Dados do Ministério da Saúde mostram que, aos 5 anos de idade, mais de 53% das crianças já tiveram cárie. A Associação Brasileira de Odontologia (ABO), criancascaries25102012com base em informações do ministério, alerta que as crianças nessa idade já têm, em média, mais de duas cáries nos dentes de leite.  De acordo com a consultora da ABO em odontopediatria, Dra. Márcia Vasconcelos, o índice é baixo quando comparado a dados anteriores. Para ela, é fácil uma pessoa chegar à idade adulta sem cáries.

 

 

— Com tudo que se sabe hoje sobre como prevenir a cárie, a criança com 5 anos não deve ter duas cáries, não deve ter nenhuma. É possível chegar à idade adulta sem cárie. E não é difícil.

 

 

No Dia da Saúde Bucal e também do Cirurgião-Dentista, lembrados hoje (25), a odontopediatra recomenda que as mães façam um pré-natal odontológico, ou seja, consultem o dentista antes do nascimento do bebê, para que possam ser orientadas sobre os cuidados com a própria saúde bucal e da criança.

 

 

— As mães costumam soprar a papinha e dar beijo na boca da criança. Se ela tiver a boca contaminada, vai contaminar o bebê.

 

 

Vídeo divulgado este ano na internet mostra uma atriz de Hollywood mastigando a comida e depois passando para a boca da filha. O presidente da ABO, Newton Miranda de Carvalho, diz que isso não é aconselhável.

 

 

— É uma excrescência. Ela está fermentando a comida e a fermentação do alimento é um meio ideal para o crescimento de bactérias. Ela está aumentando o risco de passar alguma doença para a criança.

 

 

Márcia Vasconcelos sugere que nos primeiros meses de vida, os pais levem a criança para uma consulta odontológica, a fim de que o profissional possa orientá-los sobre como fazer a higiene bucal.

 

 

— A mãe tem muito medo de pôr a mão na a boca da criança, tem medo de machucar o bebê. Por isso, o profissional mostra como limpar a boca com uma fralda molhada com água filtrada. Ela vai limpar a gengiva, onde fica resto de leite. É preciso limpar a língua também.

 

 

Para a especialista, o ideal é que até o nascimento do primeiro dente, os pais limpem a boca da criança uma vez por dia. Depois que nasce o primeiro dente, é preciso aumentar a atenção, limpando ainda com uma fralda ou gaze depois das principais refeições. Márcia diz que não há uma fórmula que permita dizer, após determinado número de visitas ao dentista, que a criança não terá problemas de saúde bucal. Ela destaca, no entanto, a importância de um profissional acompanhar o nascimento dos primeiros dentes e os hábitos de higiene que estão sendo seguidos. Márcia lembra que o odontopediatra é o especialista apto a atender pacientes até 18 anos.

 

 

Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 25, quatro resoluções que determinam a apreensão e inutilização de cinco produtos naturais voltados para o emagrecimento, produzidos por três diferentes empresas do país. Fica proibida também a divulgação dos produtos.

 

Segundo a Anvisa, não podem mais ser comercializados os produtos “Emagrecedor sem dieta Dulopes”, da empresa Dulopes Comercio de Produtos Naturais, de Aracruz (ES); “Engordar”, “30 Ervas Emagrecedor” e “Uxi amarelo e Unha de gato”, todos da empresa Flora Brasil Produtos Naturais, localizada em Campo Grande (MS); e “Chá misto 37 ervas”, da Farmacopeia Brasileira.

 

A resolução que trata da Farmacopeia Brasileira diz ainda que "quaisquer produtos cuja rotulagem consta como fabricados pela empresa, localizada em lugar incerto e não sabido" deve ser inutilizadose apreendidos em todo território nacional.

 

A agência afirma que tais determinações foram necessárias porque as empresas citadas não possuem autorização de funcionamento e fabricação concedidas pela Vigilância Sanitária.

 

G1

Uma vacina com a combinação de cinco anticorpos, testada em camundongos e fruto do trabalho do imunologista brasileiro Michel Nussenzweig, conseguiu manter os níveis do vírus da Aids (HIV-1) abaixo dos detectáveis durante mais tempo que os tratamentos atuais, informou nessa quarta-feira, 24, a revista “Nature”.

 

Este tratamento experimental, composto por cinco potentes anticorpos monoclonais (idênticos entre si porque são produzidos pelo mesmo tipo de célula do sistema imunológico), foi desenvolvido pela equipe do cientista brasileiro e membro da Academia Americana de Ciências na Universidade Rockefeller em Nova York.

 

O cientista administrou os anticorpos em camundongos “humanizados”, que dispõem de um sistema imunológico idêntico ao humano, permitindo que sejam infectados com o vírus HIV. Estima-se que esta é uma fórmula que poderia evitar a infecção de novas células.

