De acordo com as informações iniciais do Corpo de Bombeiros, o acidente teria sido causado pela queda de uma grua (guindaste utilizado para transporte de carga pesada) sobre uma parte da arquibancada do Itaquerão, estádio que será palco da abertura da Copa do Mundo de 2014.
O major Mauro Lopes, do Corpo de Bombeiros, chegou a anunciar que três funcionários da obra tinham morrido no acidente. Pouco tempo depois, porém, a corporação divulgou um comunicado para desmentir a informação inicial, ressaltando que, por enquanto, são dois mortos confirmados.
As vítimas ainda não foram identificadas pelas autoridades. O Corinthians já divulgou duas notas oficiais sobre o caso. Na primeira, disse "lamentar profundamente o acidente ocorrido". E na segunda, o clube decretou luto de sete dias pelos funcionários que foram mortos.
Com orçamento de R$ 820 milhões, o Itaquerão é um antigo sonho corintiano. Sede de São Paulo, o estádio receberá seis jogos na Copa de 2014, incluindo a abertura. As obras seriam entregues até o final de dezembro, mas, com o acidente desta quarta-feira, deve haver atraso.
O campeão da Copa do Brasil de 2013 será conhecido nesta quarta-feira, a partir das 21h50 (de Brasília), quando Flamengo e Atlético-PR se enfrentam no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), pelo segundo jogo da final. Na ida, na semana passada, houve empate por 1 a 1 e quem ganhar dessa vez dará a volta olímpica. Empate sem gols serve aos cariocas, pois os tentos anotados como visitante valem para critério de desempate. Novo 1 a 1 forçará a disputa de pênaltis e empates a partir de 2 a 2 farão os paranaenses comemorarem.
Jayme de Almeida, técnico do Flamengo, também não vê maiores influências do empate da ida no que vai acontecer nesta quarta-feira. Mas ele está otimista um pouco também por conta disso.
“Posso dizer sim que temos uma vantagem, mas ela é pequena, já que o adversário tem muita qualidade. Mas nosso time vem demonstrando ao longo desta Copa do Brasil que conseguiu maturidade suficiente para decidir as partidas e fazer aquilo que precisa para ganhar. Isso é o que me deixa mais confiante para o jogo desta quarta-feira”, disse Jayme.
Os jogadores flamenguistas concordam com o treinador, mas entendem que a principal força do time não está nem na maturidade dos atletas e sim no apoio que o Rubro-Negro carioca deverá receber das arquibancadas.
“Acredito que o Maracanã seja realmente o nosso principal aliado no jogo desta quarta-feira. A torcida do Flamengo teve um papel fundamental nesta Copa do Brasil, nos empurrando a eliminar adversários de grande qualidade técnica, como Cruzeiro e Botafogo, por exemplo. Mas uma vez teremos a oportunidade de decidir com ela do nosso lado e temos que aproveitar”, disse o lateral direito Leonardo Moura.
Em termos de escalação, Jayme de Almeida terá o lateral esquerdo André Santos, que teve uma torção no tornozelo esquerdo no jogo de ida, mas que se recuperou bem. Já o zagueiro Chicão não se recuperou a tempo de lesão muscular na coxa direita e foi vetado pelo Departamento Médico. Assim, Samir deverá ser o companheiro de zaga de Wallace.
Pelo rubro-negro paranaense, “fazer história” é o mantra do elenco desde a classificação para a final da competição. Perto de um título inédito, os jogadores querem escrever seu nome na sala de troféus do Furacão, conquistando uma vaga direta para a Libertadores da América e calando um Maracanã lotado. Porém, para isso, primeiro precisa passar pelo adversário, o que somente acontecerá se marcar no mínimo um gol.
Por isso, mesmo jogando fora de casa e com pressão, o técnico Vagner Mancini sabe que seu time precisará de equilíbrio para se defender bem e, com velocidade e bola no chão impor seu ritmo, criar as chances necessárias e aproveitá-las. Por isso, a primeira definição foi a escolha do substituir o meia Éverton, peça fundamental do meio-campo. Felipe, com boa atuação na goleada sobre o Náutico, deve ganhar vaga.
Mesmo com uma pequena chance de optar por mais um volante, no caso João Paulo, o próprio treinador praticamente descarta essa possibilidade, pregando a continuidade do sistema de jogo que tem dado certo. ‘Não tenho como mudar a forma do Atlético jogar, pedindo para eles muita posse de bola. Não é o que o Atlético faz em campo. O Atlético é um time de surpreender, que tem a transição com muita velocidade’, explicou.
Uma força extra estará fora de campo empurrando o Rubro-Negro paranaense. Pouco mais de seis mil atleticanos compraram ingressos e estarão nas arquibancadas empurrando o time. O momento é comparado ao título do Campeonato Brasileiro de 2001 e à final de Libertadores da América de 2005, dois principais momentos do clube em sua história. A rivalidade com o Coritiba também anima os torcedores, já que o rival disputou a decisão nas últimas duas decisões, sem sucesso, deixando a chance para o Furacão ser o primeiro time do Estado a conquistar o torneio.
Precisando muito mais do resultado, o Atlético-GO foi o time que procurou o ataque desde os minutos iniciais da partida, porém, com muito mais insistência do que com contundência. As principais jogadas puxadas pelo lado esquerdo, com Juninho, acabaram tendo finalizações precipitadas em função da ansiedade e foram facilmente freadas pela zaga do time paulista.
