A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) reuniu, na manhã desta terça-feira (19), membros do Comitê de Operações Emergenciais (COE) para avaliação da situação no estado em relação à covid-19. Para evitar o aumento de casos, o COE recomendou que a população vá aos postos de saúde para iniciar ou completar o esquema vacinal contra a doença. A vacinação é a melhor forma de prevenir casos graves. Além disso, o Comitê orienta a manutenção dos protocolos de etiqueta respiratória, que evitam a propagação do vírus.

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“Nesta reunião analisamos os números das três últimas semanas, e nossa preocupação neste momento é com o reforço da vacinação. Chamamos as pessoas que ainda não tomaram nenhuma dose para receber a bivalente, e as pessoas que são idosas e imunossuprimidas, que voltem para receber mais uma dose de reforço, pois a gravidade das pessoas está relacionada diretamente a idade e aos imunossuprimidos. Então procure os postos de saúde de seus municípios e se protejam”, alerta o secretário de Estado da Saúde, Antônio Luiz.

Por causa da movimentação intensa no comércio, ficou acordado que será solicitado ao Sindicato dos Lojistas orientações junto aos estabelecimentos comerciais quanto a utilização de álcool em gel para a higienização das mãos dos clientes. Para a população foi recomendado o uso de máscaras por idosos, imunossuprimidas e gestantes. Todas as medidas sanitárias já constam em decreto publicado no início do ano.

Na próxima semana, o Comitê de Operações Emergenciais volta a se reunir para nova avaliação da situação no estado.

“É importante para toda população resgatar a higiene das mãos, o uso do álcool gel e temos um decreto vigente, de janeiro de 2023, que cita o uso de máscaras em ambientes abertos e semiabertos ou fechados, que deve ser optativo, porém, para imunossuprimidos, idosos e gestantes este uso é obrigatório. Então pedimos nossa população que siga essas orientações e tomem todas as doses de vacinas necessárias para a proteção”, pontua a diretora da Vigilância Sanitária Estadual, Tatiana Chaves.

Dados Epidemiológicos

De acordo com os dados apresentados na reunião, pela Gerência de Vigilância em Saúde, o estado apresentou na última semana 106 casos notificados da doença e 03 óbitos. Todas as pessoas tinham comorbidades. Entre as vítimas, uma mulher de 40 anos portadora de neoplasia em estágio avançado, residente em Campo Grande do Piauí. Uma idosa de 91 anos com doença cardiovascular crônica, diabetes e doença neurológica crônica, residente em Elesbão Veloso-PI, além de outra paciente de 24 anos portadora de anemia falciforme, residente em Bom Lugar (MA).

A taxa de positividade dos exames realizados pelo Lacen-PI manteve queda nas últimas duas semanas, saindo de 17% na semana 48, para 8% na semana 49 e estando em 6% na semana epidemiológica 50. Os números de internações por síndrome respiratória aguda grave também apresentaram redução, estavam em 02 na semana 48 e nas duas seguintes apresentam-se zerados.

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A Covid-19 expôs as desigualdades socioeconômicas e de saúde no Brasil, assim como a importância e as fragilidades do Sistema Único de Saúde (SUS), apontando a necessidade de se reverter a falta de investimento no sistema público de saúde universal.

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Esta é a conclusão do artigo Mortalidade hospitalar por Covid-19 no Brasil de 2020 a 2022: um estudo transversal baseado em dados secundários, assinado pelas pesquisadoras da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) Margareth Portela, Mônica Martins, Sheyla Lemos, Carla Andrade e Claudia Pereira.

Publicado no International Journal for Equity in Health, o estudo mostra que variações na mortalidade de pacientes internados pela doença estiveram associadas não somente à faixa etária e à gravidade do caso, mas também a desigualdades sociais, regionais e no acesso ao cuidado de boa qualidade.

Para a realização da pesquisa, foram utilizados dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe), do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH-SUS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os resultados apontam que mais de 70% das internações por Covid-19 no Brasil foram cobertas pelo SUS. O Sistema Único de Saúde atendeu os grupos populacionais mais vulneráveis, no entanto, apresentou pior mortalidade hospitalar ajustada. Em geral, os hospitais privados e filantrópicos não pertencentes ao SUS, em sua maioria reembolsados por planos privados de saúde acessíveis às classes socioeconômicas mais privilegiadas, apresentaram os melhores resultados.

A região Sul do Brasil teve o melhor desempenho entre as macrorregiões, e a região Norte o pior desempenho. Indivíduos negros e indígenas residentes em municípios de menor IDH e internados fora de sua cidade de residência apresentaram maiores chances de morrer no hospital. Além disso, as taxas ajustadas de mortalidade hospitalar foram mais altas nos momentos de pico da pandemia e foram significativamente reduzidas após a vacinação contra a Covid-19 atingir uma cobertura razoável, a partir de julho de 2021.

