Estão disponíveis no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC), o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC) de 2018. Os indicadores avaliam cursos e instituições de ensino superior, respectivamente, e são produzidos a partir dos resultados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). A divulgação é anual.

Os indicadores produzidos pelo Inep buscam subsidiar decisões para o aprimoramento da educação superior. Pelos números, é possível saber o que funciona e o que precisa melhorar. A divulgação do CPC 2018 e do IGC 2018 encerram o ciclo de apresentação de resultados do Enade 2018.

Para o presidente substituto do Inep, Camilo Mussi, os índices mostram como as instituições e o ensino superior no Brasil estão se comportando. “Um dos destaques que vale a pena mencionar é a educação a distância”, afirmou. “Os alunos que estão concluindo os cursos a distância foram avaliados, e estão com os mesmos resultados que os alunos presenciais”, continuou. A declaração foi dada após participação em um encontro técnico com jornalistas, na quarta-feira, 11 de dezembro.

CPC – É o conceito que avalia o curso, em uma escala de 1 a 5. Para o cálculo, são considerados: Conceito Enade (desempenho dos estudantes na prova do Enade); Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD); corpo docente (informações do Censo Superior sobre o percentual de mestres, doutores e regime de trabalho) e percepção dos estudantes sobre seu processo formativo (informações do Questionário do Estudante do Enade).

Na edição 2018, 8.520 cursos de graduação brasileiros têm o CPC 2018 divulgado. O cálculo só é realizado para cursos com, no mínimo, dois estudantes com resultados válidos no Enade. Por isso, 301 cursos ficaram sem o conceito CPC. Na faixa 3, encontram-se 4.822 cursos (56,6%) do total avaliado; na faixa 4, estão 2.702 (31,7%); na faixa 5, estão 149 cursos (1,7%); na faixa 2, 813 cursos (9,5%) e 34 (0,4%) ficam na faixa 1.

IGC – É o indicador que avalia a instituição. Fazem parte do cálculo do IGC: média dos CPCs do último triênio do Enade (2016, 2017 e 2018) relativos aos cursos avaliados da instituição; média dos conceitos de avaliação dos programas de mestrado e doutorado atribuídos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao MEC, na última avaliação trienal disponível; e distribuição dos estudantes entre os diferentes níveis de ensino, graduação ou pós-graduação stricto sensu.

Na edição 2018, 2.052 instituições têm indicadores divulgados, em valores que vão de 1 a 5. O IGC 2018 levou em conta, nos cálculos, o CPC de 23.228 cursos, além de 4.356 programas stricto sensu da CAPES 2018. Na faixa 3, estão 1.306 instituições (63,6%); na faixa 4, encontram-se 438 (21,3%); na faixa 5, 42 (2%); na faixa 2, são 259 instituições (12,6%) e 7 instituições (0,3%) estão na faixa 1.

O Conceito Enade e o IDD, divulgados em 4 de outubro pelo Inep e pelo Ministério da Educação (MEC), junto com o CPC e o IGC, constituem os Indicadores de Qualidade da Educação Superior. O Conceito Enade avalia os cursos de graduação a partir dos resultados obtidos pelos estudantes no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). O indicador é divulgado anualmente para os cursos em que pelo menos dois estudantes concluintes participaram do exame. Já o IDD mede o valor agregado pelo curso em relação ao desenvolvimento dos estudantes concluintes. Os indicadores de qualidade mantêm relação direta com o ciclo avaliativo do Enade.

Cursos avaliados – Foram 27 áreas avaliadas no Enade 2018: administração; administração pública; ciências contábeis; ciências econômicas; design; direito; jornalismo; psicologia; publicidade e propaganda; relações internacionais; secretariado executivo; serviço social; teologia; turismo; tecnologia em comércio exterior; tecnologia em design de interiores; tecnologia em design de moda; tecnologia em design gráfico; tecnologia em gastronomia; tecnologia em gestão comercial; tecnologia em gestão da qualidade; tecnologia em gestão de recursos humanos; tecnologia em gestão financeira; tecnologia em gestão pública; tecnologia em logística; tecnologia em marketing e tecnologia em processos gerenciais.

Enade – Aplicado desde 2004 e realizado anualmente pelo Inep/MEC, o exame é um dos componentes do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e tem como objetivo aferir o desempenho dos estudantes. É componente curricular obrigatório dos cursos de graduação, composto por uma prova para avaliação individual de desempenho do estudante e um questionário socioeconômico. Quem falta à prova ou não preenche o questionário não cola grau.

 

Assessoria de Comunicação Social, com informações do Inep

 

Dos 20 cursos de bacharelados da UESPI, que foram avaliados em 2018 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), mais de 90% tiveram o Conceito Preliminar de Curso (CPC) igual ou superior a três. No Índice Geral de Cursos (IGC), a instituição mantém a média com nota 3. Os índices representam o avanço da instituição nos indicadores de qualidade da educação superior.

