A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) foi uma das secretarias do país selecionadas para expor trabalhos na 1ª Mostra Nacional de Experiências Exitosas em Auditoria do Sistema Único de Saúde no Âmbito do Sistema Nacional De Auditoria – 1ª ExpoSNA, com o projeto da servidora Samara Maria Moura Teixeira Sousa, da Diretoria de Unidade de Controle, Avaliação, Regulação e Auditoria(DUCARA).
As publicações serão em duas categorias: equidade no atendimento às necessidades de saúde da população e retratos Sistema Nacional de Auditoria (SNA). O trabalho vai ser publicado e também apresentado no mês de abril durante o 2º Encontro Nacional do SNA.
O trabalho da servidora da Sesapi, Samara Maria Moura Teixeira Sousa, foi sobre o acesso ao tratamento da mulher com câncer de mama, onde a mesma retratou o trabalho da auditoria numa perspectiva institucional para a garantia dos princípios do Sistema único de Saúde
“Nosso objetivo desse registro fotográfico é mostrar a auditoria numa perspectiva institucional para a garantia dos princípios do Sistema único de Saúde, entre eles a garantia da equidade. Esse registro foi feito em uma auditoria realizada a partir de uma demanda da ouvidoria do SUS. Esse registro reforça que a auditoria é uma atividade que possibilita a organização dos serviços de saúde para atender adequadamente às necessidades dos cidadãos”, destaca a servidora.
O Brasil registrou 113 mortes por dengue em 2024 e ultrapassou os 653 mil casos prováveis da doença. Os números são do painel do Ministério da Saúde, atualizado nesta segunda-feira (19). Além disso, 438 óbitos estão em investigação. O Distrito Federal, Minas Gerais, Acre, Paraná e Goiás são as regiões com maior incidência de casos.
No ano de 2023, o país registrou 1.094 mortes pela doença e mais de 1,6 milhão de casos prováveis. Nos 12 meses, o Espírito Santo foi a região com maior incidência da doença, seguido por Santa Catarina, Minas Gerais e Paraná.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o Distrito Federal possui a pior taxa de incidência do país, com 2.814 casos por 100 mil habitantes. Ele é seguido por Minas Gerais (1.061), Acre (644), Paraná (611) e Goiás (569). Maranhão, Alagoas, Ceará, Pernambuco e Paraíba são os estados com as menores taxas do Brasil.
As pessoas com idade entre 30 e 39 anos foram as que mais contraíram a doença, com quase 100 mil casos prováveis em pacientes nessa faixa etária. A maioria das pessoas que contraíram a doença é do sexo feminino.
Segundo dados da pasta, 75% dos focos do mosquito estão dentro de casa. Por ações coletivas e os cuidados individuais como a limpeza das vasilhas de água dos animais e vasos de plantas evitando o acúmulo de água, o armazenamento de pneus e garrafas em locais cobertos, limpeza das caixas d’água são as melhores de forma de prevenção.
A recomendação do Ministério da Saúde é para que as pessoas procurem um serviço de saúde logo nos primeiros sintomas, como febre alta, dor de cabeça, atrás dos olhos e nas articulações.
Vacinação Nessa lista, o DF, Goiás e Acre já iniciaram a vacinação com o novo imunizante contra a doença. O público alvo são crianças de 10 e 11 anos, já que as doses são insuficientes para proteger a faixa etária anunciada como prioritária, de 10 a 14 anos. Minas Gerais e Paraná aguardam o envio do imunizante pelo governo federal para iniciar a vacinação.
Para se vacinar, as crianças devem ser levadas pelos pais ou responsáveis, com documento de identificação e a caderneta de vacinação da criança. Caso a criança esteja com suspeita de dengue ou tenha tido a doença, ela deve esperar pelo menos seis meses para se vacinar. O esquema vacinal é feito em duas doses, com a segunda aplicação depois de três meses da primeira.
Na semana passada, o Rio de Janeiro iniciou um estudo para determinar a eficácia da vacina da dengue em adultos. 20 mil voluntários vão receber o imunizante e serão acompanhados por cientistas durante dois anos.
A ação não faz parte do calendário de vacinação. A Prefeitura confirmou nesta semana o segundo caso de morte por complicações da dengue na capital.
Em Floriano-PI, foi realizada, nessa última semana, a primeira neurocirurgia de coluna do interior do Piauí, fato que aconteceu no Hospital Regional Tibério Nunes - HRTN.
