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O Brasil foi um dos países escolhidos para testar a eficácia da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, contra a covid-19. A aprovação do procedimento por parte da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) foi publicada na última terça-feira (2) no Diário Oficial.

A vacina experimental, conhecida como ChAdOx1 nCoV-19, começara a ser testada por aqui neste mês de junho. Em São Paulo, os testes serão conduzidos pelo Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e contaram com a viabilização financeira da Fundação Lemann no custeio de toda a infraestrutura médica e de equipamentos necessários.

 

A vinda do estudo para o Brasil foi viabilizada pela pesquisadora brasileira Sue Ann Costa Clemens, diretora do Instituto para a Saúde Global da Universidade de Siena e pesquisadora especialista em doenças infecciosas e prevenção por vacinas, investigadora do estudo.

"O mais importante é realizar essa etapa do estudo agora, quando a curva epidemiológica ainda é ascendente e os resultados poderão ser mais assertivo", explica a Dra. Lily Yin Weckx, investigadora principal do estudo e coordenadora do CRIE-Unifesp

Para a etapa dos testes em São Paulo, a Unifesp irá recrutar mil voluntários que estejam na linha de frente do combate à covid. Uma das condições é que a pessoa nunca tenha entrado em contato com a covid-19 para não comprometer o resultados dos testes.

 

"Inserir o Brasil no panorama de vacinas contra a covid-19 é um marco importante para nós, brasileiros, e acredito que poderemos acelerar soluções que tragam bons resultados e rápidos. Para a Fundação Lemann esta é mais uma importante oportunidade de contribuir em iniciativas de grande impacto para o nosso país e sua gente." Explica Denis Mizne, diretor-executivo da Fundação Lemann.

 R7

klugeA segunda onda de covid-19 pode ser evitada, mas não é inevitável. A humanidade terá que conviver com a infecção por um tempo, pois ainda não há data para uma vacina, disse nesta quarta-feira (3), o diretor-regional da OMS (Organização Mundial da Saúde) para a Europa, Hans Kluge.

"A segunda onda não é inevitável. Embora cada vez mais países estejam flexibilizando as restrições, há um risco claro de ressurgimento da infecção", disse.

Kluge destacou que hoje "as coisas não estão melhores do que no começo do ano", já que o mundo carece de uma vacina contra a covid-19. "A boa notícia é que aprendemos muito após a primeira onda e, se houver uma segunda, estaremos mais preparados", afirmou.

Quanto à vacina, ele enfatizou que "não há data específica para seu desenvolvimento", embora as melhores mentes científicas do mundo estejam trabalhando nessa tarefa.

Ao mesmo tempo, quando houver uma vacina, acrescentou, a OMS fará o possível para garantir que ela seja distribuída equitativamente entre os países do mundo.

Diminuição gradual de contágios

Hans Kluge disse que, apesar de uma diminuição nos casos de contágio, ainda existem riscos em muitos países: "Em alguns, vemos uma estabilização da situação e uma diminuição gradual no contágio; Rússia e Ucrânia seguiram esse caminho", afirmou.

A Rússia registrou outros 8.536 novos casos do novo coronavírus hoje, elevando o número total de infecções para 432.277.

Moscou, foco da infecção na Rússia, registrou hoje 1.842 novas infecções, o número mais baixo nas últimas seis semanas.

No entanto, a OMS pediu aos países da Europa, incluindo a Rússia, que seguissem com rigor suas recomendações ao flexibilizarem as restrições e organizarem eventos que envolvem multidões, como a feira anual do livro deste fim de semana, na Praça Vermelha, ou o desfile militar no dia 24.

Nesse sentido, a organização acredita que, ao organizar eventos ao ar livre, as autoridades poderão cumprir as normas sanitárias previstas nesses casos para evitar novos riscos de contágio.

 

EFE

Foto: Ida Guldbaek Arentsen / EFE/EPA

O Ministério da Saúde afirmou nesta terça-feira (2) que “não há evidências” científicas que justifiquem a elaboração de um protocolo com recomendações para o uso de cloroquina e hidroxicloquina para a prevenção da covid-19 entre profissionais de saúde.

"Estão sendo feitos estudos, mas ainda não há evidências que justifiquem a elaboração de uma orientação como foi para o tratamento precoce medicamentoso usando, dentre outros medicamentos, a cloroquina", disse Élcio Franco, secretário-executivo substituto, em coletiva do Palácio do Planalto, em Brasília.

Entretanto, no domingo (31), o Ministério das Relações Exteriores informou que o governo dos Estados Unidos entregou ao Brasil 2 milhões de doses de hidroxicloroquina, “como demonstração da solidariedade” entre os dois países na luta contra a pandemia do novo coronavírus.

“A HCQ [hidroxicloroquina] será usada como profilático para ajudar a defender enfermeiros, médicos e profissionais de saúde do Brasil contra o vírus. Ela também será utilizada no tratamento de brasileiros infectados”, dizia a nota oficial.

OMS
Na semana passada, a OMS (Organização Mundial da Saúde) suspendeu os testes com a hidroxicloroquina em pacientes com covid-19 por questões de segurança. Originalmente, a droga é indicada para o tratamento de doenças como malária, lúpus e artrite.

No entanto, ainda não há evidências científicas que comprovem o benefício da cloroquina, e seu derivado hidroxicloroquina, contra a doença causada pelo novo coronavírus.

 

Agência Brasil

 

vacincovid19Pesquisadores da Universidade de Genebra, na Suíça, e de uma rede de hospitais universitários investigam uma vacina contra o novo coronavírus, que utilizaria a tecnologia de encapsulamento celular e poderia imunizar de forma mais rápida e prolongada.

A informação foi divulgada nesta terça-feira (2) por meio de comunicado emitido pelo grupo de cientistas, que estão recebendo colaboração da universidade canadense de Laval e da companhia suíça de biotecnologia MaxiVAX.

De acordo com os pesquisadores, a nova vacina será testada em ratos na próxima semana, mais tarde, podendo ser liberada para ensaios com humanos, caso os resultados preliminares sejam positivos.

Por meio do encapsulamento celular, que até agora estava sendo avaliado em hospitais universitários de Genebra, em terapias contra o câncer, se implanta uma vacina que inclui um estimulador do sistema imunológico e contém a informação contra as proteínas, em forma de coroa, que identifica o vírus.

A tecnologia envolve as células em uma membrana semipermeável, antes de serem injetadas no paciente, com o fim de protegê-las no sistema imunológico do paciente e prevenir a rejeição pelo organismo, sem que seja necessário usar imunossupressores, conclui o comunicado.

 

EFE

Foto: Reuters