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O Botafogo já anunciou as saídas, mas ainda busca acordo para as rescisões dos contratos de Cícero e Ruan Renato. Na tentativa de evitar um novo caso Carli, a diretoria quer se entender com os atletas para que a economia nas contas não se torne, no futuro, prejuízo com possíveis ações judiciais.


Das três saídas anunciadas na última segunda-feira, apenas o lateral-esquerdo Danilo Barcelos rescindiu de forma amigável. Isso porque o defensor recebeu proposta do Fluminense e solicitou a dispensa. Diferentemente de Cícero e Ruan Renato, que esperavam continuar em General Severiano.

Agora, as partes precisam entrar em consenso para evitar litígio judicial. A negociação está a cargo do ex-presidente Carlos Augusto Montenegro e do vice-presidente Ricardo Rotenberg, ambos integrantes do comitê de futebol. A intenção é evitar que o desfecho seja o mesmo de Joel Carli, que não aceitou a rescisão e cobra indenização milionária na Justiça.

O caso de Ruan é considerado mais simples. Cícero demanda mais atenção pelos valores envolvidos. O volante renegociou o contrato no início de 2020, mas ainda era considerado caro para a posição que ocupava no elenco.


Grupo menor em prol das finanças
A dupla foi comunicada da decisão pelo técnico Paulo Autuori e não teve contato com dirigentes desde então. Na conversa, o treinador afirmou que gostaria de contar com os atletas no decorrer da temporada, mas as saídas seriam necessárias por questões financeiras.

As dispensas recentes, entre elas as de Carli e até de jogadores contratados nessa temporada, como Ruan Renato, geraram incômodo interno. Mas foram vistas como necessárias para diminuir a folha e buscar o fim dos atrasos salariais. Além de dar espaço para as contratações do segundo semestre. Não estão previstas novas saídas, a não ser em caso de proposta vantajosa.

Depois de um início de ano de muitas apostas, o clube foi mais certeiro no mercado e contratou jogadores com status de titular, como Victor Luis, Rafael Forster e Salomon Kalou. Há expectativa também sobre Carlos Rentería, volante anunciado na última quinta-feira.

GE

atleticoooA vitória do Atlético-MG por 3 a 0 sobre o São Paulo, nessa quinta (veja os lances acima), foi a mais elástica do time de Jorge Sampaoli no Brasileirão, até agora. Curiosamente, foi nesse triunfo com placar folgado que o Galo fez os piores 30 minutos sob comando do argentino. Os outros 60, porém, compensaram.


A meia hora inicial do Atlético no Mineirão foi muito ruim. O time foi extremamente vulnerável na defesa e nulo no ataque. Sofreu pressão, viu o Tricolor finalizar duas bolas na trave e até sofreu um gol, anulado pelo VAR por um impedimento milimétrico. Na sequência, o Galo se encontrou. A partir do primeiro gol de Alan Franco, a equipe se soltou em campo e venceu com autoridade.

Com exceção do péssimo início, o Galo fez partida convincente. O maior destaque positivo foi a correção de um problema que vinha aparecendo no Brasileirão: muito volume, pouca eficiência nas conclusões. Vamos aos números: contra o Botafogo, no Rio, o Atlético finalizou incríveis 31 vezes para marcar um gol. Contra o Inter, em Porto Alegre, foram 11 arremates, e nenhum deles balançou a rede adversária. Contra o São Paulo, em 14 finalizações, oito foram na direção do gol, e três entraram.


É legal observar também como os gols saíram. O Atlético vinha sentindo - e continua sentindo - a falta de Nathan. Era o jogador mais criativo do meio-campo atleticano e, sem ele, o setor perdeu muita qualidade. Nos últimos dois jogos, porém, uma peça apareceu bem para ocupar parte dessa lacuna: Alan Franco.

O equatoriano já havia feito ótimo jogo contra o Tombense, na finalíssima do Mineiro, mostrando dinâmica e inteligência para atacar espaços na zaga adversária. Fez isso mais uma vez contra o São Paulo, mostrando também poder de finalização - teve duas chances claras, marcou dois bonitos gols.

Roteiro dos gols
Os assistentes também precisam ser mencionados. Jair, o autor do passe para o primeiro gol, tem sido muito mais que apenas um ótimo marcador. A assistência para Alan Franco foi precisa, daquelas que geralmente saem dos pés de camisas 10. No segundo gol, Hyoran foi quem deu o passe (já havia sido importante roubando a bola na jogada que gerou o primeiro gol), o que aliviou um pouco a pressão sobre ele, que vinha sendo, com razão, muito cobrado por torcida e imprensa.

O terceiro gol saiu em mais uma jogada de escanteio. Pelo segundo jogo seguido, um tiro de canto reflete em gol de Jair. Dessa vez, o lance teve cobrança na segunda trave, escorada de Junior Alonso e conclusão do camisa 8. Criar alternativas e jogadas ensaiadas em tiros de canto é algo essencial para o time do Atlético, já que, até pelas características, a equipe tem uma média alta de escanteios a favor por jogo. Eles podem e devem ser bem aproveitados, como vem acontecendo.


