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É bem verdade que o ataque é o setor que gera mais dúvidas no Fluminense, tanto internamente quanto por parte da torcida. No entanto, a defesa também vem passando por alterações em quase todas as partidas recentes. Mas o motivo não é necessariamente ruim. Antes preteridos, Digão e Luccas Claro cresceram e esquentaram a disputa por vagas na equipe do técnico Odair Hellmann, que usou três duplas diferentes em dois meses. Apesar disso, os números ainda são bem abaixo do esperado.

fluminesnse

Desde o início do Campeonato Brasileiro, o Tricolor saiu de uma partida sem sofrer gols apenas uma vez na competição, contra o Athletico-PR. Foram 13 gols sofridos em 10 jogos. Esse número faz do Fluminense o time com a quarta pior defesa do Brasileirão, empatado com Goiás, Sport e Flamengo. Red Bull Bragantino, com 16, Bahia, com 15, e Corinthians, com 14, estão à frente na lista, alguns deles com um jogo a menos.

Para a partida da Copa do Brasil, a dupla titular deve sofrer alterações novamente. Digão saiu com dores contra o Corinthians e Nino provavelmente retornará ao posto que antes era indiscutivelmente seu desde que voltou do Pré-Olímpico com a Seleção Brasileira. Antes disso, inclusive, com o jovem fora e Matheus Ferraz ainda longe dos 100% por uma lesão grave, Digão e Luccas Claro fizeram parceria em boa parte dos jogos no início da Taça Guanabara. No entanto, eles passaram a ser terceira e quarta opção.

Luccas, que não jogava desde fevereiro, aproveitou as lesões de Digão e Ferraz para se estabelecer e não sair mais da equipe, apenas quando foi poupado, contra o Atlético-GO. Neste jogo, Digão foi o escolhido para "tapar o buraco", assim como aconteceu contra o Atlhetico. No entanto, no Fla-Flu ele foi escolhido e desbancou Nino, assim como no jogo deste domingo, com o Corinthians.


Odair Hellmann frequentemente menciona "detalhes que decidem as partidas", normalmente contra o Flu, em suas entrevistas coletivas. E para entender as constantes trocas também é preciso analisar justamente esses pequenos lances que vem mudando todas as partidas do Fluminense, para o bem e para o mal. De gols no início ou no fim até algumas falhas, tudo passa pelo setor defensivo.

Em um recorte das últimas partidas, Nino falhou no gol do Corinthians e no lance que gerou a expulsão de Hudson, contra o Atlético-GO. O jovem também deu o bote errado no segundo gol do São Paulo e ainda contou com falha generalizada de marcação para Luciano aparecer sozinho na área, algo que também aconteceu no terceiro, marcado por Victor Bueno. No primeiro, que deu o empate à equipe paulista, Egídio marcou mal. Luccas Claro não foi bem no posicionamento em um dos gols do Flamengo. Contra o Vasco, já nos minutos finais, Talles Magno apareceu livre para aproveitar o rebote e diminuir.

Muitos destes lances estão surgindo das laterais do campo, seja com cruzamentos na área com bola rolando ou em cobranças de falta. A marcação por zona feita pelo Flu frequentemente apresenta brechas e, por isso, a equipe tem se complicado.

- Trabalhamos, visualizamos os gols que a gente leva. Claro que quando o adversário consegue chegar com profundidade pelo lado, com um bom cruzamento ele dá perigo. Nós também, quando conseguimos essa jogada. Temos conversado bastante, porque não conseguimos trabalhar, ir para o campo fazer esse enfrentamento e esse tipo de trabalho, além de mostrar os vídeos. Mas temos ido bem. Sempre que o que corrigir, mas vamos corrigir ganhando - disse o técnico Odair Hellmann após a vitória contra o Corinthians.

- Temos que corrigir essa situação de tomar o gol no final, já tinha acontecido contra o Vasco. Não pode levar esses gols desta maneira, mesmo vencendo, porque você oportuniza o adversário que não foi melhor e não jogou para vencê-lo a entrar na partida de novo. É ter atenção aos detalhes. Levamos gol cedo no último jogo e agora fizemos um gol cedo - completou.

