Com o verão e a proximidade do Carnaval, é comum ver nas academias frequentadores empolgados com pré-treinos turbinados com cafeína, que prometem resultados mais rápidos. Nas redes sociais, há milhares de vídeos, inclusive com adolescentes, sobre seus "efeitos milagrosos". Mas atenção: não é bem assim!

treino

Vendidos em cápsulas ou como bebidas, os pré-treinos são estimulantes que usam como base, principalmente, cafeína e podem ser comprados sem prescrição médica. Na internet, há inúmeras marcas anunciadas.

No entanto, eles não são indicados para todas as pessoas e têm uma série de riscos. Arritmia, palpitação, ansiedade e muita adrenalina são alguns dos sintomas de quem toma esse suplemento sem orientação profissional.

As bebidas e cápsulas de pré-treino chegam a ter 300 mg de cafeína por dose, quase o limite diário recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de 400 mg. Para quem tem problemas cardíacos, o uso pode ser fatal.

O que especialistas explicam é que a cafeína é indicada apenas para atletas profissionais e com acompanhamento médico.

A cafeína como pré-treino só é recomendada para atleta de alto nível, que compete. É para quem os milésimos de segundos fazem diferença no pódio. Há muitos riscos e qual o benefício de se arriscar para melhorar em segundos a sua corrida na esteira? A substância não é capaz de fazer as pessoas saírem de amadoras para atletas profissionais.

Abaixo, saiba mais sobre como o pré-treino age no corpo e se traz mesmo o resultado mais rápido, além de outras substâncias usadas como estimulantes sem comprovação científica (como ginkgo biloba e ginseng).

O que é o pré-treino e como age no corpo?

O resultado é a melhora do estado de alerta e do reflexo, dando também mais energia para suportar o stress de exercícios de alta intensidade e produzindo força por mais tempo.

A médica do esporte e coordenadora do laboratório de medicina esportiva do Hospital das Clínicas de São Paulo, Fernanda Rodrigues Lima, explica, no entanto, que os efeitos são vistos em números mínimos.

A gente usa a cafeína com atletas profissionais para competição em que percentuais mínimos vão fazer a diferença. Não é um resultado que é perceptível, mas um estímulo para chegar segundos mais rápido que o oponente em uma corrida, por exemplo. A cafeína não é a responsável por todo o resultado, mas é um estímulo.

Para quem o pré-treino com cafeína é recomendado? A médica do esporte Fernanda Rodrigues explica que a cafeína como pré-treino só é indicada para atletas de alto rendimento e competidores profissionais.

Não há qualquer indicação para pessoas que apenas fazem musculação, caminham ou praticam qualquer atividade de forma amadora.

"A gente usa isso com atletas profissionais e, mesmo assim, só em casos específicos. Nem com o atleta profissional a gente pode usar todos os dias, inclusive porque o corpo pode criar uma adaptação àquele alto volume de cafeína, que deixa de ser eficaz como antes", explica Fernanda. A contraindicação vem com o alerta dos médicos sobre o efeito da substância no corpo, principalmente no coração, que, em alguns casos, pode ser fatal.

A diferença entre as cápsulas ou bebidas pré-treino e o café de todos os dias é o tempo de entrega da quantidade de cafeína. É possível chegar a 400 mg de cafeína com o café, mas, para isso, são necessárias até quatro xícaras (e não se toma esse volume em minutos). Já com o pré-treino, sim, e isso pode sobrecarregar o coração.

No cérebro, a cafeína estimula a produção de adrenalina no corpo, que é uma substância vasoconstritora. Com isso, ela estreita os vasos sanguíneos, elevando a pressão arterial e a frequência cardíaca.

Há outros efeitos colaterais como: agravamento de quadros de ansiedade, vertigens, insônia, problemas de estômago e diarreia.

Além disso, a cafeína é um diurético, substância que atua nos rins aumentando a eliminação de água do corpo. Com isso, a pessoa pode desidratar e sobrecarregar o rim.

O pré-treino traz retorno mais rápido? Nas descrições de vários desses produtos, as promessas são de aumento da força, aceleração do metabolismo e agilidade na perda de gordura.

Segundo a médica Fernanda Rodrigues, a cafeína tem algum efeito termogênico -- que aumenta a temperatura corporal e eleva o gasto de calorias -- mas é baixo. Ou seja, não é suficiente para que se possa ver um resultado.

Esse efeito até foi observado em algumas pesquisas, mas os mecanismos ainda não são totalmente claros e o efeito é muito periférico para justificar o uso só por isso.

No entanto, esse tipo de apelo é o que leva muitos a aderirem a essa substância. Em uma busca no TikTok, há dezenas de vídeos de jovens e adolescentes falando sobre o uso de cápsulas e bebidas turbinadas antes do treino com feedbacks de resultado.

