Desde o início deste ano, até 21 de novembro, foram confirmados 9.898 casos de sarampo no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, o país enfrenta dois surtos de sarampo: no Amazonas, foram confirmados 9.477 casos e, em Roraima, 347 casos. Três estados registraram mortes pela doença: quatro em Roraima, seis no Amazonas e três no Pará.
O ministério informou, no entanto, que o número de casos novos vem caindo nos estados do Amazonas e de Roraima desde agosto. As informações foram repassadas pelas secretarias estaduais de Saúde ao atualizar os dados sobre a doença no país.
Dos mais de 7 mil casos que estavam em investigação no Amazonas, apenas nove continuam sendo avaliados. No Amazonas, a confirmação dos casos desta semana refere-se a notificações acumuladas, principalmente dos meses de julho e agosto. Em Roraima, a maior concentração de casos ocorreu entre fevereiro e abril deste ano.
Desde o início do ano, o Ministério da Saúde encaminhou aos Estados de Rondônia, do Amazonas, de Roraima, do Pará, do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Rio Grande do Sul, de Pernambuco e de Sergipe, bem como ao Distrito Federal, 14,8 milhões de doses da vacina tríplice viral para atender à demanda dos serviços de rotina e à realização de ações de bloqueio, além da intensificação e campanha de vacinação para prevenção de novos casos de sarampo.
É possível pegar herpes em copos e talheres? Sim. O dermatologista Caio Lamunier, do Hospital das Clínicas de São Paulo, explica que o compartilhamento imediato de copos, talheres e até de maquiagem com uma pessoa com a manifestação da herpes pode transmitir o vírus. Além disso, copos e talheres mal lavados, que foram utilizados durante a manifestação da doença, também podem conter o vírus, mas só são meios de transmissão se usados em sequência, por conta da sobrevivência do vírus fora do corpo.
O vírus da herpes está no ar? Não. O dermatologista afirma que o vírus da herpes, com exceção da herpes zóster, não sobrevive ao ar. O herpes comum, que afeta lábios, pele e genitais, só é transmissível por meio do contato.
A herpes só aparece nos lábios? Não. O vírus comum da herpes pode aparecer na pele, lábios e genitais, podendo afetar nervos de todo o corpo. O dermatologista afirma que as manifestações nos lábios e nos genitais são mais frequentes por se tratarem de peles mais finas. A herpes comum tem dois tipos. A tipo 1 afeta da cintura para cima. Já a herpes tipo 2 afeta da cintura para baixo, atingindo principalmente os órgãos genitais. Entretanto, o médico afirma que os tipos estão aparecendo em extremidades contrárias, devido ao contato com a parte afetada.
Qual a diferença entre herpes comum e herpes zóster? O dermatologista afirma que a herpes zóster é o mesmo vírus da catapora e causa mais danos que a herpes comum. Enquanto o vírus da herpes simples pode afetar vários nervos em pontos diferentes, o da herpes zóster afetará só um nervo, tendo seu ataque totalmente concentrado nele — por isso se manifesta em uma faixa, percorrendo toda a área do nervo afetada —e podendo causar dor crônica naquele nervo.
Qual a melhor maneira de disfarçar uma herpes? Para Lamunier, a melhor maneira para diminuir o machucado é por meio de antivirais próprios. Entretanto, o médico recomenda que, para disfarçá-la a maquiagem pode ser utilizada desde que a aplicação seja feita com o dedo para que não contamine o produto e os pincéis. Segundo ele, uma mesma pessoa já com o vírus pode levar a herpes de um nervo para outro.
Tratamentos com pomadas são eficazes? Não. O dermatologista afirma que as pomadas antivirais, hidratantes labiais e hidratação com soro, embora provoquem a sensação de mais hidratação, não têm ação contra o vírus. Já o tratamento com antiviral oral consegue conter a multiplicação do vírus, apresentando resultado em até dois dias.
Quanto tempo dura o ciclo da herpes? A manifestação da herpes tem duração de 10 dias, que é o tempo que o corpo leva para combatê-la totalmente. Se usado remédios antivirais, o ciclo pode ter menor duração, sendo combatido, às vezes, em dois dias.
Quais fatores fazem a herpes aparecer? O médico explica que, quando o vírus já está instalado no corpo, algum resquício dele pode permanecer adormecido. Tomar sol, por exemplo, afeta a imunidade e, quando ela cai, a herpes se manifesta.
Como uma pessoa que nunca teve herpes pode se prevenir de contrair o vírus? O dermatologista afirma que a prevenção é evitar entrar em contato com o vírus da herpes. Para isso, é necessário evitar contato com lesões ativas, que podem ser contraídas por meio do beijo e não compartilhar copos, talheres e maquiagem.
