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vacUm implante subcutâneo utilizado como profilaxia pré-exposição (PrEP) e uma vacina que pode estar disponível nos próximos anos são as novas ferramentas esperadas para a prevenção do contágio pelo vírus HIV, que afeta 40 milhões de pessoas no mundo e é o causador da Aids.

Durante a 10ª Conferência Mundial Científica sobre HIV (IAS 2019) na Cidade do México, especialistas afirmaram na terça-feira (23) que essas novas ferramentas estão sendo desenvolvidas para incrementar as estratégias existentes até agora para evitar o contágio pelo vírus.
De acordo com Brenda Crabtree, cientista e presidente local da cúpula, o implante é uma das novidades mais importantes.

"Seu uso será para PrEP, para que a população tenha maior adesão ao tratamento do que aqueles que o fazem através da ingestão de comprimidos", afirmou Brenda.

Randolph P. Matthews, cientista principal da empresa MSD, que está desenvolvendo o implante, apresentou os resultados de um pequeno estudo que provou a eficácia do uso por humanos.

Matthews disse que participaram da pesquisa 16 adultos saudáveis, sendo que 12 utilizaram o implante por 12 semanas, alguns receberam doses de 54 miligramas e outros de 62 miligramas de um medicamento chamado islatravir, enquanto outras quatro pessoas utilizaram implantes com placebos.

O estudo revelou que o implante foi bem tolerado e que as doses inseridas nele podiam durar pelo menos oito meses na dosagem mais baixa e um ano na de maior concentração.

"Ficou comprovado que seu uso é seguro e a duração da intervenção com implante é de um ano", afirmou Brenda.

Outra inovação no tratamento é a vacina, que começará uma nova fase de estudos em setembro, depois de ter sido testada com sucesso em um grupo muito pequeno de mulheres no sul da África.

Hanneke Schuitemaker, chefe global de vacinas virais na companhia farmacêutica Janssen, disse à Agência Efe que embora existam métodos de prevenção atualmente, como a PrEP, os preservativos e as práticas sexuais seguras, "a vacina se une a eles para proteger as pessoas, e isso fará uma grande diferença".

A especialista afirmou que a Janssen está trabalhando junto com outras instituições de saúde no estudo chamado Mosaico, que será realizado em 3.800 pessoas provenientes das Américas e da Europa, todas elas saudáveis.

A vacina terá combinações do vírus com a finalidade de produzir anticorpos que atuem contra o mesmo e seja eficaz para diversas cepas do vírus.

"Sabemos de outras vacinas que não funcionaram porque o vírus HIV é muito complexo e existem muitas variáveis circulando, então não podemos prever que teremos proteção contra todas essas variáveis", afirmou Hanneke.

No entanto, a especialista relatou que os resultados do estudo na África do Sul, chamado Approach, poderiam estar prontos em 2021, enquanto os do Mosaico estariam disponíveis em 2023, por isso uma vacina contra o HIV pode estar disponível em quatro anos.

"Trabalharemos muito duro para garantir que funcione e que todas as pessoas tenham acesso à vacina", afirmou o especialista.

No evento, a médica Valdiléa Veloso apresentou um estudo para a implementação da Profilaxia Pré-Exposição (ImPrEP) realizado na América Latina no qual foi analisada a segurança e os benefícios de se oferecer acesso à PrEP para homens que têm relações homossexuais no Brasil, no México e no Peru, já que este é o grupo que representa a maioria das novas infecções por HIV na América Latina.

Nesse estudo, os homens que têm sexo com homens e mulheres transgênero foram avaliados e, se eram elegíveis, inscreviam-se no mesmo dia e recebiam PrEP para 30 dias.

O estudo revelou que a maioria de quem receberam a medicação continuaram tomando-a nos primeiros 120 dias e um alto percentual deles aderiu aos tratamentos.

No entanto, Veloso lamentou que este tipo de ferramenta ainda tenha uma presença muito baixa na região, e garantiu que existem desafios nesse sentido.

"O grande desafio é observar as pessoas que usam a PrEP como método de prevenção, já que mudam seus comportamentos, mudam de parceiro, alguns têm muitos parceiros ou decidem deixar de usar o tratamento se expondo outra vez", afirmou Veloso durante a cúpula na qual participam especialistas de 160 países.

 

EFE

Foto: Pixabay

A doação de órgãos pode salvar muitas vidas. Cada doador beneficia, em média, cinco pessoas. Entretanto, a falta de aprovação da família ainda é um empecilho para quem está na fila dos transplantes. Hoje, 50% das famílias nega a doação de órgãos dos entes falecidos.

Os transplantes mais comuns são: rim, fígado, pâncreas, coração, pulmão e intestino, nessa ordem. Além dos órgãos, tecidos como córnea, pele e ossos podem ser doados.

