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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) concedeu a certificação de Boas Práticas de Fabricação às empresas que participam do processo de fabricação da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Pfizer/Biontech.

A certificação tem validade de dois anos e é um dos requisitos da análise do registro do imunizante. De acordo com a Anvisa, a etapa é "parte dos esforços contínuos da Agência para a disponibilização de vacinas com qualidade, segurança e eficácia para a população, no menor tempo possível".


Com o certificado, a Pfizer precisa apenas da aprovação do pedido de uso emergencial da vacina para receber chancela da Anvisa para iniciar a imunização da população. O mesmo certificado já foi concedido às fabricantes da AstraZeneca e da Sinovac.

Ao todo, participam quatro empresas nos processos de fabricação do insumo farmacêutico ativo biológico, bem como da formulação da vacina desenvolvida pela Pfizer/Biontech. Das quatro empresas, a Anvisa afirma ter informações suficientes de três delas quanto ao cumprimento das boas práticas de fabricação, restando pendente informações relativas a apenas uma.

 

R7

biontechÉ cada vez mais provável que o Sars-CoV-2, vírus causador da covid-19, se torne endêmico entre os seres humanos, em alguns animais ou em ambos, ou seja, não desaparecerá com as vacinas, afirmaram nesta segunda-feira (28) especialistas em doenças infecciosas.

"O cenário mais provável é que o vírus se torne outro vírus endêmico, com um nível muito baixo de ameaça no contexto de um programa mundial de vacinação", disse em entrevista coletiva Mike Ryan, um dos principais nomes da OMS (Organização Mundial da Saúde) no combate à covid-19.


"A existência de uma vacina, mesmo uma altamente eficaz, não é garantia de que uma doença infecciosa seja eliminada ou erradicada", acrescentou Ryan, diretor de emergências sanitárias da OMS.

Os especialistas da entidade já tinham comentado que havia a possibilidade de o coronavírus se tornar endêmico, uma previsão que ganha força com o que já foi aprendido sobre o vírus desde então. Entretanto, a vacinação ajudará a controlar a propagação do coronavírus e a normalizar as sociedades, comentou Ryan.

O especialista em doenças infecciosas David Heymann disse que "o conceito de imunidade de rebanho (ou grupo) é um mal-entendido quando se acredita que, de alguma forma, diminuirá a transmissão se um número suficiente de pessoas for imunizado.


Heymann, que comandou a unidade anti-Sars da OMS, disse que ninguém pode prever como a imunidade evoluirá porque há muitas coisas que ainda não são conhecidas sobre imunidade, como o tempo que a imunidade é fornecida por vacinas licenciadas.

"Parece que o destino deste coronavírus é se tornar endêmico, como aconteceu com outros. Este coronavírus continuará a sofrer mutações à medida que se reproduz em células humanas, especialmente em áreas de transmissão intensa", explicou.

O cientista antecipou que o mundo poderá viver com o novo coronavírus graças a todas as ferramentas de saúde pública que foram desenvolvidas neste ano. "O coronavírus continuará se espalhando apesar das vacinas, tratamentos e exames de diagnóstico. Temos de aprender a viver com ele", analisou Heymann.

 

R7 com EFE

Foto: HANNIBAL HANSCHKE/REUTERS

 

O formato do seu corpo pode ter ação direta sobre sua saúde. O excesso de gordura corporal traz prejuízos à saúde, mas a localização desse acúmulo de gordura pode aumentar o risco de doenças metabólicas e cardiovasculares. Entenda:


Formato Maçã: acúmulo de gordura abdominal, concentrada na região da barriga e do abdômen como um todo. É a gordura visceral, encontrada entre e dentro dos órgãos, o que está relacionado com doenças cardiovasculares, hipertensão, resistência à insulina e diabetes. É relacionada à obesidade androide, mais comum em homens.


É um biotipo mais masculino, mas também atinge mulheres, especialmente após a menopausa. Antes da menopausa, o estrogênio protege o organismo do acúmulo da gordura abdominal.


Formato Pera: acúmulo de gordura na região de coxas e quadril. É relacionada à obesidade ginoide, sendo mais comum em mulheres. Acarreta menor alteração metabólica e cardiovascular do que o formato pera, sendo menos prejudicial à saúde.


Formato Banana: é o formato do corpo de indivíduos longilíneos, magros. Oferece baixo risco de doenças metabólicas e cardiovasculares, sendo a melhor forma corporal para a saúde.


Circunferência abdominal
A circunferência abdominal é uma medida que prediz o risco de doença cardiovascular. Por isso o formato de maçã é tão perigoso para a saúde. Veja a tabela abaixo:

Relação entre tamanho da circunferência abdominal e risco de doença cardiovascular

Sexo Baixo risco Risco médio para alto Risco alto
Homens Menor que 94 cm Entre 94 cm e 102 cm Maior que 102 cm
Mulheres Menor que 80 cm Entre 80 cm e 88 cm Maior que 88 cm


Ter uma dieta equilibrada, manter peso "saudável" e praticar exercício físico regularmente são fundamentais para a redução da gordura corporal.

 

Eu Atleta

astrazenecaO diretor executivo do laboratório farmacêutico AstraZeneca, Pascal Soriot, disse neste domingo (27) que o laboratório encontrou uma "fórmula vencedora" para fazer com que sua vacina contra a covid-19 tenha uma eficácia do mesmo nível da Pfizer/BioNTech, de 95%, e da Moderna, 94%.

“Acreditamos ter encontrado a 'fórmula vencedora' para atingir uma eficácia que, após duas doses, é tão elevada quanto todas as outras”, explicou Soriot ao jornal Sunday Times deste domingo sobre o composto que a empresa desenvolve com a Universidade de Oxford.


AstraZeneca e Oxford publicaram em novembro os resultados preliminares de seu estudo clínico em dois grupos: um recebeu duas doses completas da vacina, com resultado de 62% de eficácia, enquanto o outro recebeu meia dose, seguida de uma dose completa mês depois, com eficácia de 90%.

De acordo com o "Sunday Times", a preparação de Oxford e AstraZeneca - muito mais barata e mais fácil de preservar do que as vacinas da Moderna e da Pfizer - receberá a aprovação da autoridade reguladora britânica esta semana. Portanto, espera-se que o início do uso em pessoas se dê nos primeiros dias de janeiro.

Soriot acredita que sua vacina "deve ser eficaz" com as novas cepas do vírus, mas reconhece que "eles não podem ter certeza". Portanto, ensaios adicionais serão necessários.

Por acaso, o farmacêutico e o laboratório de Oxford já estão trabalhando em novas versões da vacina, caso sejam necessárias.

Produção no Brasil
O governo brasileiro firmou um acordo de compra e de transferência de tecnologia com a AstraZeneca no valor de R$ 1,3 bilhão.

Com o contrato, a Fiocruz vai poder produzir a vacina na planta de Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro.

A expectativa do Ministério da Saúde é receber 100 milhões de doses da vacina de Oxford importadas até junho do ano que vem, sendo as primeiras 15 milhões até fevereiro.

"No segundo semestre, já com a tecnologia transferida, podemos produzir com a Fiocruz até 160 milhões de doses a mais", disse o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no começo deste mês.

 

R7

Foto: DADO RUVIC/REUTERS