hn1O vírus H1N1 causou 67% das mortes por gripe este ano no país. Até o último informe epidemiológico do Minitério da Saúde, de 25 de maio, 222 pessoas morreram em decorrência da gripe, sendo 148 pelo vírus.

Entre os casos, do total de 1.248 casos, 668 foram de H1N1.

Mais de 80% das vítimas apresentavam fator de risco. Entre elas, a maioria tinha idade média de 50 anos. Os grupos com maior taxa de óbito são idosos (39,2%), diabéticos (27,1%), pessoas com doença cardiovascular crônica (26,5%), crianças com menos de cinco anos (19,3%) e imunodeprimidos (18%).


Desde o dia 3 de junho, a vacinação contra a gripe foi ampliada a toda a população, embora a cobertura vacinal dos grupos prioritários - aqueles mais suscetíveis às complicações da gripe - não tenha atingido a meta de 90%, ficando em torno de 80%, segundo o Ministério.

O Sudeste é a região mais afetada pela gripe até o momento com 412 casos. Em seguida estão o Nordeste (267), Norte (252), Sul (224) e Centro-Oeste (92). O Estado de São Paulo apresenta as maiores ocorrências (244).


Já o Paraná e o Amazonas lideram em número de mortes, com 35 cada, seguidos por Rio de Janeiro (26) e São Paulo (16).
A vacina da gripe que é oferecida a toda população até o fim dos estoques protege contra os vírus H1N1, H3N2 e influenza B. Um vírus não é mais forte do que o outro, portanto a intensidade dos sintomas não se diferencia, segundo o pediatra Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

O Ministério da Saúde afirma que já disponibilizou cerca de 9,5 milhões de medicamentos contra a gripe (fosfato de oseltamivir) aos Estados. A pasta ressalta que o tratamento deve ser realizado, preferencialmente, nas primeiras 48h após o início dos sintomas. Para obter o medicamento oferecido pelo Ministério, é preciso que ele seja prescrito pelo médico.

 

R7

Foto: Erasmo Salomao/Ministério da Saúde

cerebroParar de sorrir, de piscar, de franzir a testa de uma hora para a outra. Esses são alguns sinais da paralisia de Bell. Ela é causada por uma inflamação no nervo facial e não tem relação com o cérebro. Esse tipo de paralisia atinge o nervo que comanda os chamados músculos mímicos da face.

A paralisia de Bell é provocada, na maioria das vezes, pelo vírus do herpes. Ele fica adormecido no corpo. Quando nossa imunidade cai, por algum motivo, o vírus desperta e ataca o nervo facial, que controla os músculos do rosto. O nervo inflama e para de transmitir os impulsos nervosos que fazem os músculos se mexerem.

Paralisia de Bell ou AVC?
A paralisia atinge o nervo facial que comanda os chamados mímicos da face, que nos permitem franzir a testa, sorrir e piscar. Apenas um lado do rosto fica paralisado. Ela não acomete os músculos mastigatórios.

Já em casos de AVC, o problema se dá no cérebro. Ele pode ocorrer como um bloqueio das artérias do cérebro ou na forma hemorrágica, quando o sangue vasa para fora da artéria.

Fique atento aos sintomas de AVC: a parte da face pode ‘cair’, como o olho ou a boca; a pessoa não consegue colocar os braços estendidos na frente do corpo e paralelos; a pessoa não fala de maneira clara, enrola a língua ou fala sem sentido. Identificando esses sintomas, vá até o hospital.

A apresentação clínica dos dois também é diferente. No caso do AVC, a paralisia atinge os músculos inferiores da face, o indivíduo consegue abrir e fechar os olhos, por exemplo. No caso da paralisia periférica, um lado da face é atingido: os músculos frontais são atingidos, o olho não fecha, a boca desvia e o músculo do pescoço também é comprometido.

Como tratar?
“A paralisia de Bell é uma inflamação. Uma inflamação é tratada com corticoide. Como na maioria das vezes a suspeita da paralisia é o herpes, muitos médicos também associam às medicações específicas para o herpes. A fisioterapia feita por um fonoaudólogo ou fisioterapeuta é muito importante também. Também é preciso ter um cuidado com os olhos”, alerta a fonoaudióloga Francini Pádua.

 

G1

virusMuitas pessoas tomaram a vacina e alguns dias - ou semanas - depois caíram numa gripe com sintomas extremamente desconfortáveis.

Imediatamente duas questões vêm à cabeça de muita gente: ou foi a vacina que deu essa gripe -dependendo da relação entre o tempo da vacina e o início dos sintomas - ou a vacina não adiantou nada.