Isso não é verdade, uma cápsula de cafeína não pode transformar um atleta amador em profissional. Pelo contrário, se você precisa de um estimulante para treinar é porque há algo de errado na sua alimentação, tempo de descanso e treino. Isso é um problema e não solução.

— Fernanda Rodrigues, médica do esporte do Hospital das Clínicas de São Paulo Bruno Gualdano, que é professor do Centro de Medicina do Estilo de Vida da Faculdade de Medicina da USP, explica que os produtos prometem encurtar o caminho para o resultado, mas adverte que não há formas saudáveis de se fazer isso.

"A busca pelo caminho mais fácil na academia sempre atraiu pessoas e esse é o apelo desses produtos, mas não é verdade. Cafeína não vai trazer uma composição corporal melhor. Constância, boa alimentação, acompanhamento são o que vai trazer resultado. Só que isso leva tempo. É preciso tomar cuidado com o quanto pode custar à saúde o prazo que se cria para o resultado", diz Gualdano.

G1 saude

Foto: Frepik

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) recebeu do Ministério da Saúde as primeiras unidades de uma combinação inédita de dois medicamentos eficazes para pacientes com HIV ou aids: os antirretrovirais dolutegravir 50mg + amivudina 300mg. A chegada dessa medicação aconteceu na última terça-feira (16), e representa um avanço significativo no tratamento, proporcionando uma opção mais conveniente para os pacientes.

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As primeiras unidades chegaram na Diretoria de Unidade de Assistência Farmacêutica (DUAF) e já estão sendo disponibilizadas nas unidades de dispensação de medicamentos, incluindo o Lineu Araujo, Hospital Natan Portela e municípios como Floriano, Piripiri, Parnaíba, Picos e Oeiras.

Manoel Pinheiro, diretor da Unidade de Assistência Farmacêutica da Sesapi, enfatiza que o Piauí recebeu mais de 55 mil unidades dessa inovadora combinação de antirretrovirais. “Essa mudança visa facilitar a adesão ao tratamento, oferecendo uma opção de um único comprimido diário em comparação aos dois comprimidos separados”, destaca.

A migração para o novo tratamento seguirá critérios específicos, conforme orientações do Ministério da Saúde. Pacientes com idade igual ou superior a 50 anos, adesão regular, carga viral inferior a 50 cópias no último exame, e que iniciaram a terapia dupla até 30 de novembro de 2023 serão os primeiros beneficiados.

Karina Amorim, coordenadora de Infecção Sexualmente Transmissíveis da Sesapi, destaca que essa combinação revoluciona o tratamento do HIV, oferecendo aos usuários a praticidade de uma única dose diária.

“Os critérios para ampliar o público contemplado serão reavaliados em seis meses, levando em consideração o crescimento das prescrições e a disponibilidade do medicamento em estoque na rede, segundo informações do Ministério da Saúde”, explica a coordenadora.

O dolutegravir 50mg + amivudina 300mg resulta de uma aliança estratégica entre Farmanguinhos/Fiocruz e as empresas farmacêuticas ViiV Healthcare Company e GlaxoSmith Kline. As orientações sobre o uso da terapia estão disponíveis no site do Ministério da Saúde.

A médica infectologista Elna Amaral destaca que a nova substância, consolidada em um comprimido diário, representa um avanço notável na ciência do tratamento do HIV, permitindo aos pacientes uma transição mais simples e eficaz. “A troca já foi autorizada pelo Ministério da Saúde, iniciando com pacientes que tomavam três comprimidos por dia e migrando para um, especialmente aqueles acima de 50 anos com carga viral controlada por pelo menos um ano”, conclui a médica.

Sesapi

Foto: divulgação

De acordo com um estudo recente sobre os hábitos alimentares de mais de 34 mil adultos norte-americanos revelado pelo jornal The New York Times, quase 60% das pessoas questionadas disseram que era normal para elas comer depois das 21h.

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Especialistas alertam que, se você fizer das refeições noturnas um hábito regular, isso pode ter consequências indesejadas para a saúde. Especialmente quando a refeição é feita pouco tempo antes da hora de dormir.

O que acontece se eu comer tarde da noite? Nossos corpos evoluíram para processar nutrientes durante o dia e para conservar e armazenar energia à noite, explica Marie-Pierre St-Onge, cientista de nutrição e sono da Universidade de Columbia. E perturbar esse ritmo natural pode causar problemas.

Uma série de estudos recentes concluíram, por exemplo, que jantar até três horas antes de dormir pode piorar os sintomas de azia ou refluxo ácido. Algumas pesquisas também revelaram que comer uma a três horas antes de dormir está associado a uma piora na qualidade do sono.

As investigações sobre alimentação noturna também falam sobre o aumento do peso corporal e da saúde metabólica. De acordo com Frank Scheer, neurocientista do Brigham and Women’s Hospital, em Boston, um estudo de 2019 com quase 900 adultos norte-americanos de meia-idade e mais velhos, mostrou que aqueles que consumiam cerca de 100 calorias ou mais duas horas antes de dormir tinham cerca de 80% mais probabilidade de estar acima do peso ou de ter excesso de peso.