O Fluminense volta a entrar em campo nesta quarta-feira, às 21h30, contra o Atlético-GO. A partida é válida pelo confronto de ida pela quarta fase da Copa do Brasil.

 

Lançe

Fotos: Divulgação/Fluminense FC

 

corinthiNo dia seguinte ao forte protesto promovido por algumas dezenas de torcedores no aeroporto de Guarulhos, o clima no Corinthians foi de consternação e indignação.

A Gazeta Esportiva ouviu relatos de jogadores, dirigentes e também de membros da torcida organizada Gaviões da Fiel.

Dentro do elenco, todos ficaram inconformados, muito irritados. O temor é pela reação dos mais jovens. Araos e Cantillo, por exemplo, demonstraram muito medo por tudo que aconteceu.

Os jogadores também estão bastante incomodados por terem sido apontados como responsáveis pela queda do técnico Tiago Nunes. Os mais experientes esperam que a diretoria chame essa responsabilidade.

O clube também sofreu críticas internas por não ter conseguido dar a proteção ideal aos seus atletas. A justificativa apresentada é de que para a delegação usar uma saída alternativa do aeroporto seria necessário um acordo prévio.

Além disso, uma análise sobre a necessidade também é feita pela administração do local. Como a maior parte do grupo de torcedores chegou quando o elenco já havia desembarcado, o clube se viu sem alternativa e encurralado.

Membros da comissão técnica e dirigentes falaram em “minutos de terror”. “Qualquer dia vai acontecer uma tragédia”, disse uma das pessoas da delegação à reportagem.

Os torcedores que protagonizaram o protesto defendem a tese de que não agrediram ninguém fisicamente, mas também há dentro da própria torcida organizada quem entenda que o tom da cobrança tenha sido alto demais.

Durante a tarde dessa segunda-feira, houve uma reunião entre a cúpula alvinegra com o grupo de atletas e comissão técnica. As insatisfações foram externadas e, após isso, o presidente Andrés Sanchez resolveu convocar uma entrevista coletiva para a tarde desta terça-feira.


O Corinthians volta a campo na quarta, contra o Bahia, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, às 21h30 (horário de Brasília), na Neo Química Arena.

 

Foto: Rodrigo Coca/Corinthians

 

O Athletico-PR embarcou para a Bolívia com desfalques na delegação para o jogo desta terça-feira, contra o Jorge Wilstermann-BOL, às 19h15, pela terceira rodada do Grupo C da Copa Libertadores.


O zagueiro Thiago Heleno tem uma pré-disposição genética sanguínea e por isso não é recomendado que ele pratique esporte na altitude. A cidade de Cochabamba, onde será o jogo desta terça, fica a 2.570 metros do nível do mar.

Léo Cittadini ainda não se recuperou de uma entorse no tornozelo que o tirou do jogo contra o Coritiba. Nikão é desfalque pelo mesmo motivo, mas, diferente do companheiro, ele atuou no clássico, sendo substituído no segundo tempo após se contundir.

Expulso na segunda rodada da Libertadores, contra o Colo Colo-CHI, o goleiro Jandrei é outro que ficou em Curitiba. Ele, porém, vinha sendo reserva de Santos. Anderson e Bento são os outros jogadores da posição que viajaram para a Bolívia.

O provável Furacão é: Santos; Jonathan, Felipe Aguilar, Pedro Henrique e Márcio Azevedo; Wellington, Erick e Christian; Geuvânio, Fabinho e Guilherme Bissoli.

O Grupo C é o mais equilibrado da Libertadores até aqui, onde todos os times conquistaram três pontos em dois jogos. Além de Jorge Wilstermann-BOL e Athletico-PR, a chave ainda tem Peñarol-URU e Colo Colo-CHI.

 

futebolinterior

santoslibertaO Santos recebe nesta terça-feira o paraguaio Olimpia na partida que irá definir a liderança do Grupo G e na qual uma vitória deixará bem encaminhada a vaga para as oitavas de final da Copa Libertadores.

