A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente abriu inquérito para investigar as circunstâncias da queda de uma criança de três anos do quinto andar do
prédio do Fórum Criminal, localizado no Centro de Teresina. Segundo o chefe de investigações da DPCA, Joattan Gonçalves, a mãe deu informações desencontradas e a polícia apura possível negligência por parte dela.
Para policiais do batalhão Rone, os primeiros a chegarem ao local, a mãe teria dito que estava no local acompanhando uma audiência do marido. "Temos muitas dúvidas em relação a essa história. Nós colhemos informações no local. No hospital a mãe não quis conversar. De noite voltamos ao local e a mãe deu uma versão diferente. Ela disse primeiro que teria ido para um depoimento do marido. A mãe depois conta que estaria passando no local e entrou para dar água à criança", explica Joattan.
A DPCA colheu depoimentos de pessoas no local e confrontará com os resultados da perícia.
Ainda segundo o chefe de investigações, se comprovada a negligência, a mãe poderá ser responsabilizada por lesão corporal culposa, quando não há intenção, ou até dolosa, quando há a intenção.
"Tenho um filho da mesma idade e nos perguntamos porque as pessoas não têm cuidado maior com seus filhos na rua, no trânsito, ao tomar banho num clube", alerta.
Estado de saúde
Logo após a queda, a menina foi levada para o Hospital de Urgências de Teresina e submetida a uma cirurgia para reparar três lesões no braço.
Segundo Joattan, na noite de ontem, ela foi encaminhada para a UTI. "Aguardamos a melhora dela para podermos conversar", finaliza.
Cidade verde
A polícia de Teresina teve uma missão difícil no último fim de semana, a de domar Cícero Romão, conhecido como "Lourim", nome que o próprio preso usou para se identificar. Ele conseguiu ser "expulso" pelos presos de duas delegacias, quebrou uma porta e uma algema e machucou três policiais que tentaram o segurar. Não parece, mas o acusado de agredir a própria irmã tem menos de 1,70m de altura e, além de tudo isso, grita sem parar e deixou vizinhos dos distritos policiais sem dormir.