obesidadeEstudo do Congresso Europeu de Obesidade afirma que 81% das pessoas obesas acham que a responsabilidade de emagrecer é só delas. O mesmo estudo mostra que quando há esse pensamento, a pessoa obesa não procura ajuda profissional e demora seis anos até que se procure ajuda.

"Quanto mais a pessoa demora para emagrecer, maior a chance de se ter outras doenças associadas ao excesso de peso, como diabetes e hipertensão", alerta o endocrinologista Bruno Halpern.

Muitos médicos também não falam sobre isso com o paciente por conta do estigma. A discussão não acontece e a pessoa não faz o tratamento adequado para emagrecer
Outros dados do estudo mostram que apenas 51% das pessoas obesas discutem com seus médicos como podem ser ajudadas.

Fatores que levam à obesidade:

Consumir mais do que se gasta;
Sedentarismo;
Alimentos calóricos disponíveis e em grande quantidade;
Genética;
Mecanismos metabólicos: quando a gente emagrece, a fome aumenta e o gasto energético diminui;
Sono ruim;
Remédios.
Mas como emagrecer? O primeiro passo é procurar um profissional de saúde e não ter vergonha de falar das dificuldade para emagrecer. O médico precisa prescrever uma estratégia de emagrecimento de acordo com o caso. O tratamento pode ser mudança na alimentação, exercício físico e em alguns casos uso de medicamentos e cirurgia. As chamadas receitas milagrosas não dão certo e podem causar prejuízos para a saúde.


Outro estudo divulgado nos Estados Unidos alerta que jovens que foram ridicularizados por serem gordinhos tiveram um aumento de 33% do peso. É um alerta para quem insiste em fazer bullying com as crianças. O preconceito e o estigma social são grandes problema para o obeso por causa do julgamento. É fundamental o apoio da família e dos amigos no processo de emagrecimento.


A obesidade atinge 20% dos brasileiros. Ainda tem dúvidas sobre a doença? Sabe se o problema é genético? Se remédios podem levar à obesidade? Por que o corpo resiste a perder peso?

 

G1 bem Estar

energeticoAs bebidas energéticas contêm várias substâncias. As mais importantes são a cafeína e a taurina. Estudos relatam que o combo de taurina e cafeína causa aumento do trabalho cardíaco. Contudo, um novo estudo, publicado no Journal of American Heart Association, revelou que a cafeína não é a única responsável por aumentar esse risco cardíaco. 

“Essa é a grande novidade. Não é só a cafeína, mas também outros ingredientes presentes no energético”, alerta a cardiologista Jaqueline Scholtz.
Muita gente ignora o aviso no rótulo dos energéticos – que eles não devem ser tomados junto com bebidas alcoólicas. Essa combinação pode ser fatal para o coração. De acordo com a cardiologista, “o álcool relaxa o nível de consciência e faz com que a pessoa queira consumir a bebida cada vez mais”.


O estudo americano mostrou que há risco cardíaco quando se bebe mais de 900 ml de energético, ou seja, quase quatro latas. Ao misturar com a bebida alcoólica, muitas vezes “perdemos o controle” e acabamos bebendo mais.

O álcool promove uma excitação e, misturado com o energético, a animação se potencializa. A estimulação em excesso pode provocar um problema cardíaco. Em casos mais extremos, a arritmia pode ser fatal.

Pessoas com pressão alta e arritmia devem evitar o consumo de energético.
Existe consumo ideal? O ideal é consumir abaixo de quatro latinhas. Alguns estudos recomendam até, no máximo, duas latas. A quantidade varia de acordo com o intervalo que o energético é consumido, e a marca do produto. Quanto mais rápido o consumo, menor deve ser o número de latinhas.

Como reduzir danos?
Alternar o energético com um copo de água
Os pais precisam saber que o adolescente não tem essa atitude porque é rebelde, mas porque o cérebro dele é diferente
Não adianta falar para o filho: “isso faz mal”. O melhor é reforçar o lado positivo de NÃO beber
É preciso combater os locais que fazem open bar, pois essa é uma forma de minimizar os danos
O adolescente é como um carro que tem um acelerador grande, um freio pequeno e um tanque pequeno

 

G1

 

cesareaAntes do bebê chegar ao mundo, há uma enorme expectativa. A mãe passa meses planejando como será o parto, se pretende que seja natural, com ou sem anestesia, se terá uma doula, se será na água, entre várias outras opções … Em alguns casos, mesmo sem planejar, a mulher pode ter que ser levada ao centro cirúrgico para uma cesárea. A cena do nascimento já é conhecida. Deitada, a mãe é coberta por um pano verde ou azul – chamado de campo cirúrgico, no jargão médico. Durante o procedimento, o obstetra narra o que está acontecendo, mas a mãe não consegue assistir a todos os passos por causa da barreira física.

