Olhos vermelhos, sensação de ressecamento e “areia”,ardência e coceira nunca devem ser considerados como uma situação normal. A realidade é que esses sinais podem ser um alerta para a Síndrome da Disfunção Lacrimal ou Síndrome do Olho Seco. Em casos mais graves, é comum apresentar sensibilidade à luz e desconforto ao piscar.
Pode ocorrer devido ao envelhecimento natural sendo mais comum em pessoas acima de 50 anos, anormalidades palpebrais ,doenças sistêmicas e autoimunes, uso de medicamentos crônicos, alterações hormonais entre outros .Há, ainda, importante relação com fatores ambientais como exposição ao ar condicionado, vento, clima quente e seco, fumaça, etc.
Sem o tratamento adequado, podem ocorrer algumas complicações graves, como a ceratite, aumentando a susceptibilidade a infecções por vírus ou bactérias por exemplo.
Caso apresente sinais da Síndrome do Olho Seco, nunca use colírios de outras pessoas ou trate o problema por conta própria. Procure um oftalmologista que investigará a causa do problema e orientará o tratamento mais indicado.
Dra. Flávia Barradas, CRM-PI 3959, Oftalmologista Especialista em Doenças de Córnea.
Cientistas revelaram nesta quinta-feira (25) um novo teste para detectar a tuberculose em crianças. Uma equipe multinacional que trabalha na Fundação KNCV de Tuberculose em Haia, na Holanda, desenvolveu um método simples para analisar as amostras de pessoas com menos de cinco anos.
O método, que pode ser aplicado em comunidades remotas, substitui os atuais, que são invasivos e só podem ser praticados em grandes centros hospitalares.
Calcula-se que 240 mil crianças morrem por tuberculose a cada ano. Se a doença for diagnosticada a tempo e receber tratamento pode ser curada e é pouco mortal entre os mais jovens.
Cerca de 90% das mortes por tuberculose se deve a casos que não receberam tratamento.
O teste atual, usado nos dias de hoje, se baseia em uma amostra de fleuma da traqueia inferior fornecida pelo paciente. A amostra depois é analisada por uma máquina especial, que posteriormente dá um resultado.
Entretanto, como as crianças com menos de cinco anos não expulsam a fleuma, os médicos precisam fazer a extração de uma mucosidade pegajosa com um invasivo e doloroso procedimento que requer a permanência noturna do paciente no hospital.
Os pesquisadores encontraram na Indonésia e na Etiópia um método para analisar a amostra da mesma maneira, sem que seja preciso ser transferido para um grande centro hospitalar.
"A potencialidade é enorme e significa que temos em nossas mãos um método que pode diagnosticar a tuberculose em um nível baixo de atenção da saúde e pode ser aplicada a centenas de milhares de pessoas", disse Kitty van Weezenbeek, diretora-executiva da Fundação KNCV de Tuberculose, que desenvolveu o método.
Os resultados dos ensaios foram revelados na quinta-feira em Haia, em uma conferência global sobre a saúde pulmonar.
Petra de Haas, consultora de laboratório na Fundação KNCV, disse que o teste poderá salvar muitas das 650 crianças que morrem diariamente de tuberculose.
"É um avanço real, pois pode ser feito em pequenos laboratórios", disse. "Sabemos que 250 mil crianças morrem a cada ano. Se esse teste for aplicado, poderíamos salvar pelo menos a metade", acrescentou. A tuberculose matou pelo menos a 1,7 milhão de pessoas em 2017, segundo a Organização Mundial de Saúde, sendo a doença transmitida por via respiratória que mais mata no mundo.
Apesar do enorme número de mortes, a tuberculose recebe somente 10% do financiamento global dirigido para a pesquisa do HIV/Aids.
AFP
Foto: National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID)
Um estudo publicado nesta segunda-feira (22), na revista JAMA Internal Medicine (Journal of the American Medical Association) mostra que a alimentação à base de produtos orgânicos reduz o risco de desenvolvimento do câncer.
A pesquisa, liderada pela epidemiologista Julia Baudry, do Institut National de la Sante e de la Recherche Medicale, na França, analisou a dieta de 68.946 adultos franceses, sendo a maioria, mulheres acima de 40 anos.
As análises foram realizadas por um período de, aproximadamente, quatro anos e meio.
Os voluntários foram divididos em quatro grupos, de acordo com a quantidade de refeições com produtos orgânicos, incluindo frutas, legumes, carne, peixe, refeições prontas, óleos e condimentos vegetais, suplementos alimentares e outros produtos.
Durante o período analisado, foram registrados 1.340 casos de câncer entre os participantes, sendo o câncer de mama o mais frequente (459) seguido pelo câncer de próstata (180), câncer de pele (135), câncer colorretal (99) e linfomas não-Hodgkin (47).
