cafeUm relatório do Instituto de Informação Científica sobre o Café (ISIC) intitulado 'Café e diabetes tipo 2: Uma revisão das pesquisas mais recentes' destaca o papel potencial do consumo de café sobre o risco reduzido de desenvolver diabetes tipo 2 e os mecanismos potenciais envolvidos.

Diabetes Mellitus Tipo 2 é uma doença crônica que altera a forma como o organismo controla a glicose (açúcar) no sangue, que é a sua principal fonte de energia. Caracterizada por uma deficiência na ação e secreção da insulina, isto acontece porque a pessoas com diabetes tipo 2 podem ter resistência à insulina.

Os pesquisadores revisaram mais de 30 estudos sobre a associação do consumo de café e o diabetes tipo 2 com mais de um milhão de participantes quando somados.

O professor Kjeld Hermansen explorou as potenciais perspectivas por trás da associação inversa entre o consumo de café e o diabetes tipo 2, apresentando um resumo das pesquisas que foram realizadas nessa área.

A pesquisa sugere que vários fatores podem estar envolvidos, incluindo um efeito antioxidante, um efeito antiinflamatório, efeitos termogênicos ou a modulação da diversidade do microbioma. A apresentação do professor Hermansen também se baseou em sua própria pesquisa sobre compostos de café, como o ácido caféico e cafestol.

As principais conclusões da pesquisa destacadas no relatório incluem:

Meta-análises sugerem que beber de 3 a 4 xícaras de café por dia está associado a um risco 25% menor de desenvolver diabetes tipo 2


A associação inversa entre o consumo de café e diabetes tipo 2 foi demonstrada em homens e mulheres


Meta-análises sugerem que tanto o café cafeinado quanto o descafeinado estão associados a um risco reduzido de diabetes tipo 2


Um número de compostos clinicamente relevantes estão presentes no café, incluindo: cafeína, ácidos hidroxicinâmicos, trigonelina, diterpenos, por exemplo, cafestol e kahweol, e ácido cafeico.


A meta-análise é uma técnica estatística que integra os resultados de dois ou mais estudos independentes, sobre uma mesma questão de pesquisa, combinando, em uma medida resumo, os resultados de tais estudos.

 

G1

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infartoPor que gases podem ser confundidos com infarto? De acordo com o gastroenterologista Eduardo Antônio, da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), quando o corpo está com excesso de gases, o abdome fica inchado por conta das bolhas de ar no local e, conforme essas bolhas se movimentam, podem causar a compressão de alguns órgãos, provocando dor que é refletida na região do peito.


O que são os gases? Os gases são formados por meio da fermentação feita pelas bactérias do intestino de alimentos que contenham carboidratos e glicoproteínas (proteínas que têm ligação com o carboidrato), por exemplo, o feijão, gerando grande produção de metano. Já a fermentação de alimentos gordurosos, ricos em carboidratos e proteínas, libera uma maior quantidade de gás carbônico, segundo o médico.


Qual a diferença entre o gás do arroto e do pum? O gastroenterologista afirma que, geralmente, o gás do arroto vem pela alta ingestão de ar junto à alimentação e por maus hábitos, como comer rápido, conversar enquanto se alimenta e ingerir bebidas com gases. De acordo com o médico, os gases do arroto também podem ser ocasionados pelo estresse. Já os gases intestinais têm vários motivos, como a alta produção de ar por bactérias intestinais, intolerâncias alimentares e intestino preso.


Quais alimentos podem causar gases? O médico afirma que alimentos como o feijão e alguns vegetais, como lentilha, repolho, brócolis e batata contêm carboidratos não digeríveis, sendo fermentados por bactérias do intestino grosso e podem produzir gases em maior quantidade. Alimentos derivados de leite também podem causar mais gases por conta de deficiência da enzima que ajuda a digerir o açúcar do leite. Assim, essa deficiência faz com que o leite e derivados não consigam ser digeridos, acumulando gases.


Por que algumas pessoas têm mais gases que outras? De acordo com o especialista, a produção de gases pode variar entre as pessoas e de acordo com sua alimentação e hábitos. Se a pessoa tiver uma alimentação balanceada e bons hábitos, consequentemente, ela terá menos gases.


É possível prevenir os gases? O médico afirma que exercícios regulares ajudam a melhorar a função intestinal e, a redução de alimentos gordurosos, carnes fritas, molhos e massas em excesso são meios eficazes para prevenir os gases.


Gases podem interferir no peso? Não. O médico explica que, embora haja a sensação de estufamento, devido à distensão dos músculos do abdome, o peso não é alterado pelos gases.