“Segundo as pesquisadoras, os achados demonstram a importância fundamental do SUS na prestação de cuidados de saúde, uma vez que a maioria das internações por Covid-19 foi coberta pelo sistema público de saúde brasileiro. Por outro lado, os resultados também indicam fragilidades no desempenho das unidades hospitalares do SUS, em comparação com o setor privado ou mesmo, em algumas regiões, com as unidades hospitalares públicas não prestadoras de serviço para o SUS, refletindo problemas estruturais e de financiamento acumulados”, diz a Fiocruz.

Os achados também apontam maior mortalidade hospitalar por Covid-19 entre pessoas pretas em todas as regiões do Brasil, e indígenas, nas regiões Norte e Centro-Oeste.

O estudo indicou ainda maior mortalidade hospitalar na primeira onda da pandemia (abril a agosto de 2020) e na segunda (dezembro de 2020 a maio de 2021), tornando-se menor em 2022, mesmo durante a terceira onda (janeiro a fevereiro). O pico de ocorrência de óbitos ocorreu em março de 2021, quando, em todo o país, os hospitais estavam operando no máximo da capacidade ou acima dela, o que levou à escassez de recursos críticos, como ventiladores, oxigênio e leitos de UTI.

“Como lições aprendidas, melhorias precisam ser feitas para melhor preparar o sistema de saúde para futuras pandemias ou outras emergências de saúde em larga escala. Isso inclui investimento em mais infraestrutura de saúde, aumentando o número de profissionais de saúde, oferecendo melhor treinamento e suporte para esses trabalhadores, bem como melhores salários e condições de trabalho, incluindo dispositivos de proteção”, sugere a pesquisa.

Para as autoras do artigo, apesar de seus desafios, o SUS apresenta diversos pontos fortes que o tornam essencial, único e valioso para os brasileiros. Segundo elas, os resultados alertam para a necessidade de investimento e melhoria do Sistema Único de Saúde, com enfoque especialmente nas causas das desigualdades na oferta, no acesso e nos resultados do cuidado, além de fornecerem elementos para o debate, em cenários de crise, sobre o papel e a atuação de cada tipo de prestador de cuidado hospitalar (privado e público) no sistema de saúde brasileiro.

“Mudanças, investimentos e monitoramento são necessários para evitar os riscos de comprometer o acesso universal aos serviços de saúde e ampliar as desigualdades entre usuários do SUS e não SUS. Em resumo, o estudo destacou a necessidade de esforços contínuos para melhorar a qualidade e a equidade dos cuidados de saúde para todos”, concluem as pesquisadoras.

Agência Brasil

Foto: ROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL

Diante do aquecimento global e das intensas ondas de calor, com temperaturas ultrapassando os 40°C em diversas cidades brasileiras, o chamado "choque térmico" entre ambientes pode ser perigoso, especialmente para aqueles com doenças pré-existentes, como pacientes cardíacos.

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Qualquer mudança brusca de temperatura no organismo é percebida como um estresse e exige adaptação do corpo. E em meio ao calor, é comum que as pessoas fiquem muito expostas ao sol ou recorram ao uso excessivo do ar-condicionado.

Ao sair de um ambiente muito quente para o frio, como entrar na água gelada após horas ao sol, os vasos sanguíneos se contraem. Com isso, há um aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, o que pode levar a uma sobrecarga do coração e até causar arritmias.

Por outro lado, segundo médicos ouvidos pela Agência Einstein, mudar de repente do frio para o calor excessivo provoca uma vasodilatação e uma queda de pressão. Dependendo do estado de saúde e das condições da pessoa, ela pode sentir tonturas ou sofrer até um desmaio.

Por isso, os especialistas recomendam que portadores de doenças crônicas evitem se expor a contrastes bruscos de temperatura. "Isso não costuma causar problemas na maioria das pessoas, tanto que não vemos muitos relatos no dia a dia, mas quem tem doenças já estabelecidas deve tomar mais cuidado", diz o cardiologista Marcelo Franken, gerente de cardiologia do Hospital Israelita Albert Einstein.

A recomendação vale especialmente para quem sofre de transtornos circulatórios ou cardíacos, como insuficiência, além dos idosos. Segundo o cardiologista, essas pessoas só devem utilizar sauna, por exemplo, com a autorização do médico, e devem evitar entrar em banheiras com gelo após a exposição ao calor. Na praia ou na piscina, caso estejam com o corpo muito quente, a recomendação é refrescar-se gradualmente antes de entrar diretamente na água.

Alimentação no calor Além disso, mesmo quem não tem problemas de saúde deveria evitar nos dias mais quentes alimentos muito calóricos, que produzem calor, como gorduras e açúcar. O melhor é optar por alimentos leves, como saladas, legumes e frutas. Outra orientação médica é ficar atento à hidratação e dar preferência para o consumo de água – e não bebidas alcoólicas – além de buscar ambientes arejados e protegidos do sol.

É importante lembrar, ainda, que ambientes com ar-condicionado são mais secos, resultando no ressecamento das mucosas e dos cílios, responsáveis pela filtragem do ar no sistema respiratório. Por isso, recomenda-se o uso de soro fisiológico nos olhos e narinas. O esforço contínuo do organismo para se adaptar entre ambientes extremamente quentes e frios também pode comprometer a imunidade, facilitando infecções em pessoas mais suscetíveis.