 

Carga viral reduzida

Nussenzweig observou que, desde que foi iniciado o tratamento, a carga viral tinha caído para níveis abaixo dos detectáveis, e assim se mantiveram por até 60 dias após o término do tratamento. Em seguida, comparou os resultados com os obtidos ao tratar camundongo com uma combinação de três anticorpos monoclonais e, também, com um tratamento baseado em um único anticorpo.

 

Ao tratar os roedores com uma vacina com três anticorpos, o HIV se manteve em níveis baixos até 40 dias após o fim do tratamento, enquanto a monoterapia só permitiu que o vírus não fosse detectado durante o tempo em que o camundongo estava recebendo o tratamento (cerca de duas semanas).

 

“O experimento demonstrou que combinações distintas de anticorpos monoclonais são eficazes na hora de suprimir a replicação do HIV em camundongos “humanizados”, por isso podem prevenir a infecção e servir para o desenvolvimento de novos tratamentos”, defendeu o especialista em seu artigo.

 

Na atualidade, o tratamento antirretroviral em humanos consiste em combinar pelo menos três drogas antivirais para minimizar o surgimento de vírus mutantes resistentes aos remédios. No entanto, o HIV se armazena em uma espécie de “depósito” ou reservatório viral, o que faz com que a carga viral do paciente se eleve quando o tratamento farmacológico é interrompido, e o vírus volta a aparecer depois de 21 dias.

 

Apesar dos resultados promissores de Nussenzweig, ainda serão necessários testes clínicos que permitam avaliar a eficácia do tratamento em humanos e medir os efeitos sobre a infecção em longo prazo.

 

G1

As mulheres mais velhas que bebem regularmente chá verde podem ter menos riscos de desenvolver câncer de cólon, estômago e garganta do que as mulheres que não o fazem, de acordo com um estudo canadense que acompanhou milhares de mulheres chinesas por mais de uma década. 

 

Os pesquisadores, cujo relatório foi publicado no American Journal of Clinical Nutrition, constataram que das mais de 69 mil mulheres, aquelas que bebiam chá verde pelo menos três vezes por semana tinham 14% menos probabilidade de desenvolver um câncer do sistema digestivo. 

 

Estudos anteriores obtiveram conclusões conflitantes sobre o menor risco de câncer dos consumidores de chá verde. 

 

"Neste grande estudo de grupo prospectivo, o consumo de chá foi associado a um risco reduzido de câncer colorretal e de estômago/esôfago em mulheres chinesas", escreveu o líder do estudo Wei Zheng, que lidera o setor de epidemiologia na Vanderbilt University School of Medicine, em Nashville, e seus colegas. 

 

Ninguém pode dizer se o chá verde em si é a razão, uma vez que os amantes do chá verde muitas vezes são mais preocupados com a saúde em geral. Mas o estudo tentou levar isso em conta, segundo Zheng. 

 

Nenhuma das mulheres fumava ou bebia álcool regularmente, e os pesquisadores também coletaram informações sobre suas dietas, hábitos de exercício, peso e histórico médico.  Ainda assim, mesmo com todas essas coisas contabilizadas, os hábitos de consumo de chá das mulheres permaneceram ligados a seus riscos de câncer, observou Zheng — embora esse tipo de estudo não possa comprovar causa e efeito. 

 

Poucos estudos clínicos avaliaram se o chá verde pode reduzir os riscos de câncer, e os resultados têm sido inconsistentes, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer. 

 

Há "fortes indícios" de pesquisa de laboratório — em animais e em células humanas — de que o chá verde tem potencial para combater o câncer, escreveu a equipe de Zheng.  

 

Para o estudo, Zheng e seus colegas usaram dados de um estudo de saúde de longa duração de mais de 69 mil mulheres chinesas de meia-idade e mais velhas. Mais de 19 mil foram consideradas consumidoras regulares de chá verde, bebendo mais de três vezes por semana. 

 

Ao longo de 11 anos, 1.255 mulheres desenvolveram câncer do sistema digestivo. Em geral, os riscos eram um pouco mais baixos quando uma mulher bebia chá verde com frequência e durante muito tempo. 

 

Por exemplo, mulheres que disseram que bebiam regularmente chá verde por pelo menos 20 anos tinham 27% menos probabilidade de desenvolver qualquer tipo de câncer do sistema digestivo do que as que não consumiam. E elas tinham 29% menos probabilidade de desenvolver câncer colorretal. 

 

Propriedades 

 

O chá verde contém certas substâncias antioxidantes, particularmente um composto conhecido como EGCG, que podem evitar o dano das células do corpo, que poderia levar ao câncer e outras doenças. 

 

Nada disso prova que as pessoas devem começar a beber chá verde para impedir o câncer. As mulheres que bebiam uma grande quantidade de chá verde no estudo também eram mais jovens, comiam mais frutas, legumes e vegetais, exercitavam-se mais e tinham emprego de renda mais alta. Os pesquisadores fizeram ajustes para essas diferenças, mas, escreveram, é impossível considerar perfeitamente tudo.

 

 

Reuters