Por que alguns gases têm cheiro mais forte? Segundo o gastroenterologista, o odor dos gases está relacionado aos alimentos ingeridos e se eles contêm enxofre. O médico afirma que os principais gases do pum são o nitrogênio, oxigênio, dióxido de carbono, hidrogênio e metano.


Por que os gases causam dor? O especialista explica que a dor ocasionada pelos gases vêm do acúmulo das bolhas de ar na região abdominal e pela sua movimentação no local, que também provoca a sensação de inchaço.


Os gases têm alguma função na saúde? Basicamente, não. O médico explica que a única função que os gases apresentam para a saúde é a eliminação do produto obtido na fermentação dos alimentos em todo o processo digestório.


Chás ajudam a reduzir e eliminar os gases? Não. De acordo com o especialista, não há conhecimento de que os chás ajudem a reduzir o problema. Antônio afirma que, para eliminá-los, é importante identificar o alimento causador para evitar sua formação. O médico também explica que medicamentos que contenham a enzima alfa-galactosidase, que ajuda na digestão dos carboidratos não digeríveis, evitam o surgimento dos gases.

 

R7 

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mosquitoO Ministério da Saúde lança nesta terça-feira (13) campanha publicitária de combate ao mosquito Aedes aegypti. O objetivo é mobilizar toda a população sobre a importância de intensificar, neste período que antecede o verão, as ações de prevenção contra o mosquito, que transmite dengue, zika e chikungunya. Com o slogan "O perigo é para todos. O combate também. Faça sua parte. Com ações simples podemos combater o mosquito", a campanha ressalta que a união de todos, governo e população, é a melhor forma de derrotar o mosquito, e que a vigilância deve ser constante.

Dados nacionais apontam redução nas três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, entre janeiro a outubro de 2018, em comparação com o mesmo período de 2017, porém, alguns estados apresentam aumento expressivo de casos de dengue, Zika ou chikungunya. Por isso, é necessário intensificar agora as ações de eliminação do foco do mosquito para evitar surtos e epidemias das três doenças no verão.

Os meses de novembro a maio são considerados o período epidêmico para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, porque o calor e as chuvas são condições ideais para a proliferação do mosquito. “É o momento em que todos - União, estado e municípios, e a população em geral - devem ter maior atenção e intensificar os esforços para não deixar a larva do mosquito nascer. No caso da população, além dos cuidados, como não deixar água parada nos vasos de plantas, é possível verificar melhor as residências, apoiando o trabalho dos agentes de endemias”, explica o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Divino Martins.

De acordo com o coordenador, os agentes de endemias utilizam três técnicas simples, que levam cerca de 10 minutos, para vistoriar casas, apartamentos e espaços abertos. “Os agentes de endemias estão nas ruas vistoriando todos os espaços em todo o país. Contudo, a população pode se empoderar também dessas técnicas e se antecipar à visita dos agentes. Durante os meses que antecedem o verão e ao longo de 2019, o Ministério da Saúde vai fazer o alerta contra o mosquito e ensinar, por meio de vídeos tutoriais nas redes sociais, entre outros meios, como são essas técnicas. Além dos 60 mil agentes de endemia, a pasta quer contar com os mais de 200 milhões de brasileiros para serem multiplicadores dessas ações”, destaca o coordenador Divino Martins.

Além do lançamento da campanha, está prevista ainda, para o final de novembro, a Semana de Mobilização Integrada para o Combate ao Aedes aegypti. No total, 210 mil unidades públicas e privadas de todo o país estão sendo mobilizadas, sendo 146 mil escolas da rede básica, 11 mil centros de assistência social e 53 mil unidades de saúde. A Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) orientou estados e municípios a realizarem atividades para instruir as comunidades sobre a importância da prevenção e combate ao mosquito. Também está prevista a mobilização da população em geral, por meio do slogan ‘Sábado sem mosquito. Com ações simples, podemos combater o Aedes aegypti’. Os órgãos públicos também farão vistorias em seus prédios.

Outra medida importante para este mês será a divulgação do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), ferramenta utilizada para identificar os locais com focos do mosquito nos municípios. O LIRAa é um instrumento fundamental para o controle do mosquito. Com base nas informações coletadas, os gestores podem identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas.