Os pesquisadores encontraram resultados semelhantes em adultos na Suécia e no Japão.

Dá pra controlar a alimentação noturna? A pesquisa do Brigham and Women’s Hospital sugere ainda que, se possível, é melhor evitar comer a última refeição do dia no máximo entre três e quatro horas antes da hora habitual de dormir.

Se você trabalha em turnos não convencionais, comer tarde pode ser inevitável. Mas, se puder, tente fazer suas maiores refeições entre 7h e 19h. Se você comer mais tarde à noite, a sugestão é optar por refeições ou lanches menores e mais nutritivos, que não sejam muito ricos em gordura ou açúcares adicionados.

? Quais as recomendações médicas A nutricionista Greice Furlanetto Arraes reiterou ao g1 que a alimentação muito tarde da noite não é uma boa opção, pois à noite ficamos mais resistentes à insulina. Então, se você for comer, por exemplo, uma refeição rica em carboidratos muito tarde, as chances de ganhar gordura corporal são muito maiores do que se você for consumir de dia.

Tudo isso tem ligação com estarmos indo contra o nosso relógio biológico, o ciclo circadiano, que é como os nossos hormônios funcionam, explica Greice. Então, diz a especialista, o ideal seria ficar pelo menos duas horas sem comer antes de dormir.

Greice diz que se for inevitável se alimentar tarde da noite, o ideal é dar preferência a proteínas e fibras com uma gordura saudável e tentar evitar carboidratos.

G1

Foto: Zester Daily/Reuters

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi) foi qualificado pela Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) para o fornecimento de plasma sanguíneo excedente utilizado na produção de medicamentos. Ao total são 48 Serviços de Hemoterapia – públicos e privados – qualificados para fornecer plasma à Hemobrás. O objetivo é aumentar a capacidade de aptidão da Hemorrede Nacional a fornecer plasma para fracionamento industrial. No dia 15 de janeiro, às 8h, o Hemopi entrega o primeiro lote contendo 2.560 bolsas de plasma, um total de 614 litros.

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Segundo o diretor geral do Hemopi, Rafael Alencar, a qualificação do Hemopi é uma conquista importante.

“Alcançar a qualificação mostra que os processos realizados pelo hemocentro são seguros e se adequam as normas exigidas pelas autoridades de saúde. Isso reforça a excelência do serviço prestado à população”.

O processo de qualificação foi iniciado no final de 2022, com uma auditoria da Octapharma, empresa europeia especializada no fracionamento de plasma e parceira da Hemobrás. Durante todo o ano de 2023, uma equipe de trabalho multidisciplinar conduziu a gestão de equipamentos, da qualidade no processamento e produção de hemocomponentes com objetivo de cumprir todos os requisitos necessários para o fornecimento de plasma excedente para a indústria.

“Em 10 de novembro a qualificação foi aprovada. Isso significa dizer que o plasma que está sendo enviado pelo Hemopi tem qualidade e é seguro para a produção de medicamentos hemoderivados como Albumina, hemoglobulinas e os concentrados de Fator VII e IX. Esses medicamentos serão distribuídos através do SUS para os pacientes com coagulopatias e doenças hematológicas atendidos nos serviços ambulatoriais da hemorrede brasileira”, explica a hematologista e gerente técnica do Hemopi, Karina Nava.

A Hemobrás é responsável pela qualificação dos serviços de hemoterapia brasileiros para fornecimento de plasma excedente do uso transfusional para produção de medicamentos hemoderivados, conforme Portaria nº 1.710/2020 do Ministério da Saúde. O processo de qualificação engloba as auditorias nos serviços de hemoterapia, o acompanhamento para melhoria contínua da hemorrede fornecedora e o gerenciamento de informações que servirão de base de fomento às ações estratégicas dá Hemobrás junto à hemorrede brasileira.

Com a entrada do Hemopi e do Hemocentro do Estado do Rio Grande do Sul (Hemorgs), aumenta para 48 o número de serviços de hemoterapia brasileiros qualificados pela Hemobrás e aptos a fornecer plasma excedente. O hemocomponente é utilizado em fracionamento industrial para a produção dos medicamentos hemoderivados como: albumina, imunoglobulina, fator VIII e fator IX de coagulação.

"O Serviço Ambulatorial do Hemopi é referência para o tratamento de coagulopatias e doenças hematológicas no estado do Piauí através do SUS. Lá são atendidos pacientes com doenças como Hemofilia, Talassemia e Anemia Falciforme, sendo que muitos destes pacientes dependem das medicações feitas de hemoderivados para ter uma qualidade de vida melhor", disse o superintendente de média e alta complexidade da Sesapi, Dirceu Campêlo.

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