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Entre março e dezembro de 2025, um projeto de extensão da Universidade Federal do Piauí (UFPI) levou o ensino de botânica de forma prática para alunos da educação básica em escolas do campo de Floriano, no sul do Estado. Chamado “A Magia do Reino Vegetal: Descobrindo o Mundo das Plantas nas Escolas”, o trabalho teve como principal objetivo aproximar o conteúdo científico do dia a dia dos estudantes, tornando o aprendizado mais fácil de entender e mais interessante.

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Durante os dez meses de atividades, foram produzidos materiais didáticos de baixo custo, pensados para a realidade das escolas atendidas. Além disso, os alunos participaram de oficinas com atividades práticas, que ajudaram na compreensão de conteúdos como as partes das plantas, incluindo raiz, caule, folhas, flores e frutos, e também noções básicas de como elas vivem e se desenvolvem.

As ações foram realizadas por estudantes da UFPI, que atuaram diretamente com os discentes das escolas, sempre com o apoio de professores e da comunidade local. A proposta foi sair do modelo tradicional de ensino, muitas vezes focado apenas na teoria, e investir em uma aprendizagem mais participativa.

Segundo o professor responsável pelo projeto, Marcones Ferreira Costa, a iniciativa foi planejada justamente para tornar o ensino mais acessível e próximo da realidade dos estudantes. “O projeto foi pensado para aproximar o ensino de botânica da realidade dos alunos das escolas do campo, utilizando atividades práticas e materiais de baixo custo. A ideia foi tornar o conteúdo mais acessível, despertando o interesse dos estudantes e facilitando a compreensão dos temas. Além de contribuir para o aprendizado dos alunos, a iniciativa também foi importante para a formação dos universitários envolvidos, que puderam vivenciar a prática docente. Outro ponto fundamental foi incentivar a conscientização ambiental, mostrando, na prática, a importância das plantas para a vida e para o meio ambiente”, destacou.

Outro ponto importante do projeto foi a visita dos alunos às instalações da Universidade. Para muitos, essa foi a primeira oportunidade de conhecer um ambiente acadêmico, o que contribuiu para ampliar horizontes e despertar o interesse pelos estudos. Durante essas visitas, os estudantes puderam observar práticas e experiências que normalmente não fazem parte da rotina escolar.

A participante Ana Alice de Sousa Rodrigues da Silva destacou a importância da iniciativa, principalmente por atender alunos das escolas do campo, que nem sempre têm acesso a esse tipo de atividade. “Gostei muito do projeto, da iniciativa, principalmente por ser direcionado a alunos das escolas do campo”, afirmou. Ela também ressaltou o impacto das experiências vividas pelos estudantes. Segundo ela, o contato com as práticas e com o ambiente universitário deixou os alunos mais motivados e curiosos para aprender.

O estudante bolsista Ezequias dos Reis Sousa também avaliou a experiência de forma positiva. Ele explicou que o projeto foi importante para sua formação, especialmente por ter sido sua primeira atuação em sala de aula. “Foi uma experiência muito positiva e importante para a minha formação, principalmente por ter sido meu primeiro contato ensinando em sala”, disse.

Ezequias destacou ainda que as atividades desenvolvidas ajudaram não só os alunos das escolas, mas também os próprios extensionistas. “Aprendi que atividades práticas e dinâmicas facilitam a aprendizagem”, explicou. Para ele, a forma como o conteúdo foi trabalhado fez diferença no interesse dos estudantes.

Ele também comentou sobre o envolvimento dos alunos durante as oficinas. “O que mais me marcou foi a interação com os alunos e o interesse deles nas práticas”, relatou. Esse tipo de participação ativa mostrou que, quando o conteúdo é apresentado de forma mais próxima da realidade, o aprendizado se torna mais significativo.

Além do aprendizado sobre plantas, o projeto também teve um papel importante na conscientização ambiental. Ao entender melhor a importância das plantas para a vida e para os ecossistemas, os alunos passam a valorizar mais o meio ambiente e a adotar atitudes mais responsáveis no dia a dia.

Entre os principais resultados do projeto estão o aumento do conhecimento dos alunos, a criação de materiais que podem continuar sendo utilizados pelas escolas e o incentivo à preservação ambiental. A iniciativa também contribuiu para a formação dos universitários envolvidos, que tiveram a oportunidade de desenvolver habilidades importantes para a prática docente, como comunicação, planejamento de aulas e adaptação da linguagem.

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Como ocorre todos os anos, foi na manhã dessa sexta, 1.º de maio, as celebrações do Ginásio Primeiro de Maio, centro de Floriano. A escola, que completa 69 anos de fundação, faz parte da União Artística Florianense, que tem como um dos fundadores o saudoso Manoel Laurentino de Paula.

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Nessa manhã, a movimentação no local começou nas primeiras horas com a movimentação de alunos, professores e ainda população que todos os anos costuma acompanhar as manifestações que envolvem desfiles, oratórias e homenagens.

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Alunos de outras escolas, tanto públicas quanto particulares, sempre participam das ações da programação. O GPM é dirigido pela professora Madalena Laurentino, que conta com apoio de todo o corpo docente e do corpo discente da unidade.

Movimentos estudantis e de servidoras (es) da Universidade Federal do Piauí e de outras instituições, como a Universidade Estadual do Piauí (UESPI), realizaram mobilização na manhã desta quinta-feira (30), em frente à Reitoria da UFPI, durante assembleia do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal do Piauí (SINTUFPI), para defender mais medidas contra assédio e reforço na proteção às vítimas de casos envolvendo estudantes e demais pessoas da comunidade acadêmica.