A realização, conforme alguns profissionais em saúde, é inédita, pois não apenas representa um avanço significativo nos serviços de saúde, mas oferece esperança e acesso a cuidados especializados na cidade e em toda região centro-sul do Estado.
”Parabenizamos a equipe da Neurocirurgia, a Secretaria de Saúde do Estado do Piauí e ao @governodopiaui por uma visão de expansão nos serviços de saúde. Este, sem dúvida, será o primeiro de muitos passos rumo à ampliação, descentralização e melhoria dos serviços de saúde em nosso estado”, afirmou o diretor do Hospital Regional Tibério Nunes, Gabriel Silva.
O Cleciton Braga Tavares, coordenador da Neurocirurgia do Hospital Regional Tibério Nunes, enviou um vídeo ao Ivan Nunes, do Piauí Notícias, externando sobre esse feito.
O Ministério da Saúde reportou neste ano mais de 500 mil casos prováveis de dengue, quase quatro vezes mais do que o registrado no mesmo período de 2023, que totalizou cerca de 128 mil casos. Com o agravamento da situação, as vendas de repelentes, utilizados para evitar a picada do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da doença, dispararam nas maiores redes farmacêuticas do país.
A maior rede de drogarias do Brasil registrou crescimento de 450% nas vendas de repelentes de novembro de 2023 a janeiro de 2024. Na primeira semana de fevereiro, esse aumento foi ainda mais expressivo, com um salto de 120% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Outro grupo, detentor de duas bandeiras de drogarias, a segunda maior rede do segmento em termos de faturamento, também acompanhou esse movimento. As vendas diárias de repelentes em fevereiro de 2024 registraram alta de 138% em comparação com o mesmo período de 2023.
Orientações cruciais para o uso de repelentes A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) salienta que o repelente deve ser aplicado exclusivamente nas partes do corpo expostas, seguindo as instruções do fabricante, a menos que as orientações permitam sua aplicação na roupa. Além disso, a Anvisa adverte que não há produtos de uso oral, como comprimidos ou vitaminas, com indicação aprovada para repelir o mosquito.
Não é recomendado uso de repelentes sem orientação médica para crianças, especialmente aquelas com menos de 2 anos. Para faixas etárias entre 2 e 12 anos, a Anvisa recomenda optar por produtos com concentração de até 10% de DEET ou icaridina. O IR3535 e a icaridina 10% podem ser utilizados em crianças com mais de 6 meses, e a Academia Americana de Pediatria libera o uso de icaridina 10% em crianças acima de 3 meses.
Segundo a dermatologista Patricia Karla de Souza, do Hospital Israelita Albert Einstein e da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), os melhores repelentes contêm os princípios ativos icaridina ou DEET. Ela explica que "os insetos são atraídos à nossa pele pelos diversos odores, e os repelentes alteram essa percepção do cheiro que os insetos têm da nossa pele".
Segundo Patricia, todos os repelentes aprovados são eficazes, porém os à base de icaridina 25% têm maior tempo de ação, cerca de 12 horas. Contudo, o uso correto do repelente é o mais importante. A médica ainda alerta que é essencial ter cautela ao aplicar repelentes em áreas sensíveis como olhos, boca e nariz, que podem se irritar facilmente.
Além disso, a dermatologista ressalta que não há evidências científicas que comprovem a eficácia de produtos naturais como repelentes. A Anvisa também destaca que não há comprovação de eficácia para produtos de princípio ativo natural, como citronela, andiroba e cravo da índia.
Cuidados na aplicação e escolha do repelente Segundo a Anvisa, é crucial seguir as orientações de aplicação de repelentes, tais como:
Aplicar nas áreas expostas do corpo;
Realizar a reaplicação conforme indicação do fabricante;
No caso de aplicação do spray no rosto ou em crianças, é recomendável espirrar o produto primeiro na mão e depois espalhar no rosto da criança, lembrando sempre de lavar as mãos com água e sabão após a aplicação;
Em caso de contato com os olhos, é importante lavar imediatamente a área com água corrente.
A dermatologista Patricia Karla de Souza destaca também que, diante da diversidade de opções disponíveis em supermercados e farmácias, com diferentes formatos e preços, “é fundamental escolher o repelente mais adequado às necessidades individuais,". A especialista recomenda ainda que as orientações de uso sejam seguidas rigorosamente para garantir proteção eficaz contra o mosquito transmissor da dengue.