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Na Rede Estadual do Piauí, estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) têm reescrito suas trajetórias e iniciado novos capítulos com a aprovação no Ensino Superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) 2026. Entre as histórias que simbolizam esse avanço estão as de Marcilene Maria da Silva, de 46 anos, e Larissa Nascimento Pereira Alves, de 19 anos, mulheres que tiveram suas vidas transformadas pela educação.

Do retorno à sala de aula à Licenciatura em Física

Egressa do CEJA Anísio Lima, no município de Altos, Marcilene Maria da Silva é casada, mãe de três filhos e conciliava os estudos com a rotina de trabalho e a vida familiar. Após anos afastada da escola, decidiu retomar os estudos motivada, sobretudo, pelo incentivo dos próprios filhos.

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“A gente muitas vezes projeta os sonhos nos filhos, mas eles crescem e constroem os próprios caminhos. Eu percebi que ainda tinha um sonho meu guardado: cursar uma faculdade”, relata.

Estudando no turno da noite, Marcilene encontrou na EJA um ambiente de acolhimento e incentivo. Segundo ela, o apoio dos professores e da equipe escolar foi determinante para sua permanência e sucesso na trajetória educacional. “O CEJA Anísio Lima é uma escola que abraça. Os professores incentivam, acompanham e chamam para seguir firme. Isso faz toda a diferença para quem chega cansada do trabalho e, muitas vezes, cheia de inseguranças”, destaca.

A aprovação no curso de Licenciatura em Física da Universidade Federal do Piauí (UFPI) representou não apenas uma conquista individual, mas um momento de celebração coletiva para toda a família.

“Já vivi a alegria de ver um filho aprovado na universidade. Agora, viver isso comigo foi uma experiência única. Eu gosto de Física porque me interesso por números e pela descoberta das coisas. Meu filho também faz Física, então pretendo cursar e seguir adiante”, afirma.

Aprovação em História e a vontade de ensinar

No sul do estado, em Floriano, a jovem Larissa Nascimento Pereira Alves, de 19 anos, estudante do CETI Jacob Demes, também transformou desafios em conquistas. Natural de Barão de Grajaú (MA), ela ingressou na EJA após engravidar aos 17 anos e enfrentar dificuldades para conciliar a gestação com o ensino regular.

Com o nascimento do filho, Timóteo, Larissa encontrou na EJA a possibilidade concreta de continuar os estudos. “No início foi muito difícil. Eu levava meu filho para a escola, meu esposo ficava com ele para que eu pudesse assistir às aulas, e ainda conciliava com o trabalho”, relembra.

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A rotina intensa não impediu o avanço. Mesmo com pouco tempo disponível, Larissa se dedicava aos estudos nas madrugadas e contou com o apoio dos professores e da equipe pedagógica, que acolheram tanto a estudante quanto o bebê no ambiente escolar.

“No dia do Enem, eu quase não consegui ir por não ter com quem deixar meu filho. Meu esposo abriu mão do sonho dele naquele momento para que eu realizasse o meu. Aquilo foi uma prova de amor enorme”, conta.

O resultado veio com a aprovação no curso de Licenciatura em História da Universidade Estadual do Piauí. “Meu sonho inicial era o Direito, mas foi na EJA que descobri o amor por ensinar. A sala de aula me mostrou que a educação é um caminho capaz de mudar vidas, inclusive a minha. Agora, entro na universidade com expectativa e vontade de aprender para, no futuro, compartilhar esse conhecimento”, destaca.

EJA como incentivo a novas oportunidades

As trajetórias de Marcilene e Larissa evidenciam o papel da Educação de Jovens e Adultos (EJA) como uma política pública estratégica da Secretaria de Estado da Educação do Piauí (Seduc/PI), ao garantir acesso, permanência e aprendizagem para estudantes que, por diferentes razões, precisaram interromper a vida escolar.

“Essas aprovações mostram que a escola pública do Piauí está preparada para transformar realidades, respeitando trajetórias, valorizando histórias e criando oportunidades reais para todos. A EJA é uma política que devolve às pessoas o direito de sonhar e de construir novos projetos de vida”, destaca o secretário de Estado da Educação, Rodrigo Torres.

Seduc-PI

Os estudantes que desejam concorrer a um financiamento das mensalidades do curso superior em uma faculdade privada podem se inscrever no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro semestre de 2026, até às 23 horas e 59 minutos desta sexta-feira (6), horário de Brasília.

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O programa do Ministério da Educação (MEC) oferece financiamento para estudantes cursarem a educação superior em instituições privadas que aderiram ao programa e possuem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

Inscrição A inscrição gratuita deve ser feita exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior com login na plataforma Gov.br. É preciso também informar um e-mail pessoal válido.