Há espaço para melhoras significativas. Sempre há. O apagão inicial não pode se repetir, já que, se o oponente tivesse um pouco mais de sorte, poderia ter matado o jogo ainda no primeiro tempo. Na frente, os pontas podem e precisam render mais. Keno é um exemplo interessante: tem muita facilidade no "um contra um" e passa com facilidade pelos adversários, mas vem muito mal nos arremates (chegou a carimbar a trave no segundo tempo). Acertando a pontaria, tem tudo para ser um jogador decisivo.

De toda forma, o saldo foi muito positivo. Se um terço do jogo foi muito ruim, dois terços foram ótimos. A vitória é ainda melhor: recolocou o Galo no G-4, a quatro pontos do líder Inter e com um jogo a menos. O próximo duelo é no domingo, às 20h30 (de Brasília), com o Coritiba, no Couto Pereira. Se o Atlético reencontrou o caminho das vitórias, o desafio agora é retomar os triunfos fora de casa. O único no Brasileiro, até aqui, foi contra o Flamengo, na primeira rodada.

 

GE/(*) números do SofaScore

Foto: divulgação/Mineirão

dinizFernando Diniz disse que o São Paulo precisa fazer uma reclamação formal à CBF se não for exibida uma imagem que comprove o impedimento de Luciano no gol anulado com o auxílio do VAR durante a derrota por 3 a 0 para o Atlético-MG - a partida estava empatada sem gols quando o lance ocorreu.

  • Se o VAR tem razão, que essa imagem venha, para a gente ficar um pouco mais sossegado e o torcedor do São Paulo também, além de quem gosta de futebol. Até agora ninguém entende porque o VAR anulou o gol - disse o treinador.

  • - Se o VAR apresentar uma imagem que dê segurança de que estava impedido, não teria motivo para reclamar, mas a gente tem que ver a imagem. Se não ocorrer, o São Paulo tem que se manifestar. Senão a gente fica se sentindo lesado, com o uso do VAR inclusive - emendou.

A imagem exibida pela transmissão de TV não é conclusiva. Luciano parece estar na mesma linha do último zagueiro do Galo.


Rafael Traci, árbitro de vídeo em Belo Horizonte, ainda chamou o árbitro de campo para que observasse uma disputa entre Diego Costa e Marquinhos. No entendimento de Traci, Diego fez uma falta que impediu o atleticano de sair na cara de Volpi e, por isso, deveria ser expulso. Jean Pierre Gonçalves discordou e não puniu o são-paulino.

- Não entendo também como chamaram o VAR para ver o lance do Diego, sendo que o juiz estava do lado do lance. Aí o VAR chama para fazer aquilo e não chama para ver a agressão que ocorreu no jogo do Corinthians, uma coisa fácil de ver. O uso do VAR, desde o ano passado, tem sido equivocado em muitas ocasiões. Hoje foi equivocado ao extremo se ficar comprovado que o gol estava legal - emendou.

Ao citar o jogo contra o Corinthians, Diniz lembra do soco que Jô acertou no mesmo Diego Costa antes de uma disputa de bola no segundo tempo. O árbitro de vídeo foi acionado pelo árbitro de campo, mas não recomendou nenhuma punição ao atacante, que foi denunciado pelo STJD e pode ser punido no tribunal.

 

futebolinterior

Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

 

 

O Santos está insatisfeito com o VAR do Campeonato Brasileiro. Depois dos gols anulados do seu ataque contra o Flamengo e de sofrer outros dois gols contra o Vasco justamente com a influência da tecnologia, o clube da Baixada Santista não ficou parado e mandou uma reclamação para a CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

"Encaminhamos ofícios com lances, material desenvolvido pela análise de desempenho mostrando situações, questionamentos. Resultado não muda, mas clamamos por mais critérios, regulamentos mais tratados", comentou Pedro Doria, membro do Conselho de Gestão do Peixe, em entrevista à Rádio Bandeirantes nesta quinta-feira.

Os lances ocorridos nas partidas contra o Santos eram extremamente complexos. Por isso, a análise dos responsáveis pelo VAR levou mais tempo do que o normal, deixando os jogos paralisados por um tempo considerável.


"Se em cinco minutos não se define, não podemos esperar mais tempo. É inadmissível. Precisa ter um tempo balizador. Se em dois ou três minutos não se tomou decisão, a decisão é do árbitro", questionou Pedro Doria.

Em duas rodadas, o Santos perdeu cinco pontos no Campeonato Brasileiro jogando em casa. Por isso, o técnico Cuca também se mostrou muito irritado com o VAR e a arbitragem do Brasileirão. O Peixe também questiona lances das derrotas contra Internacional e Palmeiras.

 

gazetaesportiva