Mesmo mais ativo no ataque, o Dragão goiano sentiu que o rival era perigoso, principalmente depois que o atacante Jheimy, do Rubrão, aos 12 minutos, arriscou de fora da área um chute cheio de curva, o goleiro Márcio desviou , e a bola explodiu na trave direita do time goiano.
Após a saída do meia João Paulo, contundido, aos 28 minutos, o Atlético começou a perder o meio de campo e a ser pressionado. A blitz do Oeste que surtiu efeito aos 31 minutos: o lateral direito Eric cobrou falta da esquerda, em direção ao gol de Márcio, e o zagueiro Paulo Henrique desviou contra o próprio gol: 1 a 0 para o Rubrão.
Neste momento, o clima de ansiedade aumentava para o Dragão, pois o Guaratinguetá empatava seu jogo com o Paraná e essa combinação de resultados rebaixava os goianos para a Série C antes mesmo da última rodada. O Oeste se aproveitou disso e trocou bolas com inteligência para fazer o tempo passar e ir para os vestiários na frente do placar e com sua vaga na Série B garantida para 2014.
Reação a jato e fulminante
Para a segunda etapa, as duas equipes vieram com alterações: no Oeste, o técnico Luís Carlos Martins tirou de campo dois jogadores que estavam com cartão amarelo (Marcos Paraná e Memo) e colocou Paulo Vitor e Pablo; no Atlético, o técnico Gilberto Pereira tirou um lateral (Danilo Alves) e colocou um meio-campista (Régis) na tentativa mudar a postura de seus atletas e mandar seu time para o ataque.
E, para o Dragão, a mudança surtiu efeito logo aos 6 minutos: em sua primeira participação, Régis lutou por uma bola perdida e ganhou escanteio. Na cobrança curta, Fábio Lima recebeu na intermediária direita e soltou uma bomba, no ângulo, sem chance para o goleiro Fernando Leal: 1 a 1.
Dois minutos depois, Fábio Lima, de novo da intermediária direita, mandou outra bomba, desta vez bem defendida por Fernando Leal. Era o sinal de que o Dragão estava diferente. Aos 12 minutos, veio a confirmação: Juninho fez jogada individual pela direita, invadiu a área e chutou alto. A bola bateu no travessão e na trave direita de Fernando Leal antes de entrar e decretar a virada do Atlético: 2 a 1.
E antes mesmo de 20 minutos de bola rolando na segunda etapa, a reação virou goleada, e com direito a um herói: Fábio Lima, que voltou a marcar mais duas vezes, aos 17 e aos 19 minutos. No primeiro lance, pegou rebote de fora da área e chutou firme, no canto de Fernando Leal; no segundo, em contra-ataque, invadiu a área, driblou o goleiro e tocou para o gol vazio: 4 a 1 para o Dragão.
O técnico Luís Carlos Martins admitiu seu erro nas substituições e trocou o meia Paulo Vitor, que só jogou 18 minutos, pelo atacante Bruno Batata, na tentativa de evitar sua primeira derrota no comando da equipe. O Rubrão foi todo ao ataque, ainda diminuiu o placar, aos 34 minutos, com Piauí, que cobrou falta e contou com a falha do goleiro Márcio, mas o Dragão soube controlar a partida nos minutos finais para sair de campo com a vitória por 4 a 2 e a esperança renovada de decidir sua permanência na Série B na última rodada.
Edmundo sempre foi conhecido por declarações polêmicas e pelo fato de nunca fugir das perguntas durante uma entrevista. E nesta terça-feira não foi diferente. Durante participação no programa "Bola da Vez", da ESPN Brasil, o ex-atacante não titubeou ao afirmar que jogou melhor do que Ronaldo, pelo menos no que diz respeito à questão quantitativa.
"Sem pretensão nenhuma, eu joguei mais que o Ronaldo em um modo geral, não na seleção. Ele foi fantástico. Eu joguei mais tempo, 18 anos no profissional e com regularidade. Tanto que os números não vão mentir, eu fiz o dobro de gols dele. Mas eu não joguei na seleção como ele jogou. Ele é carismático, ganhou o rótulo positivo, é uma pessoa fantástica. Mas isso não é demagogia", cravou.
Além disso, o ex-jogador reclamou da falta de reconhecimento do torcedor brasileiro com os jogadores que atuam no país e criticou a extrema valorização dos estrangeiros.
"O brasileiro não dá valor, não valorizamos o que é nosso. No futebol brasileiro dá para citar nomes de estrangeiros que vieram para jogar aqui que são muito mais valorizados do que os nossos. No futebol brasileiro tem gente que diz que o Rincón é melhor que o Toninho Cerezo e não é. É minha opinião", disse.
Edmundo também falou sobre os problemas existentes no futebol brasileiro, que vão desde a falta de estrutura até a falta de pagamento de alguns atletas. De acordo com o ex-jogador, isso atrapalha a permanência de estrelas e afirmou que Seedorf deve deixar o Botafogo por estar "triste" com a situação no Brasil.
"As torcidas estão muito chatas. Isso de ir ao aeroporto jogar ovo. O Seedorf deve estar muito chateado. Não quero ser jornalista, mas pelo que eu ouvi ele falar em italiano, ele vai embora. 99% dos times tem CT, é muito por isso. Ter seriedade na hora de pagar", analisou.