Seguindo recomendação da Nota Técnica Nº 83/2023, do Coordenação-Geral de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis, do Ministério da Saúde, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) orienta à população de 60 anos ou mais e imunocomprometidos acima de 12 anos de idade que tenham recebido a última dose do imunizante há mais de 6 meses, que retornem aos postos de saúde e tome mais uma dose da vacina bivalente.
Mesmo sem registros de casos no Piauí, de duas novas sublinhagens de uma variante da Covid-1 - a JN.1 e a JG.3, que já circula pelo Brasil, os órgãos de vigilância da Sesapi estão em alerta, e chamam a população para realizar a dose de proteção.
“A vacinação é o principal meio de proteção contra a doença. Portanto, o fato de não termos casos dessas novas sublinhagens não devemos relaxar com a imunização, por isso, chamamos o público com 60 anos ou mais e imunocomprometidos acima de 12 anos de idade que tenham recebido a última dose do imunizante há mais de 6 meses, que retornem aos postos de saúde e tome mais uma dose da vacina bivalente”, lembra Cristiane Moura Fé, Diretora de Vigilância em Saúde, da Sesapi.
A Coordenação de Imunização da Sesapi destaca que está com o abastecimento das vacinas bivalente em dia, e que semanalmente realiza o repasse aos municípios. “ Todas as vacinas disponíveis atualmente no SUS são eficazes contra variantes que circulam no país, prevenindo sintomas graves e mortes, e a Sesapi está sempre abastecendo os municípios com os imunizantes enviados pelo ministério para que os mesmos realizem a vacinação da população”, destaca a coordenadora de Imunização da Sesapi, Bárbara Pinheiro.
Dados da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) mostram que 25% dos alimentos de origem vegetal consumidos no Brasil têm resíduos de agrotóxicos acima do permitido ou sem autorização. “A inconformidade é um sinal de erros no processo produtivo e nas práticas agrícolas”, destaca a agência, responsável pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos.
Do total de 1.772 amostras coletadas em supermercados de todo o país e depois analisadas, 41,1% não tinham resíduos, e em 33,9% delas, a quantidade dessas substâncias estavam dentro do limite permitido.
As amostras são coletadas semanalmente pela vigilância sanitária dos estados e municípios. Depois, cada uma é cadastrada em um sistema de gerenciamento, antes do envio à agência. Segundo a Anvisa, as amostras são analisadas em laboratórios especializados, por meio de métodos científicos reconhecidos internacionalmente.
Os resultados do ciclo 2022 do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos mostram que 67% das amostras puderam ser rastreadas até o distribuidor, e 23%, até o produtor rural.
A pesquisa também mostrou três amostras com risco agudo de danos à saúde do consumidor se houver a ingestão de uma grande porção do alimento em curto espaço de tempo, como uma refeição ou um dia de consumo. Quanto ao risco crônico, nenhum dos agrotóxicos pesquisados apresentou exposição pelo consumo de alimentos maior que a ingestão diária aceitável. Ciclo 2018-2019 A Anvisa também apresentou os resultados do ciclo 2018-2019 do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, que analisou 3.296 amostras. Desse total, 33,2% não tinham resíduos; 41,2% tinham resíduos dentro do limite permitido e 25,6% apresentaram inconformidades.
Além dessas, 18 amostras indicaram risco agudo ao consumidor, 66% puderam ser rastreadas até o distribuidor e 28%, até o produtor rural.
Um dos destaques citados pela agência no histórico do programa é a redução do risco agudo na laranja. No ciclo de 2013/2015, 12,1% das amostras de laranja analisadas tinham potencial de risco agudo. Já no ciclo de 2018/2019, o número caiu para 3% e, nas amostras de 2022, ficou em 0,6%.
“Um dos principais motivos dessa evolução foi a proibição do uso de carbofurano no processo de reavaliação e a exclusão do uso de carbossulfano na cultura de citros [plantas cítricas]”, destaca a Anvisa, que restringiu outras substâncias, como a metidationa e o formetanato.
O uso desses agrotóxicos foi desautorizado em alimentos como a laranja, uva e morango.
Entenda Nos últimos dez anos, os dados da pesquisa têm sido usados para orientar a reavaliação do uso de agrotóxicos no Brasil. O programa também permitiu a elaboração da norma conjunta da Anvisa e do Ministério da Agricultura e Pecuária para a rastreabilidade de alimentos.
“Os resultados orientam ainda a possibilidade de restrições de determinados agrotóxicos para culturas específicas, como o carbossulfano, a metidationa e o formetanato, que tiveram restrições para algumas lavouras”, conclui a Anvisa.
A vitamina D é conhecida por ser essencial para a saúde óssea, aumentando a absorção do cálcio. No entanto, essa vitamina só é produzida a partir da exposição solar sem protetor, no período anterior às 10h e após às 16h.
Porém, segundo um estudo conjunto da Queen Mary University of London e da Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan, a suplementação de vitamina D não previne a fratura óssea em crianças.
Os achados foram publicados na revista Lancet Diabetes & Endocrinology.
Em pesquisa randomizada, 8.851 crianças com idade entre 6 e 13 anos, da Mongólia, foram acompanhadas durante três anos. Cerca de 95,5% das voluntárias sofriam com a deficiência de vitamina D e todo o grupo recebeu suplementação oral semanal ao longo do período.
Crianças com problemas de desenvolvimento ósseo, como o raquitismo, foram excluídas do experimento, uma vez que o possível oferecimento de placebo não traria resultados justos.