Depois do transplante, a pessoa vai tomar para o resto da vida os imunossupressores. São medicamentos que diminuem a força do organismo para não rejeitar o novo órgão, que é visto como corpo estranho. Por causa disso, a pessoa fica mais propensa a ter infecções e desenvolver algumas doenças. Por isso, vai precisar de um acompanhamento mais de perto.


Doação entre pessoas vivas
Por causa da falta de doador morto, casos de doação intervivos crescem. Os mais comuns são: rins e fígado. O intestino também está entrando nessa lista, mas ainda é raro.

O Bem Estar conheceu a Serena, de três anos. Ela passou por oito cirurgias em apenas seis meses de vida. “Ela nasceu e começou a apresentar alguns vômitos. O exame constatou que ela tinha uma obstrução no intestino. Ela foi encaminhada para a UTI neonatal e começaram a programar a primeira cirurgia”, conta a mãe Priscila Caroline de Carvalho.


A Serena nasceu com uma malformação que provoca interrupções em vários lugares do intestino delgado. Isso atrapalha a absorção dos alimentos. A solução, nesses casos, é a nutrição parenteral: a pessoa passa a receber carboidratos, gorduras, vitaminas e proteínas pela veia. “Foi quando a equipe decidiu listar ela para o transplante de intestino. Não tinha muita escolha. Ela teria falência intestinal”.

A menina chegou a ser inscrita na fila do transplante, mas o doador não apareceu. “Nós propusemos para a mãe a possibilidade de doar uma parte do intestino dela para a filha”, explica o cirurgião Paulo Chapchap.

A Priscila parou de fumar e começou a se alimentar melhor. “Eu tinha medo de não ter intestino suficiente para que eles pudessem tirar uma quantia para a doação”. E tudo deu certo! Foi o primeiro transplante de intestino, feito no Brasil, com parte do órgão tirada de um doador vivo.

“A perspectiva atual é que ela precise do remédio para a rejeição durante toda a vida, mas a medicina vai evoluir”, completa o cirurgião. Ainda de acordo com o Chapchap, o transplante da Serena abre possibilidade e aumenta a esperança de que outros pacientes possam se beneficiar da mesma técnica.

Quem pode fazer a doação dos órgãos?

O cirurgião de transplantes Rodrigo Vincenzi conversou com o Bem Estar sobre os tipos de doadores, a manutenção dos órgãos para a cirurgia e como deve ser feita a comunicação do doador com a família.

 

G1

 

Se tem uma coisa que é desagradável é ter dor de estômago. Às vezes ela vem antes e em outras situações depois de comer. Para tirar dúvidas de quando e como acontece, Fábio Atuí, cirurgião do aparelho digestivo e consultor do Bem Estar, tirou algumas dúvidas.
Dor de estômago após comer não é comum, mas pode ser:

Falta de mastigação. Não mastigar bem pode fazer com que o estômago trabalhe com mais intensidade para processar a comida, o que causa dor.
Empachamento causado pela má digestão. Comer muito ou ingerir alimentos de difícil digestão podem deixar o estômago estufado.
Já a dor de estômago antes de comer pode ser gastrite, esofagite ou úlcera no duodeno. São conhecidas como doenças pépticas causadas pelo suco gástrico.

A gastrite é uma inflamação no estômago causada pela ação do ácido na parede do órgão.

Nosso corpo tem mecanismos de defesa para suportar o suco gástrico e evitar que ele seja prejudicial. Mas, quando há um desequilíbrio entre este ácido e a defesa, o estômago inflama e dói.

O desequilíbrio é causado por dois fatores:

excesso de suco gástrico no estômago
diminuição do muco da parede do estômago que protege a parede da acidez.
É importante ressaltar que o suco gástrico produzido no estômago é fundamental para a nossa digestão, pois é ele que ajuda a quebrar os alimentos.

Para evitar ter dores da gastrite, evite ficar de estômago vazio. Tenha sempre por perto frutas, barra de cereal e lanches saudáveis.

Por que a dor diminui quando a pessoa com gastrite come?

Quando o estômago está cheio o ácido que causa a queimação do estômago passa a ser usado para digerir o alimento, ou seja, diminui a quantidade de ácido que irrita a parede da mucosa.

Como tratar a gastrite?

Existem medicamentos que melhoram a gastrite porque diminuem a acidez do suco gástrico, mas a única maneira de tratar a gastrite é a mudança de hábitos alimentares.

Não adianta usar a medicação e continuar com hábitos ruins.

O que piora a gastrite:

Ficar muito tempo com estômago vazio
Excesso de café
Bebida alcoólica
Alimentos com temperos fortes
Cigarro
Anti-inflamatório (porque diminui o muco que protege o estômago)
Infecção pelo H. pylori
Estresse (ele aumenta a produção de suco gástrico)
Você sabia?