O jogo, válido pela terceira rodada da chave, será às 21h30 (horário de Brasília), no estádio Vila Belmiro, em Santos.

- Encaminhar a classificação -

O time santista, dirigido por Cuca, considera este confronto como um "clássico". Não só por reunir dois grandes do continente - com seis títulos da Libertadores em campo - mas também por serem os dois únicos invictos do grupo.

O Peixe lidera a chave com seis pontos, após vitórias sobre o equatoriano Delfín e o argentino Defensa e Justicia. Antes da interrupção do torneio por conta da pandemia da covid-19, os paraguaios empataram com o time do Equador e venceram a equipe da Argentina.

"É preciso aproveitar quando o líder joga contra o vice-líder", disse o técnico do Santos em entrevista coletiva no domingo.

"Estamos preparados para um jogo duro e difícil", acrescentou.

Uma vitória em casa deixaria a equipe brasileira com grandes chances de passar às oitavas, já que o Delfín tem um ponto e o Defensa y Justicia ainda não pontuou (ambos se enfrentam na quinta-feira, em Buenos Aires).

Já uma derrota para o adversário desta rodada embolaria a situação do grupo.

- Irregularidade -

Apesar ter tido um bom desempenho na Libertadores antes da interrupção provocada pelo coronavírus, o Santos tem se mostrado irregular desde o início do Campeonato Brasileiro, que começou há pouco mais de um mês, após a proibição da realização de eventos esportivos por conta da pandemia.

Após dez rodadas disputadas no Brasileirão, a equipe paulista está em sétimo lugar, com 15 pontos, fruto de quatro vitórias, três empates e três derrotas.

No domingo, empatou por 2 a 2 com o São Paulo no clássico regional, em duelo no qual levou a campo vários reservas para poupar os titulares para o jogo da Libertadores.

Para o confronto com o Olimpia, o Santos aposta no desempenho de seus dois destaques: o artilheiro Marinho e o volante lateral venezuelano Yeferson Soteldo.

A Libertadores “é uma competição que todos querem jogar”, afirmou Lucas Lourenço, que surge como opção do banco para o meio-campo.

 

- Dúvida significativa -

O Olímpia também chega com seus pesos pesados. Ao contrário de vários campeonatos sul-americanos, paraguaios e brasileiros estiveram entre os primeiros a retomar as atividades futebolísticas na atípica temporada de 2020.

Após onze jogos pelo Campeonato Paraguaio, a equipe comandada por Daniel Garnero está na terceira colocação, sete pontos atrás do líder Cerro Porteño.

A equipe vem de uma goleada de 4 a 0 sobre o River Plate pelo torneio nacional, na qual atuou com time reserva.

"Confiamos totalmente nos jogadores que temos. A ideia é clara e eles a respeitam", afirmou o treinador.

Garnero conta para o jogo diante do Santos com a volta do goleiro titular Alfredo Aguilar, no lugar de Daniel Azcona. Ele também terá seu novo reforço, o atacante Isidro Pitta, mas vai esperar até o último minuto pelo lesionado Derlis González, que disputou duas temporadas pelo Santos.

O incansável Roque Santa Cruz vai liderar o ataque, acompanhado no meio-campo pelo agressivo Richard Ortiz.

Prováveis escalações:

Santos: João Paulo - Madson, Lucas Verissimo, Luan Peres, Felipe - Alison, Diego Cristiano - Lucas Braga, Arthur Gomes, Yeferson Soteldo - Marinho.

Técnico: Cuca.

Olimpia: Alfredo Aguilar - Sergio Otálvaro, José Leguizamón, Antolín Alcaraz, Iván Torres - Alejandro Silva, Nicolás Domingo, Richard Ortiz, Rodrigo Rojas - Roque Santa Cruz y Néstor Camacho.

Técnico: Daniel Garnero.

Árbitr: Leodán González (URU), auxiliado por Nicolás Tarán (URU) e Richard Trinidad (URU)

 

raa/js/cl