu pela esquerda, pedalou em cima da marcação de Aponte e cruzou rasteiro, mas Rodriguinho não conseguiu completar dentro da grande área. Aos 20, o meia atacante tabelou com Maycon na intermediária e arriscou contra o gol de Salazar, mas o goleiro cai para fazer a defesa.
O primeiro tempo terminou com o Corinthians controlando 65% da posse de bola, além de seis finalizações, contra apenas duas do Deportivo Lara. Faltava ao time da casa mais objetividade, problema mantido no segundo tempo. Muita troca de passe no campo de defesa e, além de algumas raras triangulações pelo lado direito, nenhuma chance de perigo criada.
CRESCEU
Até que aos 19 minutos, Fagner lançou para a grande área, Emerson Sheik dominou no peito e ajeitou para Romero na direita. O paraguaio, de primeira, cruzou novamente para o atacante, que testou com liberdade para o fundo das redes. A bola ainda tocou no chão e tirou o goleiro Salazar da jogada, no primeiro gol do Corinthians na Libertadores.
O Corinthians poderia ter ampliado na sequência, aos 24 minutos, mas Salazar desta vez conseguiu interceptar. Clayson recuperou a bola no campo de ataque e lançou Romero sozinho, frente a frente com o goleiro. O atacante perdeu a passada e acabou batendo mal, facilitando o corte do adversário, em uma das chances mais claras da partida.
Mais tarde foi a vez de Rodriguinho aparecer no jogo. O meia carregou a bola pela esquerda e tentou cruzar para o meio da grande área, mas, no meio do caminho, o zagueiro Pernía desviou e tirou Salazar da jogada. O goleiro foi encoberto e nada pode fazer para evitar o segundo gol do Corinthians, aos 31 minutos do segundo tempo, fechando a vitória.
PRÓXIMOS JOGOS
No domingo, às 16 horas, o Corinthians tem mais uma decisão, só que desta vez no primeiro jogo das quartas de final do Campeonato Paulista. O adversário é o Bragantino no estádio do Pacaembu, em São Paulo. Pela Libertadores, o próximo desafio é só no dia 14 de abril contra o Independiente em Avellaneda, na Argentina, pela 3ª rodada do Grupo 7.
A Fifa anunciou nesta quinta-feira que extinguirá os Mundiais Sub-20 e sub-17 e criará uma competição sub-18 que será disputada anualmente. A medida certamente terá consequências e mudanças boas e ruins para a base mundial. Eis aqui uma análise.
Quem ganha e quem perde?
Na estrutura atual, os europeus ganham muito. Porque têm uma competição sub-21 (que na verdade é sub-23) e a diferença no período de formação em relação aos jogadores das seleções sul-americanas aumenta de três para cinco anos. Se a Conmebol não se mexer, esse buraco na formação certamente prejudicará as seleções nacionais.
A competição terá um bom nível?
Em tese, sim. Com 48 participantes, é possível dar experiência a vários países. Além disso, a liberação dos jogadores será, em tese, mais fácil. E o fato da competição ser anual também ajuda bastante, pois acaba com a questão dos anos ímpares, sempre prejudicados na América do Sul.
O que a experiência da Copinha pode mostrar?
Quando a Copa São Paulo reduziu a idade dos jogadores, houve muita gente a favor, dizendo que iria "oxigenar" o torneio e dar "fôlego" aos clubes, porque "quem é bom, é bom aos 18". A bravata se mostrou um desrespeito total com o tempo maturacional dos jogadores, que deve, e muito, ser observado. Há quem estoure aos 18, aos 20 ou aos 24 anos. A medida, portanto, vai na contramão do que apregoa a boa formação.
Os africanos serão beneficiados nos resultados
Multicampeões do Mundial Sub-17, os africanos certamente vibram com a notícia, pois fisicamente sempre levam vantagem em torneios com limitação de idade menor. No sub-20 essa vantagem diminui, mas no sub-18 é flagrante.
O que essa mudança gera?
A necessidade da criação de uma grande competição sub-21 ou sub-23 parece bem clara. Ou o aumento da valorização do torneio olímpico, tão desprezado pela própria Fifa.
O que deverá acontecer com essa necessidade?