O desenvolvimento de uma vacina contra a gonorreia pode estar mais perto do que imaginávamos, segundo pesquisadores da Universidade Estadual do Oregon, nos Estados Unidos.
Em análise laboratorial, os investigadores conseguiram mapear as proteínas de diferentes cepas das bactérias causadoras da doença. Através disso, eles conseguiram se aproximar tanto de uma vacina quanto de entender por que estas bactérias são tão boas em combater os remédios existentes para o tratamento.
As descobertas, publicadas na revista científica , são especialmente importantes, uma vez que o micróbio, Neisseria gonorrhoeae, é considerado uma "superbactéria" devido à sua resistência a todas as classes de antibióticos disponíveis para o tratamento de infecções. Como funcionou o estudo?
Para o estudo, Aleksandra Sikora, pesquisadora da Faculdade de Farmácia da Universidade Estadual do Oregon, realizou perfis proteômicos, todas as proteínas produzidas por qualquer organismo, de 15 cepas gonocócicas.
Entre os isolados do estudo estavam as cepas de referência mantidas pela Organização Mundial de Saúde, que mostram todos os perfis conhecidos de resistência antimicrobiana gonocócica.
Desta forma, os pesquisadores encontraram mais de 1.600 proteínas comuns entre as cepas e, a partir delas, nove novas vacinas candidatas foram identificadas.
Desta forma, os pesquisadores encontraram mais de 1.600 proteínas comuns entre as cepas e, a partir delas, nove novas vacinas candidatas foram identificadas.
Durante a análise, os investigadores encontraram seis novas proteínas que foram expressas de forma distinta em todas as cepas, sugerindo que são marcadores ou desempenham papéis na resistência a drogas e, portanto, podem ser alvos eficazes para novos medicamentos.
Além disso, eles verificaram a conexão entre o fenótipo bacteriano, as características e comportamento observáveis dos micróbios, e as assinaturas de resistências que o estudo de proteínas revelou. Os cientistas descobriram sete agrupamentos fenotípicos correspondentes entre assinaturas já conhecidas e aquelas descobertas por análise proteômica.
As descobertas promovem um novo impulso a uma pesquisa de vacinas que também recebeu um incentivo no verão de 2017, quando um estudo na Nova Zelândia mostrou que pacientes que receberam a vacina meningocócica B com vesícula de membrana externa eram 30% menos propensos a contrair gonorreia do que aqueles que não receberam a vacina.
Embora a gonorreia e a meningite meningocócica tenham diferentes meios de transmissão e causam diferentes problemas no organismo, seus patógenos-fonte são parentes genéticos próximos. O que é gonorreia?
Gonorreia é uma doença sexualmente transmissível (DST) comum, que afeta tanto a homens quanto a mulheres. Ela pode ser transmitida em qualquer contato sexual, seja penetração vaginal ou anal, sexo oral ou mesmo por contaminação ocular.
A gonorreia é uma das infecções sexualmente transmissíveis (IST's na nova sigla) que mais tem crescido no Brasil e no mundo. Além disso, em 2017 a Organização Mundial da Saúde alertou para como a bactéria Neisseria gonorrhoeae está se tornando cada vez mais resistente à antibióticos.
Com o objetivo de manter a população alerta e mobilizada no combate ao mosquito Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e Chikungunya, o Ministerio da Saude lançou recentemente a campanha “O perigo é para todos. O combate também. Faça sua parte. Com ações simples podemos combater o mosquito", a campanha proproe uma ação coletiva, entre governo e população, para derrotar o mosquito.
Os meses de novembro a maio são considerados o período epidêmico para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, porque o calor e as chuvas são condições ideais para a proliferação do mosquito.
“É o momento em que devem ter maior atenção e intensificar os esforços para não deixar a larva do mosquito nascer. No caso da população, além dos cuidados, como não deixar água parada nos vasos de plantas, é possível verificar melhor as residências, apoiando o trabalho dos agentes de endemias”, explica o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Divino Martins.
De acordo com coordenador do Centro de Zoonoses, Thalles Rodrigues, foram catalogados no sistema em Floriano, em 2017, aproximadamente, 280 casos de chikungunya e 232 de dengue, em 2018 esse número reduziu, apresentando 30 casos, em média, de chicungunya e 40 de dengue.
“Essa redução se deve ao trabalho intensivo de combate e conscientização, assim ao trabalho de limpeza das ruas, o que coloca Floriano como município de baixo risco”, enfatizou o coordenador que pede o apoio da população na limpeza de casas e terrenos para combater fortemente o Aedes aegypti.