Os cursos que registram um maior conceito nessa avaliação em relação aos anos anteriores foram: Comunicação Social, campus Poeta Torquato Neto; Direito dos campi Torquato Neto, Parnaíba, Picos e Piripiri; e Administração de Uruçuí. Do total de curso, seis registraram nota 4, e 13 nota 3, apenas um ficou abaixo da média.

Segundo o INEP , o CPC é o conceito que avalia o curso em uma escala de 1 a 5. No cálculo, são considerados: Conceito Enade (desempenho dos estudantes na prova do Enade); Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD); corpo docente (informações do Censo Superior sobre o percentual de mestres, doutores e regime de trabalho) e percepção dos estudantes sobre seu processo formativo (informações do Questionário do Estudante do Enade). O cálculo só é realizado para cursos com, no mínimo, dois estudantes com resultados válidos no Enade. Na avaliação de 2018, 8.520 cursos de graduação tiveram o CPC divulgados.

A coordenadora de Comunicação Social, Edith Malaquias, acredita que a melhora no conceito do curso foi devido a qualificação dos professores e empenho dos alunos em pesquisar e inovar. “Quando se reúne professores e alunos que gostam e que querem que o curso cresça e apareça temos esses resultados. Isso dá incentivo para os novos alunos que chegam, e ajudam a melhorar nosso trabalho”, disse. O curso não tinha conceito na última avaliação e hoje possui nota 4.


A professora Kaetana Alves, do curso de Administração do campus de Uruçuí e atualmente diretora em exercício, destaca que o índice vem da melhora da graduação com a contratação de professores efetivos que além do ensino, incentivaram a pesquisa e a extensão.

O curso que estava denegado e sem conceito, hoje tem nota 3 no CPC. A professora ressalta que foi feito um trabalho para fortalecer todas as necessidades que o curso tinha, como a extensão e pesquisa, para se chegar a um melhor conceito.”Os alunos também receberam uma qualificação em forma de projeto de extensão “Qualifica Enade”, em que os professores revisaram os principais conteúdos avaliativos do Enade”, disse. Ela acrescenta que os alunos se esforçaram muito e estavam conscientes da importância do exame para a avaliação.


A egressa do curso de Direito do campus de Piripiri, Ana Flávia Melo, disse que fica muito feliz com o resultado. O curso dela também estava sem conceito e na avaliação divulgada atinge a nota 3. Para Ana Flávia o resultado é a soma do trabalho em conjunto de professores e alunos. ” Minha turma era muito unida, muito comprometida, nós tivemos bons professores, nos ajudaram muito e deram todo apoio, apesar de todas as dificuldades que a universidade tem, eles nos deram muito incentivo em todos esses cinco anos de curso”, afirma a aluna que fez o Enade em 2018, e hoje já é graduada.


A Pró-reitora de Ensino e Graduação, Nayana Pinheiro, ressalta que a avaliação representa todo o empenho da comunidade acadêmica. “Essa melhora é um trabalho conjunto e todos precisamos continuar nesse fim de avançarmos na qualidade do ensino superior oferecido pela UESPI”, pontua.

“Quero parabenizar professores, alunos, coordenadores, enfim, todos que participam dessas conquistas no ensino. É um trabalho diário feito por cada um para que possamos melhorar nosso ensino e, consequentemente, a empregabilidade de nossos alunos. Muito feliz com os resultados alcançados”, finaliza o reitor em exercício Evandro Alberto.

 

Uespi

 

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou hoje (12) que 266 instituições de ensino superior no Brasil tiveram desempenho inferior às demais, avaliadas em 2018. Segundo o Inep, autarquia do Ministério da Educação (MEC), 12,9% das instituições de ensino no Brasil tiveram um Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC) 1 ou 2, em uma escala que vai de 1 a 5.

O índice 3 reúne a maior parte das instituições. Aquelas que tiveram desempenho menor que a maioria recebem conceitos 1 ou 2.

Já as que tiveram desempenho maior que a maioria recebem 4 ou 5. No ano passado, sete instituições de ensino tiveram o índice 1, de pior desempenho, enquanto 259 obtiveram o índice 2. A maior parte - 63,6% das instituições - obteve índice 3, o que representa 1.306 instituições avaliadas. Na outra ponta, 23,3% obtiveram índices 4 ou 5, totalizando 460 instituições de ensino superior.

O IGC é um indicador de qualidade do ensino superior brasileiro. Ele é calculado anualmente e leva em consideração uma série de insumos, como avaliação dos cursos de pós-graduação e distribuição dos estudantes entre cursos de graduação e pós.

Entra no cálculo também o Conceito Preliminar de Curso (CPC), que é calculado com base na nota dos alunos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Esperado e Observado (IDD) - que mede o quanto o curso de graduação agregou ao desenvolvimento do estudante - e no perfil dos professores.

Ao todo, 8.520 cursos tiveram o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e 2.052 instituições de ensino tiveram o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC) de 2018 divulgados hoje. Os índices obtidos por cada entidade podem ser acessados no site do Inep.

 

Agência Brasil