Absolutamente nada. Base, em geral, só é vista quando a seleção principal perde. Aí entram os discursos genéricos de "Não formamos mais ninnguém", ou "Não temos mais craques como antigamente". Fora isso, é tratada nos poderes mais altos como algo secundário, objeto de disputa política interna ou propaganda quase "enganosa", no caso de muitos títulos. E assim caminhará a humanidade.
Se o desempenho fora de casa foi o grande vilão do Flamengo na Libertadores em 2017, desta vez a equipe começou bem diferente o torneio. Nesta quarta-feira, em Guayaquil, o time rubro-negro iniciou atrás do Emelec e parecia que acumularia mais uma derrota como visitante. Mas Vinicius Junior precisou de apenas 15 minutos em campo para marcar dois belos gols e selar a vitória por 2 a 1.
O talento do garoto de 17 anos deu o primeiro triunfo e fez o Flamengo recuperar os pontos perdidos com o empate da estreia diante do River Plate, em casa. E o triunfo poderia ter sido ainda mais tranquilo, não fossem as inúmeras chances perdidas por Henrique Dourado, em noite para ser esquecida.
Mesmo assim, o Flamengo chegou a quatro pontos e lidera o Grupo D, deixando Emelec, River Plate e Independiente Santa Fe - que ainda se enfrentam na rodada - com um. Na próxima rodada, o time carioca recebe o Santa Fe, no dia 18 de março, mas antes, volta as atenções para a Taça Rio, pela qual encara a Portuguesa no domingo.
SE SEGURA, MENGÃO!
Embalado pela pressão da torcida, o Emelec foi para cima nesta quarta e levou perigo com um minuto, em chute de longe de Luna. Mas o Flamengo não se assustou, foi para cima e acabou prejudicado aos seis. Diego tentou o lançamento para Éverton Ribeiro na área, mas Guagua cortou com a mão. O árbitro ignorou o lance e marcou escanteio.
O Emelec adiantava a marcação e sufocava o Flamengo, que parecia apostar no contra-ataque. No primeiro que conseguiu encaixar, Paquetá recebeu pela direita e bateu em cima do goleiro. Se não levava grande perigo, o time rubro-negro via Diego Alves passar sem ter que trabalhar.
A sorte do Flamengo poderia ser melhor se Henrique Dourado estivesse em um bom dia. Aos 27, o esforço de Everton resultou em um grande momento para o centroavante, que demorou para bater e se atrapalhou. Aos 39, foi a vez de Diego encontrar Dourado, que, novamente, demorou e acabou travado.
Foi pelo alto, então, que o Flamengo exigiu que Dreer suasse. Aos 41, Rodinei cobrou escanteio da direita, Rhodolfo cabeceou no canto esquerdo e o goleiro voou para espalmar. No minuto seguinte, outro cruzamento da direita de Rodinei, que encontrou Dourado. Mas o atacante finalizou para fora.
TEM ESTRELA!
O Flamengo voltou para o segundo tempo superior, dominando a posse e sem deixar que o Emelec o sufocasse. Mas quando o jogo parecia controlado, a primeira ida do Emelec ao ataque resultou na abertura do placar. Aos 19, Quiñonez deu lançamento para Angulo, que aproveitou cochilo de Juan, dominou com estilo e bateu. A bola desviou em Rhodolfo e matou Diego Alves.
Imediatamente, Carpegiani colocou Vinicius Junior na vaga do - mais uma vez - inoperante Éverton Ribeiro. E deu certo. Na primeira bola que pegou, o atacante mostrou-se afobado e errou. Mas na segunda, exibiu todo seu talento para passar no meio de dois marcadores, cortar Mejía e finalizar firme, sem chances para Dreer. Tudo igual, aos 32 minutos.
O Flamengo cresceu com o empate e, aí, Henrique Dourado mostrou que não estava mesmo em um bom dia. Aos 34, recebeu cruzamento perfeito de Diego e cabeceou para fora. Pouco depois, perdeu chance ainda mais impressionante. Após ajeitada de Juan, apareceu sozinho quase na pequena área e jogou por cima.
Se Dourado não resolvia, Vinicius Junior se tornou o herói da virada aos 39 minutos. Após longo lançamento para o campo de ataque, o garoto tocou para Diego, que só ajeitou de volta. Ele, então, emendou de primeira, mesmo de esquerda, e selou o resultado.