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outubrosaO número de mamografias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) caiu entre janeiro e julho deste ano, em comparação com os anos anteriores. O número de mamografias realizadas até julho de 2020 foi de 1,1 milhão, contra 2,1 milhões nos mesmos períodos de 2018 e 2019.

De acordo com o Ministério da Saúde, a pandemia de covid-19 foi o fator principal para a diminuição da procura por esse serviço, ainda que as unidades de saúde tenham mantido o atendimento e a oferta de tratamento às pacientes.

Durante o lançamento da campanha Outubro Rosa, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que ficou claro a diminuição dos atendimentos, não só de câncer, mas de todas as doenças. “Esse represamento de atendimentos e a nova ação que temos que fazer para dar vazão às demandas futuras chama-se segunda onda. Não é o repique da pandemia, é exatamente as doenças e tratamentos que foram interrompidos ou não foram começados. Esse é o desafio do SUS”, destacou.

Apesar dos problemas trazidos pela pandemia, o Ministério da Saúde destaca que em 75,54% dos atendimentos realizados neste ano, o tempo de até 60 dias entre o diagnóstico e o tratamento em todos os estágios do câncer de mama no SUS foi respeitado, conforme preconiza a Lei nº 12.732, de 2012. Em 2019, esse índice ficou em 57,32%.

Com o slogan Cuidado com as Mamas, Carinho com seu Corpo”, a campanha do Outubro Rosa de 2020 busca conscientizar as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença. No âmbito do SUS, o controle passa pelo diagnóstico precoce na Atenção Primária à Saúde e pelo rastreio mamográfico.

A recomendação é que mulheres sem sintomas ou sinais de doença com idade entre 50 a 69 anos façam a mamografia a cada dois anos. Ao ser atendida na Unidade Básica de Saúde, independentemente do motivo da procura, toda mulher nessa faixa etária deve ser abordada para a realização do exame.

De acordo com estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, o Brasil terá em 2020 mais de 66,2 mil novos casos de câncer de mama, que podem evoluir de diferentes formas. Por isso, a campanha alerta que para que as mulheres fiquem atentas ao próprio corpo.

“As usuárias devem ser empoderadas para que elas possam perceber as alterações no próprio corpo, uma vez que a autonomia do cidadão também passa pelo autocuidado. Nossas mulheres devem ser orientadas a examinar as mamas por ocasião da sua avaliação mensal, após o término da menstruação e uma vez ao ano na consulta com o ginecologista”, explicou o diretor do Departamento de Ações Estratégicas, Antônio Braga.

 

Agência Brasil

Foto: Marcelo Casal JR/Agência Brasil

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebeu na sexta-feira (2) o primeiro pacote de dados referente à CoronaVac, vacina contra a covid-19 desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, que tem parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo.

A revisão é possível devido à "submissão contínua", novo procedimento implementado pela Anvisa e específico para vacinas contra a covid-19, que permite que os documentos seja verificados à medida que se tornam disponíveis.


Um dia antes, na quinta-feira (1º), a agência havia recebido pedido da vacina de Oxford, desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e pela empresa farmacêutica sueca AstraZeneca. No Brasil, tem testes coordenados pela Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo) e será produzida pelo laboratório Bio-Manguinhos, ligado à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro.

A divulgação dos resultados preliminares dos testes da fase 3 da vacina CoronaVac está prevista para outubro, segundo anunciado pelo governador João Doria em entrevista coletiva à imprensa. Ele também afirmou que 5 milhões de doses da vacina devem chegar ao país também em outubro.

Já o Butantan informou que as doses serão encaminhadas para o Ministério da Saúde, que será responsável pela distribuição no país após a aprovação da Anvisa. Os resultados dos testes necessários para esse pedido da aprovação devem ficar prontos até o final do ano, segundo o Butantan.