Agência Einstein

Foto: Shutterstock

Acordar com as mãos dormentes pode ser uma experiência desconfortável e até preocupante para muitas pessoas. Aliás, essa sensação de formigamento ou dormência pode ser causada por uma variedade de fatores.

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Acordar com as mãos dormentes: o que pode ser? A sensação de dormência nas mãos ao acordar pode ter raízes em diversas origens. Neste caso, as mais comuns são:

Pressão sobre os Nervos ao Dormir: Ao adotar posições que comprimem os nervos, como apoiar o peso do corpo nos braços ou mãos durante o sono, ocorre uma restrição temporária do fluxo sanguíneo. Portanto, isso pode resultar em dormência ao acordar, uma vez que a circulação normal é momentaneamente interrompida, impactando a sensibilidade nas mãos.

Síndrome do Túnel do Carpo: Essa condição envolve a compressão do nervo mediano no punho, podendo ser agravada durante o sono, especialmente em posições que colocam pressão adicional no pulso. Neste caso, a dormência matinal pode ser um dos sintomas dessa síndrome.

Problemas na Coluna Cervical: Questões como hérnia de disco ou compressão dos nervos na região do pescoço podem impactar a sensação das mãos ao acordar. Inclusive, esses problemas podem causar sintomas irradiados para os membros superiores, levando à dormência.

Má Circulação Sanguínea: Posições específicas durante o sono podem restringir temporariamente o fluxo sanguíneo para as mãos, resultando em dormência ao despertar.

Desta forma, identificar a causa específica da dormência nas mãos ao acordar requer uma avaliação médica completa, especialmente se os sintomas persistirem ou se tornarem frequentes.

Além desses fatores, condições como diabetes, artrite, problemas de tireoide ou deficiências vitamínicas também podem influenciar a sensação nas mãos ao despertar.

Quais são os sintomas adicionais que podem acompanhar a dormência nas mãos ao acordar? Junto com a dormência matinal, é comum experimentar uma gama de sensações associadas que podem incluir:

Formigamento e Sensação de Queimação: Essas sensações podem ser percebidas juntamente com a dormência e são frequentemente descritas como uma leve “picada” ou “ardência” nas mãos. Assim, esses sintomas podem indicar compressão nervosa ou restrição temporária do fluxo sanguíneo.

Fraqueza Muscular: A dormência nas mãos ao acordar pode ser acompanhada por uma sensação de fraqueza muscular. Inclusive, isso pode dificultar atividades cotidianas, como segurar objetos, até que a sensibilidade normal seja restaurada.

Dor: Em alguns casos, a dormência nas mãos pode ser associada à dor leve ou desconforto. Portanto, essa dor pode variar de aguda a latejante e pode persistir após a dormência diminuir.

Se esses sintomas persistirem ao longo do dia, interferirem nas atividades diárias ou ocorrerem regularmente, é crucial buscar orientação médica. Afinal, sinais de alerta adicionais incluem perda de sensibilidade persistente, dormência recorrente ou se houver histórico de lesões na área.

Portanto, identificar a causa subjacente é essencial para determinar o tratamento adequado e prevenir complicações futuras.

Existem posições específicas de sono que podem reduzir a dormência nas mãos? Alguns ajustes simples na posição de dormir podem minimizar a pressão sobre os nervos e reduzir a probabilidade de acordar com as mãos dormentes:

Evitar Dormir com os Braços Sob o Corpo: Posições que envolvem apoiar o peso do corpo nos braços podem comprimir os nervos, resultando em dormência matinal. Desta forma, evite dormir de bruços com os braços estendidos sob o travesseiro ou o corpo.

Elevar Ligeiramente a Cabeça com um Travesseiro Adequado: Utilizar um travesseiro que mantenha a cabeça e o pescoço alinhados, sem forçar a inclinação excessiva para cima ou para baixo, pode ajudar a reduzir a compressão nos nervos das mãos.

Além desses ajustes, experimentar diferentes posições de sono e utilizar travesseiros extras para apoiar os braços pode ajudar a encontrar a posição mais confortável e que minimize a dormência matinal.

Quando procurar ajuda profissional? Conforme já fora dito, a dormência das mãos ao acordar pode ser algo simples ou muito complexo. Por isso, é fundamental saber qual a hora certa de buscar ajuda especializada, veja essas dicas:

Persistência dos Sintomas Dificuldade para Realizar Atividades Cotidianas Outros Sintomas Associados Condições Médicas Prévias Se esses sinais de alerta estiverem presentes, é altamente recomendável procurar um médico ou um especialista em saúde, como um neurologista ou um ortopedista. Assim, uma avaliação completa pode ajudar a identificar a causa subjacente da dormência nas mãos e iniciar o tratamento adequado para prevenir complicações futuras.

Esteja atento aos sinais que seu corpo apresenta e, caso a dormência nas mãos ao acordar se torne um problema recorrente ou persistente, é sempre recomendável buscar a opinião de um profissional de saúde para um diagnóstico e tratamento adequados.

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Foto: divulgação