A Universidade Estadual do Piauí, por meio da Pró Reitoria de Ensino de Graduação, PREG, torna público o Resultado do Recurso da Segunda Etapa do processo seletivo para preenchimento de vagas na modalidade Portador de Curso Superior, referente ao período letivo 2026.1, conforme disposições estabelecidas no Edital PREG nº 020/2025.
Reforçamos que a convocação para matrícula será realizada por meio de edital específico, a ser publicado no mês de janeiro, no site oficial da UESPI. Serão convocados exclusivamente os candidatos classificados dentro do número de vagas, conforme o quadro de vagas constante no Edital PREG nº 020/2025.
O governador do Piauí, Rafael Fonteles, anunciou nesta terça-feira, 30, a publicação do decreto que autoriza a realização de um novo concurso público para a Polícia Militar do Piauí. De acordo com o chefe do Executivo estadual, o certame prevê mais de 1.000 vagas, sendo 500 para nomeação imediata, com o objetivo de fortalecer o efetivo da corporação em todo o estado.
O governador destaca que a medida representa mais um avanço importante para a segurança pública do Piauí e reforça o compromisso do governo com a ampliação e a qualificação das forças de segurança.
“Estou publicando hoje o decreto que autoriza o concurso público da Polícia Militar do Estado do Piauí. Serão mais de mil vagas, 500 para nomeação imediata, para fortalecer os quadros da nossa polícia”, afirma Rafael Fonteles, ressaltando que os interessados devem se preparar para o certame, que representa uma oportunidade de ingresso no serviço público estadual e na carreira policial militar.
Os investimentos em segurança pública no Piauí vão além da ampliação do efetivo. Segundo o governador, o orçamento destinado à área em 2026 será praticamente o dobro do aprovado em 2022, com foco em mais ações que gerem resultados concretos para a população.
“Só investir não é suficiente. É preciso aplicar os recursos naquilo que funciona. E o que funciona é integração e inteligência. Temos operações bem-sucedidas que resultaram na prisão de criminosos e na redução dos crimes. Quando o risco aumenta para quem comete o crime, os índices caem. E é isso que os números mostram”, argumenta Rafael Fonteles.
Meta é nomear 4 mil novos agentes de segurança até o final de 2026
O concurso se insere em um processo contínuo de fortalecimento das forças de segurança no estado. Nos últimos anos, mais de 4 mil promoções na polícia militar foram concedidas e mais de 2 mil novos policiais militares foram nomeados. Em 2025, o governo nomeou mais de 600 policiais militares para reforçar o efetivo em todas as regiões. A meta do governador é nomear, até o final de 2026, 4 mil novos agentes de segurança pública, incluindo policiais militares, civis, penais e bombeiros.
Em parceria com a Universidade de Glasgow, no Reino Unido, três universidades brasileiras vão conduzir uma pesquisa para propor formas de reduzir o impacto das mudanças climáticas nas favelas brasileiras. O grupo de pesquisa vai se debruçar até 2027 sobre comunidades de Natal (RN), Curitiba (PR) e Niterói (RJ), e está prevista, para a partir de janeiro de 2026, a publicação de um edital com bolsas de pesquisa destinadas a integrar moradores ao trabalho.
O projeto Pacha (sigla em inglês para Análise Participativa para Adaptação Climática e Saúde em Comunidades Urbanas Desfavorecidas no Brasil) tem como coordenador-geral o cientista brasileiro João Porto de Albuquerque, diretor do Urban Big Data Centre, da Universidade de Glasgow. O financiamento, superior a R$ 14 milhões, é proveniente da fundação britânica Wellcome Trust, uma entidade sem fins lucrativos que financia pesquisas na área de saúde e mudanças climáticas.
São parceiras da universidade britânica no Brasil a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), por meio do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU); a Fundação Getulio Vargas, por meio do Departamento de Tecnologia e Ciência de Dados da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV EAESP); e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana (PPGTU) da PUC-PR, Paulo Nascimento, lembra que todos os municípios brasileiros devem elaborar planos de adaptação e mitigação das mudanças climáticas. O projeto Pacha, entretanto, parte da premissa de que os dados que são gerados refletem muito mais a cidade formal do que as favelas.
“Por isso, todo o nosso esforço é construir uma base de dados produzida coletivamente com os moradores dessas comunidades e, a partir disso, gerar evidências que vão ajudar a revisar ou a olhar de outra forma esses planos de ação climática”, disse.
Com a escolha das três cidades brasileiras que serão estudadas, o projeto vai poder abordar contextos climáticos muito diferentes, destaca Nascimento. O estudo vai investigar como as comunidades urbanas estão trabalhando essa questão e quais desafios enfrentam, dentro de uma perspectiva de criar indicadores com a participação dos moradores. A ideia é verificar quais as capacidades que essas comunidades já estão desenvolvendo e como os pesquisadores podem aprender com elas.
Pesquisadores comunitários O professor da PUC-PR chamou a atenção que as favelas são vistas, em geral, pelo olhar da precariedade, da ausência. “E o que a gente está tentando trazer é, através dos moradores, aprender e ver quais os problemas que eles consideram mais relevantes. Então, a ideia toda é a perspectiva de cocriação”.
Dentro dessa ótica, o projeto vai conceder bolsas de doutorado e pós-doutorado e também bolsas vinculadas, obrigatoriamente, a moradores dessas comunidades. “A gente vai ter pesquisadores comunitários, vinculados ao projeto, mas que são dessas comunidades envolvidas e que vão ser financiados por esse agente britânico, com a perspectiva de o projeto ser construído coletivamente”.