De acordo com os resultados do estudo, foi notado que, aqueles que ingeriam mais alimentos orgânicos do que alimentos cultivados de maneira tradicional (com pesticidas e agrotóxicos), apresentaram 25% menos chance de desenvolver qualquer tipo de câncer, 73% menos risco de desenvolver linfoma não-Hodgkin e 21% menos chance de desenvolver câncer de mama após a menopausa.
Segundo os pesquisadores, a diminuição de risco de câncer, provavelmente, está associada à quantidade de agrotóxicos e pesticidas utilizadas no cultivo convencional dos alimentos. Sem tais substâncias, o risco de desenvolvimento da doença é menor quando comparado aos riscos presentes no alimento com agrotóxicos.
Com o objetivo de estimular o uso da camisinha, cientistas desenvolveram preservativos de látex que se atolubrificam quando em contato com fluidos corporais.
Além de promover maior conforto, dizem os pesquisadores, a inovação traria mais segurança aos usuários, já que a falta de lubrificação pode fazer com que a camisinha saia do lugar durante a relação.
Quando usada corretamente, a camisinha é um contraceptivo eficaz e protege contra doenças sexualmente transmissíveis - a questão é que nem todo mundo gosta de usá-la.
Em artigo publicado na revista acadêmica Royal Society Open Science, os autores dizem que esses problemas seriam resolvidos com o novo produto - cujo desenvolvimento foi patrocinado pela Melinda Gates Foundation, dedicada a pesquisas na área da saúde -, já que ele desliza melhor depois de entrar em contato com fluidos corporais.
A sensação maior de conforto, eles acrescentam, duraria até o fim da relação sexual.
Isso porque a camisinha é capaz de manter a textura por cerca de mil movimentos de penetração - em média, um ato sexual leva metade disso.
Outros preservativos, quando usados em conjunto com lubrificantes vendidos em embalagens, deslizam melhor no início, mas perdem a eficácia após 600 movimentos de penetração.
Um grupo de voluntários testou e deu notas às duas camisinhas, quanto à textura e deslizamento.
A maioria dos 33 homens e mulheres deu nota maior à camisinha que se autolubrifica.
"Não parece tão lubrificada quando você pega nela a seco, mas na presença de água e fluidos naturais, fica bem escorregadia. Só precisa de um pouco de fluido para ativar esse efeito", afirma o pesquisador Mark Grinstaff, da Universidade de Boston.
Os cientistas dizem que mais testes serão necessários para comparar o desempenho da camisinha autolubrificante na "vida real". Testes clínicos com casais devem começar no início do ano que vem, segundo Grinstaff.
Uma empresa ligada à Universidade de Boston planeja desenvolver o produto para venda comercial, mediante aprovação regulatória.
Conveniência
PublicidadeFechar anúncio Nicola Irwin, da Queen's University, em Belfast, na Irlanda do Norte, é especialista em materiais de saúde de alta tecnologia. Ela diz que revestimentos "hidrofílicos" similares têm sido usados em cateteres urinários, para ampliar o conforto.
"Esses cateteres revestidos são, em geral, associados com uma aceitação maior que os cateteres sem revestimento ou outros dispositivos lubrificados a gel", afirmou Irwin, destacando que o cateter "hidrofílico" gera menor desconforto na inserção.
"É razoável esperar que as camisinhas com revestimento hidrofílico tragam benefícios semelhantes, mas precisamos de mais testes." Enquanto isso, pesquisadores da Universidade de Wollongong, na Austrália, têm usado hidrogel firme para fazer camisinhas autolubrificantes, em vez de látex e borracha. O resultado é um preservativo com uma textura mais parecida com a pele.
"Nós damos boas-vindas a inovações que encorajam o uso de camisinha, que é o único método contraceptivo que também ajuda a proteger contra DSTs. Então é importante que as pessoas se sintam confiantes e confortáveis ao usá-la", afirma Bekki Burbidge, da ONG FPA, voltada à saúde sexual.
"Lubrificação pode deixar o sexo mais confortável e proveitoso, então encorajamos que as pessoas a tentem diferentes tipos de lubrificantes à base de água, assim como diferentes tipos, tamanhos e texturas de camisinhas para encontrar as que melhor se adaptam elas a e que garantem maior prazer sexual."
Erros comuns no uso de camisinhas
- Produtos à base de óleo, inclusive alguns cremes de mão, podem danificar camisinhas de látex - portanto, é importante evitá-los. Use lubrificantes à base de silicone ou água.
- Nunca reutilize uma camisinha
- Tenha cuidado ao guardar as camisinhas, porque elas podem ser facilmente danificadas, especialmente se mantidas na carteira, bolso ou bolsa.
- Cheque a data de validade
- Quando colocar uma camisinha, é importante apertar a ponta para se livrar de qualquer resquício de ar. Se você não fizer isso, o preservativo pode romper.