Por que a bactéria que dá úlcera é tão difícil de eliminar? Um estudo que deve ser publicado agora no dia 3 de maio revela que a Helicobacter pylori consegue invadir glândulas do estômago e não sai mesmo quando bactérias semelhantes tentam desalojá-las. Por isso tratamentos em voga, como probióticos, não funcionam. 15% das pessoas com a bactéria desenvolvem úlcera e apenas 1%, câncer. Por outro lado, o estudo levanta que elas podem trazer algumas vantagens, como contribuir para reduzir casos de asma e alergias.

Devemos nos preocupar com qualquer dor? — Foto: Reprodução/TV Globo Devemos nos preocupar com qualquer dor? — Foto: Reprodução/TV Globo
Devemos nos preocupar com qualquer dor? — Foto: Reprodução/TV Globo

Qualquer dor de estômago que não melhora deve ser sinal de preocupação. Alguns sintomas associados a essa dor são sinais de alerta para doenças mais graves: dificuldade para engolir, sangue no vômito ou nas fezes, acordar à noite com dor, fezes muito escuras, anemia, emagrecimento ou perda de apetite, e febre. Procure sempre um médico.

 

G1

vacinaoralAqueles que ainda se incomodam com a imagem ameaçadora de uma agulha no momento da vacina podem ficar mais esperançosos. Várias pesquisas estão em busca da substituição de vacinas injetáveis por outros tipos menos angustiantes.

Uma das mais recentes, realizada pelo médico Ziv Shulman, do Departamento de Imunologia do Instituto Weizmann de Ciências, em Israel, e por sua orientanda, Adi Biram, busca introduzir a vacina oral para a prevenção de doenças.

Atualmente, a vacina oral é utilizada apenas no combate a um universo restrito de doenças, como a poliomielite e o rotavírus. A ideia da pesquisa é ampliar esse leque para praticamente todas as patologias.

Para tanto, Shulman busca desvendar o porquê de as células imunológicas, produzidas no sistema linfático, são muito menos eficazes no intestino, o que prejudica a ação de uma vacina oral.

A resposta tem a ver com o fato de as células imunológicas (células B) do intestino, em contato com o antígeno (partícula ou molécula capaz de iniciar a produção de um determinado anticorpo) da vacina, ficam mais confusas no intestino.

Neste órgão, afinal, estas células imunológicas também mantêm as bactérias sob vigilância, dificultando o discernimento de cada função separadamente.

“Descobrimos que os órgãos linfáticos nos intestinos funcionam com um conjunto de regras diferente do que se vê no sistema linfático periférico”, disse Shulman.

Além disso, os órgãos linfáticos do intestino (onde se desenvolve a defesa acionada pela vacina), têm os núcleos imunológicos especializados muito pequenos e ocultos, o que dificulta o estudo com os métodos padrão.

Shulman e Biram, então, desenvolveram um método de remoção e geração de imagens próprio para os órgãos linfáticos dos intestinos, chamado método do “cérebro limpo”, na neurobiologia.
Por este método, os tecidos ficam transparentes e os órgãos linfáticos podem então ser vistos com um microscópio de fluorescência, por foco de luz.

"Esse método nos permitiu capturar todos os nichos imunológicos em um órgão inteiro (o intestino) e estudar como esses compartimentos contribuem para uma reação imunológica emergente", disse Biram.

Pesquisa em camundongos

Nesta pesquisa, realizada em intestino de camundongos, descobriu-se que, no intestino, as células que desenvolvem as células imunológicas iniciaram normalmente a interação.

Mas, em uma segunda etapa, não eram capazes de distinguir entre anticorpos de alta e baixa afinidade, ou seja, que têm maior ou menor condições de se ligar ao antígeno.


Para os pesquisadores, foi iniciado um caminho que, com estudos adicionais sobre as regras que controlam os órgãos linfáticos nos intestinos, podem ser determinantes para o desenvolvimento de vacinas por via oral mais eficientes.

Há ainda, em várias universidades da Europa, EUA e Oceania, estudos para a implementação de vacinas aplicadas por meio de adesivos de silicone. Os estudos têm ligação com a nanotecnologia. Doses menores do produto poderiam ser utilizadas para uma imunização ainda maior.

É esta outra grande vantagem da descoberta de vacinas que não sejam injetáveis. Além do fim do incômodo com a agulha, haverá ganhos estruturais, com maior facilidade de estoque, distribuição e maior rapidez na aplicação. Seria ainda uma solução para a diminuição dos perigos oriundos do lixo hospitalar.

 

R7

Reprodução/Flickr