Entre o final de janeiro e o início de fevereiro de 2026, deverá ser lançado edital para pesquisadores oriundos das favelas que desejem participar do projeto em Curitiba, Natal e Niterói.
A proposta é que esses pesquisadores tenham capacidade de engajar as comunidades. “E que sejam replicadores do que for produzido para depois do projeto. Ou seja, que o projeto vai terminar em algum momento, mas a capacidade local fica com conhecimento do contexto”, afirmou Paulo Nascimento.
Desigualdade Em 2022, de acordo com dados do Censo produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existiam no Brasil mais de 12 mil favelas, com um total de 16,39 milhões de pessoas ─ 8,1% dos 203 milhões de habitantes do país.
Essas populações estão entre as mais afetadas pelos impactos das mudanças climáticas, como chuvas intensas, deslizamentos de terra, enchentes e ondas de calor, uma vez que convivem com moradias precárias e ausência de infraestrutura adequada.
O projeto conta ainda com parceria de outras instituições científicas, entre as quais a Fundação Oswaldo Cruz, pelo Centro de Integração de Dados em Saúde (CIDACS/Fiocruz), que trabalha com a base de dados do CadÚnico com recortes de raça, renda, gênero e idade. Isso vai permitir entender como esses diferentes grupos, dentro das comunidades urbanas, estão expostos aos diferentes tipos de riscos climáticos”, salientou Nascimento.
A ideia é de uma perspectiva para o trabalho que seja feita de baixo para cima, construindo capacidades comunitárias e, a partir disso, construir resultados que sejam relevantes para cada comunidade e para o conjunto de favelas.
O Pacha atuará na produção de dados para subsidiar políticas públicas a considerar melhor as desigualdades sociais e ambientais, criando junto com as comunidades um diagnóstico e indicadores que sejam relevantes para eles. O resultado conclusivo do projeto deverá ser divulgado no final de 2027.
Lançamento Na primeira semana de dezembro, pesquisadores das universidades brasileiras se reuniram em Natal com membros da Universidade de Glascow, com representantes da Secretaria Nacional de Periferias, do Ministério das Cidades, e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), também ligado ao governo federal, além de representantes das comunidades potiguares que estão envolvidas na pesquisa.
“A gente passou a semana inteira discutindo o desenho da pesquisa. Fizemos o lançamento oficial no Rio Grande do Norte”.
Segundo o pesquisador, a cada seis meses será feito um evento em alguma das três cidades participantes, envolvendo as comunidades locais, para apresentar resultados parciais.
Em 2025, a Pró-Reitoria de Planejamento e Orçamento (PROPLAN) da Universidade Federal do Piauí (UFPI) destacou-se pela eficiência na captação e gestão de recursos destinados ao fortalecimento das ações de ensino, pesquisa e extensão. A arrecadação própria mediada pela PROPLAN registrou um aumento de 18% em relação ao ano anterior, com execução de 95% do orçamento previsto para 2025. Ao todo, foram assinados 37 termos de cooperação até o mês de novembro.
O pró-reitor de Planejamento e Orçamento da UFPI, professor Marcos Lira, ressalta a importância do corpo técnico da pró-reitoria para assegurar uma administração transparente, eficiente e alinhada às necessidades da comunidade acadêmica. “Temos recursos humanos extremamente qualificados, que nos auxiliam na condução dos projetos nas áreas de planejamento, orçamento e governança. É um aprendizado diário no sentido de aprimorar os fluxos de processos e, assim, garantir maior eficiência”, afirma.
Ao longo do ano, a UFPI angariou mais de R$ 60 milhões por meio de Termos de Execução Descentralizada (TEDs), firmados com órgãos como o Ministério da Educação (MEC), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Ministério do Esporte e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), entre outras parcerias institucionais. Ainda em 2025, o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2025–2032 foi concluído e encaminhado para avaliação do Conselho Universitário (CONSUN).
Segundo Marcos Lira, os TEDs figuram entre os principais destaques do ano, por permitirem o repasse direto de recursos dos ministérios do Governo Federal para aplicação na Universidade. Ele também enfatiza a relevância dos termos de cooperação regionais, com parcerias consolidadas junto à Defensoria Pública do Estado, ao Tribunal de Contas do Estado e ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU).
A PROPLAN manteve-se atenta às demandas da comunidade universitária e comprometida com o fortalecimento do diálogo institucional democrático. Ao longo do ano, foram realizadas reuniões com diretores de centros, campi e colégios técnicos para alinhamento orçamentário e definição de perspectivas; promovidas a reformulação do Regimento do PDA, dos PDLs, do Plano Setorial de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação e da Comissão de Ética; além do acompanhamento, planejamento e organização das coordenações de curso, direções de centros e da estrutura multicampi para os processos de avaliação do Ministério da Educação (MEC).
Também foram desenvolvidas ações de renovação e acompanhamento dos trabalhos da Comissão Própria de Avaliação (CPA), bem como orientação às coordenações e aos estudantes nos processos relacionados ao ENADE, PND e ENAMED.
O professor Marcos Lira ressalta ainda que, pela primeira vez, a UFPI elaborou um Plano de Desenvolvimento Institucional com vigência ampliada, contemplando um plano de ações para oito anos e com forte direcionamento ao atendimento das necessidades da comunidade acadêmica. “Trabalhamos para fomentar e consolidar comissões estratégicas, como a Comissão de Segurança da Universidade, a Comissão de Equidade de Gênero e os processos de Avaliação Institucional e de cursos. Para os próximos anos, vislumbramos o aprimoramento dos fluxos processuais e a modernização de termos de cooperação que ainda apresentam trâmites excessivamente engessados”, conclui o pró-reitor.