fakeA campanha nacional de vacinação contra a gripe terminou no fim de maio. Entretanto, a imunização ficou abaixo da meta. Com isso, as doses remanescentes foram disponibilizadas para toda a população.


A vacina produzida para 2019 protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS): H1N1, H3N2 e linhagem B/Victoria/2/87.

Um dos motivos da falta de procura pela vacina da gripe são os boatos, as fake news ou notícias falsas.

[FAKE] A vacina é capaz de causar a gripe em quem recebe? Não. Ela permite que o paciente fique imune aos tipos de vírus mais comuns em circulação sem ficar doente.

[FAKE] O mercúrio contido nas vacinas faz mal à saúde? Não. O timerosal, derivado do mercúrio, é usado como conservante nas vacinas multidoses, ou seja, aquelas que não são doses individuais. As vacinas de campanha geralmente são individuais. A quantidade de mercúrio presente na vacina é muito pequena e já existem estudos que comprovam a segurança desse uso.


FATO] As vacinas podem causar efeitos colaterais? Sim. Todas as vacinas podem provocar algum tipo de reação, vai depender do tipo de vírus usado.

[FATO] Tomar parecetamol antes da vacina diminui a eficácia? É verdade. Se o paracetamol for usado antes da vacina, ele diminui a quantidade de anticorpos. No entanto, se a criança tiver febre após a vacina, ele pode ser usado sem problemas. A única exceção é a vacina meningo B – como ela dá muita reação de febre, o parecetamol é indicado antes.

[FATO] Tomar a mesma vacina duas vezes não faz mal? Sim. Não existe overdose de vacina. Se não lembra, é melhor tomar do que ficar desprotegido.

[FAKE] Vacinas podem causar autismo? Não!

[FAKE] O sistema imunológico das crianças não suporta tantas vacinas? É mentira. O sistema imune das crianças suporta mais que os mais velhos.

[FATO] Estou com febre, posso tomar a vacina? Verdade. Se a pessoa estiver com febre no dia, não deve tomar a vacina.

 

G1 bem Estar

hn1O vírus H1N1 causou 67% das mortes por gripe este ano no país. Até o último informe epidemiológico do Minitério da Saúde, de 25 de maio, 222 pessoas morreram em decorrência da gripe, sendo 148 pelo vírus.

Entre os casos, do total de 1.248 casos, 668 foram de H1N1.

Mais de 80% das vítimas apresentavam fator de risco. Entre elas, a maioria tinha idade média de 50 anos. Os grupos com maior taxa de óbito são idosos (39,2%), diabéticos (27,1%), pessoas com doença cardiovascular crônica (26,5%), crianças com menos de cinco anos (19,3%) e imunodeprimidos (18%).


Desde o dia 3 de junho, a vacinação contra a gripe foi ampliada a toda a população, embora a cobertura vacinal dos grupos prioritários - aqueles mais suscetíveis às complicações da gripe - não tenha atingido a meta de 90%, ficando em torno de 80%, segundo o Ministério.

O Sudeste é a região mais afetada pela gripe até o momento com 412 casos. Em seguida estão o Nordeste (267), Norte (252), Sul (224) e Centro-Oeste (92). O Estado de São Paulo apresenta as maiores ocorrências (244).


Já o Paraná e o Amazonas lideram em número de mortes, com 35 cada, seguidos por Rio de Janeiro (26) e São Paulo (16).
A vacina da gripe que é oferecida a toda população até o fim dos estoques protege contra os vírus H1N1, H3N2 e influenza B. Um vírus não é mais forte do que o outro, portanto a intensidade dos sintomas não se diferencia, segundo o pediatra Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

O Ministério da Saúde afirma que já disponibilizou cerca de 9,5 milhões de medicamentos contra a gripe (fosfato de oseltamivir) aos Estados. A pasta ressalta que o tratamento deve ser realizado, preferencialmente, nas primeiras 48h após o início dos sintomas. Para obter o medicamento oferecido pelo Ministério, é preciso que ele seja prescrito pelo médico.

 

R7

Foto: Erasmo Salomao/Ministério da Saúde

cerebroParar de sorrir, de piscar, de franzir a testa de uma hora para a outra. Esses são alguns sinais da paralisia de Bell. Ela é causada por uma inflamação no nervo facial e não tem relação com o cérebro. Esse tipo de paralisia atinge o nervo que comanda os chamados músculos mímicos da face.