Durante todo o ano, o Ministério da Saúde realiza ações permanentes de vigilância, prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, com apoio da Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) e das Salas Estaduais. As videoconferências com as 27 salas estaduais ocorrem mensalmente e, durante o período epidêmico, são realizadas quinzenalmente. O Ministério da Saúde também oferece, continuamente, aos estados e municípios apoio técnico e fornecimento de insumos, como larvicidas para o combate ao vetor, além de veículos para realizar os fumacês, e testes diagnósticos, sempre que solicitado pelos gestores locais

Para estas ações, a pasta tem garantido orçamento crescente aos estados e municípios. Os recursos para as ações de Vigilância em Saúde, incluindo o combate ao Aedes aegypti, cresceram nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões, em 2010, para R$ 1,93 bilhão em 2017. Este recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, zika e chikungunya e é repassado mensalmente a estados e municípios. Além disso, desde novembro de 2015, foram destinados cerca de R$ 465 milhões para pesquisas e desenvolvimento de vacinas e novas tecnologias. Neste ano, o orçamento destinado para as ações de vigilância em saúde é de R$ 1,9 bilhão.

 

MS

gonorreiaUma vacina contra a gonorreia pode estar mais próxima, segundo pesquisadores da Universidade Estadual do Oregon.

Em um estudo, eles conseguiram mapear as proteínas de diferentes cepas das bactérias causadoras da doença e se aproximaram tanto de uma vacina quanto de entender por que estas bactérias são tão boas em combater os remédios existentes para o tratamento.

As descobertas, publicadas na revista científica "Molomular and Cellular Proteomics", são especialmente importantes, uma vez que o micróbio, Neisseria gonorrhoeae, é considerado uma "superbactéria" devido à sua resistência a todas as classes de antibióticos disponíveis para o tratamento de infecções.

A gonorreia, uma doença sexualmente transmissível que resulta em 78 milhões de novos casos em todo o mundo a cada ano, é altamente prejudicial se não tratada ou tratada indevidamente.

Pode levar a endometrite, doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica, epididimite e infertilidade.

Bebês nascidos de mães infectadas estão em maior risco de cegueira. Até 50% das mulheres infectadas não apresentam sintomas, mas os casos assintomáticos ainda podem levar a consequências graves para a saúde reprodutiva do paciente, aborto espontâneo ou parto prematuro.

O estudo
Aleksandra Sikora, pesquisadora da Faculdade de Farmácia da Universidade Estadual do Oregon, ajudou a liderar uma colaboração internacional que realizou perfis proteômicos- todas as proteínas produzidas por qualquer organismo- de 15 cepas gonocócicas.

Entre os isolados do estudo estavam as cepas de referência mantidas pela Organização Mundial de Saúde, que mostram todos os perfis conhecidos de resistência antimicrobiana gonocócica.

Como funciona a vacina?
Os pesquisadores encontraram mais de 1.600 proteínas comuns entre as cepas e, a partir delas, nove novas vacinas candidatas foram identificadas.

Uma vacina funciona através da introdução de uma proteína "invasora", conhecida como um antígeno, que aciona o sistema imunológico do corpo e, posteriormente, ajuda a reconhecer e atacar rapidamente o organismo que produziu o antígeno.

 

Os pesquisadores também encontraram seis novas proteínas que foram expressas de forma distinta em todas as cepas, sugerindo que são marcadores ou desempenham papéis na resistência a drogas e, portanto, podem ser alvos eficazes para novos medicamentos.

Além disso, os cientistas analisaram a conexão entre o fenótipo bacteriano - as características e comportamento observáveis ​​dos micróbios - e as assinaturas de resistência que o estudo das proteínas revelou. Eles encontraram sete agrupamentos fenotípicos correspondentes entre assinaturas já conhecidas e aquelas descobertas por análise proteômica.

Juntas, as descobertas representam um passo fundamental em direção a novas armas na luta contra um patógeno implacável e em constante evolução.
Criamos um banco de dados de proteômica de referência para pesquisadores que examinam vacinas gonocócicas e também resistência antimicrobiana


— Aleksandra Sikora, co-autora do estudo
As descobertas acrescentam novo impulso a uma pesquisa de vacinas que também recebeu um impulso no verão de 2017, quando um estudo na Nova Zelândia mostrou que pacientes que receberam a vacina meningocócica B com vesícula de membrana externa eram 30% menos propensos a contrair gonorreia do que aqueles que não receberam a vacina.

"Todos os testes anteriores de vacinas falharam", disse Sikora.

A gonorréia e a meningite meningocócica têm diferentes meios de transmissão e causam diferentes problemas no organismo, mas seus patógenos-fonte são parentes genéticos próximos.

 

G1

Foto: CNRI/SCIENCE PHOTO LIBRARY