Os testes estão sendo realizados pelo instituto Butantan desde 20 de julho. O estudo prevê 13 mil voluntários distribuídos entre São Paulo, Brasília, Rio de Janeira, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Os participantes recebem a segunda dose 14 dias após a primeira, então algumas pessoas já receberam e estão sendo analisadas.

O imunizante utiliza a tecnologia de vírus desativado (morto). Assim, o vírus é incapaz de infectar, mas pode produzir uma resposta imunológica. Essa tecnologia, já conhecida pelo meio científico, é considerada simples e de fácil produção.

Segundo divulgado pela Sinovac, as reações adversas foram leves e se manifestaram em apenas 5% dos voluntários nas fases 1 e 2, mas a resposta imunológica foi mais fraca em idoso do que em adultos mais jovens.

 

R7

porcosA Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi), já deu início ao processo de investigação sobre a possibilidade de outras contaminações de peste suína clássica, após a confirmação de um novo foco em Parnaíba, no início da semana. Propriedades rurais da região devem ser visitadas para que os técnicos da Adapi possam coletar informações e amostras para serem analisadas.

A propriedade onde o foco da doença foi identificado foi interditada e os animais sacrificados, seguindo a determinação do Ministério da Agricultura. O local também passa por um processo de desinfecção para eliminação do foco. O trabalho é realizado pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapi), também responsável pelas investigações para rastreamento da provável origem.

"É um criatório que fica localizado na periferia de Parnaíba. As medidas foram adotadas, como interdição do estabelecimento, sacrifício dos animais e também a desinfecção. A partir de então, foram dada continuidade às ações de investigação complementar para saber a origem desse foco e investigar possível contato desses animais com outros estabelecimentos e, se for o caso, investigar possíveis novos focos", explica o gerente de Defesa Animal da Adapi, Idilio Moura.

Ainda de acordo com a Agência de Defesa Agropecuária, a Peste Suína Clássica não atinge os seres humanos, mesmo assim é preciso tomar alguns cuidados ao consumir a carne. "A Peste Suína é uma doença que atinge somente os suínos domésticos e selvagens, no entanto, orientamos a população a consumir carne que seja inspecionada por um médico veterinário, para garantir a qualidade, mesmo sabendo que a doença não passa para o ser humano", destaca  Idilio Moura.

Peste Suína

A Peste Suína Clássica (PSC), também conhecida como febre suína ou cólera dos porcos, é uma doença viral, altamente contagiosa, que afeta somente suínos e javalis. Não oferece riscos à saúde humana e não tem impacto na saúde pública.

O estado do Piauí faz parte da zona não reconhecida como livre de PSC, juntamente com outros 10 estados (Alagoas, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco).

 

cidadeverde

Foto: divulgação Governo federal

vacinUma vacina contra a Covid-19 pode estar pronta até o final deste ano, disse o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta terça-feira (6), sem dar mais detalhes.


Em discurso ao término de dois dias de reuniões do Conselho Executivo da OMS, Tedros disse: "Vamos precisar de vacinas e há esperanças que possamos ter uma vacina até o final deste ano. Há esperança".

Nove vacinas experimentais fazem parte da iniciativa global Covax, que visa distribuir 2 bilhões de doses até o final de 2021.
No dia 2 de outubro, Tedros anunciou que as fabricantes das vacinas que estão sendo testadas contra a Covid-19 já podem solicitar aprovação para seu uso emergencial. Segundo a entidade, existem 193 candidatas a vacina contra a doença, 42 delas em ensaios clínicos e 151 em estágio pré-clínico.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que vai começar a análise dos primeiros resultados de testes de uma vacina contra Covid-19 em um processo que, futuramente, pode acelerar o trâmite do pedido de registro da vacina. A agência governamental recebeu da farmacêutica AstraZeneca a solicitação para analisar os estudos já produzidos.

A Anvisa reduziu a exigência da documentação inicial e simplificou o processo para análise dos imunizantes contra o novo coronavírus, que poderão ser enviados pelas empresas de acordo com a evolução dos trabalhos e não somente todos de uma só vez.

 

Reuters