Qual a resposta correta? Nenhuma das duas.

Vamos entender
É sabido e divulgado que a vacina da gripe não dá gripe. É feita com uma proteína, isto é, um pequeno fragmento dos vírus e esse “pedacinho” é incapaz de produzir doença. Produz, felizmente, a resposta imunológica de defesa; mas não a gripe.

O que ocorre é que na época em que as pessoas tomam a vacina da gripe há outros tantos vírus no ar que – estes, sim- podem dar gripe. A vacina nos protege contra o H1N1, H3N2 e o Influenza B.

Esses são os vírus mais temidos pois podem dar febre alta, dor no corpo, congestão, tosse, dificuldade para respirar e até mesmo insuficiência respiratória e óbito. Esses são os vírus mais “perigosos” e por isso um “fragmento” de cada um está contido na vacina anual.

A vacina da gripe é altamente eficaz. Então, por qual razão muitos pegam gripe mesmo com a vacina em dia?

Porque há outros vírus que também podem dar resfriado ou sintomas de gripe que circulam mais intensamente nesta época do ano. Todos podem dar febre, dor no corpo, dor de cabeça, congestão e tosse.

Geralmente são quadros menos intensos, mas que, dependendo das defesas da pessoa acometida, podem dar sintomas com maior ou menor intensidade.

Quem são eles e qual a característica de cada um?

Vírus Sincicial Respiratório: esse vírus acomete tipicamente bebês e crianças pequenas, dando a conhecida bronquiolite que pode ser grave nesta faixa de idade. Em adultos, pode dar muita tosse e um pouco de “chiado” no peito ou broncoespasmo.


Rinovírus: esse vírus tem como maior característica a congestão. O nariz fica cheio e entupido. Piora à noite, tornando o sono superficial e entrecortado. O cansaço no dia seguinte é evidente.


Coronavírus: dá muita tosse, geralmente seca e dores pelo corpo. Pode dar também dor de cabeça e mal-estar.


Adenovírus: pode dar sintomas mais intensos como febre, dor de garganta, dor de cabeça, chiado no peito e pneumonia.
Não custa lembrar: esses vírus são transmitidos principalmente pelo ar e pelas mãos contaminadas. Por isso, arejem os ambientes e lavem as mãos com bastante frequência.

 

G1

Ana Escobar

Foto: NIAID/Visualhunt

 

 

obesidadeEstudo do Congresso Europeu de Obesidade afirma que 81% das pessoas obesas acham que a responsabilidade de emagrecer é só delas. O mesmo estudo mostra que quando há esse pensamento, a pessoa obesa não procura ajuda profissional e demora seis anos até que se procure ajuda.

"Quanto mais a pessoa demora para emagrecer, maior a chance de se ter outras doenças associadas ao excesso de peso, como diabetes e hipertensão", alerta o endocrinologista Bruno Halpern.

Muitos médicos também não falam sobre isso com o paciente por conta do estigma. A discussão não acontece e a pessoa não faz o tratamento adequado para emagrecer
Outros dados do estudo mostram que apenas 51% das pessoas obesas discutem com seus médicos como podem ser ajudadas.

Fatores que levam à obesidade:

Consumir mais do que se gasta;
Sedentarismo;
Alimentos calóricos disponíveis e em grande quantidade;
Genética;
Mecanismos metabólicos: quando a gente emagrece, a fome aumenta e o gasto energético diminui;
Sono ruim;
Remédios.
Mas como emagrecer? O primeiro passo é procurar um profissional de saúde e não ter vergonha de falar das dificuldade para emagrecer. O médico precisa prescrever uma estratégia de emagrecimento de acordo com o caso. O tratamento pode ser mudança na alimentação, exercício físico e em alguns casos uso de medicamentos e cirurgia. As chamadas receitas milagrosas não dão certo e podem causar prejuízos para a saúde.


Outro estudo divulgado nos Estados Unidos alerta que jovens que foram ridicularizados por serem gordinhos tiveram um aumento de 33% do peso. É um alerta para quem insiste em fazer bullying com as crianças. O preconceito e o estigma social são grandes problema para o obeso por causa do julgamento. É fundamental o apoio da família e dos amigos no processo de emagrecimento.


A obesidade atinge 20% dos brasileiros. Ainda tem dúvidas sobre a doença? Sabe se o problema é genético? Se remédios podem levar à obesidade? Por que o corpo resiste a perder peso?

 

G1 bem Estar