O candidato poderá se inscrever em até três opções de curso e alterar suas escolhas até o fim do prazo de inscrição. O MEC esclarece que a pré-seleção será para apenas uma das opções de curso, turno, local de oferta e instituição de educação superior.

Ao fazer sua inscrição no processo seletivo do Fies do primeiro semestre de 2026, o candidato deverá obrigatoriamente informar seu perfil (etnia/cor, se é ou não quilombola, se é ou não pessoa com deficiência, se concluiu ou não o ensino superior).

Vagas O Ministério da Educação (MEC) ofertará mais de 112.168 vagas para financiamento em 2026, sendo 67.301 vagas para o primeiro semestre, em 1.421 universidades, faculdades e centros universitários, para 19.834 cursos.

As vagas que eventualmente não forem ocupadas nesta edição serão ofertadas no segundo semestre.

Quem pode se inscrever Os candidatos que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010, poderão se inscrever no Fies, desde que tenham obtido média aritmética das notas nas cinco provas igual ou superior a 450 pontos e não tenham zerado a prova de redação.

Também é necessário possuir renda bruta familiar mensal por pessoa de até três salários mínimos (R$ 4.863, em 2026).

No caso das vagas destinadas às pessoas com deficiência (PCD), os candidatos deverão comprovar a sua situação por meio de laudo médico, com o código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (CID).  

Classificação A classificação no processo seletivo do Fies será realizada de acordo com a ordem decrescente das notas obtidas pelos candidatos no Enem, por tipo de vaga, grupo de preferência e modalidade de concorrência. Ainda serão priorizados os candidatos que:

não concluíram o ensino superior e não foram beneficiados pelo financiamento estudantil; não concluíram o ensino superior, foram beneficiados pelo financiamento estudantil e o tenham quitado; concluíram o ensino superior e não foram beneficiados pelo financiamento estudantil; concluíram o ensino superior, foram beneficiados pelo financiamento estudantil e o tenham quitado.
Fies Social O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 810,50, em 2026) e com inscrição ativa no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Os pré-selecionados que cumprirem as regras do Fies Social poderão solicitar a contratação do financiamento integral, com cobertura de até 100% dos encargos educacionais.

Caso a Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição privada de ensino superior identifique divergência na renda familiar declarada, poderá ser exigida a apresentação de documentação complementar para comprovação.

Resultado Conforme o edital do Fies, o resultado da pré-seleção na chamada única será divulgado em 19 de fevereiro.

Os estudantes pré-selecionados deverão acessar o Fies Seleção para complementar sua inscrição entre os dias 20 e 24 de fevereiro.

Lista de espera Os estudantes que não forem pré-selecionados na chamada única estarão automaticamente na lista de espera para preenchimento das vagas não ocupadas, observada a ordem de classificação.

A pré-seleção na lista de espera ocorrerá de 26 de fevereiro a 10 de abril.

Agência Brasil

Foto: © Tomaz Silva/Agência Brasil

O Instituto Federal do Piauí (IFPI), por meio da Pró-reitoria de Ensino (PROEN), concluiu a atualização dos Projetos Pedagógicos de Curso (PPC) dos Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio.

Os novos PPCs foram elaborados e consolidados no módulo PPC do SUAP-Edu, sendo, portanto, documentos produzidos diretamente na plataforma institucional. A partir dessa integração, as matrizes curriculares passam a ser geradas diretamente com base no PPC cadastrado no sistema, assegurando total alinhamento entre o documento pedagógico aprovado e a estrutura acadêmica executada.

De acordo com o pró-reitor de Ensino, Odimógenes Lopes, a iniciativa representa um ganho significativo para a gestão do ensino no IFPI, pois reduz inconsistências entre PPC e matriz curricular, evita retrabalhos, minimiza equívocos no cadastramento de componentes curriculares e fortalece a confiabilidade das informações acadêmicas. “O uso do módulo PPC do SUAP-Edu contribui para a padronização de procedimentos, otimização de fluxos internos e maior transparência nos processos institucionais, disse.

O pró-reitor também destaca que o trabalho foi resultado de um esforço coletivo que envolveu diferentes instâncias da instituição. “Queremos reconhecer e parabenizar todas as pessoas envolvidas nessa construção, desde a comissão inicial responsável pela definição das diretrizes que orientaram a reformulação dos cursos, passando pelos(as) servidores(as) dos campi que se dedicaram à construção dos documentos, até a equipe da Pró-reitoria de Ensino, que conduziu todo o processo com organização, diálogo e compromisso institucional”, falou.

Com essa iniciativa, o Instituto reafirma seu compromisso com a qualidade acadêmica, a inovação na gestão educacional e o fortalecimento da educação pública, gratuita e de excelência no estado do Piauí.

Confira os novos projetos pedagógicos dos cursos técnicos

Ifpi