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Na tarde de ontem, 29, estudantes realizaram uma manifestação no Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL) da Universidade Federal do Piauí (UFPI), motivada pela presença, na praça de alimentação, de uma pessoa investigada por estupro. Segundo relatos dos estudantes, a situação gerou sensação de insegurança, uma vez que o investigado circulava livremente no espaço universitário, enquanto a vítima não estaria frequentando o local. De acordo com as informações apuradas, o caso teria ocorrido fora das dependências da universidade, mas envolve dois estudantes da instituição.

Durante a manifestação de hoje, 30, Dara Neto, do Movimento Olga Benário, destacou que a mobilização aconteceu após manifestação do Movimento por meio de redes sociais e contou com apoio do Movimento Correnteza. “As próprias vítimas não queriam que esses assediadores, que não só assediaram, mas as violentaram, passassem impunes, como se fossem bons moços pelos corredores da Universidade, enquanto elas estão dentro de casa, com seus cursos trancados”, destacou.

Representando o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES), a docente da UFPI, Lila Xavier, frisou que a pauta do assédio já marca o Sindicato desde 2010 e elogiou a representação presente na manifestação. Ela afirmou que as mulheres não aguentam mais ser violentadas e terem seus corpos vistos pelo capital somente para reprodução de força de trabalho. “Mulheres e homens, porque não é uma pauta somente de mulheres e de estudantes, estão aqui contra essa violência que se instala na sociedade, não só na universidade. A Universidade não está ilhada, ela faz parte da sociedade e, hoje, é uma sociedade altamente violenta”, frisou.

James Dias, representante do SINTUFPI, destacou que há diversas denúncias de assédio sofrido por técnico-administrativas, inclusive, acompanhadas pela Sala Lilás. “Percebemos que tem esse momento de acolhimento, mas ainda está faltando um momento de combate ao assédio. Se o assediador continuar ileso, ele vai continuar fazendo essas práticas. A gente precisa mudar esse assédio estrutural que tem na nossa Universidade. Esse é um ato para combater isso e pedir políticas e ações efetivas, estamos do lado da universidade, para que seja um lugar mais saudável e possamos todos conviver aqui”, salientou.

O pró-reitor de Assuntos Estudantis e Comunitários, Emídio Matos, afirmou que o movimento é legítimo e necessário para o aprimoramento das ações institucionais. Segundo ele, a Universidade tem buscado responder às demandas por meio de iniciativas como a política de enfrentamento ao assédio, a atuação do comitê gestor e o funcionamento da Sala Lilás, além do acolhimento e encaminhamento das denúncias, com atenção ao sigilo para proteção das vítimas. “A gente recebe acolhendo e compreendendo que é extremamente importante a movimentação, de fato é uma luta que precisa ser coletiva e os movimentos estudantis fortalecem essa luta quando apresentam as demandas efetivas de que a gente precisa apresentar respostas. Essa é a nossa tarefa enquanto gestão: ouvir e pensar para apresentar respostas efetivas”.

Durante a manifestação, a assistente social da UFPI, Tainá Soares, compartilhou seu relato como sobrevivente de uma tentativa de feminicídio, destacando a importância de tornar públicas experiências de violência como forma de encorajar outras mulheres a buscar ajuda. Ela ressaltou que muitas vítimas enfrentam o silêncio por acreditarem que não serão ouvidas ou protegidas, e defendeu a necessidade de fortalecer os espaços de acolhimento e escuta dentro e fora da Universidade. Segundo Tainá, dar visibilidade aos casos permite identificar falhas na rede de proteção e aprimorar as respostas institucionais, contribuindo para que situações de assédio e violência sejam enfrentadas de forma mais efetiva. “Para uma pessoa que é vítima de violência, a coisa mais libertadora no mundo é que o nosso pedido de ajuda possa ser percebido, escutado e acolhido”, afirmou. Ela também destacou que, em seu caso, a intervenção de uma colega foi decisiva para acionar a rede de apoio e garantir sua proteção, reforçando que o acolhimento pode salvar vidas e devolver a esperança a quem vive em situação de violência.

Como denunciar assédio ou discriminação na UFPI

Qualquer pessoa que presenciar ou sofrer assédio ou discriminação deve registrar ocorrência pelo Fala.BR, plataforma oficial de manifestações e acesso à informação do Governo Federal.

Passo a passo no Fala.BR:

Acesse falabr.cgu.gov.br.

Clique em “Ouvidoria”.

Selecione o tipo de manifestação (denúncia).

Faça login com sua conta GOV.BR.

Descreva sua manifestação e envie.

O sistema garante sigilo, acompanhamento online e notificações automáticas por e-mail.

Ouvidoria da UFPI

A Ouvidoria da UFPI oferece acolhimento e orientação, auxiliando na formalização da demanda pelo Fala.BR.

Canais da Ouvidoria UFPI:

Site: www.ufpi.br/ouvidoria

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Telefone: (86) 3237-2104

Sala Lilás Janaína da Silva Bezerra

Já a Sala Lilás Janaína da Silva Bezerra é voltada especialmente para as mulheres da comunidade acadêmica. O espaço conta com atendimento psicossocial, realizado por uma equipe formada por psicóloga e assistente social, oferecendo apoio, orientação e escuta qualificada às vítimas de violência.

O atendimento é de segunda a sexta-feira, em horário comercial, garantindo acesso contínuo e suporte humanizado.

Contato: (55) 86 9428-7263.