A paralisia de Bell é provocada, na maioria das vezes, pelo vírus do herpes. Ele fica adormecido no corpo. Quando nossa imunidade cai, por algum motivo, o vírus desperta e ataca o nervo facial, que controla os músculos do rosto. O nervo inflama e para de transmitir os impulsos nervosos que fazem os músculos se mexerem.

Paralisia de Bell ou AVC?
A paralisia atinge o nervo facial que comanda os chamados mímicos da face, que nos permitem franzir a testa, sorrir e piscar. Apenas um lado do rosto fica paralisado. Ela não acomete os músculos mastigatórios.

Já em casos de AVC, o problema se dá no cérebro. Ele pode ocorrer como um bloqueio das artérias do cérebro ou na forma hemorrágica, quando o sangue vasa para fora da artéria.

Fique atento aos sintomas de AVC: a parte da face pode ‘cair’, como o olho ou a boca; a pessoa não consegue colocar os braços estendidos na frente do corpo e paralelos; a pessoa não fala de maneira clara, enrola a língua ou fala sem sentido. Identificando esses sintomas, vá até o hospital.

A apresentação clínica dos dois também é diferente. No caso do AVC, a paralisia atinge os músculos inferiores da face, o indivíduo consegue abrir e fechar os olhos, por exemplo. No caso da paralisia periférica, um lado da face é atingido: os músculos frontais são atingidos, o olho não fecha, a boca desvia e o músculo do pescoço também é comprometido.

Como tratar?
“A paralisia de Bell é uma inflamação. Uma inflamação é tratada com corticoide. Como na maioria das vezes a suspeita da paralisia é o herpes, muitos médicos também associam às medicações específicas para o herpes. A fisioterapia feita por um fonoaudólogo ou fisioterapeuta é muito importante também. Também é preciso ter um cuidado com os olhos”, alerta a fonoaudióloga Francini Pádua.

 

G1

virusMuitas pessoas tomaram a vacina e alguns dias - ou semanas - depois caíram numa gripe com sintomas extremamente desconfortáveis.

Imediatamente duas questões vêm à cabeça de muita gente: ou foi a vacina que deu essa gripe -dependendo da relação entre o tempo da vacina e o início dos sintomas - ou a vacina não adiantou nada.

Qual a resposta correta? Nenhuma das duas.

Vamos entender
É sabido e divulgado que a vacina da gripe não dá gripe. É feita com uma proteína, isto é, um pequeno fragmento dos vírus e esse “pedacinho” é incapaz de produzir doença. Produz, felizmente, a resposta imunológica de defesa; mas não a gripe.

O que ocorre é que na época em que as pessoas tomam a vacina da gripe há outros tantos vírus no ar que – estes, sim- podem dar gripe. A vacina nos protege contra o H1N1, H3N2 e o Influenza B.

Esses são os vírus mais temidos pois podem dar febre alta, dor no corpo, congestão, tosse, dificuldade para respirar e até mesmo insuficiência respiratória e óbito. Esses são os vírus mais “perigosos” e por isso um “fragmento” de cada um está contido na vacina anual.

A vacina da gripe é altamente eficaz. Então, por qual razão muitos pegam gripe mesmo com a vacina em dia?

Porque há outros vírus que também podem dar resfriado ou sintomas de gripe que circulam mais intensamente nesta época do ano. Todos podem dar febre, dor no corpo, dor de cabeça, congestão e tosse.

Geralmente são quadros menos intensos, mas que, dependendo das defesas da pessoa acometida, podem dar sintomas com maior ou menor intensidade.

Quem são eles e qual a característica de cada um?

Vírus Sincicial Respiratório: esse vírus acomete tipicamente bebês e crianças pequenas, dando a conhecida bronquiolite que pode ser grave nesta faixa de idade. Em adultos, pode dar muita tosse e um pouco de “chiado” no peito ou broncoespasmo.


Rinovírus: esse vírus tem como maior característica a congestão. O nariz fica cheio e entupido. Piora à noite, tornando o sono superficial e entrecortado. O cansaço no dia seguinte é evidente.


Coronavírus: dá muita tosse, geralmente seca e dores pelo corpo. Pode dar também dor de cabeça e mal-estar.


Adenovírus: pode dar sintomas mais intensos como febre, dor de garganta, dor de cabeça, chiado no peito e pneumonia.
Não custa lembrar: esses vírus são transmitidos principalmente pelo ar e pelas mãos contaminadas. Por isso, arejem os ambientes e lavem as mãos com bastante frequência.

 

G1

Ana Escobar

Foto: NIAID/Visualhunt