Pensando em humanizar esse momento, a ginecologista e obstetra Elis Nogueira desenvolveu uma nova opção: o parto com campo transparente. “Não me conformava com o fato de que a mãe era a última pessoa a ver o seu filho, ou a sua filha, num parto cesárea”, disse Elis, em entrevista a VEJA. Acompanhe os principais trechos:


Como surgiu a ideia do campo transparente? Sempre me preocupei em fazer do nascimento um momento muito especial para a mãe, pai e para o bebê. Eu não me conformava com o fato de que a mãe era a última pessoa a ver o seu filho, ou a sua filha, num parto cesárea, porque o campo de tecido não permitia que ela visse o exato momento em que o seu bebê chegava ao mundo. Até então, para ela, só era possível ouvir o chorinho do bebê e só depois que lhe mostravam. Em 2017, vi uma foto de um parto cesárea realizado nos Estados Unidos com o uso de um campo plástico transparente. Fiquei imaginando como aquilo poderia ter sido feito. Fui até o arsenal de materiais cirúrgicos e pedi uma capa plástica transparente e estéril que costumamos usar para cobrir microscópios e aparelhos de ultrassom durante cirurgias; e foi assim que comecei.

Qual a necessidade de ter essa separação entre a mulher e a cirurgia? O campo cirúrgico (que é o pano verde, azul ou transparente) é necessário para fazer uma barreira de proteção entre a área da cesárea e a parte superior do corpo da mulher, para evitar a contaminação por bactérias ou outros microrganismos através do contato direto das mãos ou braços da paciente com o local da incisão, e de fluídos como os produzidos por espirros, tosses, e pela fala, por exemplo.
Pode explicar qual é o material utilizado? O campo cirúrgico transparente é um material estéril e descartável, feito de polietileno transparente simples, e de baixo custo. Comecei usando uma simples capa plástica estéril transparente de 80×120 cm, que eu dobrava e fazia com que se tornasse uma ‘cortina transparente’, possibilitando a mãe visualizar o exato momento da chegada do seu bebê ao mundo. Mantendo, assim, as características de proteção, isolamento e esterilidade necessárias para se evitar contaminações.

Quais hospitais usam no Brasil? Desde 2017, uso do campo cirúrgico transparente em todas as cesáreas que realizo nos principais hospitais e maternidades de São Paulo.

No campo visual, é muito diferente do parto normal? Visualmente, a experiência da mamãe com o campo transparente na cesárea se aproxima à do parto normal, pois ela também vê o nascimento do seu filho. Não, não há mais sangue à vista, pois a paciente está deitada, o que a impede de ver a incisão cirúrgica.

O fato de ser uma cirurgia não pode impressionar os pais? Não assusta. A mulher fica deitada e não tem a visão da incisão cirúrgica ou de outras fases do procedimento que poderia impressioná-la. Além de estar na posição horizontal, após o nascimento, colocamos um outro campo, opaco. Ele é usado para fechar esta janela de visão da mãe e do pai, ou acompanhante.

Como é a recepção das famílias? A recepção foi e tem sido fantástica. A melhor possível. As mães me dizem que conseguiram se sentir parte daquele momento.

E dos médicos? Eles receberam bem? No início, a reação dos médicos foi de surpresa, até mesmo em minha própria equipe, por ser uma inovação nas cesáreas e uma prática até então desconhecida. Com o passar do tempo e com a adoção do campo cirúrgico transparente em todas as minhas cesáreas, a recepção passou as ser muito positiva.

 

veja

Foto: Katia Rocha/Divulgação

canabbisA discussão sobre a regulamentação da Cannabis medicinal começou há quatro anos aqui no Brasil, quando a Anvisa retirou o CBD da lista de substâncias proibidas. Em 2017 foi registrado o primeiro medicamento com derivado de Cannabis e hoje existe na Anvisa um grupo de trabalho que estuda como regulamentar o plantio para uso medicinal.


A planta tem quase cem ativos com potencial terapêutico. Os mais conhecidos são o CBD e o THC. O neurologista Luís Caboclo explica que apenas um remédio é aprovado no Brasil. Ele atua contra espasmos em adultos com esclerose múltipla. O remédio é feito fora do Brasil e de alto custo.


Além da esclerose múltipla, a Cannabis já é pesquisada e usada em epilepsia, pacientes com câncer, distúrbio do sono, ansiedade, problemas gástricos, autismo, dores crônicas, entre outros.

A Cannabis medicinal pode ser usada por todos?
Nem todo mundo pode usar. Dependendo do paciente, da composição, dosagens, podem ou não existir contraindicações e reações adversas. O medicamento aprovado pode, por exemplo melhorar muito a vida dos pacientes com espasmos, mas em alguns casos trazer tonturas, fadiga, euforia e depressão como reações adversas, além de dependência. É bom sempre ter o respaldo do profissional de saúde.

 

G1