Os pesquisadores perceberam que a reposição da vitamina D foi eficaz para deixá-la nos níveis normais, mas, em ultrassonografia quantitativa, com 1.438 participantes, não foi observada nenhuma diminuição no risco de quebrar algum osso.
“A ausência de qualquer efeito da suplementação de vitamina D no risco de fraturas ou na resistência óssea em crianças com essa deficiência é impressionante. Em adultos, a suplementação de vitamina D funciona melhor para a prevenção de fraturas quando o cálcio é administrado ao mesmo tempo — portanto, o fato de não termos oferecido cálcio junto da vitamina D aos participantes do ensaio pode explicar os resultados nulos deste estudo”, afirmou o professor associado da Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan, Ganmaa Davaasambuu.
Um relatório conjunto da OMS (Organização Mundial da Saúde), da Federação Internacional de Diabetes e da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, ressalta mais um benefício ao parar de fumar: redução de 30% a 40% do risco de desenvolver diabetes tipo 2, uma doença metabólica crônica com significativo impacto no sistema de saúde.
No Brasil, os dados mais recentes do inquérito telefônico de Vigitel (Vigilância dos Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas) mostram que 10,2% da população tem diabetes. Além disso, 90% dos portadores da doença no país apresentam o tipo 2, que surge quando o corpo desenvolve resistência aos efeitos da insulina, frequentemente associada a maus hábitos e um estilo de vida sedentário. O número de casos tem aumentado, inclusive entre os mais jovens.
Segundo a OMS, o diabetes é a nona causa de morte no mundo e é uma doença que poderia ser evitada com mudanças básicas de estilo de vida, como não fumar, praticar atividades físicas e manter uma alimentação saudável. “O tabagismo é um dos fatores de risco modificáveis mais importantes para o diabetes, ao lado da obesidade e do sedentarismo, que impactam diretamente no aumento de risco da doença”, afirmou o endocrinologista Clayton Macedo, que coordena o Núcleo de Endocrinologia do Exercício e do Esporte do Hospital Israelita Albert Einstein.
O relatório, divulgado em novembro deste ano, ressalta que o cigarro exerce influência na capacidade do organismo de controlar os níveis de açúcar no sangue, aumentando o risco de complicações associadas ao diabetes, como problemas cardiovasculares, insuficiência renal e cegueira. Além disso, o documento afirma que o tabagismo retarda o processo de cicatrização de feridas em pacientes com diabetes, o que eleva o risco de amputações de membros.
“Esse relatório é muito importante porque consolida os dados de literatura que mostram o risco aumentado entre 30% e 40% de a pessoa fumante desenvolver diabetes. E o risco de desenvolver a doença não é só para quem fuma. Existe uma associação de aumento de risco de diabetes também para a pessoa que convive com o fumante e está exposta ao tabagismo passivo”, alertou Macedo. O médico ressalta que, apesar de o risco de desenvolver diabetes tipo 2 diminuir com a cessação do tabagismo, ele ainda persiste nos primeiros cinco a dez anos após a interrupção do hábito de fumar. Portanto, quanto mais cedo a pessoa parar de fumar, melhor.
Mecanismo do cigarro no diabetes De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, diversos estudos têm investigado os mecanismos que contribuem para o aumento do risco de complicações em pessoas com diabetes que são fumantes. Entre eles, destacam-se obesidade central, concentrações elevadas de cortisol, aumento de marcadores inflamatórios e do estresse oxidativo. Além disso, a nicotina parece se ligar aos receptores nicotínicos das células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina, reduzindo assim a secreção desse hormônio.
“O cigarro aumenta a resistência à insulina ao diminuir a sua ação periférica. Por isso, o fato de a pessoa fumar faz com que ela tenha um pior controle da glicose. A ação do tabaco potencializa o risco de a pessoa desenvolver diabetes ou descompensar a doença”, disse Macedo.
A cardiologista Jaqueline Scholz, especialista em tratamento do tabagismo e assessora científica da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo), explica ainda que o tabagismo causa danos vasculares (disfunções do endotélio, que é a parede dos vasos) e altera o perfil dos lipídios no sangue: aumenta o colesterol ruim e diminui o colesterol bom, favorecendo a formação de placas que vão aumentar o risco de doenças cardiovasculares.
“A cessação do tabagismo é uma necessidade em qualquer situação. Mas naquelas pessoas onde existe uma condição de saúde associada, como o diabetes ou a hipertensão, é obrigatório parar de fumar porque o benefício e o impacto à saúde são multiplicados e o risco, reduzido de forma intensa. Parar de fumar é absolutamente necessário a todos e, entre quem tem diabetes, deve ser uma prioridade”, afirmou a cardiologista.
Segundo Macedo, o fumante com diabetes enfrenta diversos riscos aumentados, incluindo a ampliação de 44% no risco de desenvolver doença cardiovascular, 51% mais propensão a desenvolver doenças coronarianas, 54% mais suscetibilidade a sofrer um AVC (acidente vascular cerebral), e um acréscimo de 43% no risco de insuficiência cardíaca.
“O pior de todos é o risco da doença arterial periférica, como a isquemia dos membros inferiores. Nesses casos, o risco é 2,15 vezes maior do que de uma pessoa com diabetes que não fuma”, alertou ele, e acrescentou que o risco de morrer da doença é mais do que seis vezes maior entre fumantes com diabetes do que entre quem tem diabetes e não fuma.